PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

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LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Estados-membros Crise da dívida

Portugal vira à direita...em direcção à austeridade

Pedro Passos Coelho, líder do PSD e futuro primeiro-ministro, após saber que o seu partido vencera as eleições. Lisboa, 5 de junho de 2011. Pedro Passos Coelho, líder do PSD e futuro primeiro-ministro, após saber que o seu partido vencera as eleições. Lisboa, 5 de junho de 2011.
A oposição conservadora  liberal jacobina, dificilmente conseguirá evitar a aplicação do plano de austeridade elaborado pela União Europeia e o FMI para enfrentar a crise da dívida, apesar de ter ganho as legislativas antecipadas do dia 5 de Junho. Sendo este o mesmo plano que custou o cargo de primeiro-ministro a José Sócrates.
Sem surpresas, Portugal entrou no dia 5 de Junho num novo ciclo político. Os seis anos de governos socialistas chegaram ao fim com a demissão de José Sócrates, inevitável, dada a dimensão da derrota do PS. Mas sabe-se que, em boa parte, esta mudança de ciclo decorre de um voto de protesto contra José Sócrates. Um protesto por causa da ajuda externa, da crise económica e contra o fracasso de um estilo de governação. Por outras palavras, foi mais forte o desejo de ver José Sócrates fora do poder do que de ver Pedro Passos Coelho subir a escadaria de São Bento.
E isso coloca um desafio difícil ao homem que vai liderar a nova maioria do centro-direita. Apesar de uma vitória confortável, que lhe dá uma margem acrescida para negociar com Paulo Portas, Passos Coelho sabe que ainda não conquistou plenamente a confiança dos portugueses. E que vai ser testado no mais difícil dos contextos: o da execução do exigentíssimo programa da troika.
O país político mudou. Mas, como se esperava, Portugal acordará hoje da campanha( porque ainda está inebriada pela campanha, onde, nada se discutiu ou se apresentou um programa onde se especificasse, onde se vai aplicar os dinheiros dos impostos e do que vai vir ainda para se fazer frente ás despesas), como se esta tivesse sido um mero intervalo entre a assinatura do acordo com a troika e o início da execução daquele que é o verdadeiro programa do Governo, e ao já formado governo PSD-CDS-PP.Voltámos ao pesadelo após uma interrupção de algumas semanas em que escolhemos apenas quem iria executar esse programa, para o bem ou para o mal.
Iremos ver Portugal reerguer-se?!...
Ou iremos ver Portugal afundar-se totalmente no buraco da banca rota?!...
Não acredito que nos ergamos tão depressa e com estas "pessoas". Acredito sim que teremos de vir a ter um governo que abarque todas as correntes ideológicas existentes nesta nação, e só com um governo de "todos", nos voltaremos a erguer.
Mas nisto tudo temos de pedir responsabilidades pelo que se passou...Mas isto será para outra altura....

Crise inspirou mais a indiferença do que o sentido de urgência

E se estamos de volta à realidade, sabemos que só será possível cumprir tal acordo com os três partidos do arco da troika a bordo. Não necessariamente sob a forma de um governo a três, mas certamente sob a forma de acordos parlamentares sólidos. Vão ser inúmeros os obstáculos à aplicação do memorando, da contestação social à discussão sobre se o acordo viola ou não a Constituição.
Para os socialistas, de qualquer forma, a demissão de José Sócrates foi um alívio. O ciclo da sua governação esgotou-se e o partido tem agora uma oportunidade de se renovar. É o processo normal em democracia e não há nada de dramático nisso. Há erros sobre os quais os socialistas devem reflectir para redefinirem o papel do partido na sociedade portuguesa e restaurar o debate interno que desapareceu com a liderança de Sócrates. Duas palavras finais, uma para a esquerda "antitroika", outra para a abstenção.
A abstenção sobe em relação a 2009 e é a maior de sempre. Sinal inquietante de que a crise inspirou mais a indiferença do que o sentido de urgência. Mas não menos inquietante é o facto de os cadernos eleitorais continuarem totalmente desfasados da realidade sem que ninguém se preocupe com isso. Se fossem limpos, a abstenção seria menor e o rigor maior. Mas interessará isso a alguém?

