O município do Seixal, com 94 km2 de superfície, é composto por 6 freguesias (Aldeia de Paio Pires, Amora, Arrentela, Corroios, Fernão Ferro e Seixal).
O concelho do Seixal apresenta actualmente cerca de 170 mil habitantes. Apesar de apresentar desde sempre crescimentos populacionais, registou a partir dos anos 70, um fenómeno de boom populacional, devendo-se o mesmo a factores relacionados, entre outros, com a melhoria das acessibilidades e progressão da mobilidade, principalmente ao nível dos transportes públicos, localização geográfica relativamente a Lisboa, fixação da Indústria e também, à necessidade de procura de habitação a preços mais acessíveis.
O significativo crescimento e desenvolvimento deste concelho transformou, num curto espaço de tempo, um território de características predominantemente rurais num concelho urbano constituído por aglomerados de grandes dimensões, quer populacionais quer em número de empresas e estabelecimentos e ainda de equipamentos sociais. Esta dinâmica de crescimento deu origem em 1993 à elevação, quer da vila do Seixal e sua área envolvente quer da vila de Amora, à categoria de cidades, assim como da povoação de Corroios à categoria de vila. As duas cidades e a vila albergam, no seu conjunto, aproximadamente 83% da população total concelhia.
O principal recurso natural do concelho é a Baía do Seixal, criada a partir da reentrância de um braço do Rio Tejo que une, através da presença do elemento água, as freguesias de Seixal, Arrentela, Amora e Corroios e cuja área ocupa a quase totalidade dos 8% de Reserva Ecológica Nacional (REN) que o mesmo possui. Este recurso, representa um potencial que hoje se assume muito mais amplo e diversificado, contribuindo para o equilíbrio do ambiente urbano, bem como para a melhoria da qualidade de vida das populações.
O Seixal aposta numa política de ordenamento das actividades económicas em concentrações organizadas por Parques de Actividades Económicas. Assim, está presente a preocupação de, por um lado, organizar o tecido empresarial do concelho, não permitindo a dispersão territorial indiferenciada, e por outro, revitalizar o espaço ocupado pela Antiga Siderurgia Nacional, uma vez que, o Parque Industrial do Seixal - PIS se encontra nos terrenos desta indústria.
Verifica-se uma diversificação de actividades empresariais, não apenas na indústria, mas também nos serviços, o que traduz uma dinâmica e capacidade para atracção de investimento privado e criação de emprego, tendo sido esta a sua evolução histórica, com as fábricas de lanifícios, indústria transformadora e siderurgia, originando assim uma maior independência face a Lisboa.
O concelho do Seixal, enquanto espaço de centralidade, em termos empresariais e populacionais, começa assim a assumir-se, devido à sua posição geográfica, quer no âmbito da Península de Setúbal, como da Área Metropolitana de Lisboa, posição esta que tem vindo a ser reforçada através do investimento nas acessibilidades ferro e rodoviárias e na melhoria da rede de transportes públicos.
A rede viária principal que atravessa o Concelho garante, fundamentalmente, para norte as ligações a Almada e Lisboa e para sul a Setúbal. A linha de caminho-de-ferro que actualmente liga Lisboa ao Fogueteiro através da Ponte 25 de Abril, veio reforçar estas interligações. A via designada (no Plano Rodoviário Nacional) por CRIPS (Circular Regional Interna da Península de Setúbal) que irá constituir uma circular de grande importância para a península de Setúbal, permitirá uma ligação entre as pontes sobre o Tejo, o que facilitará as relações entre os municípios ribeirinhos.
O Metropolitano Sul do Tejo (MST) é um transporte privilegiado de ligação entre diversos aglomerados do Seixal e Almada e futuramente com os concelhos de Barreiro e Montijo.
Em todo o concelho é já muito variada a oferta de equipamentos culturais, desportivos e de lazer, que permitem, aos que aqui habitam e trabalham, diversificar a utilização dos seus tempos livres. No entanto, não deixaram de ser protegidos os valores patrimoniais que contam a história do Concelho e para além dos edifícios classificados estão identificados núcleos urbanos antigos (Seixal, Amora, Arrentela e Aldeia de Paio Pires) onde se vão desenvolvendo acções de conservação e revitalização, sem descurar a melhoria das condições de habitabilidade.
