PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

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LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

sexta-feira, 10 de junho de 2011

SER PORTUGUÊS

O Ser Português e uma reflexão inicial sobre o Império Português

O Ser Português é marcado pelo anacronismo. O Ser Português é saudade, é sentir a perda e sonhar com o Império, com o V Império. Perdemos o nosso império material em 1578 com a morte do nosso desejado líder. Perdemos mais tarde o Brasil (1822) e ainda as restantes colónias. O império se desfez. Ficou o mito. Perdemos o Império material, Deus quis que o Império Espiritual se mantivesse, porque o Espírito nunca morre, está para além da existência temporal.
Portugal surge hoje como uma república desnacionalizada, como um povo fantasma, como uma sombra daquilo que já foi. Mas é a sombra de uma grande luz, da luz do Império. O império que ainda existe, mas que precisa de um Imperador. Portugal é uma Pátria e uma Raça. A união da Raça portuguesa e da Pária portuguesa dá origem à Alma Pátria. A Alma Pátria faz parte do Espírito, o Ser também se encontra esquecido, porque hoje é o dia das massas e dos medíocres. Hoje é o tempo da democracia, dos estados, das multidões. Virá de novo, ressurgido, o tempo do totalitarismo, do nacionalismo e dos impérios, porque esse é o caminho de Portugal. Portugal é um povo de poetas, de paixões. Portugal é um país de maresia, de sonhos inacabados, de heróis adiados. Portugal não é um país de filósofos, de pensadores democráticos nem de comunistas. Os nossos péssimos políticos de esquerda tentaram copiar os grandes filósofos ingleses e franceses e construíram, em vão, sucessivas repúblicas em Portugal. Todas fracassaram porque copiaram e não foram originais. Portugal não é um país organicamente democrático, é um país organicamente imperial, como disse um dia Fernando Pessoa.
E o Império espiritualmente ainda existe, mas precisa de um Imperador! O Império precisa de uma chama viva, de um líder, de um Super-Homem, isto é, um homem consciente e livre para poder reinar. E quando chegar esse momento, quando o Rei voltar, Portugal tem de estar preparado para recebe-lo.
Portugal, a nação e raça ainda existem espiritualmente, mas é preciso um líder. Portugal teve poucos homens que fizeram história politicamente, como líderes políticos: D.João II, Marquês de Pombal, Fontes Pereira de Melo e Salazar. Estes foram os grandes visionários políticos portugueses. Os primeiros Reis construíram o império com sangue, os Reis seguintes aumentaram o império com lágrimas salgadas, e o império desfez-se precisamente com o Desejado. Parece uma ironia, mas aquele que ficou para a história como o desejado, foi o último rei Imperial. A batalha de Alcácer Quibir foi uma batalha inteiramente Espiritual, foi o último grito da Raça Portuguesa em termos bélicos. Foi a última batalha, inutilmente perdida. O último rei bélico e orgulhoso da sua raça foi D.Sebastião. Na dinastia Brigantina, os últimos Reis tentaram desenvolver o país, esqueceram-se do império. A dinastia acaba em sangue, também inutilmente derramado, pelo rei D.Carlos. A 1ªrepública foi uma república material e sangrenta, não foi obra do Espírito nem de Deus. Salazar tentou conciliar o país novamente com o Império. Salazar criou um sistema de valores, não importou nenhuma política externa. O Estado Novo é um sistema político inteiramente português e nacional. No entanto a tríade “Deus, Pátria, família” deixou de ter sentido quando se deu o “Esquecimento do Ser” e quando se deu o niilismo (que já se tinha manifestado na Europa desde a primeira década do século XX). Assim, também Salazar sucumbiu, e Portugal ficou eternamente adiado.
Portugal espera por um líder perfeito, o único que pode dinamizar e recriar o império. Porque as verdadeiras raças precisam de Império, só os povos se contentam com países. E Portugal é uma Raça, das mais nobres e das mais antigas do mundo, uma raça de ordem e autoritária (por descender lusitanos/celtas e mais tarde dos romanos romanos), bélica (por ter sangue dos bárbaros, nomeadamente dos celtas, lusitanos e visigodos e dos suevos), latina (porque se deu a fusão entre os celtas e os iberos – celtiberos) e cristã (por ter combatido os árabes, a ameaça islâmica e os judeus em nome de Cristo e de Deus).

“Hoje somos uma triste e funesta sombra do V Império. Somos um corpo morto e uma alma fingida, o reflexo de uma alma que ainda voa nas estrofes d’os Lusíadas e sobre túmulo ignoto do Encoberto.” Teixeira de Pascoaes

