PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

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LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bancos Portugueses estarão entre os 15 chumbos nos testes de stress

De acordo com previsões avançadas pela Reuters, um em cada seis bancos não passará nos testes de resistência. Portugueses, alemães, gregos e espanhóis estarão entre os reprovados.
A Autoridade Bancária Europeia (EBA) está prestes a anunciar dentro de algumas semanas que entre 10 a 15 bancos europeus, entre as 91 instituições avaliadas, não passaram nos testes de stress, adiantaram à Reuters fontes europeias.

Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português, Banco BPI e Espírito Santo Financial Group (holding a que pertence o BES) são os quatro grupos financeiros nacionais que integram a lista de 91 instituições europeias submetidas aos testes de stress.

Recorde-se que nos testes realizados no ano passado, sete bancos chumbaram entre instituições gregas, espanholas e alemãs.

Entretanto fonte oficial do Banco de Portugal afirmou, em comunicado, que a notícia dos possíveis chumbos a bancos portugueses «é pura especulação», recordando que «o processo não está ainda concluído, não havendo, por isso, qualquer informação sobre os resultados».

Com isto vamos fazendo a cortina de fumo para encobrir estes altos gestores com chourudos ordenados e prémios, aonde iremos chegar?

Crise social no mundo é ameaça real‏

crise
Uma nova crise mundial se aproxima, prevê a ONU
O mundo enfrenta uma “crise social global” emergente provocada pelo desemprego generalizado, o elevado preço dos alimentos e combustíveis e outros efeitos da crise económica de 2008-2009, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório divulgado essa semana em Genebra, sede da entidade.
No documento, a ONU adverte que as políticas de austeridade adoptadas em vários países, principalmente na Espanha e na Grécia, ameaçam o emprego e põem em risco a recuperação das economias, agravando a crise social.
O secretário-geral adjunto da ONU para o desenvolvimento econômico, Jomo Kwame Sundaram, disse que os governos mundiais não estão conseguindo ajudar as 200 milhões de pessoas desempregadas em 2010 e que têm dificuldade em obter alimentos, por causa dos preços altos.
Segundo Sundaram, a acentuada alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis que precedeu a crise financeira mundial fez aumentar o número de pessoas com fome no mundo para mais de 1 bilião em 2009.  E a situação pode ser agravada pelas políticas de austeridade, alerta o relatório do Conselho Económico e Social da ONU, aconselhando prudência aos governos.
“As medidas de austeridade tomadas por alguns países excessivamente endividados, como a Grécia ou a Espanha, ameaçam o emprego no sector público e a despesa social como tornam a retomada mais incerta e mais frágil”, diz o documento.
“Os governos devem reagir com prudência às pressões para a consolidação orçamental e para a adopção de políticas de austeridade se não querem correr o risco de interromper a recuperação da sua economia”, acrescenta.
O relatório frisa que esse problema não diz respeito apenas às economias mais desenvolvidas, uma vez que “muitos países em desenvolvimento, nomeadamente os que se beneficiam de programas do FMI [Fundo Monetário Internacional], também sofrem pressões para reduzir a despesa pública e adoptar medidas de austeridade”.
No relatório, a ONU recomenda que os governos revejam “a natureza e os objectivos de base das condições” impostas pelas organizações internacionais para dar ajuda aos países em dificuldade.
“É essencial que os governos tenham em conta as prováveis consequências sociais das suas políticas económicas” em áreas como a nutrição, a saúde e a educação, para não penalizar o crescimento econômico a longo prazo, de acordo com o documento.

Descolonização, destruição de uma Pátria e não só! Excertos de um texto do Prof. Adriano Moreira

Após ter sido submetido ao saneamento Abrilesco, o Prof.Adriano Moreira, escreveu um texto explicativo, dirigido aos oficiais dos Cursos do Instituto Superior Naval de Guerra, que foi, também, a sua escola durante dezenas de anos. Publicado pela primeira vez em 1976 e do qual retiro uma pequenas parte.
“Não é descolonização um acto que abriu caminho à eliminação física e silenciosa de milhares de homens de todas a etnias, que entregou às piores violências mulheres e crianças portuguesas sem conta, que submeteu à humilhação membros das Forças Armadas Nacionais, e que obrigou à salvação da vida, pela fuga, a centenas de milhares de portugueses que tudo perderam, sem ao menos terem o amparo das opiniões públicas mundial e nacional, mantidas desinformadas dos acontecimentos.  Dizer que tudo se deve à falta de palavra dos interlocutores, é o mesmo que dizer que não houve política.

