PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS
LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não é a Grécia. É o capitalismo, estúpido!

A Grécia vive um momento de turbulência social e económica.
Os médias, as consultorias, os economistas, os bancos de investimentos, os presidentes dos bancos centrais, os ministros de fazenda, os governantes não fazem outra coisa que falar da “crise grega”. Ante tal vozerio mal intencionado, é oportuno parafrasear um exemplo da campanha de Bill Clinton para dizer e insistir que a crise é do capitalismo, não da Grécia. Que este país é um dos elos mais frágeis da cadeia "imperialista Judaico Jacobina "e que é por causa dele que ali ocorre a eclosão das contradições,  corroendo-o irremediavelmente.
O alarme dos capitalistas, sem dúvida justificado, é que a queda da Grécia pode arrastar outros países como Espanha, Irlanda, Portugal e comprometer seriamente a estabilidade económica e política das principais potências da União Europeia.Segundo informa a imprensa financeira internacional, representante dos interesses da “comunidade de negócios” (leia-se: os gigantescos "monopólios" que controlam a economia mundial), a resistência popular às brutais medidas de austeridade propostas pelo ex-presidente da Internacional Socialista e actual primeiro ministro grego, Georgios Andreas Papandreu, ameaçam jogar pela janela todos os esforços até agora realizados para amenizar a crise.
A aflição se espalha no patronato frente às dificuldades com que tropeça Atenas para impor as brutais políticas exigidas por seus supostos salvadores. Com toda razão e justiça, os trabalhadores não querem ser responsabilizados por uma crise provocada pelos jogadores das finanças, e a ameaça de uma explosão social, que poderia reverberar por toda a Europa, tem paralisado as lideranças governamentais grega e europeia. A injecção de fundos outorgada pelo Banco Central Europeu, o FMI e os principais países da zona do euro não têm feito nada a não ser agravar a crise e fomentar os movimentos especulativos do capital financeiro.
O resultado mais visível tem sido acrescentar a exposição dos bancos europeus ao que já aparece como uma inevitável moratória grega. São conhecidas as receitas do FMI, do BM e do Banco Central Europeu: redução de salários e aposentadorias, demissões massivas de funcionários públicos, privatização de empresas estatais e desregulamentação dos mercados para atrair investimentos.
Elas têm surtido os mesmos efeitos sofridos por vários países da América Latina, notoriamente a Argentina. Pareceria que o curso dos acontecimentos na Grécia se encaminha para uma estrondosa queda como a que os argentinos conheceram em Dezembro de 2001. Deixando de lado algumas óbvias diferenças, há demasiadas semelhanças que abonam este prognóstico. O projecto económico é o mesmo, o neoliberalismo e suas políticas de choque; os actores principais são os mesmos, o FMI e os cães de guarda do imperialismo em escala global; os ganhadores são os mesmos, o capital concentrado e especialmente a banca e as finanças; os perdedores são também os mesmos, os assalariados, os trabalhadores e os sectores populares; e a resistência social a essas políticas tem a mesma força que soube ter na Argentina.
É difícil imaginar um soft landing, uma aterragem suave, desta crise. O previsível e mais provável é precisamente o contrário, tal como ocorreu no país sul-americano. Claro que, diferentemente da crise argentina, a grega está destinada a ter um impacto global incomparavelmente maior. Por isso o mundo dos negócios contempla com horror o possível “contágio” da crise e seus devastadores efeitos entre os países do capitalismo metropolitano. Estima-se que a dívida pública grega alcança os US$ 486 biliões e que representa uns 165% do PIB do país. Mas tal coisa ocorre numa região, a “eurozona”, onde o endividamento já ascende os 120% do PIB dos países, com casos como o da Alemanha, (com cerca de 143%), França (188%) e Grã Bretanha (398%).