O 10 de Junho e o Nacionalismo Patriotista

O sentimento de um verdadeiro português é… Ser Português…


A questão da Nacionalidade leva-nos, sempre, a um grande dilema, muito próprio do Nacionalismo e com contornos ainda mais controversos dentro do movimento Nacionalista Lusitano.
Deverão as Pessoas com origens e características étnicas Africanas, nascidas na Europa (jus sanguinis), ou filhos de cidadãos europeus (jus sanguini), ser consideradas tout court como cidadãos EUROPEUS de Pleno Direito?
Ou melhor e naquilo que nos interessa realmente: Deverão ser considerados PORTUGUESES?
Penso que uma resposta a esta questão ultrapassa a opção jurídica que se tome e concentra-se essencialmente numa afirmação de fato e de fé:
Deverá ser considerado PORTUGUÊS quem verdadeiramente se SINTA Português, PRESERVE os valores e a cultura Portuguesa, AME sem reservas Portugal e seja capaz de verter o próprio sangue em defesa da sua PÁTRIA, contra inimigos externos e, em especial, contra os inimigos internos, que desde o 25 de Abril de 1974 levaram os Portugueses a sucessivas crises, não apenas económicas, mas também de identidade e de valores.
É por defender esta doutrina que eu sou Português e Nacionalista!”
É precisamente por eu ser Português e Nacionalista que NUNCA poderia ser Neo-Nazi!
Todos os VERDADEIROS PORTUGUESES são poucos para LUTAR pela Pátria Portuguesa e pelos Ideais do Nacionalismo … e não será por alguns terem a pele mais escura do que a minha que serão menos Portugueses do que eu.
Para se ser Português BASTA que se ame Portugal, que se ame a língua, a tradição e os valores Portugueses e se lute por eles … se necessário com o sacrifício da própria vida.
Perante a Defesa desta afirmação de fato e de fé, perante a defesa desta Crença Nacionalista, como podem conciliar-se filosofias importadas da Alemanha dos anos 30/40 e adaptadas “muito convenientemente” ao puro racismo?
Antes de serem Nazis, os actuais movimentos Neo-Nazis, são movimentos puramente racistas, que procuram argumentos literários para uma “supremacia” branca.
Tais movimentos não podem proceder em PORTUGAL, tendo em conta o seu PASSADO e a sua HISTÓRIA. Estão por isso condenados aos baixos horizontes dos seus seguidores e às vistas curtas dos seus chefes, mais habituados às bancadas dos estádios de futebol do que ao palco da política.
Desengane-se quem leu até aqui e já faz de mim um defensor de uma Europa aberta a toda e qualquer imigração.
Defendo o conceito de Europa “Fortaleza” e não vejo outra possibilidade de não ser assim.
Mais: Defendo uma feroz Política Anti-imigração para Portugal, como condição de defesa e sobrevivência da cultura, dos valores, do trabalho e da economia dos Portugueses.
Cultura, valores, emprego, trabalho e economia dos Portugueses, são coisas que os actuais e os anteriores governantes de Portugal não quiseram acautelar, em obediência a ordens mais altas, de quem lhes paga as campanhas eleitorais, o colégio dos filhos, os apartamentos em condomínios de luxo ou as férias no estrangeiro.

Presume-se que ser  Nacionalista … é ser  radical,ser Nacionalista é ser extremista, quiçá chauvinista e poderá revelar até um sentimento xenófobo e isso, em função dos direitos humanos e em prol da democracia, mas eu aceito as liberdades mas não quer dizer que me agradem, direitos humanos é igual a globalização, e não nos trás nada de bom... Ser Nacionalista Patriota é pura e simplesmente ter amor à Pátria e se necessário dar a vida pela Nação e defender tudo o que é português. na verdadeira acepção da palavra.
Hoje o nosso Portugal resume-se ao simples território na forma de um rectângulo irregular, até há 37 anos chamado de Metrópole ou Portugal Metropolitano. Afinal, o mesmo Portugal de antes da Saga dos Descobrimentos. É claro que os arquipélagos da Madeira e dos Açores também são portugueses porém com autonomia administrativa.
Naturalmente que os ventos da Democracia Global inevitavelmente teriam que nos levar a que Portugal se resumisse aos seus limites ibéricos, embora adicionando-lhe a Madeira e os Açores, pois seria apenas uma questão de tempo para que a descolonização acontecesse, só que jamais deveria acontecer da maneira que aconteceu, já que os planos para que fosse negociada preservando a segurança e os interesses tanto da população nativa das ex-colónias quanto dos portugueses originários da Mãe-Pátria – a Metrópole – (lá, em África, apelidada de “Puto”) e seus descendentes que lá ainda labutavam e viviam por opção, confiantes no Governo. Infelizmente, segundo reza a nossa História recente, esses planos, que de fato existiam, foram alvo de traição por parte de alguns dos famosos promotores da “Revolução dos Cravos”.
Obviamente que isso não significa que a “Revolução dos Cravos” não tenha sido importante para a Nação, só que, ainda segundo a nossa História recente,(não o demonstrou, trouxe-nos a destruição de uma Nação, seus ideais, sua ética e moral) o fato é que a governança nos 10 anos imediatos foi catastrófica, mormente em face do Gonçalvismo. E, assim, questiona-se: Quem paga o descalabro de então? Quem vai ser responsabilizado pelos prejuízos e pelo sofrimento de toda essa gente?
Agora, embora dificuldades existam, espera-se que os ventos mudem para que o “navio” enverede numa rota que leve a um porto-seguro. É isso que se deseja e espera do(s) “Comandante(s)” ora investidos, Pedro Passos Coelho e seu colega Paulo Portas, coisa que não creio, a ver vamos.

Esquecer que D. Afonso Henriques, conquistador da maior parte do espaço físico do Portugal de hoje – sendo, ainda o fundador de uma Pátria gloriosa da qual nos orgulhamos e que antes se resumia a um simples condado encravado no que é hoje a província do Minho –, revela que os portugueses têm a memória curta e distorcida, praticando uma tremenda injustiça para com o maior de todos, o “Conquistador”, o grande Pai da Nação. … Quanta ingratidão, … meu Deus! …
Finalizando, declaro: “Ser português é ser nacionalista patriota acima de tudo! Aliás, não fossemos, tradicionalmente, um Povo de guerreiros! … A nossa História é rica de heróis e mártires, daí a sua integridade.”.
Eu sou Nacionalista Patriota!!! … Eu sou Português!!! … Você é? …

Tenho dito!

