PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS
LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

sábado, 18 de junho de 2011

O que é isso comparado com isto?!...

QUEM É ESTA FULANA?



220.000 contos/ ano ou 15.700 contos/Mês

...A NOVA CEO da EDP Renováveis

...que só vai dar dividendos em 2020!!!

Salário Milionário
Com uma remuneração anual fixa de 384 mil euros (cerca de 77.000 contos) para 2008, à qual acresce uma contribuição para o plano de pensão e ainda um prémio anual e um prémio plurianual para períodos de três anos, cada um dos quais até uma verba máxima de 100% do salário base.
Ou seja, se todos os seus objectivos de desempenho forem cumpridos, Ana Maria Fernandes receberá mais de 1,1 milhão de euros (220.000 contos) no seu primeiro ano como presidente de EDP Renováveis após a entrada da empresa na bolsa. Os valores mencionados constam do contrato de admissão.

Em 2009 só ganhou 2.240.000,00 €, 160 000, 00€ por mês…
          Quanto auferiu este ano( 2010), ainda não o conseguimos saber, está muito bem guardado.

          ESPALHEM MAIS ESTE ESCÂNDALO.

São valores mensais, não anuais...

(PODE NÃO PARECER, MAS SÃO VALORES MENSAIS!!!!....).
Isto dá vontade de rir, ou de chorar?!...
Vão dizendo ao povo para apertar o cinto, e com as medidas desta "troika", iremos é passar fome.

-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 Euros
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros
-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros
-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euros (este é que pode pagar mais IRS)
-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros
-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euros
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros
-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros
-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros
-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola !! )
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros
-Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ...

As famílias felizes da Madeira

As famílias felizes da Madeira



Foi publicado no jornal Tribuna da Madeira. O artigo, assinado pelo jornalista Paulo Fernandes Silva, revela de forma assombrosa o que se passa na relação entre algumas famílias e o poder. Não dá para acreditar. Aqui vai um excerto.

"Tida como a célula base da sociedade, a família é, muitas vezes, a rocha onde o Governo Regional melhor se apoia para funcionar. Ao longo dos anos e das legislaturas, agregados inteiros fizeram do Governo Regional uma espécie de 'segunda casa'. (...)

Famílias felizes
Ao presidente do Governo Regional cabem, naturalmente, as honras de abertura desta lista, ele que é o pai de Andreia Jardim, chefe de gabinete do Vice-Presidente João Cunha e Silva. Aliás, o auto proclamado 'ex-delfim' está bastante bem rodeado no que toca a adjuntos. Nuno Teixeira, filho de Gilberto Teixeira, assessor técnico da Secretaria do Turismo, e Maurício Pereira, filho do presidente da SAD do Clube Sport Marítimo, fazem parte do 'núcleo duro' de João Cunha e Silva. O 'vice' de Jardim tem ainda a mulher como assessora na secretaria do Planeamento e Finanças.

Outros secretários há com um elevado sentido de família. Brazão de Castro, dos Recursos Humanos, tem uma filha colocada nos serviços da Segurança Social, e Conceição Estudante, responsável pelos Assuntos Sociais, vai mais longe: o marido, Carlos Estudante, está à frente do Instituto de Fundos Europeus e a filha, Sara Relvas, é a directora regional da Formação Profissional.

Francisco Fernandes tem um filho na direcção do complexo de piscinas da Penteada, funções que desempenha em parceria com os descendentes de Rui Anacleto, director regional da Educação, e João Manuel Oliveira, director regional da Administração Pública. O irmão do secretário da Educação, Sidónio Fernandes, é presidente do conselho de administração do Instituto do Emprego, e a mulher é directora do pavilhão do Clube Amigos do Basquete, na Nazaré.

O presidente do Instituto do Desporto da RAM, Carlos Catanho José, tem o irmão Leonardo como director regional de Informática, e a filha da deputada Nazaré Serra Alegra, Maria do Rosário Baptista, é vogal do conselho de administração do Instituto Regional do Emprego. Saliência ainda para o casal Medeiros Gaspar/Fernanda Cardoso, ele deputado na ALM e ela directora regional dos Assuntos Europeus e da Cooperação Externa. O presidente do conselho de administração dos Portos, João Reis, tem a mulher como chefe de serviços da biblioteca da ALM, e o responsável pelo Gabinete Do Ensino Superior, João Costa e Silva, é casado com Graça Moniz, ex-funcionária da SRE e ex-administradora da UMa. (...)"


Estrada Poeirenta

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Leia o acordo do PSD e CDS/PP na íntegra