Não deve ser esquecido, além disso, que a dívida pública dos Estados Unidos já alcança 100% de seu PIB. Em uma palavra: o coração do capitalismo global está gravemente adoecido. Por contraposição, a dívida pública chinesa em relação ao seu gigantesco PIB é de apenas 7%, a da Coreia do Sul 25% e a do Vietname 34%.
Há um momento em que a economia, que sempre é política, se transforma em matemática e os números cantam. E a melodia que entoam diz que aqueles países estão na beira de um abismo e que sua situação é insustentável. A dívida grega – "incestuosamente" dissimulada em sua gestação e desenvolvida graças ao conclave criminoso de interesses entre o governo conservador grego de Kostas Karamanlis e o banco de investimento favorito da Casa Branca, Goldman Sachs – foi financiada por muitos bancos, principalmente na Alemanha e, em menor medida, França.
Agora são credores de papéis de uma dívida que a qualificadora de riscos Standard & Poor’s (S&P) classificou com a pior nota do mundo, CCC, isto é, tem crédito sobre um devedor insolvente e que não tem condições de pagar. Em igual ou pior posição se encontra o ultra-neoliberal Banco Central Europeu, razão pela qual um ‘calote’ grego teria consequências catalíticas para este verdadeiro ministro das finanças da União Europeia, situado à margem de qualquer controle democrático.
As perdas que originaria a bancarrota grega não só comprometeriam os bancos expostos, mas também os dos países com problemas, como Espanha, Irlanda, Itália e Portugal, que teriam de suportar juros mais elevados que os actuais para equilibrar suas deterioradas finanças.
Não é preciso muito esforço para imaginar o que sucederia se os gregos suspendessem unilateralmente os pagamentos, cujo primeiro impacto se daria na linha de flutuação da nave europeia, a Alemanha. Os problemas da crise grega (e europeia) são de origem estrutural. Não se devem a erros ou a percalços inesperados senão que expressam a classe de resultados previsíveis e esperados quando a especulação e o parasitismo rentista assumem o posto de comando do processo de acumulação de capital.
Por isso, no fragor da Grande Depressão dos anos 30, John Maynard Keynes recomendava, em sua célebre Teoria Geral da Ocupação, Juros e o Dinheiro, praticar a eutanásia do rentista como condição indispensável para garantir o crescimento econômico e reduzir as flutuações cíclicas endémicas no capitalismo.
Seu conselho não foi considerado e hoje são aqueles sectores os que se apropriaram da hegemonia capitalista, com as consequências por todos conhecidas. Comentando sobre esta crise, Istvan Meszaros dizia há poucos dias que “uma crise estrutural requer soluções estruturais”, algo que quem está administrando a crise rechaça terminantemente. Pretendem curar um doente em estado gravíssimo com aspirinas.
É o capitalismo que está em crise e para sair dela torna-se imprescindível sair do capitalismo, superar o quanto antes um sistema perverso que conduz a humanidade ao holocausto em meio a enormes sofrimentos e uma depredação meio-ambiental sem precedentes. Por isso, a mal chamada “crise grega” não é assim; é, em lugar disso, o sintoma mais agudo da crise geral do capitalismo, essa que os meios de comunicação da burguesia e do imperialismo asseguram há três anos que já está em vias de superação, apesar de as coisas estarem cada vez pior.
O povo grego, com sua firme resistência, demonstra estar disposto a acabar com um sistema que já é inviável não no longo, mas no médio prazo. Há que acompanha-lo em sua luta e organizar a solidariedade internacional para tratar de evitar a feroz repressão de que é objecto, método predilecto do capital para solucionar os problemas que cria sua exorbitante voracidade. Talvez a Grécia – que há mais de 2.500 anos inventou a filosofia, a democracia, o teatro, a tragédia e tantas outras coisas – possa voltar-se sobre seus foros e inventar a revolução anti-capitalista do século 21. A humanidade lhe estaria profundamente agradecida.