Poemas e algumas frases de Pascoaes, o poeta nacionalista

Apreciemos as estrofes deste grande nacionalista e poeta da nossa Nação.

Aqui ficam alguns poemas e pensamentos deste poeta nacionalista, Teixeira de Pascoaes.
Teixeira de Pascoaes, escritor de Amarante, criou nos seus poemas o Portugal que imaginava, um Portugal que nem pertencia ao passado nem ao futuro, e que parecia ser intangível. A sua dor patriótica e nacionalista conduziu-o à filosofia da saudade e ao desespero lírico próprios dos poetas que, tal como ele, pertenceram a uma Europa nas ruas sufocantes do niilismo.


Tenho, às vezes, saudades do futuro
Como se ele já fora decorrido...
Um sentimento escuro
De quem, antes da vida, houvesse já vivido.

...

Porque aos olhos do Espírito, uma ervinha,
E um grande roble são da mesma altura...
Que distância a dum astro a uma andorinha?
Dum ramo em flor a um nobre pensamento?
Da noite ao dia? Do sorriso à lágrima?
De uma pedrinha nua a um sentimento
Despido, como a sombra e como a luz?

...

A máscara

Esta luz animada e desprendida
Duma longínqua estrela misteriosa
Que, vindo reflectir-se em nosso rosto,
Acende nele estranha claridade;
Esta lâmpada oculta, em nossa máscara
Tornada transparente e radiante
De alegria, de dor ou desespero
E de outros sentimentos emanados
Do coração dum anjo ou dum demónio;
Este retrato ideal e verdadeiro,
Composto de alma e corpo e de que somos
A trágica moldura, errando à sorte,
E ela, é ela, a nossa aparição,
Feita de estrelas, sombras, ventanias
E séculos sem fim, surgindo, enfim,
Cá fora, sobre a Terra, à luz do Sol


...

Ó natureza, qualquer coisa existe
De íntimo entre o meu peito e a tua essência!
Se medito, se canto, se estou triste,
Eu sinto, dentro de mim, tua existência.

...


"Creio no destino messiânico da minha Raça, como tal creio na Saudade"
" A Pátria deve construir, educar e criar portugueses num duplo ideal humano e patriótico"
"Se o português, como indivíduo, herda as qualidades de família, herda igualmente as da sua Raça, porque o homem não cabe dentro dos limites individuais. O português participa também da herança étnica e histórica, adquirindo assim uma segunda vida, que por mais vasta, abrange e domina a existência do indivíduo"
" E Portugal é uma Raça constituindo uma Pátria, porque, adquirindo uma Língua própria, uma História, uma Arte, uma Literatura, também adquiriu a sua independência política"
"Temos de considerar a nossa Pátria como um ser espiritual, a quem devemos sacrificar a nossa vida animal e transitória"
"A lei suprema da vida é, portanto, a lei do sacrifício das formas inferiores às superiores"
"Nuno Álvares, por exemplo, morreu como um homem, para viver como Portugal"
"Família, Pátria , Humanidade representam seres espirituais cada vez mais complexos que findam no supremo ser espiritual: Deus."
"Portugal foi livre, enquanto foi português nas suas obras; enquanto soube realiza-las, obedecendo apenas à sua Vontade vitoriosa"
"O republicano é ateu porque pensa que Deus anda feito com os monárquicos"
"Somos hoje um corpo morto e uma alma fingida, o reflexo frio duma alma que ainda voa nas estrofes d'os Lusíadas e sobre o túmulo ignoto do Encoberto"
«O poeta é o escultor espiritual de uma Pátria, o revelador-criador do seu carácter em mármore eterno de harmonia.»


Que falta nos fazem homens como este, para tornar a engrandecer este nobre Pátria tão falha de homens honrados e que amem a sua Pátria sem querem honrarias...
Tenho de louvar homens como este e muitos mais que nos construiram com o seu sangue derramado neste sagrado e nos honraram e nós agora não os sabemos honrar.

Por Portugal sempre.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Escândalos na Misericórdia do Barreiro

O que se passa actualmente na Misericórdia do Barreiro deveria merecer o interesse e a mobilização de todos os barreirenses, pois aquela "CASA" deveria ser de todos, mas não é. É quase exclusivamente do Provedor Júlio Freire.


Em reunião geral de trabalhadores, no passado do mês de Dezembro, o sr. Júlio Freire transmitiu o que já tinha dito na sessão solene dos 450 anos, que a construção da futura Unidade de Cuidados Continuados já vai em mais de 7 milhões de euros, quando um ano atrás quando foi lançado o concurso o valor foi de 3 milhões e meio de euros, de acordo com o que sistematicamente veio referido na comunicação social. Este desvario, em ano de grande crise põe em causa a própria sobrevivência da Misericórdia. Pois já hipotecou ao BES as instalações valiosas do património da Misericórdia, o que levará certamente aquele banco a tomar conta da instituição. O que será feito dos utentes e trabalhadores daquela casa, que em 2010 nem sequer foram aumentados?

Na mesma reunião com os trabalhadores Júlio Freire, consta que disse que não havia dinheiro para fazer um jantar de Natal com os trabalhadores, mas em vez disso recebe um ordenado mensal de mais de 2 mil euros, para além de gastos de gasolina e come quase todos os dias em restaurantes com os seus amigos. O que tudo junto deve andar á volta de 4 mil euros mês. E o Estado, os velhotes e suas famílias é que pagam este abuso todo. Para não falar de algumas situações que também dão prisão, como por exemplo  compra de veículos sem concurso nem consulta a um seu sobrinho (de que este se gaba  no Barreiro), bem como a concessão de benesses ao filho que trabalha no Jornal do Barreiro pertença da Misericórdia, que não se justifica a sua existência, pois dá prejuízos sucessivos e que o Júlio Freire  oculta nas contas da instituição. Este apenas serve para a promoção política e pessoal  do Júlio Freire e seus amigos.