(Apreciem este acordo, que vamos "engolir"por 4 anos)?!...
Governo 

Leia o acordo do PSD e CDS/PP na íntegra

Económico  
16/06/11 13:2


Pedro Passos Coelho e Paulo Portas já assinaram o acordo político onde são definidos os principais objectivos do governo. Leia o documento na íntegra.
"Portugal está hoje confrontado com uma situação extremamente delicada, caracterizada por uma profunda debilidade económico-financeira que nos obrigou a recorrer, pela primeira vez em mais de três décadas, à ajuda externa. Uma debilidade económico-financeira que se projecta, de forma dramática, na degradação das condições de vida da generalidade dos Portugueses e que está inclusive a pôr em causa o desempenho, pelo Estado, das suas responsabilidades indelegáveis de protecção dos mais desfavorecidos e daqueles que se encontram numa situação de maior debilidade, bem como a promoção da igualdade de oportunidades e da mobilidade social.
As eleições legislativas do passado dia 5 de Junho representaram, porém, o surgimento de um novo horizonte de esperança. Porque deram nota, clara e inequívoca, da vontade dos nossos compatriotas de não se resignarem. Porque os seus resultados traduzem um claro desejo de mudança. E, sobretudo, porque tornaram patente que existem soluções, credíveis e claras, para retirar o País do actual estado de coisas e para o recolocar na senda do progresso e do desenvolvimento.
Enquanto representantes e intérpretes privilegiados da vontade popular, constitui dever de responsabilidade dos responsáveis políticos - de todos eles - retirar as indispensáveis ilações da vontade popular então expressa. E fazê-lo com sentido de responsabilidade e tendo em mente o objectivo primeiro para cuja realização lhes compete trabalhar: a defesa do interesse de Portugal e dos Portugueses.
Os desafios com que estamos confrontados são complexos e pesados. E os tempos que vivemos são, por isso mesmo, de exigência e de responsabilidade. Porque, mais do que mudar de políticas, o que está em causa é mudar o próprio modelo de desenvolvimento económico e social do País.
É possível, e é necessário, governar de forma diferente e, sobretudo, governar melhor. Para o conseguir, porém, é indispensável delinear uma solução política que não se traduza num mero arranjo de conveniência, preocupado apenas com a ocupação de lugares no poder, mas que seja tradução de um projecto coerente para mudar Portugal, para melhorar, de modo sustentado, as condições de vida dos nossos compatriotas e para voltar a colocar Portugal numa rota de convergência com os nossos parceiros europeus, de cooperação estreita com os Países de Língua Oficial Portuguesa e de renovado prestígio na comunidade internacional.
Assim, o PSD e o CDS/PP:
• Atenta a absoluta necessidade de dotar o País de um Executivo que assegure, com coerência e estabilidade, a condução dos assuntos da governação pelo período da XII Legislatura da Assembleia da República;
• Fiéis aos valores que os orientam, nomeadamente a preocupação central com a pessoa humana e a sua dignidade, aos princípios que definem a identidade de cada partido e ao percurso histórico que os caracteriza;
• Interpretando os resultados das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, das quais resultou uma maioria parlamentar dos dois partidos, correspondendo a uma maioria social de votantes superior a 50%;
• Tendo em conta o apelo, feito pelo Senhor Presidente da República, para que seja encontrada, no novo quadro parlamentar, uma solução governativa que disponha de apoio maioritário e consistente,
subscrevem o presente Acordo Político de Colaboração para o Estabelecimento de um Projecto Político de Legislatura, que se consubstancia nas seguintes regras:
FORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO PROGRAMÁTICA DO GOVERNO
1. O PSD e o CDS/PP reconhecem a absoluta necessidade de dotar Portugal de um Governo maioritário de coligação, condição primeira para fazer sair o País da crise actual e para criar as condições indispensáveis ao cumprimento dos compromissos estabelecidos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.
2. Para tal efeito, será constituído um Governo de coligação entre os dois partidos, sob a liderança do Presidente da Comissão Política Nacional do PSD e Primeiro-Ministro indigitado, Dr. Pedro Passos Coelho, ao qual cabe, nos termos constitucionais, a responsabilidade pela constituição do Governo.
3. Embora sustentado no apoio parlamentar dos dois partidos subscritores, o Governo terá a preocupação de alargar a sua base de apoio, para isso estabelecendo o indispensável diálogo com personalidades, organizações e instituições da sociedade civil, que se revejam no propósito de mudança que aquele visa protagonizar.
4. A criação das condições de confiança, tanto junto dos portugueses como dos nossos parceiros internacionais, requer absolutamente que o nosso País tenha um Governo de Legislatura. Nessa medida, o PSD e o CDS/PP comprometem-se, através das respectivas direcções políticas e dos seus órgãos próprios, a empreender todos os esforços com vista a garantir a estabilidade e a continuidade desse Governo.
5. O Governo de coligação terá como preocupação fundamental da sua actuação ao longo da legislatura a realização dos seguintes objectivos:
a. Gerir e resolver a grave situação financeira, assumindo os custos e as condicionantes inerentes. Para o efeito, o Governo compromete-se com a execução de um Plano de Estabilização Financeira e de um Plano de Emergência Social que proteja os mais vulneráveis, bem como com o cumprimento dos termos do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras acordado entre o Governo Português, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Queremos reconstruir a confiança da comunidade internacional em Portugal e acautelar o prestígio do nosso país no processo de construção europeia e no quadro da Lusofonia;
b. Criar condições para acelerar a retoma do crescimento económico e a geração de emprego, com vista à melhoria das condições de vida dos cidadãos, apostando na valorização do trabalho e repondo a mobilidade social, especialmente para os mais jovens. O Governo promoverá o aumento da produtividade e da competitividade como via para o crescimento económico sustentado e para a criação de emprego, tornando-se um factor de segurança para os Portugueses.
c. Garantir o Estado Social através da criação de condições para a sua sustentabilidade económica, financeira e inter-geracional, evitando a exclusão social, assegurando uma mais justa repartição dos sacrifícios, mediante uma ética social na austeridade que proteja em particular os grupos mais frágeis da sociedade, nomeadamente os pensionistas com pensões mais degradadas.
d. Iniciar as transformações estruturais necessárias para um crescimento sustentável a todos os níveis: travar e reduzir o endividamento do Estado e diminuir a sua despesa, nomeadamente através da redução de estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e do seu sector empresarial; assegurar o reforço da independência e da autoridade do Estado, garantindo a não partidarização das estruturas e empresas da Administração e assegurando uma cultura de mérito, excelência e rigor em todas, com enfoque na qualidade dos serviços prestados ao cidadão.
e. Abrir um novo horizonte de futuro à juventude, preparando-a para a empregabilidade e a competitividade na nova sociedade do conhecimento, actuando sobre a qualidade e a exigência do sistema de ensino com promoção do mérito, do esforço e da avaliação; e desenvolvendo a ciência, a tecnologia, a inovação, o ensino técnico-profissional e a formação contínua no mundo empresarial.
f. Aumentar a poupança, reduzir o endividamento externo, exportar mais e melhor e depender menos das importações, através de políticas adequadas de ajustamento macroeconómico e reforçando a inovação, o empreendedorismo, a acção externa coerente e uma nova política energética. Acreditamos no papel insubstituível da iniciativa privada, pelo que daremos atenção especial às PME e adoptaremos políticas que contribuam para o aumento da sua produtividade e competitividade. O Governo valorizará os novos sectores estratégicos, designadamente os que têm maior impacto nos bens transaccionáveis, dando a devida prioridade à agricultura e florestas, à economia do mar e das pescas, ao turismo e à cultura, promovendo uma política de proteção ambiental e um desenvolvimento sustentado do território, sem descurar todos os restantes sectores que contribuam para o aumento da capacidade exportadora, que será crítica no curto e médio prazo para a criação de postos de trabalho e para o aumento do rendimento.
g. Remover bloqueios e constrangimentos à recuperação económica, com especial destaque para as seguintes reformas: da concorrência e dos respectivos reguladores; do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação; do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias; do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens.
h. Reformar a justiça, tendo em vista a obtenção de decisões mais rápidas e com qualidade, tornando-a num estímulo ao desenvolvimento económico e ao investimento. Será prioridade do próximo Governo a recuperação da credibilidade, eficácia e responsabilização do sistema judicial e o combate à corrupção.
i. Promover o desenvolvimento humano e social, qualificando os portugueses para a era da globalização onde o conhecimento terá uma importância acrescida. O Governo defenderá a humanização da prestação de cuidados de saúde e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. O Governo reconhece a importância da economia social e pugnará pela máxima utilização da capacidade instalada, nomeadamente nos sectores da educação, saúde e solidariedade.
j. Garantir a condição primeira do exercício da liberdade, que é a segurança dos cidadãos, nomeadamente através do reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional.
6. A realização desses objectivos centrais será feita em obediência às orientações traçadas no "Acordo relativo às Bases Programáticas do Governo de Coligação".
7. Os partidos signatários assumem, desde já, que o acordo referido no ponto anterior constituirá o fundamento do programa do Governo a apresentar à Assembleia da República.
II
COLABORAÇÃO NO PLANO PARLAMENTAR
1. Por forma a garantir, permanentemente, a coerência e a estabilidade do projecto político que o Governo de coligação corporiza, o PSD e o CDS/PP, no respeito pela identidade própria de cada um, assumem o princípio de colaboração activa no apoio, em sede parlamentar, à sua actuação, seja no que toca às orientações estratégicas por ele delineadas, seja no que respeita às medidas concretas por ele propostas.
2. Para isso, os partidos signatários comprometem-se a votar solidariamente, em sede parlamentar, designadamente, as seguintes questões
a. Programa do Governo;
b. Moções de confiança e de censura;
c. Orçamentos, grandes opções do plano e iniciativas de suporte ao Programa de Estabilidade e Crescimento;
d. Medidas de concretização dos compromissos constantes dos entendimentos celebrados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional;
e. Propostas de lei oriundas do Governo;
f. Actos parlamentares que requeiram maioria absoluta ou qualificada, incluindo projectos de revisão constitucional;
g. Propostas de referendo nacional;
h. Eleições dos órgãos internos da Assembleia da República, com excepção da do Presidente da Assembleia, em que os Partidos têm compromissos prévios, ou dos órgãos a ela externos em que deva fazer representar-se, assegurando uma adequada representação de ambos.
3. A listagem prevista no ponto anterior é exemplificativa, devendo a concertação entre ambos os partidos estender-se a outras matérias ou questões, sempre que tal for considerado conveniente, após consultas prévias entre as direcções dos respectivos Grupos Parlamentares.
4. No âmbito da actuação parlamentar, o PSD e o CDS/PP comprometem-se ainda a:
a. Garantir a informação e consulta prévias em todas as iniciativas legislativas da responsabilidade de qualquer dos partidos;
b. Apresentar, em termos e prazos a definir, um projecto conjunto de revisão constitucional, sem prejuízo da existência de ante-projectos próprios. No âmbito desse projecto conjunto, deverão merecer especial atenção, entre outros, os temas relacionados com a reforma do sistema político, do sistema judicial e dos órgãos de regulação, bem como, ainda, a problemática da limitação do endividamento público;
c. Abster-se de apresentar qualquer iniciativa parlamentar que colida com a actividade do Governo;
d. Desenvolver os melhores esforços no sentido de procurar viabilizar as iniciativas parlamentares de cada um dos partidos.
5. A concertação na actividade em sede parlamentar será assegurada por via de uma estrita e permanente articulação entre as Direcções dos respectivos Grupos Parlamentares e da realização, sempre que tal for considerado adequado, de reuniões conjuntas desses Grupos.
III
COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR
1. Reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:
a. No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;
b. A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.
2. Sem prejuízo do disposto no ponto anterior, a decisão sobre matérias relativas às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira respeitará a autonomia estatutária dos órgãos regionais de ambos os partidos.
IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
1. O presente Acordo entra em vigor na data da sua assinatura e vigorará por todo o período da XII Legislatura da Assembleia da República.
2. O presente Acordo é celebrado num espírito de colaboração empenhada, permanente, leal e franca e em obediência a um propósito único: a promoção do interesse nacional."

