PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS
LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

terça-feira, 7 de junho de 2011

Rescaldo pós eleitoral e sua análise

O CDS conseguiu aumentar o número de deputados, conseguiu crescer em eleitores em particular nos segmentos jovens e em zonas urbanas ao mesmo tempo que o PSD teve um crescimento histórico. O CDS irá de novo para o governo não de uma forma envergonhada mas sim como um activo querido e necessário. Como é que este resultado não pode ser considerado uma enorme vitória? Não foi considerada uma vitória porque os objectivos e as expectativas estavam demasiado altas, especialmente considerando que se havia uma maioria clara esta era uma maioria que queria mudar o primeiro ministro. O voto útil era inevitável. Ajustadas as expectativas fica o resultado, o CDS teve uma grande vitória.
Paulo Portas conseguiu unir uma linha de comunicação clara com mensagens simples e perfeitamente complementar à de José Sócrates. Se Passos Coelho seria incompetente  e pouco preparado, a equipa de Paulo Portas era competente e preparada. Se Passos Coelho era radical e inexperiente, a equipa do CDS era ponderada e com provas dadas. Paulo Portas não foi atacado pelo PS, que via como única possibilidade de vitória o desvio de indecisos do PSD e capitalizou este estado de graça de forma exemplar. O apelo ao voto útil da recta final e a menor assertividade, para não dizer mais, como partido do mérito e do trabalho e um asserto na comunicação do principal concorrente pelos votos dos indecisos explicam um resultado que sendo muito bom poderia ter sido melhor.
O CDS vai para a negociação para a formação do governo com o PSD com uma posição forte. Uma proporção de votos de 1 para 3 com convergência quase total nos programas de governo. O programa não escrito do CDS é o da Troika. O programa do PSD é baseado na Troika. A dimensão do trabalho e a exigência do programa dará espaço para evidenciar quem for capaz de fazer cumprir, de evidenciar os competentes. Esperamos que o CDS coloque uma equipa no governo que tenha as características alardeadas por Paulo Portas nas eleições, disso dependerá o resultado do CDS nas próximas eleições que esperamos serão dentro de 4 anos.

Estas legislativas podem ter sido o fim do BE. A matemática é simples. Nos últimos anos a estrutura e origens do BE foram postas em causa pelos mais distintos militantes. Esta derrota não é de um colectivo, é acima de tudo a derrota de Francisco Louçã. Uma derrota histórica considerando a quantidade de votos de contestação e um quadro assustador para funcionários públicos e beneficiários do Estado. Francisco Louça não poderá manter a liderança do BE e o BE não poderá voltar a ser o partido sem líder.
A derrota em Coimbra, onde Pureza não foi eleito terá um peso determinante no futuro do BE. Pureza seria o sucessor natural de Louçã, garantindo a reunião do partido, tal qual ele se uniu para a sua eleição em Coimbra. Em Coimbra todos os desafectos do BE participaram na campanha. Pureza não foi eleito. Pode Pureza ser o novo líder do BE sem estar no parlamento? Pode Pureza ser levado a sério dentro do partido depois dessa derrota dentro da derrota?
O BE, que é de facto um verdadeiro saco de gatos. Poucos, velhos e belicosos gatos. Se não encontrar um líder forte e consensual que terá de ser inventado vai diluir-se em guerras que não podem acabar de outra forma que não na cisão em movimentos e partidos que lutarão nas próximas eleições para atingirem os mínimos para a subvenção estatal.

A CDU ganhou. Mas desta vez ganhou mesmo. A CDU ganhou a garantia de que vai ter muita manifestação na rua e que será o maior partido a apoiar livremente essas manifestações. O PS nem poderá liderar as manifestações, por ter de apoiar as decisões no parlamento, nem será razão de inércia por não ser o governo. O BE vai passar os próximos tempos a reformula-se, em luta interna, depois de uma derrota que pode ser o princípio do fim. Será a CDU a liderar as manifestações populares no período em que mais descontentamento para cultivar existirá desde a década de 80.
Seria talvez altura do PCP ponderar se não é hora de mudar de líder. O líder Jerónimo é perfeito para eleições tranquilas, poderá não ser perfeito para levantar os descontentes e para liderar manifestações populares. A CDU precisará de um guerreiro e não de um ancião com imagem de bonacheirão simpático. Infelizmente para o PCP, Jerónimo ganhou, como sempre.
Se o dirigentes do PCP não vissem a revolução como caminho para o poder e não as eleições, deveriam estar muito preocupado com a penetração do Socialismo/comunismo em Portugal. Este resultado que dá menos de 15% aos partidos radicais deveria preocupar. Acredito que nas elites comunistas esta deve ser a última preocupação. As eleições democráticas dizem-lhes pouco.