A visitar
O
Património Natural no concelho do Seixal é marcado essencialmente pela ocupação de cerca de 10% do seu território por Reserva Ecológica Nacional, onde se integra o Sapal de Corroios, o Sapal de Coina e o Sapal do Talaminho. A Baía do Seixal é o ex-libris do Concelho, que pela sua singularidade tem condições naturais para a realização de diversas práticas desportivas e de lazer, oferecendo uma paisagem privilegiada. É de salientar a riqueza ornitológica e a fauna aquática existentes, em particular no Sapal de Corroios. Este local serve de pouso temporário para muitas aves migratórias como o flamingo, o alfaiate, o perna-longa, a garça e o pato-bravo, que aqui procuram alimento e abrigo. O Sapal de Corroios funciona também como uma "maternidade" e "creche" para diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes. Ao longo das margens da Baía do Seixal, é possível, por vezes, observar as aves a alimentarem-se, sendo as mais emblemáticas as garças, reais e esporadicamente colónias de flamingos.
O
Moinho de Maré de Corroios foi mandado construir em 1403 por D. Nuno Álvares Pereira, proprietário de uma grande parte das terras situadas em redor do Seixal. Em 1404, o Condestável doou-o, assim como aos bens que tinha nesta região, ao Convento do Carmo, ordem religiosa de que era Mestre. Já no início do século XVIII foi ampliado, mas não tardou a sofrer novamente obras, pois o terramoto de 1755 causou-lhe grandes estragos. Este Moinho, conhecido também por Moinho do Castelo, mantém-se em condições de funcionamento até aos nossos dias. Em 1980 foi adquirido pela Autarquia. Durante 6 anos sofreu obras de restauro e em 1986 abriu ao público, como núcleo do Ecomuseu Municipal do Seixal. Neste momento, devido a obras de conservação e requalificação, este núcleo encontra-se encerrado ao público prevendo-se a reabertura durante este ano.
Em 1906, estabeleceu-se no Seixal a firma
L. Mundet & Sons. Esta
fábrica, que se tornaria a maior empresa do
sector corticeiro do País e durante algum tempo do mundo, reconhecida também pelo seu papel inovador na área da política social, viria, a partir de meados da década de 1950, fruto do aparecimento de novos materiais como o plástico, a entrar num lento processo de decadência.
Em 1988, após um longo período de lutas sociais e de várias tentativas de viabilização económica, a fábrica é definitivamente encerrada.
Em 1996, é adquirida pela Câmara Municipal do Seixal, que musealizou dois edifícios da Fábrica – Edifícios das Caldeiras de Babcock e o Edifício das Caldeiras de Cozer. Nestes dois espaços, é possível visitar exposições temporárias relativas ao Património Industrial do Concelho. A
Mundet apresenta-se hoje como um lugar carregado de história e de vida de algumas gerações de Seixalenses.
Horários de Inverno (Outubro-Maio):
De 3ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Sábados e Domingos, das 14h às 17h
Horários de Verão (Junho-Setembro):
De 3ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Sábados e domingos, das 14.30h às 18.30h
Encerramento: 2 as feiras, feriados nacionais e municipal
Morada: Largo 1º de Maio – Seixal
No
Núcleo Naval visitamos a oficina de construção artesanal de modelos de barcos do Tejo. Neste local, dois artífices ocupam-se quotidianamente da construção e da reparação de modelos, executados à escala, a partir da reprodução de planos adquiridos no Museu de Marinha, bem como de planos originais de embarcações do Tejo.
Neste núcleo está patente uma exposição permanente, onde se tem a oportunidade de ver e ouvir as imagens e os sons da construção naval, de forma a transmitir a memória dos antigos estaleiros navais do Rio Judeu. Neste local estão expostos vários modelos de embarcações tradicionais do Tejo, que podem ser interpretadas através dos diversos apoios audiovisuais.
Horários de Inverno (Outubro-Maio):
De 3.ª a 6.ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Sábados e domingos, das 14h às 17h
Horários de Verão (Junho-Setembro):
De 3.ª a 6.ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Sábados e domingos, das 14.30h às 18.30h
Encerramento: 2. as feiras, feriados nacionais e municipal
Morada: Av. da República -
Arrentela
A origem da Quinta (
Quinta da Trindade) remonta aos finais do século XIV, aquando da fundação de um convento pela ordem religioso-militar da Santíssima Trindade, que também fundou no mesmo espaço uma ermida denominada da Boa Viagem.
Com o terramoto de 1755, não só a ermida mas também o convento ficaram destruídos. A reconstrução do edifício apalaçado ficou a cargo de um indivíduo de apelido Martins (alcunhado de Rei do Lixo), que para além do edifício construiu um outro mais pequeno de planta quadrada, rematado por merlões, assemelhando-se a um pequeno castelo.