h. Eleições dos órgãos internos da Assembleia da República, com excepção da do Presidente da Assembleia, em que os Partidos têm compromissos prévios, ou dos órgãos a ela externos em que deva fazer representar-se, assegurando uma adequada representação de ambos.
3. A listagem prevista no ponto anterior é exemplificativa, devendo a concertação entre ambos os partidos estender-se a outras matérias ou questões, sempre que tal for considerado conveniente, após consultas prévias entre as direcções dos respectivos Grupos Parlamentares.
4. No âmbito da actuação parlamentar, o PSD e o CDS/PP comprometem-se ainda a:
a. Garantir a informação e consulta prévias em todas as iniciativas legislativas da responsabilidade de qualquer dos partidos;
b. Apresentar, em termos e prazos a definir, um projecto conjunto de revisão constitucional, sem prejuízo da existência de ante-projectos próprios. No âmbito desse projecto conjunto, deverão merecer especial atenção, entre outros, os temas relacionados com a reforma do sistema político, do sistema judicial e dos órgãos de regulação, bem como, ainda, a problemática da limitação do endividamento público;
c. Abster-se de apresentar qualquer iniciativa parlamentar que colida com a actividade do Governo;
d. Desenvolver os melhores esforços no sentido de procurar viabilizar as iniciativas parlamentares de cada um dos partidos.
5. A concertação na actividade em sede parlamentar será assegurada por via de uma estrita e permanente articulação entre as Direcções dos respectivos Grupos Parlamentares e da realização, sempre que tal for considerado adequado, de reuniões conjuntas desses Grupos.
III
COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR
1. Reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:
a. No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;
b. A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.
2. Sem prejuízo do disposto no ponto anterior, a decisão sobre matérias relativas às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira respeitará a autonomia estatutária dos órgãos regionais de ambos os partidos.
IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
1. O presente Acordo entra em vigor na data da sua assinatura e vigorará por todo o período da XII Legislatura da Assembleia da República.
2. O presente Acordo é celebrado num espírito de colaboração empenhada, permanente, leal e franca e em obediência a um propósito único: a promoção do interesse nacional."