Ontem, não foi apenas José Sócrates a ser derrotado; o PS também perdeu, e perdeu com grande estrondo. Visto de fora, ainda hoje custa a acreditar na arrogância com que o PS insistiu em José Sócrates, depois de todo o País político, da esquerda à direita, se ter unido contra o Primeiro Ministro. E, enfim, aquele último Congresso, em Matosinhos, francamente, foi das coisas mais asquerosas que alguma vez vi. Indigno.
Assim, é com alguma expectativa que aguardo as candidaturas ao cargo de secretário-geral daquele partido. Mas, para já, os dois putativos candidatos, António José Seguro e Francisco Assis, parecem-me candidatos fracos. Sem chispa. De Seguro pouco se conhece. E de Assis fica a certeza de que, apesar de intelectualmente bem equipado, se deixou enlamear na rota demagógica, e intelectualmente desonesta, de Sócrates. Em suma, um ou outro, não retirarão o PS da penumbra actual. Ao mesmo tempo, Manuel Maria Carrilho, um excelente pensador, não reúne qualquer simpatia junto da máquina socialista, pelo que, manter-se-á como comentador televisivo. E Jaime Gama, um senador que, na minha opinião, restituiria ao PS uma aura de seriedade e sentido de Estado, também já só tem olhos para Belém.
Deste modo, estou convicto de que ainda surgirá uma alternativa do quadrante, agora demissionário, de Sócrates. António Vitorino já afirmou que apoia António Costa, o eterno candidato, mas parece-me que Costa acabará, em última instância, por se resguardar. Assim, em teoria, inclinar-me-ia mais para Vieira da Silva que, representando um piscar de olhos à ala esquerda do partido, permitiria ao PS associar-se aos embates sociais que se adivinham em face da agenda liberal de Pedro Passos Coelho. Mas também não acredito que Vieira da Silva se meta ao barulho; o próximo líder terá de ir para o meio da malta e o até agora ministro da Economia já não tem cabedal para isso. Por isso, venha daí um jovem turco…

Se existe um grande vencedor nestas eleições esse vencedor foi Passos Coelho.
Conseguiu ter uma maioria muito confortável em uma vitória apenas comparável com a de Durão Barroso. Não se tratou de uma re-eleição como nos casos das vitórias folgadas de Cavaco Silva.  Mesmo Durão Barroso, não tendo sido re-eleito, concorreu contra um líder do PS que não buscava a re-eleição. Isto em um país centralista de gentes criadas e nutridas no respeito à autoridade do líder que se confunde com o País é muito, muito mesmo.
Uma vitória valorizada por ter aberto o flanco de uma forma que em vários momentos pareceu suicida, apresentando medidas muito concretas em vez dos tradicionais consensuais e vagos “objectivos” que enchem programas e manifestos eleitorais. Um flanco aberto que agora pode ser capitalizado na governação, exactamente por ter sido discutido na campanha. O programa está lá e foi discutido, pode-se mesmo dizer que foi o único programa discutido. Não só ficou claro que o acordado com FMI/BCE/CE seria para cumprir como ainda seria para ir mais longe. Se o PSD não cumprir com um plano que será duro para uma maioria de minorias muito vocais não será por ter escondido as medidas que lá estavam, não será por ter escondido o que ia fazer.
Internamente conseguiu reunir quase todo o partido com excepção do núcleo duro da anterior liderança de Manuela Ferreira Leite. Esta terá sido uma razão para o sucesso final, foram os ex-presidentes do PSD os vários crivos que ajudaram os indecisos a confiar em Passos Coelho. Este “quase” poderá ser crítico na governação. Se existe alguém que lhe poderá dificultar a vida nos próximos 4 anos será um dos mais indiscutíveis apoiantes e apoiados de Ferreira Leite, o Cavaco Silva. A vida ser-lhe-á mais fácil se (1) escolher um ministro das Finanças do agrado do Presidente da República e se (2) tiver atenção à agenda conservadora/cristã, concretamente no apoio fiscal à família e no papel das instituições ligadas à Igreja na Educação, Saúde e Segurança. Social. Será um equilíbrio difícil dadas as exigências de tantos outros grupos de pressão e dos cortes necessários no orçamento. Estará de qualquer forma longe do objectivo de Sá Carneiro. Em outro país este Presidente e este Primeiro Ministro seriam de partidos diferentes.
A primeira grande prova será a formação do governo. Este governo terá de ser o mais forte de sempre em Portugal. Politicamente e tecnicamente. A pressão dos notáveis de Portugal tem sido  tremenda. Nunca foi dado tanto ênfase à necessidade de servir Portugal, da necessidade de contribuir para a saída do buraco em que estamos.  Dificilmente alguém se negará a participar em um governo que será de salvação nacional. Fica o ónus em Passos Coelho, não terá a desculpa de falta de disponibilidade dos melhores para se rodear de amigos e de credores.
Se existem poucas dúvidas que o entendimento será fácil com o CDS, com um líder que já mostrou ser leal ao PSD no passado, restam dúvidas sobre qual será a relação do governo com o PS. O pior que pode acontecer ao PSD será que seja eleito como secretário geral do PS um líder que não esteja comprometido com o acordo assinado pelo governo de Sócrates.  Um líder não comprometido, mesmo que formalmente cumpra o acordado, limitará ao mínimo o entendimento e dificultará tanto na Assembleia como na Rua a implementação de medidas que poderão de ter de ser suportadas por alterações à Constituição da República. A reunião pré-eleitoral com Mário Soares afasta o pior cenário mas até que saia fumo branco da chaminé do Largo do Rato…
Tendo sido uma grande vitória, atrevo-me a dizer que uma parte substancial dos eleitores que votaram no PSD estão contentes por esta não ter sido maior. Muitos que votaram PSD estarão satisfeitos por o PSD ter de formar uma maioria mais alargada com o CDS, ao que se juntam todos os  votaram na equipa do CDS como contraponto e mais valia no futuro governo que se regerá fundamentalmente pelo programa do PSD que por sua vez se enquadrou no acordado com a famosa Troika.

