PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

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LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

quarta-feira, 15 de junho de 2011

E. Coli na Europa:... uma reflexão oportuna!!!

 

E. Coli na Europa:... uma reflexão oportuna!!!
Divulguem. Mas antes leiam isto tudo. É caso para alarme se for verdade. Será como dizem, uma retaliação dos laboratórios americanos contra a Espanha por não ter aceite os Transgénicos?
Cada um ajuizará segundo a sua consciência e sapiência...
Mas que esses "Iluminatti" e quejandos andam para aí a fazer as deles... lá isso andam!!
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Escherichia Coli Criada em Laboratório

Enquanto deitam a culpa de um lado para o outro na Europa, onde uma cepa super resistente da bactéria Escherichia Coli (e. coli) está deixando as pessoas doentes e a encher os hospitais na Alemanha, quase ninguém está a falar sobre como a E. coli poderia magicamente ter se tornado resistente a oito diferentes classes de antibióticos e de repente começado a aparecer no fornecimento de alimentos.
Esta variação particular de E.coli é parte da cepa O104 e esta cepa quase nunca é resistente a antibióticos. Para que elas possam adquirir esta resistência, elas devem ser repetidamente expostas a antibióticos a fim de exercer  uma "pressão de mutação", que as leva direção à imunidade completa contra os antibióticos.
Então, se está curioso em saber as origens de tal cepa, você poderia basicamente fazer uma engenharia reversa do código genético da E. coli e determinar, com bastante precisão, a que antibióticos foi exposta durante o seu desenvolvimento. Este trabalho já foi feito (leia mais abaixo), e quando se analisa a descodificação genética desta linhagem O104 que agora ameaça os consumidores de alimentos em toda a Europa, um retrato fascinante emerge de como ela pode ter sido criada.

O Código Genético Revela a História
Quando os cientistas no Instituto Robert Koch da Alemanha descodificaram a composição genética da linhagem O104, eles descobriram que ela é resistente a todas as seguintes classes e combinações de antibióticos:
o Penicilinas
o Tetraciclina
o Ácido nalidíxico
o Cotrimoxazol
o Cefalosporina
o Amoxicilina / ácido clavulânico
o Piperacilina-Sulbactam sódico
o Piperacilina-tazobactam

Além disso, esta linhagem O104 possui uma capacidade de produzir enzimas especiais que lhe dão o que poderia ser chamado de "super poderes bacterianos", conhecida tecnicamente como ESBLs:
"Beta-lactamases de Espectro Estendido (ESBLs) são enzimas que podem ser produzidas por bactérias tornando-as resistentes às cefalosporinas, como por exemplo: cefuroxima , cefotaxima e ceftazidima - que são os antibióticos mais utilizados em muitos hospitais", explica a Agência de Protecção à Saúde do Reino Unido.
Ainda além disso, esta linhagem O104 possui dois genes, - TEM-1 e o CTX-M-15 - que "têm feito os médicos tremerem desde a década de 1990",  reportou o jornal londrino The Guardian.
E por que é que elas fazem os médicos estremecerem? É porque elas são tão mortais que muitas das pessoas infectadas com estas bactérias são vítimas de falha dos órgãos críticos e simplesmente morrem.

Criando uma Super-bactéria Mortal
Então como exactamente que uma bactéria aparece do nada, que é resistente a mais de uma dúzia de antibióticos em oito diferentes classes de medicamentos e ainda apresenta duas mutações de genes letais, além de capacidades da enzima ESBL?
Há realmente apenas uma maneira de isso acontecer: você precisa expor essa cepa de E. coli a todas as oito classes de antibióticos. Normalmente, isso não é feito ao mesmo tempo, é claro: primeiro precisa expô-la à penicilina e encontrar as colónias de sobreviventes que são resistentes à penicilina. Então pega nessas colónias sobreviventes e as expôe à tetraciclina. As colónias sobreviventes são resistentes à penicilina e tetraciclina. Em seguida, as expõe a um medicamento à base de sulfa e recolhe as colónias sobreviventes, e assim por diante. É um processo de selecção genética feita em laboratório, com um resultado desejado bem específico. Trata-se essencialmente como algumas armas biológicas são projetadas pelo Exército dos EUA no seu laboratório em Ft. Detrick, Maryland.
Embora o processo seja mais complicado do que isto, a conclusão é que a criação de uma cepa de E. coli que seja resistente a oito tipos de antibióticos requer repetidas e consistentes exposições a esses antibióticos. É praticamente impossível imaginar como isso poderia acontecer de forma espontânea no mundo natural. Por exemplo, se esta bactéria teve origem nos alimentos (como nos disseram), então onde é que ela adquiriu toda esta resistência aos antibióticos dado o fato que os antibióticos não são utilizados em vegetais?
Ao considerar a evidência genética que agora nos confronta, é difícil imaginar como isso poderia acontecer naturalmente. Embora a resistência a um antibiótico seja comum, a criação de uma cepa da E. coli que seja resistente a oito diferentes classes de antibióticos em conjunto simplesmente desafia as leis de permutação e combinação genética na natureza. Simplificando, esta cepa de super-bactéria E. coli não poderia ter sido criada na natureza. O que nos deixa com apenas uma explicação de onde ela realmente veio: de um laboratório.