As leis e as suas práticas

O Art.º-141.º Do Código Penal é simples e claro: "Será condenado na pena de prisão maior de vinte a vinte e quatro anos, todo o português que: 1.º intentar, por qualquer meio violento ou fraudulento ou com auxílio estrangeiro, separar da mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro todo ou parte do território português, ou por qualquer desses meios ofender ou puser em perigo a independência do País. 2.º Tomar armas, debaixo das bandeiras de uma nação estrangeira, contra a Pátria". Simples e claro como o juízo do nosso povo, quanto à forma como a Pátria foi mutilada.

Não venham os "analistas políticos" com a cantiga que não se podem, nem se deve punir quem nos levou a esta situação critica a nossa Nação.
Dizem esses senhores que isso levaria a uma fragmentação da sociedade civil, e traria muitos problemas ao Estado/Nação, no meu prisma só se for o de julgar a cambada de corruptos políticos e não só e congelar todos os seus bens, e mais tarde passa-los para os cofres do Estado e condena-los a penas de prisão máximas... Temos a lei do nosso lado, não temos é a coragem de a pôr em prática porque a corrupção instalou-se em todo o lado da sociedade em que vivemos...

Continuo a afirmar que não serviu de nada estas eleições, o único objectivo alcançada em 5 de Junho foi mudar o primeiro- ministro e o governo, porque de resto temos é novos governantes a preparem-se para encher os seus bolsos e dos seus "amigos".

Será que o nosso povo continua "adormecido"?
Mais de 41% em abstenção, diz alguma coisa, mas o povo mesmo desiludido não se deve abstrair do seu dever, porque como cidadãos devem sempre exercer (dar a sua opinião), o seu direito de votar.
Acredito que precisamos de pessoas idóneas que formem ou "tomem" um partido e se apresentem ao povo com ideias sérias e concretas, e que demonstrem por actos que o interesse da Nação está acima de tudo.Mas sei que até agora essas pessoas idóneas não se atrevem a dar a cara e a pegar nos destinos desta nobre Pátria, e isto porque vêem que as leis actuais não ajudariam a mudar o que se tem de mudar.

Continuamos por isso a viver no reino do regabofe e do clientelismo e das luvas... Temos de nos unir e começar a trabalhar para as próximas eleições, que são as autárquicas, aqui poderemos dar inicio a uma mudança que poderá ser demorada mas que dará bons resultados no final, é preciso trabalhar.

A UE no mundo de Malta/Itália

Nos campos dos esquecidos


Malte. O ingreso do hangar de Hal Far. Malte. O ingresso do hangar de Hal Far.