Mas não se esqueçam que tudo isto se irá ( está já a se repercutir em Portugal), até onde chegar é que não vejo o fim deste fim deste caminho que será a nossa perdição...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A humanidade... Na actualidade

Na perspectiva das grandes maiorias da humanidade, a actual ordem é uma ordem na desordem, produzida e mantida por forças( do poder económico)  e países que se beneficiam dela, aumentando seu poder e seus ganhos. Esta desordem  deriva do facto de que a globalização económica não deu origem a uma globalização política. Não há nenhuma instância ou força que controle a voracidade da globalização económica. Joseph Stiglitz e Paul Krugman, dois prémios Nobel em economia, criticam o Presidente Obama por não ter imposto freios aos ladrões de Wall Street e da City, ao invés de se ter rendido e vendido a eles. Depois de terem provocado a crise, ainda foram beneficiados com inversões bilionários de dinheiro público. Voltaram, airosos, ao sistema de especulação financeira.
Estes excepcionais economistas são óptimos na análise; mas, mudos na apresentação de saídas à actual crise. Talvez, como insinuam, por estarem convencidos de que a solução da economia não esteja na economia, mas no ‘renovar’ das relações sociais destruídas pela economia de mercado, especialmente, a especulativa. Esta é sem compaixão e desprovida de qualquer projecto de mundo, de sociedade e de política sendo o seu propósito o acumular o máximo, apropriando-se de bens comuns vitais como água, sementes e solos e destroçando economias nacionais, e por aí em diante.

Para os especuladores, o dinheiro serve para produzir mais dinheiro e não para produzir mais bens. Aqui o Governo tem que pagar 78 mil milhões de euros pela dívida de um trimestre de juros pelos empréstimos tomados, enquanto aplica apenas cerca de 100 a 800 milhões para os projectos sociais. Esta disparidade resulta eticamente perversa, consequência do tipo de sociedade á qual nos incorporamos, sociedade essa que colocou, como eixo estruturador central, a economia, que de tudo faz mercadoria até da vida.
Não são poucos os que sustentam a tese de que estamos num momento dramático de decomposição dos laços sociais. Alain Touraine fala até de fase pós-social ao invés de pós-industrial.
Esta decomposição social se revela por polarizações ou por lógicas opostas: a lógica do capital produtivo cerca de 60 triliões de dólares/ano e a do capital especulativo, cerca de 600 triliões de dólares sob a égide do “greed is good” (a cobiça é boa). A lógica dos que defendem a maior lucratividade possível e a dos que lutam pelos direitos da vida, da humanidade e da Terra. A lógica do individualismo que destrói a “casa comum”, aumentando o número dos que não querem mais conviver e a lógica da solidariedade social a partir dos mais vulneráveis. A lógica das elites que fazem as mudanças intra sistémicas e que se apropriam dos lucros e a lógica dos assalariados, ameaçados de desemprego e sem capacidade de intervenção. A lógica da aceleração do crescimento material  e a dos limites de cada ecossistema e da própria Terra.
Vigora uma desconfiança generalizada de que deste sistema não poderá vir nada de bom para a humanidade. Estamos indo de mal a pior em todos os itens da vida e da natureza. O futuro depende da "crença" de confiança que os povos depositam em suas capacidades e nas possibilidades da realidade. E esta confiança está diminuindo dia para dia.
Estamos nos confrontando com esse dilema: ou deixamos as coisas correrem assim como estão e então nos afundaremos numa crise abissal ou então nos empenharemos na gestação de uma nova vida e ordem social liderada pelo povo, capaz de sustentar um outro tipo de civilização. Os vínculos sociais novos não se derivarão nem da técnica nem da política, descoladas da natureza e de uma relação de sinergia com a Terra. Nascerão de um consenso mínimo entre os humanos, a ser ainda construído, ao redor do reconhecimento e do respeito dos direitos da vida, de cada sujeito, da humanidade e da Terra, tida como " Arádia " e nossa Mãe comum. A essa nova vida social devem servir a técnica, a política, as instituições e os valores do passado. Sobre isso venho pensando e escrevendo já pelo menos há um tempo. Mas é voz perdida no deserto. “Clamei e salvei a minha alma” (clamavi et salvavi animam meam), diria desolado qualquer pensador. Mas importa continuar. O improvável é ainda possível, e isso ainda o creio.

FMI prefere não discutir ainda um novo resgate para Grécia...