Mas sejamos justos e digamos as verdades, quem foi o justo vencedor foi a abstenção 41%, e isto quer dizer que os portugueses estão desiludidos com os políticos e com os partidos.
Mas também os portugueses não conseguiram ouvir as propostas dos pequenos partidos, visto o sistema estar preparado para os silenciar e isto de alguma forma tem que terminar.
Esperei que viesse a haver uma voz discordante, não apareceu, é pena.

domingo, 5 de junho de 2011

As sondagens das legislativas 2011

Fica aqui o apanhado das diversas sondagens das legislativas 2011.

Da mais recente para a mais antiga.
Eurosondagem
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Intercampus, 3 Junho 2011
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Eurosondagem, 3 Junho 2011
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CESOP, 2 Junho 2011
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Eurosondagem
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Eurosondagem

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Intercampus
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Eurosondagem
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Eurosondagem
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Intercampus
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Eurosondagem
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Eurosondagem
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Intercampus



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sábado, 4 de junho de 2011

Porque irei votar…

Por muitas e variadas razões, a primeira das quais, cumprindo os conselhos de quem surge nos ecrãs televisivos, invariavelmente pedindo que não concedamos a nossas confiança nos “mesmos de sempre”. Sabemos quem são e isto, há 37 anos.
Vou votar no ... porque:
-Porque jamais considerei a questão do chamado “voto útil”, especialmente se essa utilidade beneficiar o actual quadro parlamentar e as suas respectivas correntes nos centros de distribuição de sinecuras e partilha de interesses. Nada separa o PS do PSD, CDS, PCP/PEV – vulgo CDU – e PSR/UDP, mais conhecido por BE. Nada! O meu voto é consciente.
- É o herdeiro directo do inestimável trabalho do prof. António Oliveira Salazar, um homem que conheceu e pensou Portugal como um todo, sem peias de interesses locais ou de situações propiciadoras do beneficiar ínfimas minorias. Portugal não é um negócio.
- Porque num país de tradição marítima, num país que reivindica a maior área económica exclusiva atlântica, , devíamos ter um Ministério do Mar, ele existe mas até hoje é considerado apenas como uma mera designação sem conteúdo.
-Porque privilegia uma relação especial extra-europeia, precisamente com aqueles países outrora incluídos na soberania portuguesa e hoje parceiros essenciais para o nosso próprio crescimento económico. A CPLP deve deixar de ser uma figura de retórica que se destina a satisfazer ociosos frequentadores de estéreis cimeiras.
- Porque o ambiente e a sua defesa, não consiste num simples detalhe: ambiente é o ordenamento territorial, é a ocupação do interior, é a consolidação das actividades económicas tradicionais, é a defesa do património erguido ao longo de séculos, é o ensino da nossa História tal como ela deve ser contada intra-fronteiras, consolidando a consciência nacional. Ambiente é legislar no sentido de os animais deixarem de ser “coisas” e das florestas deixarem de ser meros centros de produção de madeiras. Florestas são florestas, plantações são plantações, há que assumir a diferença fundamental.
- Porque não me agrada a nova onda de um chamado progresso, sempre  quantificado através de gráficos que visam tranquilizar aquilo que mais preocupa o homem: o estômago. Sou contra os transgénicos, contra a “alimentação Frakenstein”, geralmente pugnada pelos mesmos interesses que cartelizam o sector primário, a banca e as farmacêuticas.  Porque acredito na necessidade de uma legislação acerca de produtos chamados biológicos – na realidade, todos são “biológicos”, embora alguns estejam mais livres de invenções que outros -, numa mais atenta política que zele pelo interesse da saúde de uma população inevitavelmente cada vez mais envelhecida e na imperiosa necessidade de novas regras, na comercialização de medicamentos. O Brasil está a fazê-lo e com sucesso.
-Porque acredito na participação dos trabalhadores na gestão das empresas e na sua entrada no capital e titularidade das mesmas, sem o sofisma do Estado patrão, a ditadura jamais assumida. Porque acredito no cooperativismo e no abate de peias  nos impostos e regulamentações excessivas que tolhem a iniciativa daqueles que pretendem organizar-se para produzir. Por exemplo, muito mal fez a 3ª República à agricultura e pescas portuguesas.
- Porque creio ser útil converter os empréstimos bancários às actividades produtivas criadoras de emprego em operações de capital de risco.
- Porque acredito na viabilidade da adequação das contribuições das empresas à Segurança Social, de acordo com o número de postos de trabalho e dos lucros auferidos.