Depois de Lampedusa, em Itália, o arquipélago de Malta é o destino preferido de centenas de africanos que fogem dos combates na Líbia. Mas aqui, a Europa parece um hangar insalubre onde eles são armazenados, na esperança de obterem um improvável asilo político. 
Enclausurados, à chegada, em centro fechados, os exilados que são identificados como “vulneráveis” foram repartidos pelos centros de acolhimento abertos. Um deles está reservado para as famílias. Chama-se Hal Far e fica no terminal de uma linha de autocarros, ao lado de lojas e de casas normais, à beira das pistas e um aeroporto abandonado.
É lá que vivem cerca de trinta famílias, à espera de protecção internacional. Quase sempre húmido, o ar, ali, é sufocante no verão e glaciar no inverno. Vindo de Tripoli com a mulher e o filho de dezasseis meses, Dawit, um etíope de 35 anos, faz parte dos moradores de infortúnio do hangar. “Agradeço às autoridades maltesas que salvaram o meu barco do naufrágio e que nos acolhem”, diz ele, em jeito de preâmbulo. “Mas é preciso dizer que este lugar é terrível, verdadeiramente terrível. Somos somalis, etíopes, eritreus e alguns ganeses e argelinos. Aqui só há famílias com crianças. O mais novo tem um mês e meio. E também há uma mulher que deu à luz à chegada. Tiraram-na do centro de detenção e quando o bebé nasceu, voltaram a trazê-los para cá.”
“Estamos todos esgotados”, continua ele, “E onde é que nos metem? Neste hangar, onde tudo é sujo e perigoso. Temos falta de luz, há apenas dois néons para isto tudo e nada que nos ilumine nas tendas. O pavimento está oleoso, a drenagem de água está avariada, os ratos correm por todo o lado. Tudo isto é tóxico. Os bebés metem os dedos na boca, nos olhos, têm infecções, estão doentes. Têm que ir constantemente ao hospital. Vimos um médico italiano chorar ao olhar para eles. Da última vez que tive de ir à farmácia comprar medicamentos para o meu filho, paguei 39 euros. Isto não pode continuar. O verão está a chegar. Com o calor, isto vai ser insuportável. Estamos reconhecidos, mas este lugar não foi feito para seres humanos.”
Dawit repete várias vezes que não tencionava vir para a Europa. Professor de inglês, foi obrigado a embarcar para fugir dos combates e, também, da violência de que são objecto os africanos subsarianos. Entre os pais que tiveram a mesma sorte que ele há um estudante de medicina, um engenheiro informático e um tradutor. Alguns deixaram os seus países de origem por causa de perseguições e obtiveram estatuto de refugiados. Todos tinham projectos de vida na Líbia. E todos eles estiveram à beira da morte durante o seu périplo pelo Mediterrâneo.

"As crianças adoecem umas a seguir às outras"

Do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (HCR) às associações humanitárias no terreno, os testemunhos coincidem. No  hangar, as tendas distribuídas pela Cruz Vermelha suíça estão alinhadas em três filas de dez tendas cada uma. Cerca de 150 pessoas, incluindo bebés, vivem ali, agrupadas por famílias. À volta do edifício foram instalados contentores com 16 camas cada um onde estão instalados, separadamente, os homens e as mulheres que estão sós.
A Jesuit Refugee Service (JRS), uma associação de assistência jurídica e social presente em Malta para apoiar os refugiados diz: “As crianças adoecem umas a seguir às outras. Torna-se crónico e grave”. “Quando as primeiras famílias ali foram instaladas, a  primeira reacção foi dizerem que preferiam voltar para o centro de detenção! Via-se voluntários a chorarem quando estavam a distribuir água, leite, carrinhos de bebé ou fraldas. Mas a culpa não é nossa(Europa), resolvam eles os seus problemas.

Este estado de coisas também é válido para aquilo que as autoridades locais e os próprios refugiados chamam Tent Village, a aldeia das tendas, a algumas centenas de metros do hangar. Grandes tendas instaladas a céu aberto, em parte destruídas pelos grandes vendavais de Fevereiro. Mesmo em bom estado, estes abrigos protegem mal da chuva e do vento, e do sol ainda pior como constatou o HCR.

"As autoridades organizam a penúria para encorajarem as pessoas a partir"

“No hangar e na Tent Village, as condições estão abaixo dos mínimos aceitáveis, especialmente para as famílias com crianças”, o HCR de Malte, retomando a linguagem administrativa própria das organizações internacionais. “Os equipamentos sanitários e as condições de vida não são apropriadas para estadias tão prolongadas e estes centros não foram concebidos para pessoas vulneráveis”, diz a HCR.

De facto, até agora, nem o hangar nem as tendas tinham alguma vez servido para albergar famílias. E nos últimos meses, quando os barcos deixaram de chegar, estiveram fechados. Porque o acordo sobre migração assinado entre a Itália e a Líbia acabou por dar resultado. “Durante um ano, com excepção de um barco que chegou em Julho passado, não houve mais chegadas”, a HCR, só que com o recrudescer da instabilidade na Líbia e Tunísia essa acalmia desapareceu.

A situação em Hal Far é insustentável. Por causa do isolamento geográfico dos refugiados, vê-se a “guetização” a que são sujeitos. “Nada foi feito para melhorar as instalações. As condições até pioraram”, porque “em vez de tratarem das possibilidades de instalação e integração aqui, as autoridades maltesas apostam tudo na reinstalação ou na relocalização noutros países europeus ou ocidentais. Isso corresponde à estratégia que traçaram. Organizam a dura penúria nas instalações para encorajarem as pessoas a partirem em vez de ficarem cá”, adianta. Por outras palavras, Malta privilegia a emergência para evitar a instalação de recém-chegados e obrigar os seus parceiros europeus a acolhê-los.Coisa que concordo plenamente com o governo de Malta, os Alemães e os Franceses ...que os acolham...