No interior do edifício, bem como no exterior - nos muros que o cercam -, podemos encontrar restos de azulejos figurativos e geométricos e estatuetas de conventos, mosteiros e igrejas que ficaram abandonados após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, e que habilmente foram recolhidas por Martins, que depois aqui os veio aplicar.
Ao percorrer os dois andares do edifício principal da Quinta da Trindade, obtém-se uma panorâmica geral da história do azulejo em Portugal, visto existirem exemplares representativos dos mais diversos géneros e tendências decorativas. Para se visitar a Quinta da Trindade, é necessário efectuar marcação junto do Serviço Educativo do Ecomuseu Municipal do Seixal.
Visitas – Serviço Educativo do Ecomuseu: 21 227 62 90
Morada: Av. M.U.D. Juvenil, Azinheira, Seixal
A
Quinta da Fidalga, cuja fundação remonta ao século XV, teve sempre funções agrícolas e de lazer, surgindo associada a Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, o qual se teria fixado nas terras do Seixal para assistir à construção de caravelas destinadas à descoberta do caminho marítimo para a Índia. Já no século XVIII, destacava-se pelos seus excelentes pomares de citrinos, com ruas cobertas de árvores silvestres e parreiras postas em latadas e pelo seu sofisticado sistema de rega.
Distingue-se também pelo magnífico Lago de Maré, que constitui um monumento raro ou quase único na arquitectura hidráulica portuguesa. Possui ainda uma capela que foi integrada no palacete em meados do século XX, em substituição de outra mais antiga. As paredes interiores do actual templo estão revestidas de azulejos do século XVIII e de reproduções também deste período.
Em 1952, o palacete e os arruamentos da Quinta tiveram intervenções arquitectónicas dirigidas pelo Arquitecto Raul Lino, tendo distribuído azulejos, de várias épocas, nomeadamente hispano-árabes, por vários pontos da propriedade.
A Quinta da Fidalga é propriedade da Câmara Municipal do Seixal desde 2001, e, de entre os vários projectos previstos para este espaço, destaca-se o Centro Internacional de Medalha Contemporânea do Seixal.
Horários de Inverno (Outubro-Abril):
De 3.ª a domingo, das 10.15h às 17.45h
Horários de Verão (Maio-Setembro):
De 3.ª a domingo, das 10.15h às 19.45h
Encerramento: 2. as feiras
Morada: Av. da República - Arrentela
A
Igreja Matriz de Arrentela (
Igreja de Nossa Senhora da Consolação), dedicada a Nossa Senhora da Consolação, remonta aos finais do séc. XV ou princípios do séc. XVI, e está classificada como Imóvel Classificado de Interesse Público. O estilo decorativo predominante é o barroco, resultante das grandes obras que a igreja sofreu após o terramoto de 1755. O seu interior, de uma só nave, é revestido por uma série de painéis de azulejos representando cenas da vida da Virgem Maria. O altar-mor, em talha dourada, anterior ao terramoto, possui um conjunto de colunas salomónicas, um minucioso sacrário e uma pintura figurando a Adoração do Santíssimo Sacramento. Na cobertura da nave pode-se observar um magnífico trabalho de estuque em relevo, de várias cores, onde se destaca uma imagem da Padroeira, com a muleta - barco de pesca típico desta região - a seus pés, rodeada de pescadores, fidalgos e dos quatro evangelistas.
Morada: Largo do Agro, Calçada da Boa-Hora, Arrentela
A
Igreja Paroquial de Corroios (
Igreja de Nossa Senhora da Graça),
consagrada a Nossa Senhora da Graça, data do séc. XIV. No entanto, a edificação primitiva ruiu com o terramoto de 1755, tendo a população, que rondava os 170 habitantes, procedido de imediato à sua reconstrução.
Esteve abandonada e encerrada ao culto desde 1852 até ao início do século XX, tendo os seus bens sido entregues à Irmandade do Santíssimo Sacramento de Amora e ao Seminário Patriarcal. Em meados do século XX, sofreu grandes obras de restauro e só em 15 de Setembro de 1973 voltou a ser reintegrada na sua função de Igreja Paroquial.
Sítio com vestígios arqueológicos soterrados, nomeadamente sepulturas do Período Medieval-Moderno: séculos XV-XVI.