Lagarde preside o FMI e avalia a situação da Grécia
Lagarde preside o FMI e avalia a situação da

Grécia
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e seus sócios europeus disseram não estar prontos para debater os termos de um segundo resgate para a Grécia, disse nesta terça-feira a directora-gerente do organismo, Christine Lagarde. Ela pediu que a Grécia trabalhe mais para enfrentar sua crise de dívida. Lagarde disse que a Grécia adoptou medidas importantes para reduzir seu deficit, mas que não foram suficientes.
– Na visão de qualquer pessoa vemos que não estamos na etapa de discutir as condições ou termos, extensão ou volume, da dívida Grega.
O custo do seguro da dívida contra um default (não-pagamento) de Espanha, Portugal e Grécia atingiu novas máximas recordes, nesta manhã, e os yields dos papéis de 10 anos da Itália, terceira maior economia da zona do euro, dispararam para acima de 6% pela primeira vez desde 1997, bem mais que o patamar no qual os banqueiros dizem que começará haver pesada pressão sobre suas finanças. As acções de bancos europeus recuaram à mínima em dois anos. Se a Itália precisar de um socorro financeiro, como o está afinal a precisar, o actual mecanismo de resgate da zona do euro não terá recursos suficientes para ajudar.
Autoridades da zona do euro estão esperando que decisões concretas sobre a Grécia possam ser tomadas em outro encontro no final deste mês e que isso reduza a pressão em todas as nações do continente com elevada carga de dívida. Mas, apesar da turbulência do mercado, o ministro de Finanças da Alemanha diz não haver pressas.

Raio X da crise
A dívida pública da Grécia alcançou 340,227 biliões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O país se encontrou, então, com níveis de divida acima dos necessários para permanecer como membro da zona do euro. O governo tinha duas escolhas: sair do grupo e voltar a adoptar moeda local ou apertar os cintos e lutar por um empréstimo internacional. Optou pela segunda.
No segundo semestre de 2010, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) concordaram em ceder um pacote de ajuda de 110 biliões de euros, que seria liberado em parcelas, conforme o progresso do enxugamento das contas do país. O primeiro conjunto de cortes foi feito na entrega da primeira parcela. Sem os empréstimos, Atenas entraria em default (não pagamento temporário da dívida). O primeiro-ministro grego, George Papandreou, havia afirmado que, sem a ajuda, os cofres do país ficariam vazios “em questão de dias”.
Pressionado, o governo grego aprovou um novo pacote de austeridade em 29 de Junho para poder receber mais uma parcela – de 12 biliões de euros. O pacote inclui corte de gastos, de empregos, de salários, aumentos de impostos e vendas de activos estatais. As medidas de austeridade são altamente impopulares entre os gregos. Sindicatos afirmam que a taxa de desemprego já ultrapassou os 16%. A polícia entrou em confronto com manifestantes em algumas ocasiões nas ruas próximas ao parlamento grego hoje.

Onde iremos chegar?
Nem acorda?
O que se passa com estes governantes e connosco como povo?!...
Vamos todos naufragar, como todos os que as agências de rating decidirem, quanto querem lucrar com esta crise...

A Grécia... A Crise... Portugal...