- Porque creio ser urgente a criação de um imposto sobre os movimentos de capitais internos e externos,  com o único fim do financiamento  de uma nova geração de políticas de inserção/prevenção da pobreza endémica.
-Porque creio ser imprescindível o estabelecimento de um montante de isenções fiscais para as PME e empresários em nome individual. Sem isso, continuaremos condenados ao quase monopólio das grandes construtoras dos "entrapas" do regime.
-Porque me oponho totalmente à construção do novo aeroporto de Lisboa, sugerindo o imediato aproveitamento de bases como Alverca – no seguimento da Portela – e impedindo também, maiores atentados à Reserva Ecológica/Agrícola Nacional. Porque me agrada a possibilidade da modernização da rede ferroviária, renunciando às inúteis ligações internas via TGV.
-Porque o sou  absolutamente contrário à opção pela energia nuclear.
-Porque sou totalmente favorável à concessão de benefícios fiscais às famílias numerosas (hoje em dia, 3 ou mais filhos), ou com elementos idosos a cargo ou filhos deficientes.
-Porque sou favorável à participação dos trabalhadores na gestão democrática das instituições públicas de saúde, facilitando a sua acção na organização dos seus serviços. Isto chama-se autonomia e gestão de meios.
-Porque urge a imposição da normalidade do recurso aos genéricos – principalmente no SNS – fomentando a indústria  nacional, cortando custos, criando novos hábitos de consumo e levando à universal aceitação da uni-dose e sua prescrição.
-Porque acredito ser urgente – estamos 40 anos atrasados – a autonomização do sistema escolar, abrindo a possibilidade das escolas definirem o próprio projecto educativo, com a criação dos necessários currículos técnico-profissionais. Se Bismarck fê-lo na Prússia há 150 anos, também disso seremos capazes.
-Parece-me imperioso, um decidido esforço na criação de programas de educação para que facilitem a integração dos alunos  – a História de Portugal é imensamente rica e a perenidade imperial, um exemplo disso mesmo – ajudando também à compreensão geral das culturas de originadas do nosso império. Sob o signo da Lei Geral do Estado.
-Porque  devemos imediatamente implementar a prática de criação de “oficinas de cultura” – "ateliers", espaços para determinadas actividades sectoriais, por exemplo – incentivando a criatividade e o surgimento de associações ou cooperativas culturais, sejam elas de artes plásticas, cinema, pintura, etc. O Estado é detentor de centos de grandes imóveis totalmente ou semi-abandonados, prestes a serem absorvidos pela especulação imobiliária dos senhores ligados ao poder instituído. Portugal não é um negócio.
-Pela revisão imediata dos currículos escolares, adoptando-se critérios tendentes à reintrodução de “aulas de descompressão” e criatividade, como artes plásticas, educação musical, teatro, dança. Não podem ser estas realidades pertencentes apenas aos sectores privilegiados do ensino privado, ou reminiscências das para sempre desaparecidas ditaduras europeias.
- Por um maior controlo dos circuitos de distribuição de mercadorias, especialmente aquelas que ilegalmente entram na fronteira aberta, arruinando os produtores nacionais.
- Porque no sector da Defesa Nacional, urge definir as Forças Armadas à dimensão e realidade territorial da nossa soberania, sem qualquer tipo de preconceito “politicamente correcto”.  Isto pressupõe uma total revisão daquilo que são a Marinha e a Força Aérea Portuguesa, garantindo a posse política e económica da ZEE. O Exército deverá obedecer à dimensão adequada que permita atender aos compromissos internacionais a que Portugal se encontra ligado.
-Reconhecer o direito ao voto – em todas as eleições do sistema político – dos emigrantes portugueses com residência nos círculos eleitorais– e actividade  legal - É a única via para um esforço na integração, e no regresso desses "emigrantes" nascidos no exterior e das suas famílias, dando-lhes condições.
-Liquidação dos desnecessários Governos Civis e atribuição das suas funções a estruturas do Estado já existentes. Basta de boys, girls e anexos da moda.
Muitos pontos ficam ainda por esclarecer, pontos esses que poderão ser conhecidos através do programa desse partido. Não é um programa de novidades, ao estilo daqueles outros que no velho Monumental, se denominavam de “variedades”. São apostas bem pensadas ao longo de muitos anos e que apenas não foram implementadas, devido à inércia, interesses particulares e profunda ignorância dos senhores do sistema.  Apesar de não ser filiado ou militante, sou um independente que conhece esta gente há trinta anos... e sabe que são inabaláveis. Para mais, muitos deles, tal como eu, são férreos opositores à existência da fictícia República Portuguesa e pretendem uma outra Constituição, generalista e que garanta direitos e deveres, com a abolição das estupras inutilidades de Procuradorias e Supremos, meros artifícios que controlam o acesso ao poder. A sua remoção e a instauração da forma de representação histórica do Estado, torna-se no imperativo que impedirá a diluição da actual República Portuguesa, na fatal, complexa e absorcionista Monarquia Espanhola.