Contexto

Derrota da esquerda

Derrota da esquerda
“Absolutamente à direita”, é assim que o vimos os resultados destas eleições( mas uma direita, liberal jacobina... com nada a ver com a (direita nacionalista) que o país necessitava a viragem política em Portugal, após as eleições legislativas de 5 de Junho. As fotografias dos dois vencedores, o líder do Partido Social Democrata (PSD) e futuro primeiro-ministro, Pedro Passos coelho, e o líder do Centro Democrático e Social – Partido Popular (CDS/PP), Paulo Portas. O PSD teve 39% dos votos e 105 dos 230 lugares do parlamento. O CDS ficou com 24, o que oferece uma maioria absoluta aos dois partidos de direita. O Partido Socialista, do primeiro-ministro demissionário José Sócrates, perdeu 24 deputados para o PSD e manteve apenas 73. A Coligação de Unidade Democrática (CDU, comunistas e verdes) ganhou mais um lugar e tem agora 16 deputados, enquanto o Bloco de Esquerda (BE) perdeu metade dos seus lugares e tem, assim, oito deputados.Vencendo a abstenção com mais de 41%.

Mas mesmo assim são obrigados por este sufrágio a mudarem as políticas, e a tirarem-nos desta crise, porque foram eles(classe política) e os bancários que nos levaram aonde estamos...
Mas só digo, ver para crer, e como não creio... Vejo um futuro muito tenebroso para todos nós.

O Ser Português

O Ser Português é marcado pelo anacronismo. O Ser Português é saudade, é sentir a perda e sonhar com o Império, com o V Império. Perdemos o nosso império material em 1578 com a morte do nosso desejado líder. Perdemos mais tarde o Brasil (1822) e ainda as restantes colónias. O império se desfez. Ficou o mito. Perdemos o Império material, Deus quis que o Império Espiritual se mantivesse, porque o Espírito nunca morre, está para além da existência temporal, mas é também único visto sermos Únicos, porque possuímos:

-O A25-BIS-DR2, é um Gene!Uma sequência de aminoácidos, que só existe num único Povo:O LUSITANO

A Ciência tem destas coisas. Procura-se uma coisa, e tropeça-se com o inesperado.E por vezes o inesperado, obriga a que a História seja Reescrita. Foi o que aconteceu quando o Estudo dos Genes de Histocompatibilidade HLA, revelaram que os descendentes do primitivo Povo, que habitava o Norte e o Centro de Portugal, que conhecemos por Lusitano, possuíam dois Genes únicos:

O A25-BIS-DR2 e o A26-B38-DR13

O A26-B38-DR13, é o Gene mais antigo da Humanidade.O A25-BIS_DR2, é único. Só existe nos Lusitanos.

Não existe em mais nenhum Povo do Mundo.

Os Lusitanos, são o único Povo que não tem uma sequência Genética herdada dos Africanos do Paleolítico.

O nosso Código, é diferente dos outros Povos Mediterrânicos, e é Único e o mais Antigo à face da Terra.

São os Lusos de Camões, que um dia pegaram em Antigos Mapas, cópias de cópias de cópias de fontes já extintas, e atravessaram o Mar-Oceano, em busca do Paraíso perdido, são os únicos descendentes de uma Antiga Raça, que em tempos viveu na Terra.

São os Lusos, de Dom João II, que abdicaram de títulos de cargos e de bens, para reconstruir a Terra dos antepassados.

Mais de metade do reino, perdeu a Vida, para encontrar o Caminho do Ocidente, e aí recomeçar de novo.

E hoje, os Fariseus de outras épocas, surgem de novo, com os seus projectos hegemónicos, mascarados de direitos e:

Chamam-nos Colonizadores.Insultam os nossos Antepassados. Acusam-nos de Conquistar terras, que não nos pertenceriam. Acusam-nos infundadamente, de escravizar Antigos Povos. Acusam-nos de querer impor as nossas Crenças, os nossos Costumes e a nossa Língua, aos que já viviam antes de nós.