A gestão daquela casa é feita a belo prazer do Provedor Júlio Freire, acompanhado pela Vice-Provedora Sara Oliveira( que todo o Barreiro já sabe, é sua "amante" e que o tem na mão. Por que será?!...É referido em particular, que muitas vezes os mesmos já foram apanhados por mesários e funcionários em sessões de sexo oral, striptease em cima da mesa da sala de reuniões e outras intimidades, nas instalações daquela casa. Consta mesmo que a Sara Oliveira é vista com frequência a fazer rondas á casa de Júlio Freire e que terá contado a algumas pessoas que já pensou em ir á casa de Júlio e pôr tudo em pratos limpos com a mulher deste).


Á Vice-Provedora saiu a sorte grande ao entrar na direcção daquela casa, pois come á borla ( almoça e janta ) na instituição( quando não acontece vai comer fora e a instituição é que paga ), recebe mais de 500 € por mês e ainda tem telemóvel á borla. Tudo junto esta "voluntária"" tira cerca de 1.500€ todos os meses, governando-se á grande e á francesa á custa dos pobres e seus familiares. Não admira, porque é que alguns fornecedores da nossa praça se queixam do atraso de pagamentos, tendo alguns deles deixado fornecer a instituição.


Para além da Vice-Provedora Sara Oliveira, o Júlio Freire está acompanhado pelo Dr. José Engrossa, que foi vereador do PSD, e cuja mulher recebe mensalmente a totalidade do vencimento, quando apenas vai á Misericórdia meia dúzia e vezes por ano, pois a mesma só trabalha para as festas.

Faz também parte do grupo o Manuel Cerqueira do PS( genro do perseguidor(PIDE) Cabra Alta), que já colocou o filho na creche como administrativo. Faz também parte o Luís Correia do PS, o tal que até á pouco tempo era alvo de chacota pelo Júlio e Sara e que ameaçou que abandonava a direcção, mas que lá ficou desde que o Júlio autorizou a contratação de uma cunhada e ir almoçar todos os dias á conta da Misericórdia.

Também importa referir as afinidades existentes entre os dois únicos membros ainda em exercício da Mesa da Assembleia Geral (pois um já se demitiu ), ou seja o próprio presidente, Alves Pereira, pai da assessora jurídica da Misericórdia e do primeiro secretário, Manuel da Luz, ligado ao PSD), que de acordo com o que diz o Provedorá boca cheia, vive amantizado com uma trabalhadora da instituição. Sendo estas escandalosamente coniventes com esta situação.

Júlio freire para tentar controlar o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, colocou a amante Sara Oliveira como administradora do jornal do Barreiro, pertença da Misericórdia, para condicionar as notícias que saem sobre a Câmara, fazendo a ponte e outros tipos de "favores e prazeres" ao actual presidente da Câmara. Factos estes que são mais que comentados na cidade do Barreiro até Coina.

Tratando a Vice-Provedora, junto do "amigo" Carlos Humberto, para que tudo funcione normalmente. Também a Segurança Social fecha os olhos a esta ilegalidade(tratando os boys do PS que trabalham na Misericórdia, MM, CC E JP para que não haja nenhuma inspecção). Apesar disso, a inspecção geral do trabalho, onde o Provedor não consegue chegar, tem inspeccionado e multado a Misericórdia pelos riscos para os utentes e trabalhadores, que aquela obra tem trazido. Por exemplo, consta que chove lá dentro e que já faleceram utentes. No Hospital do Barreiro tem-se comentado o estado em que alguns utentes têm dado entrada, com problemas causados pela obra, já que não foram acauteladas as mais elementares regras de segurança, higiene e saúde de um espaço daquela natureza.

Aliás, grandes especialistas em obras são o Provedor e a amante Sara Oliveira e o seu Arquitecto Porfírio (seu amigo pessoal e que efectua todos os projectos sem concurso, os quais são alvo  de chacota na Câmara e outros locais), como não bastasse o mesmo beneficia de um contrato de trabalho com vencimento fixo mensal elevado , que acumula com o que recebe dos projectos. Para além disso, também é visto a almoçar á conta da Misericórdia.


Um belo exemplo destes famosos mestres de obra foi a construção da tão falada, nova cozinha da Misericórdia, ao (por más razões) conhecido construtor civil "O Pezinhos" e cuja a obra ficou por mais do dobro do que foi inicialmente ajudiciada, tendo havido necessidade de serem os trabalhadores da Misericórdia a concluir a mesma, e a reparar os erros  de construção realizados pela empreitada do referido construor civil. Este era visto a almoçar ou a lanchar quase todos os dias com o Provedor. A construção desta cozinha foi efectuada sem concurso e sem autos de mediação, ao sabor dos interesses de ambas as partes (Júlio e Pezinhos).

O Júlio gere a Misericórdia como sendo sua coutada e vive rodeado de intresseiros e imbecis, boys do PS e familiares.
Comenta-se que o sobrinho Carlos Freire responsável pelas compras da Misericórdia e pela cozinha, dirige sem critérios, protegido pelo tio, as despesas daqueles sectores, que comenta quem sabe, têm sido aqueles que têm apresentado sucessivamente grandes aumentos de gastos, não vendo os utentes melhorias na qualidade que lhes é fornecida. Não é de admirar, porque os funcionários o vêem, repetidas vezes a carregar géneros da Misericórdia, os quais têm por destino a sua casa, a da sua mãe e a do seu tio.