Dia de Reflexão

Estou a reflectir, mas pouco.
Se me puser a reflectir mesmo, a sério, se pensar em tudo o que implica delegar através do voto, se pensar nesta gente que afirma representar-nos na dita democracia representativa, não voto em ninguém e mudo de país

PORTUGAL A VOTOS NO DIA 5 DE JUNHO

Este texto que se segue é de um cidadão preocupado, consciente da situação actual, sonha com uma mudança profunda. Apartidário, apela à reflexão séria e profunda, evitando tendências de esquerda ou de direita, evocando verdades que facilmente conseguem ser corroboradas através de uma curta pesquisa no espaço global virtual, relembrando situações há muito ocorridas, que nos continuam a assombrar…
são estes os factos que nos têm acompanhado a par e passo nas últimas décadas:
DÉFICE
O défice para 2010 de 8,6%, muito responsabilizado pela nacionalização do BPN, apoios ao BPP e a inclusão no perímetro das Administrações Públicas de três empresas de transporte – a REFER, o Metro de Lisboa e o Metro do Porto.
Estamos, e iremos pagar o resultado da gestão danosa, correndo de uma ponta do PS, terminando no PSD – recordo que um dos administradores do BPN era o conselheiro de estado do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
EMPRESAS PÚBLICAS
Metro de Lisboa – presidente Francisco José Cardoso dos Reis, tem no seu currículo a presidência da CP – Comboios de Portugal, EP, e durante o Governo de António Guterres foi Presidente da REFER, cargo que se demitiu após vitória do PSD nas eleições legislativas de 2002. Já agora, e referente à REFER, o seu lugar foi sucedido José Braamcamp Sobral (PSD), que após derrota do PSD em 2005, preside de momento Luís Filipe Pardal, filiado do PS… coincidências!
No caso de vitória do PSD, veja quem assumirá a presidência da REFER – é dado o cargo não por competência, mas por clientelismo!
A propósito é de referir a ofensa dos salários atribuídos aos administradores e vogais das empresas públicas. A relembrar este caso em 2009, referente ao Metro do Porto:
http://pt.scribd.com/full/51831483?access_key=key-1qje7vrz5mmtbjr0txbm
Carris
http://economia.publico.pt/Noticia/carris-administracao-recebeu-viaturas-topo-de-gama-em-ano-de-buraco-financeiro-de-7766-milhoes_1487820
O problema está na relação entre os valores ganhos e o que fazem ganhar à empresa (ou seja a cada um de nós). Estamos a falar de pessoas que auferem mais que o Presidente da República, pagos pelos contribuintes, que neste momento se reflecte no défice que cada um de nós está a pagar!
O PS e PSD rejeitaram as propostas do CDS, PCP e do BE para limitar as remunerações dos gestores públicos.
http://aeiou.expresso.pt/chumbada-limitacao-dos-salarios-dos-gestores-publicos=f632972
É vergonhoso que uma empresa pública como a RTP que apresenta constantemente resultados negativos, tenha pago aos seus cinco gestores, durante o ano de 2010, acima de 1 M€, sem contar com encargos sociais.
Os Países Baixos estabeleceram um tecto para os seus gestores públicos. Não foi por isso que perdeu gente qualificada.
O Governador do Banco de Portugal aufere 243 mil €/ano; em comparação ao cargo homologo, o da reserva federal americana, 137 mil €/ano.
Avaliação às auditorias internas pelo Tribunal de Contas:
http://economia.publico.pt/Noticia/tc-chumba-auditorias-internas-nas-empresas-publicas_1490585
Antes da dissolução da Assembleia, Cavaco Silva recusou a opção de fazer uma verdadeira auditoria das contas públicas, fechando os olhos, como tem sido feito ao longo dos anos…
Só para destacar as recentes notícias:
O estado pretende dar à REFER e Metro do Porto 36 M€ a cada empresa, subindo a fasquia para os 42 M€ para o Metro de Lisboa… pretende gastar até 2019 1 225,8M€ apenas com estas 3 empresas – mais de 150 M€ garantidos por ano… Este ano “só” são 114 M€… onde é baseado o aumento deste apoio? E não são traçados objectivos??? Porque são cortadas as reformas, os salários, as pensões, e é aumentado desmesuradamente os apoios sem qualquer tipo de contrapartidas?
Este é o resultado da dívida soberana e a relação desta com o PIB, das sucessivas governações:
1996: ~55 M€  ~58% pib – guterres
1997: ~57 M€  ~54% pib
1998: ~58 M€  ~50% pib
1999: ~63 M€  ~50% pib
2000: ~66 M€  ~49% pib
2001: ~72 M€  ~51% pib
2002: ~79 M€  ~54% pib
2003: ~83 M€  ~56% pib – barroso
2004: ~91 M€  ~58% pib – barroso/santana lopes
2005: ~102 M€  ~63% pib – sócrates ps
2006: ~109 M€  ~64% pib
2007: ~113 M€  ~68% pib
2008: ~118 M€  ~72% pib
2009: ~133 M€  ~83% pib
2010: ~152 M€  ~92% pib
CONCESSÕES
só para recordar… o caso da Lusoponte:
Decorria o ano de 1994 quando Joaquim Ferreira Amaral, enquanto Ministro das Obras Públicas, transportes e comunicações no XII Governo Constitucional de Cavaco Silva, assinou a concessão que passava a gestão da ponte 25 de Abril para as mãos de privados, no caso concreto, a Lusoponte. A agravante está que o actual contrato, já revisto pela sétima ou oitava vez, prevê que seja automaticamente concessionado a ponte Chelas-Barreiro ou, em alternativa, que existam compensações pelo tráfego perdido na Vasco da Gama e 25 de Abril.
Curiosamente, os dois ministros que negociaram em nome do Estado com a Lusoponte, levando o Tribunal de Contas a pronunciar-se recentemente, dizendo que a Lusoponte saiu indevidamente beneficiada em vários aspectos, negoceiam agora em nome da Lusoponte com o Estado.
Ferreira do Amaral , que lançou o concurso público internacional para a construção da Vasco da Gama, é hoje o Presidente Não-Executivo do Conselho de Administração da Lusoponte. Já Jorge Coelho, ministro do Equipamento Social de Guterres, que negociou em 2001 um acordo global com a empresa para pôr fim a sucessivos pedidos de reequilíbrio financeiro, é hoje o Líder Executivo da Mota-Engil, a empresa que é a principal accionista da Lusoponte, com uma posição de 38 por cento.
Até agora, e como detectou o Tribunal de Contas, numa auditoria que arrasou as decisões do Estado e o Acordo Global celebrado com a Lusoponte, a concessionária tem saído sempre a ganhar nas negociações que tem feito com o Estado. Só pelo facto do Estado ter prolongado a concessão 7 anos as perdas foram superiores a 1000 M€. Além disso a Lusoponte beneficiou de 250 M€ a mais e 11 anos do prazo de concessão a mais. No final, o Estado acabou por se tornar no mais importante e decisivo financiador da concessão, sem a explorar, com um contrato que permitia transferir, para o Estado, riscos que caberiam, em condições normais, à esfera de responsabilidade da concessionária.
BANCA
Um recente estudo do economista Eugénio Rosa refere que, segundo o Boletim Estatístico de Março de 2011 do
Banco de Portugal, a banca a operar em Portugal obteve, do BCE, financiamento no valor de 14.407 M€ em 2008; de 19.419 M€ em 2009; e de 48.788 M€, pagando uma taxa de juro de apenas 1%, o que determinou que, por este volume de empréstimos, deverá ter pago ao BCE cerca de 826 M€. Segundo também o Boletim do Banco de Portugal, a banca cobrou pelos empréstimos que, com esse dinheiro obtido do BCE, depois concedeu a particulares, a empresas e ao Estado, taxas de juro médias que variaram entre 5,05% e 6.87%, o que permitiu à banca embolsar, nos três anos, juros que somaram 4.683 M€. Se subtrairmos a esta receita de 4.683 M€, os juros que teve de pagar ao BCE – 883 M€ – ainda restam 3.828 M€, que constitui a sua margem financeira liquida obtida só com o financiamento do BCE à taxa de 1%.