SÓ QUE NINGUÉM VIVIA NA TERRA ANTES DE NÓS!

Damião de Góis, registou, na Crónica D´El Rei D. Manuel, o texto de uma Lápide que existia na Serra de Sintra, à entrada do Castelo dos Mouros. A lápide referia-se ao vaticínio de uma Sibila sobre o Ocidente e o Oriente, e dizia:

"Patente me farei ao Ocidente
Quando a porta se abrir lá do Oriente
Será cousa de pasmar, quando o Indo
Quando o Ganges trocar, segundo vejo
Seus divinos efeitos com o Tejo."

Ser Português, não é para quem quer, é para quem nasce.
Mas nem todos os que nascem em Portugal, são A25 - BIS - DR2.l

domingo, 12 de junho de 2011

E COMO É HABITUAL FALOU VERDADE

... o antigo Bispo de Setúbal falou para a Antena1
D.Manuel Martins
«Vejo esta crise com muita apreensão, com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles. E fico muito irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta justificação. Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma crise que já podia ter sido debelada por nós há muito tempo, se nós não andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia.
(...) Estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio que em qualquer momento pode surgir e conduzir a uma confrontação e a uma desobediência civil generalizadas.
(...) Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do governo.»

D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal.

sábado, 11 de junho de 2011

O dia em que o euro morreu

Poderá a moeda da Europa desaparecer? E, se desaparecer, o que acontecerá? O editor de economia do diário londrino, Sean O’Grady, imagina um futuro em que os Estados-Membros regressam ao passado. 

Aqui vai um vislumbre, uma preominação do que brevemente acontecerá.
Divirtam-se a ler, apreciem , mas também analisem.

Berlim, 29 de Setembro de 2013. Angela Merkel é reeleita chanceler, alcançando uma vitória sem precedentes. "A rapariga que salvou a Alemanha" é a estrela de uma manifestação de apoiantes, junto à Porta de Brandeburgo. Após algumas palavras de agradecimento e num gesto inusitadamente espectacular, a chanceler Merkel tira do bolso do casaco uma nota de 100 novos marcos e acena com ela à multidão. Esta grita a sua aprovação. Toda a gente percebe a mensagem. O pesadelo do euro terminou. Tinha acabado precisamente dois anos antes.
Os acontecimentos de 16 de Setembro de 2011, "o dia em que o euro morreu", não podiam ter tido um início menos surpreendente. Porque o golpe final contra a credibilidade do euro não resultou de mais um dia de tumulto nem veio de uma grande cimeira: veio, sim, de um painel de juízes do Tribunal Constitucional da Alemanha, em Karlsruhe. Numa sala de conferências abafada, decorada apenas com a bandeira alemã, três juristas alemães de meia-idade executaram a moeda única europeia, tão displicentemente como se lhes tivessem pedido que aprovassem uma nova lei sobre cães perigosos. Era "inconstitucional" o Governo alemão continuar a financiar o resto da Europa: "A conversão em moeda de instrumentos de dívida extra-territoriais viola a Lei Fundamental da República Federal". O euro tinha acabado.
O Tribunal anunciou o seu veredicto às 11h11 da manhã. Ao meio-dia, quase todos os bancos da zona euro tinham fechado as portas. As máquinas de multibanco ficaram rapidamente sem notas, à medida que os depositantes aterrorizados tentavam deitar a mão às poupanças de toda a vida. Como proprietários de casas com créditos sem capacidade para pagar as prestações, os conselhos de administração dos bancos limitaram-se a entregar as chaves aos departamentos nacionais do Tesouro. Voltava a ser um problema dos governos. Só que os governos também tinham ficado sem dinheiro.