Morada: Rua de Nossa Senhora da Graça,
Corroios
À antiga ermida do século XVI sucedeu a actual igreja de Nossa Senhora da Conceição, que foi concluída em 1728, no entanto, com o terramoto de 1755 ficou bastante danificada, tendo sido restaurada em 1858 e em 1904. A fachada principal e respectiva torre sineira estão revestidas a azulejos azuis e brancos do século XIX. No interior podemos observar um magnífico tecto com pinturas sobre madeira de Pereira Cão, figurando no medalhão central a Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, e outros dois mais pequenos com os bustos de S. Pedro e S. Paulo. As paredes da capela-mor estão revestidas a estuque marmoreado e talha dourada, do século XVIII, encontrando-se ainda quatro painéis sobre tela representando a Anunciação , a Visitação , S. João Evangelista e a Aparição do Anjo a S. Pedro . Esta igreja é Imóvel Classificado de Interesse Concelhio.
Morada: Largo da Igreja (
Igreja de Nossa Senhora da Conceição),
Seixal
Inicialmente este local de culto era somente uma pequena capela, com um telhado de duas águas, onde existia um pequeno altar e se venerava N. Sr.ª da Anunciada. Diz-se mesmo que D. Paio Peres Correia (cavaleiro das hostes de D. Afonso Henriques, ao qual a localidade deve o seu nome), quando aqui acampou com as suas tropas já encontrou esta capela e que prestou culto aos pés desta santa.
Em 1850, um filho da terra, proprietário de uma livraria em Lisboa (na Rua do Ouro), de seu nome José António Rodrigues, contactou com várias personalidades e conseguiu a verba suficiente para transformar a Igreja Matriz. Esta obra contou também com o apoio da família Lima que era bastante devota a esta Santa. A obra foi terminada em 1851, precisamente no 1.º domingo de Agosto para as festas da N. Sr.ª da Anunciada. Para além da imagem de Nossa Senhora da Anunciada, podemos ver também imagens de S. Francisco Xavier, S. Sebastião, Santo António, Imaculada Conceição, Nossa Senhora da Consolação, Sagrado Coração de Jesus e S. José.
Morada: Largo Alfredo José Almeida Lima (
Igreja de Nossa Senhora da Anunciada),
Aldeia de Paio Pires
A imagem da N. Sr.ª do Monte Sião, segundo Frei Agostinho de Sta. Maria, única na Europa, apareceu na
Amora (Monte Sião), onde se edificou em sua memória a primeira ermida, pouco depois da tomada de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques, no ano de 1147.
Com o contributo dos devotos, a ermida existente passou rapidamente a ser uma igreja de uma só nave, com alpendre e com a porta principal virada a poente. Para além do altar-mor podemos ver as duas capelas colaterais, a do Evangelho, dedicada a N. Sr.ª do Rosário, e a da Epístola, dedicada às almas com a imagem de S. Miguel. Para além da imagem da Santa Padroeira, podemos ainda apreciar imagens de Santa Teresinha, Nossa Senhora de Fátima, Santa Filomena, Nossa Senhora das Dores e o Sagrado Coração de Jesus.
Morada: Largo da Igreja (
Igreja de Nossa Senhora do Monte Sião), Amora
No concelho do Seixal existem 5
Núcleos Urbanos Antigos definidos: Seixal, Arrentela, Amora de Cima, Amora de Baixo e Aldeia de Paio Pires.
Os Núcleos Urbanos Antigos do concelho do Seixal, para além das suas particularidades específicas, têm características comuns, nomeadamente uma malha urbana que se desenvolveu espontaneamente, consoante as necessidades demográficas. A existência de unidades fabris e das profissões, presentes no início do século XX em cada uma das localidades, foi também factor de grande influência no crescimento e desenvolvimento das ruas e da toponímia existente até aos dias de hoje.
Caracterização do Concelho
Área – 95,5 km2
Habitantes – 164 715
Freguesias – 6
Feriado Municipal – 29 de Junho
Presidente da Câmara Municipal – Alfredo José Monteiro da Costa
Presidente da Assembleia Municipal – Joaquim Estêvão Miguel Judas
Freguesias:
- Aldeia de Paio Pires
- Amora
- Arrentela
- Corroios
- Fernão Ferro
- Seixal
Contactos Câmara Municipal
Rua Fernando de Sousa, 2 Seixal
2840-515 SEIXAL
Telefone: 212276700
Fax: 212275702
presidencia@cm-seixal.pt
www.cm-seixal.pt
Sesimbra
É provável que Sesimbra tenha tido a sua primeira ocupação humana 1 200 000 anos a.C., quando os primeiros Hominídeos – Homus Erectus - se refugiavam nas grutas e pequenos povoados agrícolas.