E assim torna-se também mais fácil compreender porque é que o anúncio do fim dos próximos financiamentos do BCE tanta perturbação lançou entre os principais banqueiros do nosso País!
SUBMARINOS
Não questiono aqui a sua utilidade – é uma tema que extravasa o contexto dos factos – mas o seguinte negócio:
Foi pedido pelo Paulo Portas que a qualidade do equipamento fosse reduzida, por motivos financeiros. Entre as reduções das capacidades técnicas dos submarinos e abdicando do empréstimo de dois submarinos usados que a Armada portuguesa, era previsto uma redução de 30 M€… contudo o que se veio a verificar foi o valor da adjudicação não sofreu qualquer alteração, pagando na mesma os 712 M€!? Para onde foram os 30 M€?
É impressionante como é que os nossos políticos vezes sem conta demonstram ser nada mais do que ladrões sem escrúpulos que em nada beneficiam Portugal. São possuidores de um currículo impressionante de fraudes e corrupção. Neste jogo de ping-pong entre os grandes partidos, Portugal saiu sempre a perder e mesmo assim continuamos a acreditar nos mesmos, transcende a falta do pensamento crítico.
DINAMIZAR AS EMPRESAS PORTUGUESAS
A destruição das pescas e da agricultura, feita durante o governo de Cavaco Silva, onde se pagou para abater frotas e transformar os campos agrícolas em desertos, fez com que a produção nacional desses bens apenas cubra 26% das nossas necessidades. Fruto disto, a difícil dinamização dos produtos nacionais face aos importados, pois quem estará disposto a pagar mais por um bem nacional em vez de comprar um bem importado mais barato?
As empresas portuguesas, principalmente as pequenas/médias têm um único problema ou um problema principal: falta de competências de gestão. Esta falta de competência aplica-se a cerca de 85-90% das pequenas/médias empresas. A solução principal passa por tornar as empresas mais competitivas e mais produtivas. Para as tornar mais competitivas terá que se apostar na competitividade da diferenciação e da resposta, e não apenas, como é comummente apostado em Portugal, na competitividade dos custos. Em relação à produtividade teremos que analisar os diversos factores de custo, para priorizar quais os custos deverão ser reduzidos para, sem alteração do output, aumentar a produtividade; novamente a tendência para apontar apenas aos custos de pessoal é extremamente redutora.
Temos de dinamizar as empresas portuguesas, fazê-las crescer, torná-las competitivas e produtivas impulsionando o funcionamento do mercado interno. Ao dependermos demasiado de produção estrangeira, o que vai acontecer é o que já acontece agora, a torneira fecha e nós acarretamos com as dificuldades porque não somos minimamente auto-suficientes.
CONCLUSÃO
Há muito mais a referir, tanto que me entristece ver este meu país cair num buraco, onde não podemos assinalar como culpados apenas o PS e PSD, mas também nós, enquanto votantes, que temos a capacidade para mudar, de exigir mais e melhor para todos, mas insistimos na esperança vã que a solução está na alternância entre o Rosa e o Laranja… há mais cores, há mais soluções, há alternativas! São mais de 30anos deste Ping-pong político que nos avassala constantemente, que não estende a sua visão para além do seu próprio umbigo.
No dia em que for feita a cruz, pensem que é no meu, no vosso e de quem está para vir, o futuro que estão a hipotecar!
Ter em atenção na questão da abstenção, votos em branco ou nulos pois infelizmente as leis que regem o processo eleitoral ditam que ganha quem tiver mais votos, independentemente do número de votos em branco, nulos, ou a percentagem da abstenção…
TODA A MUDANÇA É UM RISCO, MAS É NA MUDANÇA QUE ESTÁ A BASE DA INOVAÇÃO!
Discurso do Professor Carlos Coelho no Prós e Contras espelha bem o valor da nossa classe política:
http://www.youtube.com/watch?v=GHtI8GEaXpY