A grande roda parou

Por todo o continente, a grande roda monetária internacional parou. Os mecanismos de pagamento habituais para saldar dívidas e realizar transacções com cartões de crédito, débitos directos, ordens permanentes e cheques começaram a funcionar mal quando os bancos se recusaram a honrar os pagamentos dos seus clientes. Durante décadas, os europeus tinham considerado a saúde desses mecanismos como um dado adquirido, tal como consideravam um dado adquirido os sistemas de esgotos por baixo das suas casas. Quando ficaram bloqueados, o mau cheiro foi infernal.
Os mercados bolsistas de Paris, Frankfurt e Londres e, depois, de todo o mundo, registaram as maiores quedas desde os anos 1930. Outra grave recessão económica foi dada como certa. A corrida para vender euros, a que se assistira nas semanas anteriores, transformou-se em pânico cego. Até os mais analfabetos em matéria de finanças, foram subitamente atingidos pela verdade de que o velho euro não tinha valor, porque esse valor era agora indeterminado. Alguma coisa havia de ser salva, quando o euro voltasse a ser convertido nas novamente instaladas moedas nacionais. Mas, para muitos detentores de poupanças da UE e para os portadores de obrigações do Tesouro e bancárias irlandesas, gregas, espanholas e italianas, era impossível dizer quanto. Sabia-se apenas que seria menos.
A primeira janela a ser quebrada na altura foi em Madrid, minutos depois de a sede do Ministério das Finanças ter sido saqueada. A princípio, a polícia anti motim e o Exército ficaram sem saber bem o que fazer mas, depois de terem sido colocadas flores nos canos das suas espingardas, puseram-se do lado da multidão. Afinal, as famílias dos soldados e dos polícias tinham sido vítimas das fracassadas medidas de austeridade dos últimos anos. O Estado espanhol tremia. O Governo de José Luís Zapatero prometeu fazer "o que fosse necessário" para manter a unidade da Espanha, a despeito da agitação civil na Catalunha. O ministro dos Negócios Estrangeiros irlandês, Gerry Adams, que se encontrava em Barcelona numa missão de "solidariedade", parecia pouco à vontade nas imagens captadas no interior de um banco em ruínas, no momento em que se ouvia a explosão de uma bomba no exterior. Os catalães declararam unilateralmente a independência. À hora do jantar, os primeiros-ministros da Estónia e de Portugal tinham-se demitido. O rating de crédito da Grécia situava-se abaixo do do Malawi.

Pensar no impensável

Mas os políticos europeus não foram apanhados completamente desprevenidos. Desde a primeira crise da dívida soberana grega, em maio de 2010, tinham começado a "pensar no impensável". Depois dos salvamentos sucessivos da Irlanda, em Novembro de 2011, de Portugal, em Dezembro, e da Espanha, em Janeiro de 2012, o fundo de salvamento da UE estava sem dinheiro, quando Silvio Berlusconi pediu mais. A Bélgica foi o primeiro país a ser recusado, com base na alegação de não tinha um governo permanente e de poder até não ser uma nação por muito mais tempo. Tal como os catalães, os separatistas flamengos aproveitaram a oportunidade.
Então, os líderes da UE puseram em prática o "Plano B". A chanceler Merkel insistira em que assim fosse, porque "a paciência da Alemanha estava esgotada". Para começar, o novo euro substituiu automaticamente o antigo e o seu valor seria de apenas 80% deste último. Todas as dívidas e poupanças seriam ajustadas em conformidade, perdendo uma fatia do seu valor.
Mas isto não era o fim do tormento para os que viviam nas economias mais fracas. Porque o novo euro era só uma ponte para a reinstalação das antigas moedas nacionais. Na verdade, o novo euro era simplesmente uma "unidade de conta", um cabaz das moedas nacionais a reinstalar em breve e em pleno, mas de momento bloqueadas no novo euro a um valor fixo – mas, em muitos casos, um valor bastante baixo, que voltaria a baixar dentro de pouco tempo. Quando essas novas moedas nacionais foram criadas, em 1 de Janeiro de 2012, o novo euro era livremente cambiado em novos dracmas, novas libras irlandesas, novos escudos, novos francos belgas, novas pesetas e assim por diante. O senão foi que os cidadãos desses países descobriram que os maços de notas que possuíam valiam ainda menos do que os novos euros e, claro, do que os antigos euros. Para alguns, tais notas tinham perdido 50% ou mais do seu poder de compra.