Tríade Hegeliana: Problema, Reacção, Solução
As evidências apontam agora que esta cepa mortal da E.coli foi projetada em laboratório, e em seguida, foi libertada no abastecimento de alimentos ou de alguma forma escapou de um laboratório e entrou na cadeia alimentar inadvertidamente.
Se você não concordar com essa conclusão, então você é forçado a concluir que esta super-bactéria octobióticas (imune a oito classes de antibióticos) se desenvolveu de forma aleatória por si só... e esta conclusão é muito mais assustadora do que a explicação da "bio-engenharia" porque significa que super-bactérias octobióticas podem simplesmente aparecer em qualquer lugar a qualquer momento, sem justa causa. E esta seria com certeza uma teoria mirabolante.
Minha conclusão realmente faz mais sentido: Esta cepa de E. coli foi quase certamente criada em laboratório, e em seguida libertada no fornecimento de alimentos com uma finalidade específica. E qual seria o seu propósito?
É a velha tríade novamente sendo utilizada aqui: problema, reacção e solução, conhecida também como "dialéctica hegeliana": Primeiro causam um problema (a cepa mortal da bactéria E. coli no fornecimento de alimentos). Então, aguardam a reacção do público (enorme clamor pois a população está aterrorizada pela E.coli). Em resposta a isso, decretam a sua solução desejada (o controle total sobre o abastecimento global de alimentos e interdição de brotos crus, leite cru e vegetais crus).
É disso que se trata, é claro.
A FDA baseou-se no mesmo fenómeno nos EUA, ao empurrar para o seu recente "Acto de Modernização da Segurança Alimentar", que basicamente criminaliza as pequenas fazendas orgânicas familiares ao menos que elas lambam as botas dos reguladores da FDA. A FDA foi capaz de esmagar a liberdade de agricultura nos EUA, utilizando-se do medo generalizado que seguiu os surtos de E.coli no abastecimento de alimentos dos EUA. Quando as pessoas têm medo, lembre-se, não é difícil fazê-las concordar com quase qualquer tipo de tirania regulamentar. E fazer as pessoas ficarem com medo de sua comida é uma questão simples... basta o governo enviar algumas notas pelo seu gabinete de imprensa por email à média corporativa afiliada.

Primeiro Proíbem a Medicina Natural e Depois Atacam o Abastecimento de Alimentos
Agora, lembre-se: tudo isso está acontecendo na esteira da proibição de ervas medicinais e suplementos nutricionais na União Europeia  - a proibição que descaradamente criminaliza terapias nutricionais que ajudam a manter as pessoas saudáveis e livres de doenças.
Agora que todas estas ervas e suplementos estão proibidos, o próximo passo é fazer com que as pessoas fiquem também com medo de vegetais frescos. Isso porque os vegetais frescos são medicinais, e enquanto o público tiver direito a comprar vegetais frescos, poderão sempre evitar doenças.
Mas se você pode fazer as pessoas terem medo de vegetais frescos, ou até mesmo proibi-los totalmente, então você pode forçar a população inteira a uma dieta de alimentos mortos e  processados, que promovem doenças degenerativas e impulsionam os lucros das poderosas companhias farmacêuticas.
Verá que é tudo parte da mesma agenda: manter as pessoas doentes, negar-lhes acesso às ervas medicinais e suplementos, e em seguida, lucrar em cima do seu sofrimento nas mãos dos cartéis de drogas globais.
É claro que os transgénicos também desempenham um papel semelhante nesta história inteira: Eles são projetados para contaminar o abastecimento de alimentos com o código genético que causa infertilidade generalizada entre os seres humanos. E aqueles que são de alguma forma capazes de se reproduzir após a exposição aos transgénicos continuam a sofrer de doenças degenerativas que enriquece as empresas farmacêuticas durante os "tratamentos".
Lembra-se qual foi recentemente o país alvo da E.coli? A Espanha.
Por que a Espanha? Você deve se lembrar que os cabos que vazaram do Wikileaks revelaram que a Espanha resistiu à introdução de transgénicos no seu sistema agrícola, mesmo quando o governo dos EUA veladamente ameaçou com retaliação política por sua resistência. Esta falsa culpa da Espanha pelas mortes causadas pelo E.coli é provavelmente a retaliação pela falta de vontade da Espanha de entrar no "comboio" dos transgénicos.
Essa é a verdadeira história por trás da devastação económica dos agricultores de vegetais da Espanha. É um dos sub-roteiros que estão sendo seguidos paralelamente a este esquema da super-bactéria escherchia coli.

Alimentos como Armas de Guerra - Criados pela Indústria Farmacêutica?
Aliás, os culpados mais prováveis de terem criado esta cepa de E. coli são os grandes laboratórios farmacêuticos. Quem mais tem acesso a todos os antibióticos e os equipamentos necessários para gerir as mutações provocadas potencialmente a milhares de colónias de E.coli? As companhias farmacêuticas estão numa posição única para tanto executar esta tarefa quanto também lucrar com isso. Em outras palavras, eles têm os meios e as motivações para executar tais acções.
Além das empresas de remédios, talvez apenas os reguladores de doenças infecciosas têm este tipo de capacidade laboratorial. O CDC, por exemplo, provavelmente conseguiria fazer isto se eles realmente quisessem.
A prova de que alguém criou esta cepa de E. coli através de bio-engenharia está escrita no ADN da bactéria. Isto é evidência forense, e o que isto revela não pode ser negado. Esta cepa foi submetida a repetida e prolongada exposição a oito diferentes classes de antibióticos, e depois de alguma forma conseguiram fazer com que ela aparecesse no abastecimento de alimentos.
Como você consegue fazer isto se não for através de um planeamento bem feito realizado por cientistas desonestos? Não existe tal coisa como "mutação espontânea" para uma cepa que é resistente às 8 mais potentes classes de antibióticos que são vendidos pela indústria farmacêutica nos dias de hoje. Tais mutações têm que ser deliberadas.
Mais uma vez, se você não concordar com essa conclusão, então o que está aceitando é que isto não foi feito deliberadamente... aconteceu acidentalmente! E neste caso, então eu digo que é ainda mais assustador! Porque isso significa que a contaminação por antibióticos do nosso mundo agora está em um nível tão extremo de exagero que uma cepa de E. coli na natureza pode ser saturada com oito diferentes classes de antibióticos ao ponto em que se transforma naturalmente em uma super-bactéria mortal.
Se as pessoas acreditam nisto, então isso é uma teoria mais assustadora do que a explicação da bio-engenharia!