Do elenco desta direcção já se demitiram vários elementos, incluindo pessoas que não pactuaram com esta trafulhice.


Também o presidente do Conselho Fiscal, Padre Rodrigo Mendes, está comprado pelo Júlio, que o levou ao Brasil, ao congresso internacional das Misericórdias, que teve lugar em Fortaleza, mas que no 3º dia , foram todos para o Rio de Janeiro passar uma dúzia de dias á conta do Estado e dos velhinhos  que pagam as despesas da Misericórdia. Como se não bastasse, o Padre Rodrigo Mendes, com a cumplicidade do Bispo de Setúbal, convenceu o Júlio a nomear Capelão o seu afilhado, Padre José Manuel, pároco do Lavradio, com o direito a ordenado mensal pago pela Misericórdia. Que praticamente Zé Manuel (como é conhecido) não mete os pés na Misericórdia, sendo que a assistência religiosa é feita pelo Diácono Margalhau , cujo o filho é quadro superior da Habipax( empresa a quem foi ajudiciada a construção da creche da Misericórdia) cujo valor final de construção terá sido muito superior ao adjudicado.

É por causa destas situações que o presidente do Conselho fiscal não questiona a penhora dos lares ao banco, a grande derrapagem do custo da Unidade de Cuidados Continuados e nem as elevadas despesas de representação que são feitas.

O banco tem o Provedor "na mão", pois este viajou várias vezes ao estrangeiro para ver jogos de  futebol á "conta" do BES ( que tanto se gabou no seu núcleo de amigos), com o intuito deste banco também financiar os empréstimos á habitação dos filhos.

É esta promiscuidade que se vive na Misericórdia em que os seus corpos gerentes vão contra todo o espírito social da Igreja, a transparência e lealdade que deve reger as instituições declaradas de utilidade e serviço público.

Muito mais haveria a dizer, mas fica para outra oportunidade!...

O actual mandato do Júlio Freire termina no corrente ano, esperando que não se renove e que se consiga na altura própria o que há 8 anos não foi possível, isto é, correr de vez com tão nefastos, corruptos e oportunistas corpos sociais daquela Santa Casa, que é de todos os Barreirenses.


Mas antes de este mandato findar, devia a quem de direito efectuar uma séria investigação judicial, e punir os responsáveis.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nacionalismo para Portugal!

Nacionalismo para Portugal!

Portugal está desbaratado, o país encontra-se pelas ruas da amargura, a pobreza e a miséria alastram impiedosamente; a criminalidade, a violência e o desemprego aumentam; a inflação não pára; o analfabetismo não acaba e, no meio deste horrível cenário, os portugueses continuam, sistematicamente, a votar e a apoiar uma democracia e partidos, quer de esquerda quer de direita, que nunca defenderam e valorizaram a Nação Portuguesa. Já ninguém faz nada em Portugal, os nossos políticos limitam-se a entrar num jogo de lóbis e influências, em vez de defenderem os portugueses. A democracia em Portugal tornou-se uma palhaçada, um autêntico circo. E nós próprios nos tornámos uns palhaços. As nossas instituições democráticas demonstram-se ineficazes para resolverem os problemas nacionais. A nossa economia está arruinada, importamos cada vez mais, endividamo-nos e a indústria nacional estagna.
O Estado deve assentar na defesa dos portugueses e na primazia do interesse nacional. Contudo, hoje em dia, em Portugal, os interesses dos portugueses não são atendidos e deparamo-nos com a destruição da nobre Nação Portuguesa e da sua Alma Pátria. Cada dia que passa, Portugal torna-se menos português. Em cada momento, perdemos a nossa identidade e a nossa dimensão cultural. A Europa, por sua vez, cada vez mais, é uma colónia americana.
É preciso fazer frente a este sistema global que destrói a identidade europeia e a identidade de todos os povos europeus. O mundo, dizem os filósofos, é condicionado pela acção humana. É a própria acção humana que potencializa a realidade humana. A vontade de poder, dizia Nietzsche, é a legisladora universal. Só é possível mudar Portugal com um movimento unido, patriótico e nacional. Porque se não forem os portugueses a mudarem Portugal, quem o fará? Mudar Portugal!
Portugal perdeu, acima de tudo, o amor dos portugueses. Bons tempos em que os portugueses morriam por Portugal, porque o orgulho, a honra, a justiça e o dever estavam acima do indivíduo. Homogeneamente, nem honra, nem justiça, nem orgulho, nem dever. O amor, dizem os poetas, é o fundamento da vida humana. É o amor que nos leva a agir para além de nós próprios. Neste quadro pessimista, só com amor conseguiremos mudar e renovar Portugal. De um amor infinito a Portugal, ressurgirá um Portugal melhor e mais português. Mudar Portugal com amor!
Portugal vive hoje a sua hora mais triste, o seu momento mais angustioso. Esta angústia advém da perda da nossa identidade. Esta tristeza infinita provém da perda de união entre o povo português. E procuramos, em vão, alguma alegria no futebol aos Domingos no café. Em vão, tentamos esquecer a nossa dor e a nossa vil tristeza. Vivemos ainda demasiado do passado: dormimos ainda sobre o túmulo do falecido rei D. Sebastião e do Prof. António Oliveira Salazar, e  relemos infinitamente as velhas estrofes de Os Lusíadas e abraçamos os poemas nacionalistas da Mensagem de Pessoa.
É preciso para Portugal uma nova força, uma nova energia, um novo movimento, capaz de abalar o tédio, a monotonia, o cansaço, o desânimo e a descrença dos portugueses. É preciso uma nova luz, um novo ideal, é preciso a chama nacionalista! Num país em que os políticos vendem Portugal ao estrangeiro, em que os políticos não representam as cores da bandeira nacional, é necessário um novo líder. Um líder que esteja acima da guerra parlamentar a que assistimos todos os dias, que esteja acima das lutas partidárias, que enfraquecem e aniquilam o sistema democrático vigente.
Combate-se a guerra, com a paz. Combate-se o fogo com a água. A perda de identidade europeia, a perda da soberania nacional e a desnacionalização de Portugal combate-se com o nacionalismo. Possa o nacionalismo renovador transformar Portugal num país civilizado, evoluído, mas que não perca a sua raiz histórica, nem as origens da sua Raça! Pretendemos um Portugal moderno e evoluído, mas com consciência histórica e racial. Só os portugueses podem construir esse Portugal de maresia. Os portugueses nascem com esse direito, e devem morrer com esse dever.
Hoje, mais do que nunca, é preciso a chama nacionalista em Portugal!
Temos de reavivar a chama que os nossos antepassados nos deixaram.
Temos de voltar aos antigos valores morais e éticos, que nos foram deixados pelos nossos ilustres "avós".
Somos os detentores da chama desta nobre raça, e por isso temos um dever sagrado para com esta Nação e seu povo.