Thatcher tinha razão

A Eslovénia, a Eslováquia, Malta e a parte de Chipre não ocupada pela Turquia foram, até 2013, os únicos territórios onde o novo euro ainda circulava, como curiosidade financeira e não como moeda de reserva mundial.
No entanto, na Alemanha, Finlândia, Áustria, Holanda e em algumas outras nações, o empobrecimento fora invertido. De repente, os consumidores perceberam que estavam melhor quando faziam compras em novos marcos, marcos finlandeses, xelins e florins. O "franco forte 2", de França, tentou manter o seu valor contra o novo marco, com resultados contraditórios. Na sua "última conferência de imprensa", um Presidente Sarkozy exausto classificou os especuladores de câmbios e os jornalistas de "pedófilos idiotas": "Meus senhores, já não tereis mais Sarko para vos maltratar". Sarkozy perdera a presidência para Dominique Strauss-Kahn, o antigo presidente do Fundo Monetário Internacional, que regressara a França para lutar pelo Eliseu. O slogan de DSK foi: "Nunca acreditei no euro".
No Reino Unido, a agonia do euro foi observada com distanciamento. Os políticos aos quais se deveu a libra ter ficado de fora receberam agradecimentos tardios. Margaret Thatcher, frágil e confinada a uma cadeira de rodas, foi empurrada da sua casa de Belgravia para Carol, para ouvir os agradecimentos de grupo de eurocéticos. Afinal, tinha sido ela quem defendera que o euro era mau não só para o Reino Unido como para todos os europeus.
Pouco depois da introdução do euro, em 1999, um operador de câmbio não identificado de Londres chamou-lhe "moeda higiénica". Pouco mais de uma década depois, tinha ido pela sanita abaixo. O facto não foi tema de primeira página nem em Deli nem em Pequim.

Tendência

Marco alemão está para voltar?

Os profetas da desgraça já o sabem: o marco alemão está em vias de regressar. “É apenas uma questão de semanas”, anunciava recentemente o Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, que seguiu as actividades de Walter K. Eichelburg. Nos seus seminários e no seu sítio, Hartgeld.com, este vienense que se auto-proclama especialista financeiro “encontra um público atento na comunidade digital e sobreaquecimento crónico desde o primeiro salvamento de um Estado da Europa”.
Eichelburg garante que altos responsáveis políticos e financeiros lhe confidenciaram que “desde o final de 2009, o presidente do Bundesbank [Axel Weber] distribuiu ao seus círculo de fiéis marcos recentemente impressos”. Quanto a Angela Merkel, em maio de 2010 e sob pressão do Presidente francês, viu-se obrigada a fazer marcha atrás e deu ordens para serem recolhidas todas as notas que tinham sido distribuídas para serem guardadas em local seguro.
Eichelburg aconselha os seus clientes a investirem em ouro e organiza cursos de sobrevivência onde os seus discípulos aprendem a fabricar carne fumada e a desenvencilharem-se sem electricidade. Tudo pago – como sempre – em euros.