Não foi de descolonização que se tratou. Os retornados são as vítimas visíveis. Dos que não voltaram, não se sabe quantos é que não tiveram sequer direito a epitáfio. Todos, porém, têm direito ao respeito.

Em Portugal assistimos à confusão da Pátria com o regime derrubado, à negação da validade ecuménica da expansão, à destruição da imagem nacional dos sábios, heróis e santos, à humilhação dos símbolos de um passado secular. Nenhum povo merece isto. Nenhum povo pode ser humilhado e ofendido, não por inimigos externos, mas por nacionais. O povo português não tem de que arrepender-se. Pelo contrário, tem fundamentos indestrutíveis para se gloriar na contribuição que deu para que o género humano  possa ter hoje um sentimento planetário de interdependência e socialização. Mal servido, por vezes. Mas, na relatividade de cada época, nenhum o excedeu em moderação, isto somos nós?!...

O povo português tem o direito de exigir que respeitem a sua gesta mundial; tem o direito ao orgulho pelo seu passado; tem direito de impor isso aos seus nacionais. Pertence-lhe o direito de encarar os futuros  agora possíveis, sem humilhação, mas estamos a ser humilhados pelos nossos governantes e sua classe política, e pelos políticos estrangeiros.

Mas aquilo a que assistimos foi a uma destruição dos quadros técnicos forçados à dispersão pelo estrangeiro, ao fim das escolas profissionais técnicas...

O investimento nacional perdido não pode sequer ser  avaliado, nem estes governantes sabem estimar o que se perdeu. O País não tem qualquer possibilidade de reposição, sobretudo tendo em conta o que o aparelho do ensino entrou em perda acelerada. O único caminho é o da recuperação, a volta, mas isso não se faz, não se consegue, sem o prévio restabelecimento de uma economia e de uma administração, de um recuperar da nossa agricultura, indústria, pescas... Entretanto, os débeis serviços que se mantêm são entregues a pessoal recrutado entre camadas que frequentemente têm mais ambições do que capacidade. São o que há, e não o que é preciso.”
Hoje, batemos no fundo! Estamos em bancarrota! Pela terceira vez em 37 anos pedimos auxílio fora de portas, por incúria, por incompetência, por inépcia, por ignorância, podia continuar, mas para quê?!...Nada nos faz voltar atrás no tempo e recuperar o perdido, temos de caminhar em frente e lutar pelo que ansiamos.
Temos uma oportunidade de ouro para fazer a mudança!
Temos que esquecer a alternância e pensar em alternativa!!!!
Temos de dar voz aqueles que nos poderão dar início á mudança.
As palavras que escolhi de um longo texto do Professor Adriano Moreira, servem para da minha parte fazer uma merecida homenagem, ao meu antigo dirigente político, e a quem muito admiro, e que seria uma grande "ajuda", a mudar o nosso Portugal ,  e a alguém que, hoje com 88 anos, serviu a Nação,deu muito de si e sempre sem medo afirmou e disse o que pensava!!!!
Bem Haja, PROFESSOR ADRIANO MOREIRA!!!

De um grupo de ex-CDS, que muito o admiram.

Portugal perde 75% da ajuda europeia à pobreza‏

Portugal vai receber apenas 4,5 milhões de euros de ajuda alimentar da União Europeia no próximo ano, menos 16 milhões do que este ano e cerca de um quinto do que foi dado em 2010.
Os cortes no Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados são comuns a toda a Europa: o fundo fica-se pelos 113 milhões para o próximo ano, em comparação com os 500 milhões deste ano. Instituições de solidariedade receiam que a situação de milhares de pessoas a precisarem de ajuda para comer fique ainda pior.

Temos mais carenciados, não chamemos as coisas pelos seus nomes :temos mais pobres, mas vamos receber menos dinheiro , mas será que os políticos europeus endoideceram?
Não estão-se é marimbando para os "nossos" desgraçados.
Vivemos num mundo global, em que os pequenos nada importam, são simples engrenagens de uma máquina "Superior", quanto se desgastam "deita-se fora".
Viva esta Europa global e este mundo global e materialista.
Continuem sem fazer nada e verão aonde vamos cair!...Num buraco maior do que onde já estamos.