Terá sido depois ocupada por romanos, bárbaros e, mais tarde, pelos árabes.
Sesimbra torna-se portuguesa no ano de 1165, quando D. Afonso Henriques a conquistou aos árabes, seguindo-se um período conturbado de tomadas e reconquistas que só viria a terminar em 1200, com o domínio definitivo liderado por D. Sancho. Um ano depois, o rei passa carta de foral à povoação, doada mais tarde, em 1236, aos cavaleiros da Ordem de Santiago, que a expandiram para fora das muralhas do castelo.
No início do século XVIII, as terras de Sesimbra, propriedade dos Duques de Aveiro (últimos representantes da Ordem de Santiago), passam para a tutela real, assim como o poder civil e as crenças religiosas.
Com o século XIX, o concelho sofre algumas vicissitudes, desde a conquista napoleónica à guerra civil de 1834-1836, que levaram ao desfasamento de diversos pontos militares costeiros.
O concelho é novamente renovado nos finais do século XIX, princípios do século XX.As actividades económicas que mais se destacam em Sesimbra são as agrícolas e piscatórias, responsáveis por grande parte do emprego.
As artes de pesca mais utilizadas são as redes de emalhar fundeadas, as armadilhas, os aparelhos de anzol, os arrastos de vara, as redes cercadoras, as xávegas, as redes de arrasto pelágico e as redes de arrasto de fundo.
A visitar
O
Museu de Arqueologia, onde podem ser apreciados achados arqueológicos e outro espólio da história do concelho.
O
Museu do Mar, inaugurado em 1987, com fotografias e outros materiais relativos à pesca
A
Igreja da Santa Casa da Misericórdia, de construção quinhentista, pelo conjunto de azulejos nas paredes e pelo altar-mor uma talha dourada. O
Senhor das Chagas é a imagem representada no monumento assim como a imagem de
Nossa Senhora do Rosário, em mármore, num altar de pedra polícromo de 1696.
A
Igreja Matriz de Santiago, construída em 1533, onde a capela-mor apresenta um tecto de abóbada ornamentada com pintura de finais do século XVIII.
O
Santuário de Nossa Senhora do Cabo, no cabo Espichel, ladeado por edifícios que serviram de albergue aos peregrinos.
O
Castelo de Sesimbra, conquistado por D. Afonso Henriques em 1165.
A
Fortaleza de S. Tiago, no centro da baía de Sesimbra, é um monumento de arquitectura militar seiscentista, com o interior constituído por diversas divisões militares ainda conservadas, como a residência do governador, as cisternas e as masmorras.
O
Forte de S. Teodósio, vulgarmente conhecido como
Forte do Cavalo, edificado entre 1648 e 1652.
Caracterização do Concelho
Área – 195,0 km2
Habitantes – 44 046
Freguesias – 3
Feriado Municipal – 4 de Maio
Presidente da Câmara Municipal – Augusto Manuel Neto Carapinha Pólvora
Presidente da Assembleia Municipal – Joaquina Odete Martins da Graça
Freguesias:
- Quinta do Conde
- Sesimbra (Castelo)
- Sesimbra (Santiago)
Contactos Câmara Municipal
Rua da República, 3
2970-741 SESIMBRA
Telefone: 212288500
Fax: 212288526
cmsesimbra@mun-sesimbra.pt
www.cm-sesimbra.pt
Setúbal
A capital do distrito tem registos de ocupação humana ainda na pré-história, tendo sido encontrados vestígios do período Neolítico. Desde a Idade do Ferro que o núcleo urbano da cidade foi intensamente ocupado.
Com os romanos, nos séculos I a IV da nossa era, nasceu Cetóbriga, um importante núcleo urbano e industrial ligado à salga de peixe, que se estendeu pelas duas margens do rio Sado, integrando Tróia.
Esta ocupação está, aliás, amplamente demonstrada, nomeadamente com as unidades de salga de peixe e de produção cerâmica, dispersas pelas zonas litorais.
A decadência surgiria nos séculos V a XII, com as invasões bárbaras e a ocupação muçulmana.
A conquista de Palmela aos mouros e o estabelecimento da Ordem de Santiago de Espada terão sido responsáveis pelo repovoamento do território. Em 1249, Setúbal recebeu a sua primeira carta de foral, por D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem.