MENINA SEQUESTRADA HÁ 1 DIA -

   Todos nós temos filhos, sobrinhos, primos, netinhos até. Por isso não desviem o olhar desta mensagem. Hoje por aqueles e amanhã por um de nós.
 
 
 
LEIAM E    PASSEM ESTA MENSAGEM PARA TODAS AS PESSOAS QUE CONHEÇAM.
 
MENINA SEQUESTRADA HÁ 1 DIA - PASSAR RÁPIDO
 
                                                                      ¡¡¡¡Es importante, pasalo rápido!!!!  NO TE LO QUEDES, POR FAVOR
Alerte Enlèvement

    
No te lo quedes,  POR  FAVOR,  pásalo A TODOS TUS CONTACTOS. 
Alerta por el secuestro ayer de esta niña de 3 años  y medio  , Elise, en Tamaimo, Sur de Tenerife. Sus secuestradores, dos hombres y una mujer, viajan en un Seat Panda TF-7633-V (color beige o marrón).  
En previsión de que puedan pasar a la península con ella, haz circular este este mensaje con la foto. Gracias.. .

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Instituto do Cancro da Mama - Pedido importante !

Nem só de política vivemos.
Ajudai a ajudar este flagelo.


Repassem 10 amigos para que repassem a outros 10 amigos ainda hoje!
E assim ajudaremos a manter este site tão importante.
 
http://www.thebreastcancersite.com


O Instituto do Cancro da Mama está com uma importante campanha.

Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo,
pois se depender do Governo será o seu fim!!!
Vamos manter o site do cancro da mama?
Não custa nada.
O site do cancro da mama está com problemas pois não tem
o número de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa rendimento.
Demora menos de um segundo ir ao site e clicar na tecla
cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.
Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas
que clicam, que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

45 000€, por dia. É obra!

 


 



 Ó meus Amigos,
                                      o ‘Mário Branco cantava, faz uns anitos já, assim – “Qual é a tua ó meu?...”  E já agora… qual é a ‘vossa’?... Então fiquem-se lá com adele (a do senhor Silva…! [Jardim dixit ])
 
Fiquem bem… se for caso disso…


 
45 mil euros por dia para a Presidência da República.

As contas do Palácio de Belém

O DN descobriu que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano
(163 vezes mais do que custava Ramalho Eanes), ou seja, 1,5 euros a cada português.
Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus
12 assessores e 24 consultores,
bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.

Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva

entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa,

gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros)

sendo apenas ultrapassado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros)

e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que custa 46,6 milhões de euros anuais.


E tem o senhor Aníbal Cavaco Silva,
a desfaçatez de nos vir dizer  que –

os sacrifícios são para ser ‘distribuídos’ por todos os portugueses”…

‘Atão’ tá bem ó meu! ...

(…? E não se pode ‘privatizar’ a Presidência da República ?...)











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'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...'