As mentiras vão matar o euro

Euro

Grécia

As mentiras vão matar o euro


Efígie e bandeira grega penduradas durante a ocupação dos Paços do Concelho de Atenas, a 13 de abril de 2011.
Efígie e bandeira grega penduradas durante a ocupação dos Paços do Concelho de Atenas, a 13 de abril de 2011.E agora mais recentemente a 28 de Maio...
Reunidos em segredo para tratarem da crise grega, a 6 de maio, alguns ministros das Finanças da União Europeia desferiram o golpe de misericórdia na confiança que os cidadãos tinham nos seus governos. Não é assim que vamos salvar o euro.
Raramente vemos os políticos agirem tão irresponsavelmente como na noite da passada sexta-feira. Em Berlim, Bruxelas, Paris, Roma e Luxemburgo houve silêncio, decepção e até mentiras descaradas. Tudo isto para manter secreto o encontro de ministros das Finanças em que – como mais tarde foi declarado – se trocaram apenas impressões sobre o agravamento da crise grega, mas nenhuma decisão foi tomada.
Em meia dúzia de horas os governos dos países do euro conseguiram deitar fora os últimos vestígios de confiança que as suas opiniões públicas ainda tinham nas operações de resgate. Quem é que acredita que, no futuro, os gregos não querem sair da moeda única quando o presidente do Eurogrupo, o primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker, encabeça a decepção? Primeiro, nega, por escrito, que os ministros das Finanças se tenham encontrado no Luxemburgo. Depois, jura lealdade aos gregos, publicamente. Finalmente, ficamos a saber que foi ele que convidou pessoalmente os seus colegas.

O público sente-se enganado

Qualquer cidadão razoavelmente interessado está agora a perguntar-se, com emoções que variam entre a surpresa e a fúria, quão dramática é, realmente, a situação na Grécia. Apesar das ajudas e de nos garantirem o contrário, estará o país à beira da bancarrota? Isto significa que mais uma promessa dos líderes se dissolveu no ar: que os gregos pagariam todos os empréstimos que lhes foram feitos pelos seus parceiros, com juros e juros compostos. Se eles não pagarem, os contribuintes ficam efetivamente prejudicados.

Não é a primeira vez que o público se sente enganado. Há um ano, quando a crise grega se tornava cada vez mais ameaçadora e parecia que Atenas teria toda a ajuda externa de que precisava, responsáveis de Berlim, Bruxelas e de outras capitais europeias negavam a fragilidade da situação. Depois, no último minuto, concederam 110 mil milhões de euros de empréstimo. Os contribuintes não esconderam a surpresa.
O resgate da Irlanda seguiu o mesmo padrão. Primeiro, os países com mais peso na zona euro negaram que o governo de Dublin não conseguisse resolver por si próprio a situação económica. Mas, de repente, foi negociado um pacote de resgate. Finalmente, chegou a vez de Portugal. Não, o país estava a fazer cortes e a levar a cabo reformas; a situação era tensa mas havia esperança, o discurso repetiu-se uma vez mais. Subitamente, foi anunciado que Lisboa já nem sequer tinha dinheiro para pagar aos funcionários públicos – e o país passou da segurança para o caixote do resgate, e levamos com o FMI e a sua troika e foi o desastre final para Portugal.
Com certeza, com toda a justiça, os países do euro – com o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia – podem ter sido esmagados pelos acontecimentos, pelo menos no início desta dramática crise da dívida. Talvez tenham, também, pensado durante tempo de mais que os Estados iriam conseguir ultrapassar a situação sem precisarem de ajuda. Mas desta vez é diferente. Na sexta-feira, pela primeira vez, manifesta e deliberadamente, mentiram-nos. Dois dias depois, não houve ainda uma explicação nem um pedido de desculpas. Os responsáveis oficiais continuam em silêncio.

O engano a que assistimos terá de ter consequências

Se continuarem a portar-se assim o futuro da união monetária está, francamente, comprometido. A deceção encoraja todos os querem abolir o euro. E alimenta os pesadelos dos contribuintes, que agora têm sérias dúvidas de poderem receber o dinheiro que emprestaram.
Os políticos podem ignorar a sensibilidade do público, mas não escapam assim tão facilmente aos mercados. Com a confusão de comunicações que se foi desenrolando na noite de sexta-feira, o euro caiu dois cêntimos em relação ao dólar. Os investidores estão a fugir para os títulos americanos. Uma coisa é certa: se a confiança voltar, o engano a que assistimos na sexta-feira terá de ter consequências.