Uma Nova Era Começou: Armas Biológicas na sua Comida
Mas em ambos os casos, não importa o que acredita, a verdade simples é que o mundo está enfrentando uma nova era global de novas estirpes de bactérias que não podem ser tratadas com qualquer farmacêutico conhecido. Elas podem, é claro, ser facilmente mortas com prata coloidal, que é exatamente a razão da FDA e os reguladores de saúde terem atacado violentamente as empresas de prata coloidal por todos estes anos: eles não podem deixar o público ter em suas mãos antibióticos naturais que realmente funcionam. Isso colocaria por terra todo o propósito de fazer todo mundo doente em primeiro lugar.
Na verdade, essas cepas de super-bactérias E. coli podem ser muito facilmente tratadas com uma combinação de antibióticos naturais de plantas como o alho, gengibre, cebola e ervas medicinais. Além disto, pro-bióticos podem ajudar a equilibrar a flora do trato digestivo e "expulsar" qualquer bactéria mortal que aparecer. Um sistema imunitário saudável e o bom funcionamento do trato digestivo podem combater uma infecção pela super-bactéria E. coli, mas isso é outro facto que a comunidade médica não quer que se saiba. Não podemos esquecer também da importância da Vitamina D em manter o sistema imunitário funcional. Eles preferem muito mais que você continue a ser uma vítima indefesa deitada no hospital, esperando para morrer, sem opções disponíveis além dos perigosos "remédios" da indústria farmacêutica. É isto que é a "medicina moderna". Eles causam os problemas que eles pretendem tratar, e então não vão nem sequer trata-lo com qualquer coisa que poderia realmente cura-lo.
Quase todas as mortes agora atribuídas a este surto de E.coli poderiam ter sido evitadas rápida e facilmente. Estas são as mortes da ignorância. Mas também são as mortes de uma nova era de armas biológicas baseadas em alimentos desencadeadas por um grupo de cientistas malucos, ou por alguma uma instituição seguindo uma agenda específica que declarou guerra contra a população humana.

Actualizações Sobre este Surto de E.Coli
o 22 mortes até agora já foram relatadas, sendo que  2.153 pessoas já adoeceram e possivelmente estão enfrentando falência renal.
o O Ministério da Agricultura da Alemanha anunciou que mesmo sabendo que a origem do surto é uma fazenda alemã de alimentos orgânicos, eles ainda não retiraram as advertências para que as pessoas evitem comer tomate e alface. Em outras palavras, manter o povo com medo! Isto sem falar que agora ficou claro que o alvo desta armação são as fazendas de alimentos orgânicos. Será que veremos muito em breve a Monsanto anunciar que criou sementes de vegetais imunes à esta bactéria? ;)
o "A variante alemã da E. coli, conhecida como O104, é uma híbrida das cepas que podem causar diarreia sanguinolenta e danos nos rins chamada síndrome hemolítico-urêmica", relatou o Jornal The Independent.
o Um total de dez nações europeias registou surtos da cepa de E. coli, principalmente por pessoas que haviam visitado o norte da Alemanha.
o Esta história é de um jornal alemão, e que sugere que o surto de E. coli pode ter sido um ataque terrorista. Sim, um ataque terrorista pelas companhias farmacêuticas em cima de pessoas inocentes, como de costume...

Wikileaks Brasil: EUA força França e Espanha a aceitar transgênicos

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Estados-membros Crise da dívida

Portugal vira à direita...em direcção à austeridade

Pedro Passos Coelho, líder do PSD e futuro primeiro-ministro, após saber que o seu partido vencera as eleições. Lisboa, 5 de junho de 2011. Pedro Passos Coelho, líder do PSD e futuro primeiro-ministro, após saber que o seu partido vencera as eleições. Lisboa, 5 de junho de 2011.
A oposição conservadora  liberal jacobina, dificilmente conseguirá evitar a aplicação do plano de austeridade elaborado pela União Europeia e o FMI para enfrentar a crise da dívida, apesar de ter ganho as legislativas antecipadas do dia 5 de Junho. Sendo este o mesmo plano que custou o cargo de primeiro-ministro a José Sócrates.
Sem surpresas, Portugal entrou no dia 5 de Junho num novo ciclo político. Os seis anos de governos socialistas chegaram ao fim com a demissão de José Sócrates, inevitável, dada a dimensão da derrota do PS. Mas sabe-se que, em boa parte, esta mudança de ciclo decorre de um voto de protesto contra José Sócrates. Um protesto por causa da ajuda externa, da crise económica e contra o fracasso de um estilo de governação. Por outras palavras, foi mais forte o desejo de ver José Sócrates fora do poder do que de ver Pedro Passos Coelho subir a escadaria de São Bento.
E isso coloca um desafio difícil ao homem que vai liderar a nova maioria do centro-direita. Apesar de uma vitória confortável, que lhe dá uma margem acrescida para negociar com Paulo Portas, Passos Coelho sabe que ainda não conquistou plenamente a confiança dos portugueses. E que vai ser testado no mais difícil dos contextos: o da execução do exigentíssimo programa da troika.
O país político mudou. Mas, como se esperava, Portugal acordará hoje da campanha( porque ainda está inebriada pela campanha, onde, nada se discutiu ou se apresentou um programa onde se especificasse, onde se vai aplicar os dinheiros dos impostos e do que vai vir ainda para se fazer frente ás despesas), como se esta tivesse sido um mero intervalo entre a assinatura do acordo com a troika e o início da execução daquele que é o verdadeiro programa do Governo, e ao já formado governo PSD-CDS-PP.Voltámos ao pesadelo após uma interrupção de algumas semanas em que escolhemos apenas quem iria executar esse programa, para o bem ou para o mal.
Iremos ver Portugal reerguer-se?!...
Ou iremos ver Portugal afundar-se totalmente no buraco da banca rota?!...
Não acredito que nos ergamos tão depressa e com estas "pessoas". Acredito sim que teremos de vir a ter um governo que abarque todas as correntes ideológicas existentes nesta nação, e só com um governo de "todos", nos voltaremos a erguer.
Mas nisto tudo temos de pedir responsabilidades pelo que se passou...Mas isto será para outra altura....