Contexto

Malta e Itália sozinhas perante o fluxo de refugiados

Desde o início dos bombardeamentos “aliados” na Líbia, a “push-back policy” de expulsão de imigrantes deixou de funcionar. Mouammar Kadhafi avisou que a sua guarda costeira deixaria de travar os imigrantes, como costumava fazer desde o acordo ítalo-líbio de Agosto de 2008, reactivando o fantasma da invasão. Malta, tal como Itália, queixa-se de falta de meios financeiros e ausência de solidariedade europeia naquilo a que os países da UE chamam “partilha de obrigação” de asilo. Apesar dos combates, que comprometem a maior parte deles, os Estados membros, por enquanto, não desencadearam o processo excepcional dito de protecção temporária, adoptado numa directiva de 2001 e nunca aplicado, com o objectivo de oferecer aos refugiados “uma protecção imediata e acolhimento no território”. Que seria a desgraça destes países e a rápida invasão muçulmana, já não chegam os que cá estão e se multiplicam como "gafanhotos"...

Ou seja, por um lado as autoridades maltesas e italianas continuam a gerir sozinhas as chegadas e, por outro, podem sempre recusar o estatuto de refugiado com o argumento de que a pessoa terá de voltar para o seu país de origem. Por isso, os etíopes como Dawit têm poucas possibilidades têm de obter asilo) e ainda bem para nós), ao contrário dos eritreus, dos somalis e dos sudaneses do Darfour( grande parte são cristãos, mas mesmo assim deviam seguir o caminho dos outros também) para quem o HCR fez recomendações explícitas de protecção.
Não se percebe duas medidas para situações semelhantes.

Imigração

Lampedusa, um posto avançado na tempestade


Um barco que transporta imigrantes prepara-se para atracar em Lampedusa, a 21 de fevereiro de 2011. Um barco que transporta imigrantes prepara-se para atracar em Lampedusa.
Desde meados de Fevereiro, a ilha italiana tem acolhido vários milhares de imigrantes vindos da Tunísia, de barco. Com meios limitados, por um tempo deplorável, e sem apoio político, os habitantes tentam controlar a situação. Reportagem num local onde se evoca um estado de guerra.
Dito assim, pode ser impressionante mas, no entanto, é exactamente como se a Itália se estivesse a preparar-se  para uma guerra. Para a Itália – que já participou numa – é uma espécie de segunda guerra da Líbia [a primeira, que começou em Setembro de 1911, e marcou o início da colonização italiana da Líbia].
Como uma trombeta da história, os C 130 asseguram febrilmente as evacuações paralelas: por um lado, evacuam-se os tunisinos de Lampedusa e, por outro, os italianos de Tripoli, porque agora, de um lado e de outro deste pequeno canto do Mediterrâneo, quem pode foge, para não mais voltar. Os navios de guerra dirigem-se para o Estreito da Sicília, para se juntarem à pequena frota que já ali está. E todas as bases aéreas estão em alerta máximo. Em resumo, preparam-se para o pior.

A paciência dos insulares é posta à prova

E, enquanto isso, vigiam o mar, à espera do inimigo. Mas o inimigo não pode ser esta armada de barcos de carga cheios de imigrantes ilegais: há qualquer coisa de errado nesta guerra. Na noite de terça para quarta-feira(dias 9 e 10 de Junho), de um mar revolto desembarcaram em Lampedusa mais 5250 refugiados: tinham percorrido 60 milhas náuticas desde a cidade de Sfax, na Tunísia, metade da distância que os separa da costa siciliana.
Na véspera, apesar da tempestade e da frota em alerta vermelho, alguns conseguiram chegar a terra: secaram a roupa, calçaram os sapatos e dirigiram-se ao bar mais próximo para comerem qualquer coisa quente. O centro de acolhimento de clandestinos – que acabava de ficar vazio – ultrapassou, mais uma vez, a sua capacidade para 1000 pessoas: a meio da semana passada, 2500.
Os clandestinos chegam e partem em grande número e é evidente que esta situação não se pode manter. “Sobretudo se o mar estiver calmo, porque se o mar estiver calmo e Kadhafi se render, o que vimos até agora não será nada, comparado com o que aí virá”.

Para dizer a verdade, já muita coisa se passou em Lampedusa. A artéria principal e as ruelas do centro estão cheias de tunisinos que gastam o seu dinheiro nos bares, nos supermercados e, sobretudo, nas lojas onde carregam os telemóveis. A posição adoptada (ou seja, a de não fechar os imigrantes no centro) revelou-se, até agora, a melhor: mas uma semana depois, esta estratégia começa a pôr duramente à prova a paciência dos insulares.

Todas as portas estão fechadas à chave

Em muitos dos bares o café é servido, agora, em copos descartáveis “porque os clientes da terra  se recusam a beber pelas mesmas chávenas por onde eles bebem”.
As crianças já quase não saem de casa: todas as portas estão fechadas à chave e as meninas são sempre escoltadas por um adulto, mesmo que seja para percorrerem apenas 100 metros. A paciência dos habitantes está a chegar ao fim: e pensam nos números que ouvem debitar durante todo o dia. Tanto por Roma como por Bruxelas. Dezenas de milhares. Cem mil. Talvez 300 mil. Os números variam, mas mesmo os mais optimistas são sinónimo de catástrofe.
Dino De Rubeis, o gigantesco presidente da Câmara de Lampedusa, afirma: “Como vêm, estamos cá e nunca nos manifestámos. Albergámo-los em todo o lado, passámos noites no cais, oferecemos-lhes cigarros… Mas Lampedusa não pode resolver isto sozinha. Precisamos de ajuda”.
Dino De Rubeis faz cara feia perante os despachos das agências, cheios de más notícias: o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados lança um apelo para que “os imigrantes não sejam reprimidos”; a União Europeia pede à Itália que abandone a ideia de repartir os magrebinos por todo o continente, uns quantos aqui, uns quantos acolá; o Governo italiano, sem saber mais para que lado dançar, encara a possibilidade de instalar enormes cidades de tendas na Sicília. Os homens observam o horizonte e falam da chegada de mau tempo.