A miséria do nosso povo?!...

2731 famílias pediram ajuda, alegando carências e falta de controlo.
Já não consigo fazer nada. Por favor, tome conta dela." Foi com este desabafo que a mãe, cansada de ver a filha ausentar-se de noite para sair com más companhias e de não ter controlo sobre ela, foi à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa/ Centro (CPCJ) "deixar" a filha adolescente. O mesmo fez o pai de duas meninas, de dois e quatro anos, após concluir que não tinha condições financeiras para cuidar delas. "Trouxe-as pela mão e disse: 'já não as quero'."Casos como estes são ás dezenas neste nosso recanto

Isto é afirmado por diversos funcionários  do CPCJ de Lisboa/Centro, diz que só nos últimos dois ou três meses, chegaram cerca de dez casos destes por dia, ninguém fala, ou leva estas noticias aos médias, porquê? Não intressa

Em que mundo estamos a viver, damos os nossos filhos porque já nem dinheiro temos para os sustentar, damos os nossos filhos porque não nos achamos com coragem de dar uma educação sã, e de lhes incutir uma moral aos nossos entes, que pais são estes, que sociedade em que vivemos. O que somos nós? que seres abjectos nos tornaram, que nem sabemos o que somos.
Temos dinheiro, para as mordomias do nosso dispendiosa máquina estatal, e nem fazemos leis e temos contributos para ajudar estes nossos conterrâneos.
Ajam, porque é urgente criar estruturas para apoiar e decidir o que se fazer.

Governo vai subir o IVA já em Julho

Governo vai subir o IVA já em Julho
PSD e CDS-PP decidiram acelerar medidas de austeridade e até meio do próximo mês vão alterar as taxas de vários produtos.
Até meados de Julho ficará decidido que produtos sobem de 6% para 13% ou 23%. Só os bens essenciais manterão a taxa mais reduzida. Esta será uma das primeiras medidas de austeridade do novo Executivo para travar os números negativos da execução orçamental e consta do programa do Governo aprovado em Conselho de Ministros que será apresentado hoje e discutido quinta e sexta-feira na Assembleia. Ontem foram conhecidos os 35 secretários de Estado (15 independentes, 12 PSD e oito CDS-PP).



Para estes haverá sempre tudo, já começamos com o"baile", e ainda o baile deu início, preparem-se para vermos a maior miséria, como nos tempos da 2ª guerra mundial.
Temos o que merecemos, somos um bando de carneiros a seguir os seus carneiros mores.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Energias renováveis

Desertec lucra com o recuo do nuclear


Central solar de Aïn Ben Mathar (Marrocos). Central solar de Aïn Ben Mathar (Marrocos).
O abandono do nuclear na Alemanha e na Suíça e o facto de, um pouco por toda a Europa, estar a ser posto em causa, beneficia os projectos assentes nas energias renováveis, como o que foi lançado por um consórcio alemão no Norte de África.
Entre as indústrias que observam de perto as revoluções árabes em curso há muitas empresas alemãs. Desde 2009, muitas delas – grupos financeiros como o Deutsche Bank e indústrias como a E.ON, a RWE e a Siemens – lançaram o consórcio Desertec, que está na origem de um projecto energético particularmente ambicioso: a exploração a grande escala da energia solar e eólica nos desertos do Norte de África para abastecer esses países, mas também a Europa, da electricidade de que precisam.
Os números avançados durante o lançamento do projecto são gigantescos: trata-se de cobrir, em 2050, as necessidades de electricidade do Médio Oriente, do Norte de África e, ainda, 15% do consumo do Velho Continente. O custo total do investimento ronda os 400 mil milhões de euros em 40 anos.
Sediado em Munique, o consórcio Desertec Industrial Initiative (DII), encarregue de criar as condições técnicas, jurídicas e económicas do projecto, até ao fim de 2012 é, no entanto, cauteloso. Para os seus responsáveis, não se trata simplesmente de um grande projecto “de 400 mil milhões”, mas de uma interligação de vários projectos locais, cerca de trinta, mais exactamente. É assim que Marrocos acaba de ser escolhido para a construção de uma primeira central solar de 500 megawatts.
Evidentemente, depois da revolução tunisina, há uma questão que inquieta os espíritos: a Desertec, concebida na era dos regimes ditatoriais da Tunísia e do Egipto, está a ser posta em causa pela “primavera árabe”?  Certamente, “as actuais mudanças políticas podem provocar atrasos na planificação das primeiras instalações”, mas não põem a Desertec em causa.
Pelo contrário. “A missão da DII – a valorização a longo prazo das energias renováveis para as populações locais e para exportação para a Europa – não perde significado em nenhum cenário”,  a população do Norte de África vai crescer extraordinariamente. Vamos assistir a um aumento da procura de energia, ao mesmo tempo que o emprego e as perspectivas económicas vão tornar-se uma urgência para os jovens.  A Desertec, é também o desenvolvimento de novas indústrias no Norte de África e no Médio Oriente, criação de emprego e transferência de tecnologias e de conhecimentos.”
Sinal encorajante para o consórcio: em meados de Abril, quatro ministros tunisinos concordaram com o lançamento de um estudo sobre a viabilidade dos grandes projectos de energia solar e eólica. Pelo seu lado, a Desertec abriu uma delegação em Tunes, dirigida por um antigo responsável da Siemens.