Crise inspirou mais a indiferença do que o sentido de urgência

E se estamos de volta à realidade, sabemos que só será possível cumprir tal acordo com os três partidos do arco da troika a bordo. Não necessariamente sob a forma de um governo a três, mas certamente sob a forma de acordos parlamentares sólidos. Vão ser inúmeros os obstáculos à aplicação do memorando, da contestação social à discussão sobre se o acordo viola ou não a Constituição.
Para os socialistas, de qualquer forma, a demissão de José Sócrates foi um alívio. O ciclo da sua governação esgotou-se e o partido tem agora uma oportunidade de se renovar. É o processo normal em democracia e não há nada de dramático nisso. Há erros sobre os quais os socialistas devem reflectir para redefinirem o papel do partido na sociedade portuguesa e restaurar o debate interno que desapareceu com a liderança de Sócrates. Duas palavras finais, uma para a esquerda "antitroika", outra para a abstenção.
A abstenção sobe em relação a 2009 e é a maior de sempre. Sinal inquietante de que a crise inspirou mais a indiferença do que o sentido de urgência. Mas não menos inquietante é o facto de os cadernos eleitorais continuarem totalmente desfasados da realidade sem que ninguém se preocupe com isso. Se fossem limpos, a abstenção seria menor e o rigor maior. Mas interessará isso a alguém?

Contexto

Derrota da esquerda

Derrota da esquerda
“Absolutamente à direita”, é assim que o vimos os resultados destas eleições( mas uma direita, liberal jacobina... com nada a ver com a (direita nacionalista) que o país necessitava a viragem política em Portugal, após as eleições legislativas de 5 de Junho. As fotografias dos dois vencedores, o líder do Partido Social Democrata (PSD) e futuro primeiro-ministro, Pedro Passos coelho, e o líder do Centro Democrático e Social – Partido Popular (CDS/PP), Paulo Portas. O PSD teve 39% dos votos e 105 dos 230 lugares do parlamento. O CDS ficou com 24, o que oferece uma maioria absoluta aos dois partidos de direita. O Partido Socialista, do primeiro-ministro demissionário José Sócrates, perdeu 24 deputados para o PSD e manteve apenas 73. A Coligação de Unidade Democrática (CDU, comunistas e verdes) ganhou mais um lugar e tem agora 16 deputados, enquanto o Bloco de Esquerda (BE) perdeu metade dos seus lugares e tem, assim, oito deputados.Vencendo a abstenção com mais de 41%.

Mas mesmo assim são obrigados por este sufrágio a mudarem as políticas, e a tirarem-nos desta crise, porque foram eles(classe política) e os bancários que nos levaram aonde estamos...
Mas só digo, ver para crer, e como não creio... Vejo um futuro muito tenebroso para todos nós.

O Ser Português

O Ser Português é marcado pelo anacronismo. O Ser Português é saudade, é sentir a perda e sonhar com o Império, com o V Império. Perdemos o nosso império material em 1578 com a morte do nosso desejado líder. Perdemos mais tarde o Brasil (1822) e ainda as restantes colónias. O império se desfez. Ficou o mito. Perdemos o Império material, Deus quis que o Império Espiritual se mantivesse, porque o Espírito nunca morre, está para além da existência temporal, mas é também único visto sermos Únicos, porque possuímos:

-O A25-BIS-DR2, é um Gene!Uma sequência de aminoácidos, que só existe num único Povo:O LUSITANO

A Ciência tem destas coisas. Procura-se uma coisa, e tropeça-se com o inesperado.E por vezes o inesperado, obriga a que a História seja Reescrita. Foi o que aconteceu quando o Estudo dos Genes de Histocompatibilidade HLA, revelaram que os descendentes do primitivo Povo, que habitava o Norte e o Centro de Portugal, que conhecemos por Lusitano, possuíam dois Genes únicos:

O A25-BIS-DR2 e o A26-B38-DR13

O A26-B38-DR13, é o Gene mais antigo da Humanidade.O A25-BIS_DR2, é único. Só existe nos Lusitanos.

Não existe em mais nenhum Povo do Mundo.

Os Lusitanos, são o único Povo que não tem uma sequência Genética herdada dos Africanos do Paleolítico.

O nosso Código, é diferente dos outros Povos Mediterrânicos, e é Único e o mais Antigo à face da Terra.