euro
A União Europeia está atrelada ao euro
Os líderes da União Europeia devem realizar uma cúpula emergencial, depois de os ministros das Finanças da região reconhecerem pela primeira vez que algum forma de moratória da dívida grega possa ser necessária para reduzir a dívida do país e interromper o contágio para a Itália e a Espanha.
– Haverá uma cúpula extra na sexta-feira ,isto esta-nos sugerindo um senso de urgência por parte das autoridades depois de os mercados começarem a vender activos italianos.
Uma fonte do governo francês disse que Paris é a favor de um encontro, mas que o dia não teria sido fixado, enquanto o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse não descartar uma reunião. Mais cedo, o ministro das Finanças alemão avaliou que um segundo pacote de resgate para a Grécia teria de esperar até setembro, depois de os ministros das Finanças da zona do euro efetivamente terem aceitado que o envolvimento do setor privado provavelmente significaria um default seletivo. O Banco Central Europeu (BCE) se opõe a uma moratória.
– Temos que desatar o nó, um nó muito difícil – disse o ministro das Finanças holandês, Jan Kees de Jager, a jornalistas á uns dias.
Questiono-me sobre se um default selectivo seria agora provável, direi que “não é mais excluído”.
Pergunto-me onde chegaremos nós dentro desta União Europeia?!...
– Obviamente o BCE disse em comunicado que não apoia estas posições, mas os 17 ministros (da zona do euro), pelo que sei não excluem mais isto, então pergunto-me teremos mais opções ?
Sabemos, por portas e travessas que uma recompra de dívida grega no mercado secundário e uma proposta alemã para uma troca de dívida por vencimentos mais longos estão sendo consideradas, depois que uma proposta francesa para rolar bônus não fez muito progresso. Ambos os planos devem ser considerados pelas agências de rating como um default, ou, na melhor das hipóteses, um default selectivo, o que apesar de não cobrir toda a dívida grega e poder ser revertido rapidamente, teria grande repercussão sobre os mercados financeiros.
Será mais um "afundar", desta "trampa" de UE, não podemos ter duvidas, temos mesmo que abandonar o Euro e esta União jacobina ou judaica do capital, ou então desapareceremos como Nação e identidade única.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Descoberto depósito de minerais raros no Pacífico

Ambientalistas temem aumento de prospecção oceânica
Pesquisadores japoneses dizem ter encontrado vastos depósitos de minerais de terras raras, utilizados em equipamentos de alta tecnologia, no solo do Oceano Pacífico.
Geólogos estimam que existam actualmente 110 biliões de toneladas de elementos raros no fundo do Pacífico.
Os pesquisadores japoneses estimam ter encontrado entre 80 e 100 toneladas de minerais raros no leito oceânico a profundidades de entre 3,5 mil e 6 mil metros abaixo da superfície.
Actualmente, a China responde por 97% da produção de 17 metais provenientes de terras raras, muitas vezes chamados de ‘‘ouro do século XXI’’, por serem raros e valiosos.
O quase monopólio de produção exercido pela China levou o país a restringir o fornecimento dos metais raros no ano passado, durante uma disputa territorial com o Japão.
Os minerais são usados em iPods, TVs de tela plana, carros eléctricos, mísseis, óculos de visão nocturna, turbinas e imãs super-condutores, por exemplo.
Além da China, as reservas são encontradas também na Rússia, em outras ex-repúblicas soviéticas, nos Estados Unidos, na Austrália e na Índia.
Descoberta
A descoberta foi divulgada pela publicação científica britânica Nature Geoscience, que relatou que a equipa de cientistas comanda por Yasuhiro Kato, professor de ciências da terra da Universidade de Tóquio, encontrou os minerais em 78 locais diferentes na lama oceânica do Pacífico.
– Os depósitos contêm uma uma forte concentração de terras raras. Apenas um quilometro quadrado dos depósitos será capaz de atender a um quinto do consumo mundial actual .
A descoberta foi feita em águas internacionais, em uma área próxima ao estado americano do Havaí e em outra perto da Polinésia Francesa, segundo o relatório formulado pelos exploradores japoneses.
Ainda não se sabe, no entanto, se será viável tecnologicamente realizar a prospecção em uma área tão profunda e, caso seja, se será possível explorar comercialmente os metais trazidos à tona.
Os depósitos foram se acumulando no solo oceânico ao longo de centenas de milhões de anos.
Dificuldades
O número de companhias que vêm solicitando licenças para realizar prospecções no solo do Pacífico vem crescendo rapidamente.
Entre as dificuldades de realizar a exploração dos metais raros está no fato de que eles são minúsculos e estão espalhados em uma vasta área, o que faz com que muitos dos locais que contam com terras raras não sejam viáveis para a exploração comercial ou estejam sujeitos a restrições ambientais.
No entanto, a perspectiva de prospecção nas águas oceânicas profundas – e os estragos que isso poderá representar para os ecossistemas marinhos – preocupam ambientalistas.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Crise na europa derruba empregos e Brasil se torna a nova Meca dos imigrantes‏