Indústria e comércio foram as principais actividades económicas desenvolvidas no século XV.
A época dos Descobrimentos trouxe grande desenvolvimento à região, tendo D. Afonso V, em 1548, partido do porto de Setúbal à conquista de Alcácer Ceguer.
O título de "notável villa" é concedido em 1525, por D. João III, surgindo duas novas freguesias, a de S. Sebastião e a da Anunciada, que se juntaram às de S. Julião e Santa Maria.
Para a História fica também a enorme destruição provocada pelo terramoto de 1755, sobretudo nas freguesias localizadas na zona mais baixa de Setúbal.
O século XIX foi período de grande desenvolvimento económico, tornando-se a vila num dos mais importantes centros comerciais e industriais do país.
Em 1860, Setúbal é elevada a cidade, e em 1926 elevada a sede de distrito.
A visitar:
O
Castelo de São Filipe, mandado construir por Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal), com a sua forma de uma estrela irregular de seis pontas. Conserva ainda uma pequena capela barroca, revestida por azulejos de 1736.
O
Forte de Santiago do Outão, cuja primeira referência data de 1390, numa ordem de D. João I para a construção de uma torre de vigia costeira. Sofreu ao longo dos séculos diversas obras de ampliação e remodelação. Já no século XX, depois de ter sido prisão e casa de férias da família real, foi oferecido por D. Amélia para aí instalar um sanatório. Foi mais tarde transformado em Hospital Ortopédico de Santiago do Outão.
O
Forte da Arrábida, construído em 1676, após o fim da Guerra da Restauração, tinha por missão reforçar a defesa da costa entre o Forte de Santiago de Sesimbra e o Forte de Santiago do Outão. Alberga hoje o
Museu Oceanográfico e das Pescas.
O
Convento de Jesus, no Largo de Jesus, fundado em 1490, constitui um dos marcos principais do Manuelino em Portugal. A capela-mor é revestida de azulejos de caixilho e nela foi instalado em 1520-1530, um retábulo de pintura exposto na Galeria de Pintura Renascentista.
O Museu de Setúbal, instalado há mais de 30 anos no Convento de Jesus, com a sua galeria de pintura quinhentista onde se pode ver um antigo retábulo da igreja de Jesus, da primeira metade do século XVI, constituído por 14 painéis denominados “primitivos de Setúbal”, e considerado um dos mais notáveis conjuntos da Arte do Renascimento em Portugal.
A
Igreja de São Lourenço, em Vila Nogueira de Azeitão, é uma igreja rural, com azulejos do século XVIII e um belíssimo painel de “majólica italiana” do século XVI.
O
Palácio da Bacalhoa e a
Quinta das Torres, em Azeitão
O
Convento da Arrábida, fundado no século XVI por frades Franciscanos.
Todo o
Parque Natural da Arrábida, pela sumptuosidade da paisagem, e a
Reserva Natural do Estuário do Sado, local de nidificação e repouso para a avifauna, e de desova, desenvolvimento e crescimento de muitas espécies de peixes.
Caracterização do Concelho
Área – 171,9 km2
Habitantes – 120 117
Freguesias – 8
Feriado Municipal – 15 de Setembro
Presidente da Câmara Municipal – Maria das Dores Marques Banheiro Meira
Presidente da Assembleia Municipal – Ricardo Jorge Fialho Oliveira
Freguesias:
- Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra
- Sado
- São Lourenço
- São Simão
- Setúbal (Nossa Senhora da Anunciada)
- Setúbal (Santa Maria da Graça)
- Setúbal (São Julião)
- Setúbal (São Sebastião)
Contactos Câmara Municipal
Praça do Bocage
2901-866 SETÚBAL
Telefone: 265541500
Fax: 265238855
cmsetubal@mun-setubal.pt
www.mun-setubal.pt
Sines
Os vestígios da passagem do Homem pelo Cabo de Sines remontam à Pré-História. A primeira presença humana data do período Paleolítico, quando se formou a primeira comunidade em acampamento junto das ribeiras Junqueira, Morgavel e Berbelogão. No Neolítico, fixam-se os grupos populacionais, devido à abundância de peixe e marisco. Os Púnicos (Cartagineses) terão sido os pioneiros na utilização da Ilha do Pessegueiro como zona portuária.
Nos últimos 2000 anos a região foi ocupada por Romanos, Visigodos e Árabes.