São os Lusos de Camões, que um dia pegaram em Antigos Mapas, cópias de cópias de cópias de fontes já extintas, e atravessaram o Mar-Oceano, em busca do Paraíso perdido, são os únicos descendentes de uma Antiga Raça, que em tempos viveu na Terra.

São os Lusos, de Dom João II, que abdicaram de títulos de cargos e de bens, para reconstruir a Terra dos antepassados.

Mais de metade do reino, perdeu a Vida, para encontrar o Caminho do Ocidente, e aí recomeçar de novo.

E hoje, os Fariseus de outras épocas, surgem de novo, com os seus projectos hegemónicos, mascarados de direitos e:

Chamam-nos Colonizadores.Insultam os nossos Antepassados. Acusam-nos de Conquistar terras, que não nos pertenceriam. Acusam-nos infundadamente, de escravizar Antigos Povos. Acusam-nos de querer impor as nossas Crenças, os nossos Costumes e a nossa Língua, aos que já viviam antes de nós.


SÓ QUE NINGUÉM VIVIA NA TERRA ANTES DE NÓS!

Damião de Góis, registou, na Crónica D´El Rei D. Manuel, o texto de uma Lápide que existia na Serra de Sintra, à entrada do Castelo dos Mouros. A lápide referia-se ao vaticínio de uma Sibila sobre o Ocidente e o Oriente, e dizia:

"Patente me farei ao Ocidente
Quando a porta se abrir lá do Oriente
Será cousa de pasmar, quando o Indo
Quando o Ganges trocar, segundo vejo
Seus divinos efeitos com o Tejo."

Ser Português, não é para quem quer, é para quem nasce.
Mas nem todos os que nascem em Portugal, são A25 - BIS - DR2.l

domingo, 12 de junho de 2011

E COMO É HABITUAL FALOU VERDADE

... o antigo Bispo de Setúbal falou para a Antena1
D.Manuel Martins
«Vejo esta crise com muita apreensão, com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles. E fico muito irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta justificação. Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma crise que já podia ter sido debelada por nós há muito tempo, se nós não andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia.
(...) Estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio que em qualquer momento pode surgir e conduzir a uma confrontação e a uma desobediência civil generalizadas.
(...) Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do governo.»

D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal.

sábado, 11 de junho de 2011

O dia em que o euro morreu

Poderá a moeda da Europa desaparecer? E, se desaparecer, o que acontecerá? O editor de economia do diário londrino, Sean O’Grady, imagina um futuro em que os Estados-Membros regressam ao passado. 

Aqui vai um vislumbre, uma preominação do que brevemente acontecerá.
Divirtam-se a ler, apreciem , mas também analisem.

Berlim, 29 de Setembro de 2013. Angela Merkel é reeleita chanceler, alcançando uma vitória sem precedentes. "A rapariga que salvou a Alemanha" é a estrela de uma manifestação de apoiantes, junto à Porta de Brandeburgo. Após algumas palavras de agradecimento e num gesto inusitadamente espectacular, a chanceler Merkel tira do bolso do casaco uma nota de 100 novos marcos e acena com ela à multidão. Esta grita a sua aprovação. Toda a gente percebe a mensagem. O pesadelo do euro terminou. Tinha acabado precisamente dois anos antes.
Os acontecimentos de 16 de Setembro de 2011, "o dia em que o euro morreu", não podiam ter tido um início menos surpreendente. Porque o golpe final contra a credibilidade do euro não resultou de mais um dia de tumulto nem veio de uma grande cimeira: veio, sim, de um painel de juízes do Tribunal Constitucional da Alemanha, em Karlsruhe. Numa sala de conferências abafada, decorada apenas com a bandeira alemã, três juristas alemães de meia-idade executaram a moeda única europeia, tão displicentemente como se lhes tivessem pedido que aprovassem uma nova lei sobre cães perigosos. Era "inconstitucional" o Governo alemão continuar a financiar o resto da Europa: "A conversão em moeda de instrumentos de dívida extra-territoriais viola a Lei Fundamental da República Federal". O euro tinha acabado.
O Tribunal anunciou o seu veredicto às 11h11 da manhã. Ao meio-dia, quase todos os bancos da zona euro tinham fechado as portas. As máquinas de multibanco ficaram rapidamente sem notas, à medida que os depositantes aterrorizados tentavam deitar a mão às poupanças de toda a vida. Como proprietários de casas com créditos sem capacidade para pagar as prestações, os conselhos de administração dos bancos limitaram-se a entregar as chaves aos departamentos nacionais do Tesouro. Voltava a ser um problema dos governos. Só que os governos também tinham ficado sem dinheiro.