O Leviatã existe, vive em Bruxelas

As instituições europeias são um monstro burocrático que devora os cidadãos, afirma o ensaísta alemão Hans Magnus Enzesberger no seu livro mais recente, exortando os europeus a enfrentá-lo.
Enquanto os povos do mundo árabe se manifestam em favor da autodeterminação e da democracia, a Europa perde-se na ditadura. A sua tradição democrática está desgastada, destruída, e os seus cidadãos são perseguidos e tratados com acrimónia. O poder delegado pelo povo aos seus representantes foi transferido secretamente e escondeu-se num lugar inacessível, que nunca ninguém viu.
Quem é que manda realmente? Quem segura as rédeas? Onde? E com que finalidade? Ninguém sabe. Promulgam-se leis e regulamentos, mas os habitantes no Velho Continente já não lhes entendem os termos. É um pouco como se um povo extraterrestre tivesse desembarcado na Terra sem ninguém saber e, recém-chegado, se tivesse colocado ao serviço da União Europeia, talvez por os seus ocupantes serem especialmente prósperos. Este povo é o dos tecnocratas.

500 milhões de bezerros na União Europeia

Esta descrição da subjugação da Europa por um poder anónimo não é retirada de um romance distópico, mas de um ensaio. Não é, portanto, ficção, é um texto que elege o seu tema no mundo real, para o descrever e analisar. O seu autor não é um Hércules com a missão de limpar os “estábulos de Augias” da União Europeia. O seu único objetivo é despertar os animais que lá pernoitam. Que são numerosos, uma vez que estão recenseados cerca de 500 milhões.
Este é o número atual de habitantes da União Europeia. Todos deveriam ter tempo para ler as 70 páginas que Hans Magnus Enzensberger acaba de publicar sob o título Sanftes Monster Brüssel oder Die Entmündigung Europas [“Bruxelas, o doce monstro, ou a Europa sob tutela", não traduzido em português]. O livro é o equivalente alemão do panfleto “Indignez-vous!” [Indigne-se!], do francês Stephane Hessel, com um milhão de exemplares editados no país natal deste nonagenário da resistência francesa. Hans Magnus Enzensberger também tenta despertar a indignação dos cidadãos. Quer agitar as hostes. Para isso, não aposta em grandes gestos, mas na força da argumentação.
Enzensberger realizou uma investigação profunda. Pacientemente, descreve os factos, identifica os índices, como se de um crime se tratasse. O seu objetivo não é apenas lançar uma polémica sobre a União Europeia: ele quer desmascarar o monstro, que cresce inexoravelmente, impulsionado pela sede de poder. Este monstro tem uma história, mas poucas pessoas a conhecem.
O autor começa por recordar-nos os benefícios incontestáveis  do processo de integração europeia. Aplaude seis décadas sem guerra – quase uma vida – férias no estrangeiro facilitadas, liberdade de circulação, as ações levadas a cabo contra "os cartéis, monopólios e esquemas protecionistas”. Antes de se debruçar sobre o "vocabulário oficial" de uma União Europeia "indiferente à história", que chama "comissários" aos seus funcionários como se a história da Europa não tivesse conhecido os comissários do povo nem os comissários do Reich.
Em seguida, descreve a estrutura e o modus operandi das comissões, que fixam, por exemplo, limites para "as vibrações transmitidas ao sistema mão – braço e a todo o corpo durante a manipulação de um martelo pneumático, que determinam o comprimento mínimo dos preservativos europeus, e que em breve irão impor-nos a utilização de uma combinação de 33 a 42 dígitos para uma simples transferência bancária. Com efeito, a partir de 2013, passa a ser obrigatória a menção do NIB e IBAN nas transferências nacionais. Na pequena ilha de Malta, por exemplo, o IBAN é composto por 31 dígitos, de modo que os cerca de 400 mil malteses terão "3 100 000 000 000 000 000 000 000 000 000 números de conta à sua disposição, que virão complementar 10 000 000 000 códigos de NIB”.