Aldeia de pescadores, Sines foi conquistada aos árabes em finais do século XII ou início dos séculos XIII e em 1217, no reinado de D. Afonso III, foi confiada à Ordem de Santiago de Espada, como reconhecimento real dos seus serviços no combate aos mouros. A 24 de Novembro de 1362 D. Pedro I eleva Sines à categoria de vila, concedendo-lhe carta de foral que viria a ser confirmada por D. Manuel I, em 1512. Extinto durante o século XIX, o concelho foi novamente restaurado em 1914. Durante as décadas seguintes a Vila desenvolveu-se moderadamente, tendo como principais actividades económicas a pesca, a indústria de conservas, e, durante a época estival, o turismo. Em finais da década de 70, é instalado um vasto complexo industrial que rapidamente adquiriu uma importância regional e nacional. A cidade tem crescido em torno do porto de águas profundas, cuja importância na economia do nosso país é incontornável.
A parte sul do concelho (freguesia de Porto Covo) possui algumas das mais belas e virgens praias do concelho e está integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
A visitar
A
Igreja de Nossa Senhora das Salas ou Salvas, mandada erigir, segundo consta, por uma princesa grega. O edifício actual tem características manuelinas, ostentando, na fachada, uma inscrição alusiva à sua reconstrução por ordem de Vasco da Gama, em 1529. Tem o seu tesouro disponível para visita desde 2006.
A
Igreja Matriz de São Salvador, junto ao Castelo, edificada no século XVII. Conserva algumas pedras visigóticas de um templo que anteriormente existia no local.
A
Igreja do Espírito Santo ou da Misericórdia, junto ao Castelo e à Igreja Matriz. Acolhe desde 2007 o primeiro núcleo do Museu de Sines.
O
Castelo de Sines, debruçado sobre a baía, erigido na primeira metade do século XV como condição para a concessão da carta de foral. Funcionava como o local de habitação do alcaide-mor da vila e um dos seus mais conhecidos hóspedes foi Estêvão da Gama, pai de Vasco da Gama.
O
Centro de Artes de Sines, inaugurado em 2005, é o principal edifício contemporâneo de Sines. É um dos mais destacados exemplos da nova arquitectura portuguesa, como comprova a sua inclusão como finalista no prémio Mies van der Rohe, o mais importante prémio da arquitectura europeia.
As praias entre São
Torpes e os
Aivados, integradas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Caracterização do Concelho
Área – 202,6 km2
Habitantes – 13 613
Freguesias – 2
Feriado Municipal – 24 de Novembro
Presidente da Câmara Municipal – Manuel Coelho Carvalho
Presidente da Assembleia Municipal – José Luis Martins Batalha
Freguesias:
Contactos Câmara Municipal
Largo Ramos da Costa
7520-159 SINES
Telefone: 269630600/260630608
Fax: 269633022
info@mun-sines.pt
www.mun-sines.pt
As necessidades deste Distrito.
-As dificuldades no acesso aos cuidados de saúde nos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra, têm motivado, ao longo do tempo, diversas manifestações e reivindicações das populações. Esta situação agravou-se nos últimos meses, devido aos consecutivos congestionamentos do Serviço de Urgência do Hospital Garcia de Orta, hospital de referência daqueles concelhos do distrito de Setúbal.
Com vista a responder às necessidades dos cerca de 400 mil habitantes dos três concelhos em apreço, foi decidida a construção do Hospital do Seixal. Na sequência, a 26 de Agosto de 2009, o Ministério da Saúde e a Câmara Municipal do Seixal assinaram um acordo onde foi estabelecido o lançamento do necessário concurso público para a execução do projecto para o final desse ano, prevendo-se a abertura do equipamento de saúde em 2012.
Pese embora o anúncio de abertura de concurso público internacional para o projecto do Hospital do Seixal já tenha sido enviado para publicação em Diário da República, o Orçamento do Estado para 2011 não contemplou qualquer verba para o início da sua execução. Compreende-se, assim, que a previsão para a entrada em funcionamento daquela unidade de saúde dificilmente poderá ser concretizável.
No passado dia 12 de Fevereiro, a Ministra da Saúde afirmou, em visita ao Hospital Garcia de Orta, no concelho de Almada, que o processo de construção do Hospital do Seixal encontrava-se com atrasos, não afiançando qualquer informação relativamente às razões para tal ou datas para a sua concretização.