Histórias e anedotas contadas com sotaques fantásticos

A sua prece de um mar agitado e ventos de 40 nós foi ouvida e, por falar em desembarques, ontem, Lampedusa parecia a Normandia, com borrascas vindas de Nordeste, rajadas de chuva fria e um vento gelado que convidavam a ficar fechado em casa. É bom para a guerra, mas mau para a ilha: há dois dias que o barco que a abastece, vindo de Porto Empedocle não se pode fazer ao mar. Os aviões não estão em melhor situação: ontem, por causa do mau tempo, foram anulados dois voos que deviam ter transferido um grupo de imigrantes.
Assim estão as coisas no posto avançado da Itália e da Europa, à espera da anunciada invasão magrebina. Nos bares e nas tabernas onde as pessoas se refugiaram, por causa da chuva, entrelaçam-se histórias e anedotas contadas com sotaques fantásticos.
Recorda-se o que aconteceu em 1980, quando Kadhafi lançou dois mísseis contra a base do LORAN [Long range navigation, sistema de navegação rádio por emissores terrestres] de Lampedusa, falhando o alvo em alguns quilómetros. E sublinham-se as bizarrias desta guerra, que se confunde com uma outra que já dura há algum tempo entre os pescadores de Mazara del Vallo e os barcos das guardas costeiras líbia e tunisina.
O arrastão que socorreu 40 magrebinos à deriva, na noite de terça-feira, é o “Raio de Lua”. Exactamente há um ano, este mesmo “Raio de Lua” foi abordado e apreendido pela guarda costeira de Kadhafi por intromissão em águas territoriais líbias… Ou seja, esta guerra não é nova.
Pergunta-se, o que fazer com estes "imigras"?
Acho que ninguém sabe fazer o que fazer, mas o que vemos é uma invasão de muçulmanos, e de mais miséria para esta desgraçada Europa Mediterrânica, que é a mais paupérrima ...

Lampedusa, é o espelho da impotência europeia

A frase célebre do [escritor italiano] Giuseppe Tomasi di Lampedusa – "Tudo tem de mudar para ficar tudo na mesma" – mostrou não ser verdadeira em Lampedusa.Com a explosão de revoluções na Tunísia e na Líbia, "a assustadora vaga de famílias desafortunadas que emigram" atingiu esta ilha italiana com a força de um tsunami, deixando-a numa situação "trágica". "Lampedusa tornou-se a medida das possibilidades limitadas da Europa em termos de imigração ilegal e de política de asilo", e por incrível que seja e vejamos com os nossos olhos a Frontex, a agência que controla as fronteiras da UE, não dispõe de meios próprios e é obrigada a pedir aos Estados-membros que forneçam a polícia e os fundos necessários. "Um dignitário [da UE] disse recentemente que os imigrantes deveriam ser re-enviados para os seus países de origem. Para quê? Para lhes ‘darmos as boas vindas’ no dia seguinte? E porque não afoga-los no caminho?!", pergunta  irónica mas plausível de se fazer, iremos prejudicar-nos e ás nossas gerações, para sermos "humanos", e para ficarmos bem na "foto" dos direitos humanos? Que se lixe isso, primeiro os nossos e depois os outros, sou contra o mundo global, que não nos leva a lado nenhum correcto.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Crise da dívida

A Grécia pode afundar o euro


Numa altura em que a Standard & Poor's dá à economia grega a mais baixa notação de crédito do mundo, o editor de Economia do Irish Times defende que, se a longa história de disfunção política e económica do país aponta o seu futuro, os outros 16 países da Zona Euro também estão em risco.

A Grécia é um Estado à beira da falência. Tem falta de coesão social e está profundamente dividida. A sua economia está em estado de choque. Se a história do país serve de guia para o seu futuro, vêm aí problemas muito sérios.
Há mais de um ano, quando a troika das instituições que atualmente supervisionam o apoio financeiro à Irlanda aterrou pela primeira vez em Atenas, havia a esperança de que o país mais mal governado da Europa desenvolvida pudesse ser colocado nos trilhos.
Um novo governo tinha então tomado posse e as suas personalidades mais destacadas pareciam sinceras acerca do empenho numa reforma radical. Muitos gregos, especialmente os jovens e as pessoas cultas que reconheciam o grau de disfuncionalidade do país, apoiaram a rutura. Falou-se muito de oportunidades em tempo de crise.
Essa conversa já não faz sentido. A crise representa agora apenas ameaças e riscos.
Sob muitos aspetos, isso não surpreende. A disfuncionalidade crónica do Estado grego há muito que se instalou. Desde a independência, há quase dois séculos, a Grécia viveu guerra civil, golpes de Estado, deslocamentos em massa de populações, ditaduras e terrorismo.
Não há melhor espelho da sua situação do que a questão que tem atraído a atenção do mundo para o país nos últimos 18 meses: o caos orçamental. De acordo com um estudo feito pelos historiadores económicos Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, o Estado grego tem sido deficitário cerca de um em cada dois anos, desde que foi fundado, na década de 1820. Lutando com a segunda maior dívida pública do mundo, está de novo a enveredar por essa via.
A incapacidade do Estado grego para permanecer solvente é explicada em parte pela História. Província do Império Otomano durante séculos, a Grécia não acompanhou as grandes alterações políticas e sociais da Europa Ocidental. Uma das consequências disso é uma sociedade civil muito fraca e uma limitada tradição de instituições independentes. Os que exercem o poder político na Grécia fazem-no com um grau de absolutismo invulgar na Europa democrática.
O desencadear da crise da dívida soberana da Europa pela Grécia é disso o exemplo mais pertinente. Em países onde os limites do exercício do poder são respeitados, as estatísticas são tratadas de forma independente. Na Grécia, durante a última década, o Governo forçou o instituto nacional de estatística a publicar números altamente recriados e colocou gente de confiança a garantir que eram os que apareciam.
Após uma mudança de Governo, a extensão da fraude foi revelada no final de 2009. Durante os primeiros meses de 2010, foi-se espalhando lentamente pelo mercado de títulos que o Estado grego estava falido. Desde então, o mundo tem convivido com as consequências da crise da dívida soberana na Zona Euro.