A grande roda parou

Por todo o continente, a grande roda monetária internacional parou. Os mecanismos de pagamento habituais para saldar dívidas e realizar transacções com cartões de crédito, débitos directos, ordens permanentes e cheques começaram a funcionar mal quando os bancos se recusaram a honrar os pagamentos dos seus clientes. Durante décadas, os europeus tinham considerado a saúde desses mecanismos como um dado adquirido, tal como consideravam um dado adquirido os sistemas de esgotos por baixo das suas casas. Quando ficaram bloqueados, o mau cheiro foi infernal.
Os mercados bolsistas de Paris, Frankfurt e Londres e, depois, de todo o mundo, registaram as maiores quedas desde os anos 1930. Outra grave recessão económica foi dada como certa. A corrida para vender euros, a que se assistira nas semanas anteriores, transformou-se em pânico cego. Até os mais analfabetos em matéria de finanças, foram subitamente atingidos pela verdade de que o velho euro não tinha valor, porque esse valor era agora indeterminado. Alguma coisa havia de ser salva, quando o euro voltasse a ser convertido nas novamente instaladas moedas nacionais. Mas, para muitos detentores de poupanças da UE e para os portadores de obrigações do Tesouro e bancárias irlandesas, gregas, espanholas e italianas, era impossível dizer quanto. Sabia-se apenas que seria menos.
A primeira janela a ser quebrada na altura foi em Madrid, minutos depois de a sede do Ministério das Finanças ter sido saqueada. A princípio, a polícia anti motim e o Exército ficaram sem saber bem o que fazer mas, depois de terem sido colocadas flores nos canos das suas espingardas, puseram-se do lado da multidão. Afinal, as famílias dos soldados e dos polícias tinham sido vítimas das fracassadas medidas de austeridade dos últimos anos. O Estado espanhol tremia. O Governo de José Luís Zapatero prometeu fazer "o que fosse necessário" para manter a unidade da Espanha, a despeito da agitação civil na Catalunha. O ministro dos Negócios Estrangeiros irlandês, Gerry Adams, que se encontrava em Barcelona numa missão de "solidariedade", parecia pouco à vontade nas imagens captadas no interior de um banco em ruínas, no momento em que se ouvia a explosão de uma bomba no exterior. Os catalães declararam unilateralmente a independência. À hora do jantar, os primeiros-ministros da Estónia e de Portugal tinham-se demitido. O rating de crédito da Grécia situava-se abaixo do do Malawi.

Pensar no impensável

Mas os políticos europeus não foram apanhados completamente desprevenidos. Desde a primeira crise da dívida soberana grega, em maio de 2010, tinham começado a "pensar no impensável". Depois dos salvamentos sucessivos da Irlanda, em Novembro de 2011, de Portugal, em Dezembro, e da Espanha, em Janeiro de 2012, o fundo de salvamento da UE estava sem dinheiro, quando Silvio Berlusconi pediu mais. A Bélgica foi o primeiro país a ser recusado, com base na alegação de não tinha um governo permanente e de poder até não ser uma nação por muito mais tempo. Tal como os catalães, os separatistas flamengos aproveitaram a oportunidade.
Então, os líderes da UE puseram em prática o "Plano B". A chanceler Merkel insistira em que assim fosse, porque "a paciência da Alemanha estava esgotada". Para começar, o novo euro substituiu automaticamente o antigo e o seu valor seria de apenas 80% deste último. Todas as dívidas e poupanças seriam ajustadas em conformidade, perdendo uma fatia do seu valor.
Mas isto não era o fim do tormento para os que viviam nas economias mais fracas. Porque o novo euro era só uma ponte para a reinstalação das antigas moedas nacionais. Na verdade, o novo euro era simplesmente uma "unidade de conta", um cabaz das moedas nacionais a reinstalar em breve e em pleno, mas de momento bloqueadas no novo euro a um valor fixo – mas, em muitos casos, um valor bastante baixo, que voltaria a baixar dentro de pouco tempo. Quando essas novas moedas nacionais foram criadas, em 1 de Janeiro de 2012, o novo euro era livremente cambiado em novos dracmas, novas libras irlandesas, novos escudos, novos francos belgas, novas pesetas e assim por diante. O senão foi que os cidadãos desses países descobriram que os maços de notas que possuíam valiam ainda menos do que os novos euros e, claro, do que os antigos euros. Para alguns, tais notas tinham perdido 50% ou mais do seu poder de compra.

Thatcher tinha razão

A Eslovénia, a Eslováquia, Malta e a parte de Chipre não ocupada pela Turquia foram, até 2013, os únicos territórios onde o novo euro ainda circulava, como curiosidade financeira e não como moeda de reserva mundial.
No entanto, na Alemanha, Finlândia, Áustria, Holanda e em algumas outras nações, o empobrecimento fora invertido. De repente, os consumidores perceberam que estavam melhor quando faziam compras em novos marcos, marcos finlandeses, xelins e florins. O "franco forte 2", de França, tentou manter o seu valor contra o novo marco, com resultados contraditórios. Na sua "última conferência de imprensa", um Presidente Sarkozy exausto classificou os especuladores de câmbios e os jornalistas de "pedófilos idiotas": "Meus senhores, já não tereis mais Sarko para vos maltratar". Sarkozy perdera a presidência para Dominique Strauss-Kahn, o antigo presidente do Fundo Monetário Internacional, que regressara a França para lutar pelo Eliseu. O slogan de DSK foi: "Nunca acreditei no euro".
No Reino Unido, a agonia do euro foi observada com distanciamento. Os políticos aos quais se deveu a libra ter ficado de fora receberam agradecimentos tardios. Margaret Thatcher, frágil e confinada a uma cadeira de rodas, foi empurrada da sua casa de Belgravia para Carol, para ouvir os agradecimentos de grupo de eurocéticos. Afinal, tinha sido ela quem defendera que o euro era mau não só para o Reino Unido como para todos os europeus.
Pouco depois da introdução do euro, em 1999, um operador de câmbio não identificado de Londres chamou-lhe "moeda higiénica". Pouco mais de uma década depois, tinha ido pela sanita abaixo. O facto não foi tema de primeira página nem em Deli nem em Pequim.

Tendência

Marco alemão está para voltar?