Inflamada pelo poder de legislar, UE é cada vez mais autoritária

É fácil ironizar acerca destes asneiras públicas, congeminadas em nome da Europa por batalhões de funcionários, na maioria, muito bem pagos. Em contrapartida, é quase impossível encontrar o rumo certo na selva das comissões, secretariados, direções gerais e outras instituições e organismos sem conta que se estabeleceram e prosperaram em Bruxelas ou no Luxemburgo. Quem conhece, por exemplo, a EU-OSHA, responsável pelas questões relacionadas com a segurança e a saúde no trabalho? A instituição emprega 64 colaboradores, cujas atividades são controladas por 84 conselheiros de administração. Mais alguma pergunta?
Começa por ser divertido, em seguida torna-se maçador identificar os absurdos da burocracia desenfreada de Bruxelas. E serve-nos de pouco. Razão pela qual a obra aprofunda o tema. Enzensberger debruça-se sobre a falta de legitimidade de uma máquina burocrática que, por conta e em nome dos cidadãos europeus, promulga os textos de leis e regulamentos – o que deve significar, até agora, qualquer coisa como 150 mil páginas – mas que ignora as regras básicas da sua própria constituição, como o demonstra assiduamente o tratamento reservado ao pacto de estabilidade e crescimento.
A tese fulcral de Hans Magnus Enzensberger visa o conceito de democracia em Bruxelas: inflamada pelo seu poder de legislar, a UE desenvolve características cada vez mais autoritárias. Por fim, com [o ensaísta austríaco] Robert Menasse, levanta a questão de saber se a democracia clássica, no entendimento de Bruxelas, é um compromisso ou se, pelo contrário, é vista como um obstáculo, cuja destruição exige um trabalho diligente. A União Europeia está prestes a colocar os seus cidadãos sob custódia. Só os europeus a podem impedir de o fazer.

Questões éticas União Europeia Regresso à “casa” da nação

A União Europeia era o melhor que poderia acontecer ao continente. Mas, com o tempo, transformou-se num Golem burocrático, que escapa ao controlo dos cidadãos. Para evitar que se afunde e voltar a dar-lhe alento, é preciso proceder a uma renovação, que partiria dos Estados nacionais e dos seus mecanismos democráticos. Excertos.
 
A União Europeia foi o melhor que aconteceu ao continente desde a queda do Império Romano. Mas, antes, teve de passar pela catástrofe total, para que os Estados conquistadores do Ocidente deixassem de se bater uns contra os outros. Só depois de 1945, as pessoas sensatas abdicaram de se refugiar no nacionalismo. A ideia europeia era simples: ao integrar progressivamente as economias nacionais, suprimiam-se os motivos para a eclosão de violência entre Estados, e até mesmo a possibilidade logística de isso acontecer. De facto, quem iria abrir fogo contra si próprio?

Desperdício de um grupo de banqueiros

Hoje, o sonho tornou-se realidade. Nos planos administrativo e jurídico, o continente é o espaço económico mais sólido do mundo. Sem conflitos internos, sem pobreza em grande escala, sem ditaduras. E agora? Agora, a Europa chegou ao limite das suas forças. A moeda comum está a afundar-se, porque um pequeno grupo de banqueiros e economistas encurralados a transformou em resíduo monetário, utilizando como arma os resgates de emergência. A UE encara a imigração apenas como hordas de desesperados, que jogam à roleta russa em embarcações precárias que atravessam o Mediterrâneo. Perante a libertação do Médio Oriente, cada um dos países que a integram lança-se na sua própria guerra colonial. Ou desvia pudicamente o olhar.
Hoje, os produtores de legumes italianos aprenderam à sua custa o que é um mercado comum: por causa de uma bactéria mortal em Hamburgo, deixaram de poder exportar os seus produtos para a Rússia. A França defende a energia nuclear na fronteira com a Alemanha, enquanto, por seu turno, os alemães preferem fabricar eólicas. No espaço de Schengen, os dinamarqueses montam instalações pré-fabricadas para albergar novos funcionários alfandegários, porque todos os males vêm do estrangeiro. E quem vai explicar a um operário eslovaco que a sua reforma está em perigo, porque os gregos querem estiraçar-se ao sol aos 53 anos?
Será de espantar que, neste momento, os discursos impiedosos contra a UE recolham cerca de 20% dos votos? Em contrapartida, é estranho que a percentagem daqueles que gostariam de pôr-lhe termo rapidamente continue a ser tão baixa. E, se a Europa ainda merece aprovação, é unicamente por causa do passado.