Economia paralela

A vastidão da economia paralela da Grécia reflete não apenas a fraqueza do Estado na aplicação imparcial da lei, mas também uma falta de solidariedade social. Um estudo realizado pelo economista alemão Friedrich Schneider avalia-a em 2010 em um quarto da economia oficial grega, em 2010. Dos 21 países desenvolvidos incluídos na pesquisa, a Grécia liderava a tabela.
A venalidade na vida pública é outra razão para a falência do Estado grego. De acordo com a Trans- parency International, era o país mais corrupto da Europa desenvolvida em 2009 e o 57º do mundo no índice de corrupção da organização (a Irlanda está em 16º [numa escala crescente da incidência da corrupção]).
A corrupção é um hábito muito difícil de eliminar, uma vez instalada. Entre outras coisas, fratura a sociedade. E não faltam tensões e cicatrizes na sociedade grega. Ainda em 1974, o país era uma ditadura militar e sofria todas as injustiças tipicamente associadas a esses regimes, incluindo detenções arbitrárias, tortura e execuções sumárias.
Tudo isso veio somar-se à guerra civil da segunda metade da década de 1940, em que morreram 50.000 pessoas. Hoje, a Grécia continua a ser a sociedade mais militarizada da Europa, com despesas das mais altas do continente para a Defesa. A violência nas ruas é comum e persiste um mundo obscuro de células terroristas, embora pouco ativas nos últimos anos. Se a economia se deteriorar mais, existe o risco de alguns radicais e desesperados procurarem resposta no extremismo violento.
As probabilidades de a situação piorar são elevadas. Tensões sociais e corrupção crescente não são, em si, causa de fraqueza económica – basta ver a China e a Índia –, mas não ajudam. Infelizmente para a Grécia, mesmo que ambos os problemas desaparecessem imediatamente, não há motivos para acreditar que a corrosão económica parasse.
A Grécia exporta tão pouco que é a economia mais fechada dos 27 países que formam a UE. Uma pequena economia de pouco mais de 10 milhões de pessoas não pode nunca enriquecer sem exportar.
E nenhuma economia pode enriquecer sem inovar. O melhor indicador da capacidade de inovação de um país é o montante gasto em investigação e desenvolvimento. Na Grécia, as empresas e o Estado gastam anualmente 0,5% do PIB em investigação, menos de um terço da média da UE. Dos 15 membros mais antigos da UE, manteve constantemente os gastos mais baixos em investigação.
Há poucas razões para se ser otimista em relação à Grécia. A sua economia, política e sociedade não funcionam. Isso não é apenas muito mau para os gregos, mas também para os outros 16 países da Zona Euro. Se o país implodir, pode levar consigo ao fundo a moeda única.

Visto de Atenas

Renegociação ou perspetiva de um suicídio


O debate está aceso, na Praça da Constituição, onde, há duas semanas, os "Indignados" de Atenas se reúnem aos milhares, à noite, para manifestarem a sua condenação da situação económica e social do país. Entre eles, Yannis Varufakis, professor de Economia da Universidade de Atenas, enviou uma carta ao primeiro-ministro George Papandreu. Nela, o professor convida Papandreu a ir até à praça "anunciar aos manifestantes  que chegou o momento de levantar a cabeça e olhar os problemas de frente: não vamos receber mais um cêntimo da Europa, se não aplicarmos as medidas que ela impõe."
Mas para Kapsis, mesmo que o primeiro-ministro conseguisse convencer dessa forma os seus compatriotas sobre a necessidade da austeridade e das privatizações em massa que são exigidas, “de qualquer modo não vamos ter êxito – porque não vamos conseguir fazer novo empréstimo e pagar a nossa dívida."
"O professor Varufakis não está louco". "Sabe que a Europa não quer a falência grega, daí a necessidade de reabrir o debate sobre os eurobonds [títulos europeus da dívida]. Mas sabemos que há quem queira excluir a Grécia do Euro. A renegociação da dívida é um placebo. É como ameaçar com um suicídio... Resta saber se isso vai acontecer."

Vamos dar mais 8 a 10 anos e veremos a desintegração desta malfadada "União Europeia", e sairemos do jugo destas potencias (Alemanha e França), comandadas pelos bancários judaicos/jacobinos neo liberais, que só pensam no lucro fácil , e os seres são meros números de cifras monetárias.Devemos por isso (Portugal) antecipar-se  e saíramos desta "UE", QUE SÓ NOS TEM TRAZIDO MISÉRIA PARA O NOSSO POVO.