Os profetas da desgraça já o sabem: o marco alemão está em vias de regressar. “É apenas uma questão de semanas”, anunciava recentemente o Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, que seguiu as actividades de Walter K. Eichelburg. Nos seus seminários e no seu sítio, Hartgeld.com, este vienense que se auto-proclama especialista financeiro “encontra um público atento na comunidade digital e sobreaquecimento crónico desde o primeiro salvamento de um Estado da Europa”.
Eichelburg garante que altos responsáveis políticos e financeiros lhe confidenciaram que “desde o final de 2009, o presidente do Bundesbank [Axel Weber] distribuiu ao seus círculo de fiéis marcos recentemente impressos”. Quanto a Angela Merkel, em maio de 2010 e sob pressão do Presidente francês, viu-se obrigada a fazer marcha atrás e deu ordens para serem recolhidas todas as notas que tinham sido distribuídas para serem guardadas em local seguro.
Eichelburg aconselha os seus clientes a investirem em ouro e organiza cursos de sobrevivência onde os seus discípulos aprendem a fabricar carne fumada e a desenvencilharem-se sem electricidade. Tudo pago – como sempre – em euros.

As mentiras vão matar o euro

Euro

Grécia

As mentiras vão matar o euro


Efígie e bandeira grega penduradas durante a ocupação dos Paços do Concelho de Atenas, a 13 de abril de 2011.
Efígie e bandeira grega penduradas durante a ocupação dos Paços do Concelho de Atenas, a 13 de abril de 2011.E agora mais recentemente a 28 de Maio...
Reunidos em segredo para tratarem da crise grega, a 6 de maio, alguns ministros das Finanças da União Europeia desferiram o golpe de misericórdia na confiança que os cidadãos tinham nos seus governos. Não é assim que vamos salvar o euro.
Raramente vemos os políticos agirem tão irresponsavelmente como na noite da passada sexta-feira. Em Berlim, Bruxelas, Paris, Roma e Luxemburgo houve silêncio, decepção e até mentiras descaradas. Tudo isto para manter secreto o encontro de ministros das Finanças em que – como mais tarde foi declarado – se trocaram apenas impressões sobre o agravamento da crise grega, mas nenhuma decisão foi tomada.
Em meia dúzia de horas os governos dos países do euro conseguiram deitar fora os últimos vestígios de confiança que as suas opiniões públicas ainda tinham nas operações de resgate. Quem é que acredita que, no futuro, os gregos não querem sair da moeda única quando o presidente do Eurogrupo, o primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker, encabeça a decepção? Primeiro, nega, por escrito, que os ministros das Finanças se tenham encontrado no Luxemburgo. Depois, jura lealdade aos gregos, publicamente. Finalmente, ficamos a saber que foi ele que convidou pessoalmente os seus colegas.

O público sente-se enganado

Qualquer cidadão razoavelmente interessado está agora a perguntar-se, com emoções que variam entre a surpresa e a fúria, quão dramática é, realmente, a situação na Grécia. Apesar das ajudas e de nos garantirem o contrário, estará o país à beira da bancarrota? Isto significa que mais uma promessa dos líderes se dissolveu no ar: que os gregos pagariam todos os empréstimos que lhes foram feitos pelos seus parceiros, com juros e juros compostos. Se eles não pagarem, os contribuintes ficam efetivamente prejudicados.

Não é a primeira vez que o público se sente enganado. Há um ano, quando a crise grega se tornava cada vez mais ameaçadora e parecia que Atenas teria toda a ajuda externa de que precisava, responsáveis de Berlim, Bruxelas e de outras capitais europeias negavam a fragilidade da situação. Depois, no último minuto, concederam 110 mil milhões de euros de empréstimo. Os contribuintes não esconderam a surpresa.
O resgate da Irlanda seguiu o mesmo padrão. Primeiro, os países com mais peso na zona euro negaram que o governo de Dublin não conseguisse resolver por si próprio a situação económica. Mas, de repente, foi negociado um pacote de resgate. Finalmente, chegou a vez de Portugal. Não, o país estava a fazer cortes e a levar a cabo reformas; a situação era tensa mas havia esperança, o discurso repetiu-se uma vez mais. Subitamente, foi anunciado que Lisboa já nem sequer tinha dinheiro para pagar aos funcionários públicos – e o país passou da segurança para o caixote do resgate, e levamos com o FMI e a sua troika e foi o desastre final para Portugal.
Com certeza, com toda a justiça, os países do euro – com o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia – podem ter sido esmagados pelos acontecimentos, pelo menos no início desta dramática crise da dívida. Talvez tenham, também, pensado durante tempo de mais que os Estados iriam conseguir ultrapassar a situação sem precisarem de ajuda. Mas desta vez é diferente. Na sexta-feira, pela primeira vez, manifesta e deliberadamente, mentiram-nos. Dois dias depois, não houve ainda uma explicação nem um pedido de desculpas. Os responsáveis oficiais continuam em silêncio.

O engano a que assistimos terá de ter consequências

Se continuarem a portar-se assim o futuro da união monetária está, francamente, comprometido. A deceção encoraja todos os querem abolir o euro. E alimenta os pesadelos dos contribuintes, que agora têm sérias dúvidas de poderem receber o dinheiro que emprestaram.
Os políticos podem ignorar a sensibilidade do público, mas não escapam assim tão facilmente aos mercados. Com a confusão de comunicações que se foi desenrolando na noite de sexta-feira, o euro caiu dois cêntimos em relação ao dólar. Os investidores estão a fugir para os títulos americanos. Uma coisa é certa: se a confiança voltar, o engano a que assistimos na sexta-feira terá de ter consequências.