Visto de Atenas

Manter o sangue frio

Em Atenas, há algum tempo que eram evidentes os indícios de um novo período de agitação financeira. "Era possível ler isso na imprensa internacional e perceber isso, acompanhando a pressão constante dos mercados: o problema grego voltava a estar em foco e iria exigir decisões políticas e económicas radicais, muito mais duras do que as adotadas há um ano, com o plano de austeridade".
"A notícia publicada, na tarde do dia 26 de Maio e no dia 06 de Junho, na página de Internet da revista alemã Der Spiegel, segundo a qual a Grécia iria pedir para sair da zona euro, bastou para colocar o país em estado de emergência.
Tudo indica que atingimos o ponto de não retorno e que a evolução dos acontecimentos dependerá da capacidade do Governo, da classe política em geral e da sociedade de se manterem preparados para enfrentar a situação.
O ataque da revista alemã e as suas alegações revelam as intenções de alguns Estados-membros, nestas horas cruciais. Os dois próximos meses serão sem dúvida marcados pela pressão. Será preciso dar mostras de calma, de força e de serenidade."

E Portugal, como se irá manter,?!... Com o sangue frio?!... A ver a situação a degradar-se e o Presidente da República e seus lacios, desta classe política a dizer-nos que temos de ser fortes e nós a vermos o nosso poder de compra a desaparecer e vendo os nossos idosos a cada dia que passa com mais miséria, abaixo da pobreza.
Mas é isto que queremos para a nossa Nação?
Pela minha parte eu não quero.
O que iremos fazer?!...
Nova revolução?!...
O nosso dever é ponderar muito bem no que se poderá fazer, esta classe política nada faz e não nos representa,terá de ser mudada.




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Submetamos o euro a referendo


As previsões dos economistas americanos estão prestes a confirmar-se: o euro divide mais do que une os cidadãos europeus, escreve Die Zeit.

O euro sob pressão

 
"O Norte não quer continuar a ser o pagador. O Sul quer livrar-se dos cobradores de impostos. Para o contribuinte alemão, os seus impostos estão a financiar a vida em grande estilo dos irlandeses. Para os irlandeses que têm poupanças, essas poupanças estão a salvar os bancos alemães." Os partidos eurocéticos vão de vento em popa e o mesmo se pode dizer dos nacionalistas, populistas e outros profetas da desgraça. "A História não é um processo linear", sublinha este semanário de Hamburgo. E "a Europa pode desintegrar-se, da mesma maneira que se uniu, se não pusermos termo a este projeto de elite, em que os cidadãos não participam, e não começarmos a discutir de uma maneira democrática".
"As forças políticas estabelecidas perderam muita credibilidade, devido às suas manobras inábeis. Talvez reste apenas a ofensiva: um referendo europeu sobre o futuro do euro. Talvez o confronto de argumentos consiga convencer os céticos. Seria uma iniciativa arriscada, já que ninguém sabe como acabaria. Mas, em democracia, não se pode governar contra o povo. O que se torna claro é que – por mais graves que sejam – os problemas do euro podem ser resolvidos. Se a união monetária se afundar, será por motivos políticos."
 
 