Cidadão isolado

Com as suas diretivas cada vez mais numerosas, que foram ligando impercetivelmente todos os Estados-Membros, a UE foi entrando pela porta das traseiras. No início, tratava-se apenas do aço resultante da guerra. Depois, de um acordo sobre a produção de carvão. A seguir, sobre a produção de eletricidade. Depois ainda vieram a agricultura, as alfândegas, a Justiça, os controlos de fronteiras e a moeda. Agora, trata-se de tudo. Só que os cidadãos nunca foram consultados.
Não foi por acaso que Hans Magnus Enzensberger fez da Europa o seu novo bobo da corte. Sem lamentar as conquistas civilizadoras da União Europeia, Enzensberger encara Bruxelas – o centro de sua burocracia – como um malfeitor que, devido à sua fúria centralizadora e regulamentadora, ameaça transformar o continente numa verdadeira "casa de correção".
Ao atacar a União Europeia de uma forma tão direta, Enzensberger, que é um dos representantes da primeira geração europeia a viver em paz, quebra com prazer um certo tabu. Isso fará dele um aliado dos Geert Wilders, Kaczynski e outros Le Pen? Claro que não. O "cancro" do "populismo de direita" de que falam todos os meios de comunicação não passa, na realidade, de uma ideologia confusa e xenófoba que assenta num único domínio: o do nacionalismo.
Muitos eleitores europeus voltam-se hoje, instintivamente, para a antiga ordem, porque a nova não funciona.
É esse o verdadeiro problema. Segundo a expressão de Enzensberger, a Europa é um fenómeno "pós-democrático". Na maior parte dos Estados-Membros, o projeto europeu era a única solução possível, apesar de nem a criação da CEE, nem o acordo de Schengen, nem a adoção do euro terem sido submetidos a votação. A riqueza era criada, quase automaticamente, através da abertura dos mercados e das ajudas estruturais, de tal modo que até países tão orgulhosos como a Hungria e a Polónia aceitaram sem pestanejar cedências na sua soberania recentemente adquirida perante a autoridade de Bruxelas.

Travar a complexa máquina de Bruxelas

Mesmo com a melhor boa vontade da classe política, isto nunca poderia funcionar, porque falta à Europa uma coisa fundamental: uma opinião pública comum. A União Europeia é a prova de que a democracia não pode existir sem um discurso comum. Os membros do Parlamento Europeu – que, de qualquer forma, não tem muita coisa a dizer – são eleitos no quadro de campanhas nacionais. A informação, as pessoas, as tradições e as formas que o confronto assume continuam a ser unicamente nacionais. É por isso que, no que se refere à Europa, tanto as maiorias de direita como as de esquerda se encontram frequentemente expostas aos partidos estabelecidos. A maior parte das elites internacionais, poliglotas e ligadas entre si, simplesmente não compreendem isso.
A Europa deve assim ser limitada àquilo que os europeus ainda conseguem compreender – e aprovar nas eleições. A Europa não deve ser a máquina dos grupos de pressão e dos compromissos em que Bruxelas se transformou e da qual saem 80% das nossas leis. A Europa deve ser somente uma Europa das democracias.
Hoje, só podemos ajudar a Europa travando a máquina demasiado complexa [Bruxelas]. Todos os mecanismos de tomada de decisões devem voltar a ser democráticos e depois nacionais, regionais ou locais. O processo de alargamento deve ser interrompido e, de qualquer forma, o euro vai desaparecer.
Aliás, há um país que já terminou a sua fase nacional e se dedicou inteiramente à União Europeia. Trata-se – e não é por acaso – do mais europeu de todos os países: a Bélgica. Um país onde a democracia se afogou na discussão de interesses regionais. Um país onde se realizam eleições mas onde já não há governo. Os funcionários tratam dos assuntos correntes sob as rédeas da Europa, sem grande confusão. Para sermos claros, a soberania do povo e a política já nada querem dizer. Se quisermos evitar o mesmo destino, a única opção é a Europa regressar à nação e à democracia.
 

Um Povo que quer sonhar

Comemoraram-se 37 anos da revolução dos cravos.
E os portugueses eufóricos saem à rua com um cravo na camisa a gritar palavras de "liberdade". O Fascismo acabou, a ditadura do estado novo terminou e Portugal recomeçou um período democrático.

A questão que se impõe é se Portugal poderá encontrar o progresso e o desenvolvimento num sistema político como a democracia.
A democracia em Portugal ainda é jovem, contudo, nunca deu provas de poder responder às necessidades do país.

A democracia em Portugal começou com a monarquia constitucional. Através de medidas como o fontismo, fez de Portugal um país assaz desenvolvido para a época de então. No entanto, a nível social, existiam antagonismos sociais, em nada inferiores, aos que existiam também naquela altura em países como a Inglaterra e França. Contudo, o povo português castigou a monarquia, o rei e 800 anos de história e, através de uma revolução sangrenta e pouco consentida, implementou a república.

Passado 37 anos, Portugal desnacionalizou-se, Portugal faliu e encontra-se na penúria. Os portugueses vivem na pobreza e no obscurecimento do mundo, tornamo-nos os "pedintes" desta Europa comunitária, somos os "parentes" pobres.

Falta ainda a verdadeira revolução. A revolução nacional! Marchar pela causa nacional! Viva Portugal!
Se antes éramos um país nacionalista, agora somos um país desnacionalizado, perdendo a nossa ética e moral, que tinhamos anteriormente.
Se antes, através de instituições e de organizações, como a mocidade portuguesa, éramos um Portugal de valores tradicionais e de ordem, agora as nossas crianças são facilmente corrompidas pelas drogas, por vícios e por deformações estrangeiras....
Se antes, os cofres de estado estavam cheios, agora o dinheiro de Salazar está a ser gasto para pagar as dívidas nacionais, e mais de metade das reservas auríferas desapareceram e desconhece-se como.

A democracia trouxe, sem dúvidas, alguns benefícios a Portugal. Mas esta democracia a que assistimos hoje não traz a salvação a Portugal. A salvação deve partir do nosso questionamento sobre a democracia e as instituições democráticas.


Possa Portugal encontrar o seu rumo numa democracia mais democrática, que não esqueça o ideal nacionalista!
Viva Portugal!


Quando se fala em Salazar, abrem-se logo bocas para criticar a sua pessoa e a sua obra. Mas Salazar já morreu... Possa haver também coragem para criticar a nossa democracia actual!