A Lei de Bases da Saúde (Lei n.º 48/90, de 24 de Agosto, com as alterações introduzidas pela 27/2002, de 8 de Novembro) define como objectivo fundamental da política da saúde «obter igualdade dos cidadãos no acesso aos cuidados de saúde, seja qual for a sua condição económica e onde quer que vivam» (alínea b) do n.º 1 da base II), pelo que é direito dos cidadãos que os serviços públicos de saúde se estruturem e articulem entre si, de acordo com os seus interesses (alínea d) do n.º 1 da base II e do n.º 2 da base V).
Perguntamos:
1. Quais os motivos subjacentes aos sucessivos atrasos no início da construção do Hospital do Seixal, no distrito de Setúbal?
2. Qual a calendarização prevista para a construção daquela unidade hospitalar?
3. Que valências vai o Hospital do Seixal englobar na sua estrutura? Incluí o projecto de construção uma unidade de internamento?
Necessitamos para este Distrito e seus concelhos:
Saúde: · Construção do hospital público do Seixal
· Projecto para hospital Alcochete-Montijo
· Extensão de Saúde do Pinhal Novo - Palmela
· Novas instalações para a unidade de saúde familiar da Baixa da Banheira - Moita
· Construção do novo Centro de Saúde de Corroios, Seixal
· Centros de Saúde de St.º António da Charneca e da Verderena Barreiro
· Extensão de Saúde de Sarilhos Grandes, Montijo
»Educação:
· Construção da nova escola secundária em Alcácer do Sal
· Construção de escola secundária em Azeitão, Setúbal
· Pavilhões desportivos nas escolas: secundária da Baixa da Banheira, EB 2/3 da Quinta da Lomba, secundária do Pinhal Novo, secundária D. Manuel Martins Setúbal, secundária João de Barros Seixal, secundária de Palmela, EB 2/3 do Poceirão.
· Escolas Superiores de Hotelaria e Turismo em Setúbal e em Almada
· Transferência para o Seixal da universidade Aberta
»Recursos hídricos:
· Regularização do rio da Moita e requalificação da Caldeira da Moita
· Regularização das ribeiras do Livramento e da Figueira , Setúbal
· Regularização da Vala da Salgueirinha e da ribeira de Palmela
· Regularização da linha de água: barranco do Oleiro, Abela , Santiago do Cacém
· Requalificação ambiental da baía do Seixal
· Abastecimento de água, drenagem, captação e tratamento de águas residuais domésticas de Gâmbia
»Transportes:
· Estudos de prolongamento do Metro Sul do Tejo à Moita e Alcochete
· Implementação da estação ferroviária de Vale Flores Fertagus, Almada
· Instalação de terminal fluvial em Alhos Vedros
»Segurança das populações e valorização do território:
· Consolidação das escarpas da zona ribeirinha do Tejo em Almada
· Plano de Avaliação e reabilitação de solos contaminados de vários concelhos do distrito de Setúbal
· Requalificação da frente ribeirinha de Alcochete (entre o Sítio das Hortas e Samouco)
· Consolidação da encosta da fortaleza de São Filipe , Setúbal
»Aproximação de serviços públicos:
· Loja do Cidadão em Almada
· Loja do Cidadão em Sesimbra
»Promoção de actividades na região:
· Novo porto de abrigo de pesca artesanal Trafaria , Almada
· Apoio à preservação e valorização das embarcações tradicionais do Tejo
· Instalações do Teatro de Animação de Setúbal
-Continuamos a afirmar: “
Não há alternativa que melhor sirva o país do que a terceira travessia do Tejo Barreiro-Chelas.”
Toda esta zona abrangente necessita na aposta empresarial, apoiada pelos órgãos governativos e camarários, que incentivem a criação de novos pólos industriais, que incentivem a fixação das populações e do aproveitamento da riqueza deste território, sendo uma zona onde aumenta todos os dias desemprego , devido ao encerramento de fabricas, e empresas de diversos sectores.
Tudo isto esperamos nós cidadãos deste Distrito e seus concelhos abrangentes, que os novos eleitos no dia 5 de Junho, apresentem propostas semelhantes a estas que estão aqui explanadas, porque são as necessidades destas populações.
Numa altura de crise, não podemos baixar os braços. Devemos antes aproveitar a oportunidade para reflectir e definir melhor o rumo que queremos. Há muitas visões diferentes para o futuro, e é na pluralidade das mesmas que encontramos, certamente, opções mais adequadas para o engrandecimento do local onde vivemos, onde trabalhamos, onde gostamos e queremos estar.