Europa Central

O euro já não faz sonhar


A crise na zona euro arrefeceu o entusiasmo pela moeda única, na maior parte dos países da Europa Central. Hoje, só os Estados bálticos continuam a sonhar com a adopção da moeda única.
O Governo húngaro quer que a nova Constituição do país, cuja redacção estará concluída em Abril, inclua um artigo que especifique o nome da moeda nacional e que esta seja o florim. "O nosso país ainda não está preparado para o euro. Antes de 2020, é mesmo impossível pensar nisso", repete o primeiro-ministro, Viktor Orbán. "É preciso que a Hungria defenda o florim, porque é nessa moeda que o país assina todos os contratos económicos." No entanto, conforme sublinha o Rzeczpospolita, quando aderiram à União Europeia, os países da região comprometeram-se a aceitar o euro no futuro. Até agora, só a Eslovénia (2007), a Eslováquia (2009) e a Estónia (2011) aderiram ao euro. Actualmente, os restantes países da Europa Central e de Leste não cumprem os critérios de Maastricht e não preenchem as condições para a entrada na zona euro. A verdade, porém, é que muitos países não estão empenhados nessa adesão.
"Entre os principais eurocéticos inclui-se o Presidente da República Checa, Vaclav Klaus, que entende que a zona euro mudou muito desde o dia em que a República Checa aderiu à UE. Portanto, o país já não é obrigado a entrar na zona euro. E o Governo checo só tem de tomar posição sobre a moeda única em 2014."
A Polónia também não tem muita pressa de adoptar o euro, apesar de o primeiro-ministro, Donald Tusk, ter prometido que a moeda única substituiria o zloty em 2012. Segundo um representante do Ministério das Finanças, isso não deverá acontecer antes de 2015.
Os grandes euro-optimistas são os Estados do Báltico. De acordo com o diário polaco, os lituanos e os letões desejariam entrar na zona euro em 1 de Janeiro de 2014.
"Nos últimos anos, estes países realizaram cortes orçamentais dolorosos, para se aproximarem desse objectivo. Ali, a aceitação da moeda única é vista como uma vantagem política mais do que económica."
As coisas são muito diferentes na Bulgária, onde o entusiasmo inicial esfriou devido à crise na vizinha Grécia.
"O primeiro-ministro, Boïko Borisov, afirma oficialmente que desenvolverá todos os esforços para adoptar a moeda única no prazo de três anos. Por seu turno, a Roménia prepara-se para a adesão em 2015."


Quem serão os parvos?!... Os europeus da Europa Central!... O seremos nós os anormais a que tudo dizemos sim.

Paulo Portas

Espantem-se. Eu fiquei espantado, para não dizer que achei anedótico, são todos farinha do mesmo saco.

Paulo Portas pede a Garcia Pereira para avaliar se há razões para acção contra Ana Gomes

por Lusa Ontem


O líder do CDS-PP, Paulo Portas, pediu ao advogado António Garcia Pereira para avaliar as declarações da socialista Ana Gomes e só depois decidirá se vai agir judicialmente contra a eurodeputada.
O advogado Garcia Pereira, dirigente do PCTP/MRPP, já tinha sido escolhido uma vez, em 2008, por Paulo Portas para o representar num processo judicial contra o ex-ministro da Agricultura Jaime Silva, por ofensas "ao bom nome". Fonte do CDS-PP disse à Lusa que só depois de o advogado analisar as declarações de Ana Gomes é que Paulo Portas vai decidir se avança para tribunal.
Em causa estão as declarações feitas, terça-feira, em Estrasburgo, por Ana Gomes, que defendeu a exclusão do líder do CDS-PP do próximo Governo, afirmando que está em causa a "idoneidade pessoal e política" de Paulo Portas.
"Penso que está em causa não obviamente a legitimidade politica do seu partido, CDS-PP, como resultou das eleições, em governar, em integrar a coligação governamental, mas do dr. Paulo Portas pessoalmente, por a sua idoneidade pessoal e política estarem em causa em face do seu comportamento em anteriores responsabilidades governamentais", disse Ana Gomes, apontando "o caso dos submarinos e outros casos".
"À margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, a eurodeputada socialista, quando confrontada com o facto de Paulo Portas nunca ter sido condenado judicialmente e não haver assim nada que o iniba de integrar o futuro Governo, respondeu que "também não havia nada que inibisse o senhor Dominique Strauss Kahn de ser director do FMI". "E, no entanto, toda a gente sabia que o senhor Dominique Strauss Kahn tinha comportamentos pessoais altamente reprováveis, que tinham repercussões na sua vida politica e profissional, e que poderiam ser comprometedores para o seu país, que hoje passa por uma tremenda humilhação", afirmou.
A vice-presidente do CDS-PP Assunção Cristas já tinha considerado as declarações de Ana Gomes "inqualificáveis" e "de baixo nível".

Não se poderão dizer ou comentar o que todos sabemos, temos a mordaça do novo governo já a funcionar?!...