Abandono do nuclear pela Alemanha

Além do mais, no próximo mês de Novembro, a grande conferencia anual da Desertec será realizada no Cairo, sinal da confiança que os europeus têm no processo em curso no Egipto.
Apesar de não o dizerem explicitamente, dois acontecimentos recentes só podem confortar a Desertec: o apoio financeiro que o G8, reunido em Deauville, a 26 e 27 de maio, decidiu dar aos países em vias de democratização; e o abandono do nuclear pela Alemanha, que só podem reforçar as necessidades de energias renováveis.
Desdenhada pelos franceses, com excepção da Saint-Gobain que faz parte dos grupos que se juntaram aos fundadores, a Desertec recolhe a unanimidade na Alemanha e mostra bem como este país está a ganhar um grande avanço no capítulo das energias limpas.
Basta ver como os Verdes e o Greenpeace apoiam um projecto em que os grupos energéticos E.ON e RWE têm um papel importante, coisa nada frequente. O facto de o comissário europeu para a Energia ser um alemão, Günther Oettinger, também favorece o projecto.

Espanha

Eólica está de vento em popa

“O país europeu que melhor explora a energia eólica? Não é a Alemanha”, mas sim a Espanha. Actualmente, 21% da energia que usa é eólica, contra os 19% provenientes das suas oito centrais nucleares. Além disso, acrescenta o diário de Turim, “as energias renováveis, no seu conjunto, representam a segunda fonte de energia do país, com 32,3%. Os mais de 19 mil parques eólicos alimentam cerca de 13 milhões de famílias”, disse ao jornal o presidente da Associação Empresarial Eólica, segundo o qual Espanha exportou electricidade para França em 2010 e consegue um custo KW/hora dos mais baixos da Europa – 38 euros, contra 47,4 euros em França. Os subsídios do Estado são um dos elementos chave da difusão das eólicas mas, são inferiores aos alemães (77 euros por MW/hora em 2010 contra 92 euros).
Portugal, está parado, com a construção de mega barragens, que só vão submergir terrenos extremamente ricos, em vez de criar parques Eólicos e aproveitar a costa marítima para com as marés produzir energia e nos tornar quase autosuficientes, nada faz.
Poucos sabem que 67% da construção das "Eólicas", são produzidas em território nacional e é exportado para Espanha e os parques Eólicos são quase todos posse do Estado espanhol, mais uma vez o "governo", se esquece que importamos 88,6% da energia que consumimos, mas poderíamos ser um dos grandes exportadores mundiais.
Mas que fazer com obtusos a governarem( a encherem-se com os dinheiros dos contribuintes), vejam esta anomalia...
Até países do terceiro mundo, dentro em breve, se tornarão auto-suficientes e nós a vermos os "navios a passarem"...
Necessitamos de uma revolução, mas desta vez feita como deve ser.

Confiar a segurança a Bruxelas? No nuclear?!...