Visto de Atenas

Manter o sangue frio

Em Atenas, há algum tempo que eram evidentes os indícios de um novo período de agitação financeira. "Era possível ler isso na imprensa internacional e perceber isso, acompanhando a pressão constante dos mercados: o problema grego voltava a estar em foco e iria exigir decisões políticas e económicas radicais, muito mais duras do que as adotadas há um ano, com o plano de austeridade".
"A notícia publicada, na tarde do dia 26 de Maio e no dia 06 de Junho, na página de Internet da revista alemã Der Spiegel, segundo a qual a Grécia iria pedir para sair da zona euro, bastou para colocar o país em estado de emergência.
Tudo indica que atingimos o ponto de não retorno e que a evolução dos acontecimentos dependerá da capacidade do Governo, da classe política em geral e da sociedade de se manterem preparados para enfrentar a situação.
O ataque da revista alemã e as suas alegações revelam as intenções de alguns Estados-membros, nestas horas cruciais. Os dois próximos meses serão sem dúvida marcados pela pressão. Será preciso dar mostras de calma, de força e de serenidade."

E Portugal, como se irá manter,?!... Com o sangue frio?!... A ver a situação a degradar-se e o Presidente da República e seus lacios, desta classe política a dizer-nos que temos de ser fortes e nós a vermos o nosso poder de compra a desaparecer e vendo os nossos idosos a cada dia que passa com mais miséria, abaixo da pobreza.
Mas é isto que queremos para a nossa Nação?
Pela minha parte eu não quero.
O que iremos fazer?!...
Nova revolução?!...
O nosso dever é ponderar muito bem no que se poderá fazer, esta classe política nada faz e não nos representa,terá de ser mudada.




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Submetamos o euro a referendo


As previsões dos economistas americanos estão prestes a confirmar-se: o euro divide mais do que une os cidadãos europeus, escreve Die Zeit.

O euro sob pressão

 
"O Norte não quer continuar a ser o pagador. O Sul quer livrar-se dos cobradores de impostos. Para o contribuinte alemão, os seus impostos estão a financiar a vida em grande estilo dos irlandeses. Para os irlandeses que têm poupanças, essas poupanças estão a salvar os bancos alemães." Os partidos eurocéticos vão de vento em popa e o mesmo se pode dizer dos nacionalistas, populistas e outros profetas da desgraça. "A História não é um processo linear", sublinha este semanário de Hamburgo. E "a Europa pode desintegrar-se, da mesma maneira que se uniu, se não pusermos termo a este projeto de elite, em que os cidadãos não participam, e não começarmos a discutir de uma maneira democrática".
"As forças políticas estabelecidas perderam muita credibilidade, devido às suas manobras inábeis. Talvez reste apenas a ofensiva: um referendo europeu sobre o futuro do euro. Talvez o confronto de argumentos consiga convencer os céticos. Seria uma iniciativa arriscada, já que ninguém sabe como acabaria. Mas, em democracia, não se pode governar contra o povo. O que se torna claro é que – por mais graves que sejam – os problemas do euro podem ser resolvidos. Se a união monetária se afundar, será por motivos políticos."
 
 

Europa Central

O euro já não faz sonhar


A crise na zona euro arrefeceu o entusiasmo pela moeda única, na maior parte dos países da Europa Central. Hoje, só os Estados bálticos continuam a sonhar com a adopção da moeda única.
O Governo húngaro quer que a nova Constituição do país, cuja redacção estará concluída em Abril, inclua um artigo que especifique o nome da moeda nacional e que esta seja o florim. "O nosso país ainda não está preparado para o euro. Antes de 2020, é mesmo impossível pensar nisso", repete o primeiro-ministro, Viktor Orbán. "É preciso que a Hungria defenda o florim, porque é nessa moeda que o país assina todos os contratos económicos." No entanto, conforme sublinha o Rzeczpospolita, quando aderiram à União Europeia, os países da região comprometeram-se a aceitar o euro no futuro. Até agora, só a Eslovénia (2007), a Eslováquia (2009) e a Estónia (2011) aderiram ao euro. Actualmente, os restantes países da Europa Central e de Leste não cumprem os critérios de Maastricht e não preenchem as condições para a entrada na zona euro. A verdade, porém, é que muitos países não estão empenhados nessa adesão.
"Entre os principais eurocéticos inclui-se o Presidente da República Checa, Vaclav Klaus, que entende que a zona euro mudou muito desde o dia em que a República Checa aderiu à UE. Portanto, o país já não é obrigado a entrar na zona euro. E o Governo checo só tem de tomar posição sobre a moeda única em 2014."
A Polónia também não tem muita pressa de adoptar o euro, apesar de o primeiro-ministro, Donald Tusk, ter prometido que a moeda única substituiria o zloty em 2012. Segundo um representante do Ministério das Finanças, isso não deverá acontecer antes de 2015.
Os grandes euro-optimistas são os Estados do Báltico. De acordo com o diário polaco, os lituanos e os letões desejariam entrar na zona euro em 1 de Janeiro de 2014.
"Nos últimos anos, estes países realizaram cortes orçamentais dolorosos, para se aproximarem desse objectivo. Ali, a aceitação da moeda única é vista como uma vantagem política mais do que económica."
As coisas são muito diferentes na Bulgária, onde o entusiasmo inicial esfriou devido à crise na vizinha Grécia.
"O primeiro-ministro, Boïko Borisov, afirma oficialmente que desenvolverá todos os esforços para adoptar a moeda única no prazo de três anos. Por seu turno, a Roménia prepara-se para a adesão em 2015."


Quem serão os parvos?!... Os europeus da Europa Central!... O seremos nós os anormais a que tudo dizemos sim.