Deixar a segurança nuclear nas mãos dos Estados membros deixou de ser sustentável. Uma supervisão comum daria credibilidade aos promotores da energia atómica, ao limitar a influência política dos gigantes da energia.

Teria, o Primeiro-ministro checo, Petr Nečas, razão quando afirmava, no início de Junho, durante uma visita à Alemanha, que, no que lhes diz respeito, os Checos deviam ser os únicos decisivos em matéria de energia nuclear? Eis uma questão muito sensível para nós. Mas se nos libertarmos dos nossos preconceitos “contra Bruxelas”, do nosso arreigamento à “soberania” nacional e se encararmos a questão de forma razoável, a resposta deveria ser: não, não devem decidir sozinhos nem são obrigados a isso.
É preciso criar um Gabinete europeu único para a segurança nuclear por diversas razões. A energia nuclear não é um assunto da competência exclusiva dos Estados. Um acidente teria consequências em larga escala. Além disso, as autoridades nucleares nacionais não gozam da confiança que se exige nesta matéria. É, nomeadamente, o caso da República Checa. A questão das centrais nucleares suscita paixões tais que a directora do Gabinete Checo de Segurança Nuclear se desloca pessoalmente para celebrar a sua abertura, mesmo antes de entrarem em funcionamento oficialmente. Uma autoridade nuclear, independente e imbuída de um cepticismo saudável nunca deveria ter este tipo de comportamento.
Mas há quem defenda que a instalação de uma vigilância nuclear comum parece ser igualmente lógica, quando se tem em conta a diversidade cada vez maior de pontos de vista em matéria de energia nuclear. Num contexto que favorece as políticas comuns – de segurança, financeira, de vistos, contra os monopólios, etc. – o facto de existir um sector em risco, cuja segurança é garantida pelos Estados membros, cada um com a sua perspectiva diferente e apenas controlado por funcionários nacionais, não é sustentável a longo prazo.
Enquanto só a pequena Áustria nutria uma obsessão contra a energia nuclear, isso podia ser considerado como uma particularidade local.  Mas a partir do momento em que a grande Alemanha se coloca a seu lado, o medo da energia nuclear apodera-se de toda a UE.

Autoridade independente de pressões políticas

Já não poderemos ignorar o facto de que a energia nuclear é uma grande fonte de desconfiança mútua. Um controlo europeu da energia nuclear não estaria sujeito a pressões políticas. Um controlo europeu não se deixaria corromper pelas gigantescas empresas produtoras de energia.
Mais a mais, esta transferência poderia ser lucrativa até para os defensores da energia nuclear. Seria muito mais difícil voltar a por em causa o selo de aprovação de uma autoridade europeia – que, de resto, poderia incluir representantes alemães -que as autorizações distribuídas no âmbito da pequena comunidade Checa da energia nuclear onde todos se conhecem.
Basta uma vista de olhos sobre os quadros do Eurostat, para constatar que é nos antigos estados comunistas e nos grandes exportadores de electricidade (a França e a Grécia) que os preços da electricidade são mais baixos. Os Checos inserem-se nas duas categorias. Dispõem de carvão a bom preço, de energia nuclear, herança dos comunistas, e exportam quase toda a produção de [central de] Temelin. No entanto, a electricidade não é barata.
Os preços pagos pela indústria estão entre os mais elevados da UE (agora a electricidade na Alemanha é mais barata). A Alemanha está a construir um dos parques energéticos mais modernos do mundo. E a ČEZ (a empresa pública Checa abastecedora de electricidade) adapta discretamente os seus preços de venda da electricidade em função dos desempenhos do seu vizinho e ainda nem sequer começou a considerar seriamente a modernização.
E nós ficamos aonde?!...
Seremos sempre a "cauda" da Europa? Porquê? Se é em Portugal que se fabrica as torres Eólicas, e as exportamos para o resto da Europa e do mundo.
"Políticos", "Governantes", decidam-se de uma vez que a Nação tem que ser desenvolvida e competitiva, a balança tem que pender para o nosso lado quanto a exportações... Temos que nos desenvolver e tornar produtivos, criem incentivos e formem novos quadros técnicos mas como deve ser, não com cursos da "treta", reabram as escolas técnico-profissionais, dêem alento aos portugueses e a Portugal.