Entre 2003 e 2007, a Espanha recebeu dezenas de milhares de imigrantes, mas a crise económica que persiste no país está alterando o fluxo migratório. Sem emprego no presente e sem perspectivas para o futuro, os estrangeiros procuram saídas em outros lugares. E o Brasil virou meta para os latino-americanos de baixa formação. De acordo com quatro relatórios que investigam as respostas dos imigrantes diante da crise, o Brasil aparece entre os três destinos preferidos de sul-americanos hispânicos (junto com Estados Unidos e Argentina) como opção para conseguir emprego.
Uma pesquisa da agência de empregos Randstad revelou que 65% dos imigrantes ilegais na Espanha estão pensando ou decididos a trocar a Europa por outro mercado se não encontrarem trabalho até 2012. Os estudos antecipam um fluxo que já pode ter começado. Em 2010, pela primeira vez nos últimos 35 anos, a Espanha registou uma taxa de saída de população activa maior do que a de entrada.
No ano passado, 48 mil imigrantes chegaram e 43 mil estrangeiros retornaram aos seus países de origem, mas 90 mil espanhóis também foram morar no exterior. O ritmo de redução é tão vertiginoso que em cinco anos o fluxo de chegada pode ser praticamente nulo. Pelas previsões da Fundação de Estudos de Economia Aplicada, se a crise se mantiver como agora, em 2014 chegariam apenas 3 mil imigrantes.
Saídas
Josep Oliver, professor de economia da Universidade Autónoma de Barcelona e um dos autores do Anuário de Imigração da Espanha, do Ministério do Interior, disse que “80% dos imigrantes não têm outras saídas além do aeroporto rumo a mercados com melhores opções, como o Brasil, que oferece oportunidades sólidas”. A pesquisa Mobilidade Laboral, da Randstad, indica que a Espanha perdeu interesse para o trabalhador estrangeiro de baixa formação.
A razão é o perfil destes imigrantes, cujos currículos se limitam a ofícios relacionados a áreas que não se reactivam, como serviços e construção. O sector de construção foi precisamente o que detonou a crise de desemprego. De 2008 a 2010 quebraram mais de 200 mil empresas do ramo, que davam trabalho a 70% dos imigrantes sul-americanos, segundo dados oficiais.
Os estrangeiros entrevistados na pesquisa responderam que querem sair da Espanha, mas temem crises políticas e económicas na América Latina e só vêem bonança financeira no Brasil, onde criticam a falta de segurança pública. Mais ainda assim estão convencidos de que se não encontrarem emprego até 2012, o caminho é o aeroporto. Estados Unidos, Brasil ou Argentina, na ordem dos mais votados.
Alta formação
O Brasil também aparece como opção para espanhóis de alta formação.Um estudo elaborado pela consultora Adecco e pela Universidade de Navarra indica que os espanhóis com alto grau de formação e que também foram atingidos pela crise colocam o Brasil como um dos seis destinos preferidos para emigrar por emprego. O mercado brasileiro é visto como opção para 55% dos entrevistados, junto com Alemanha, França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Argentina.
O perfil médio dos interessados em cruzar o Atlântico é de homens, entre 25 e 35 anos, com formações em engenharia, arquitectura, informática, medicina, biologia e investigação científica.
– Que engenheiro ou arquitecto não quer ir para o Brasil, de olho nas obras de infraestrutura? Está tudo por fazer, e agora há também recursos, referências de empresas espanholas já estabelecidas e a abertura ao (idioma) espanhol. Essas pessoas entendem que insistir aqui é uma perda de tempo. O Brasil cresce a uma velocidade que nenhum país da Europa pode se comparar – disse o professor de Economia da Universidade de Navarra Sandalio Gómez, autor do relatório apresentado em Janeiro.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística confirmam a tendência. Até Janeiro de 2011, havia 1,8 milhão de espanhóis morando em outros países; 92.260 no Brasil, um aumento de 10.071 pessoas em um ano no território brasileiro.
Problemas
Mas, apesar das oportunidades, o país perde para outros destinos em vários requisitos. Os entrevistados da pesquisa ressaltam insegurança, falta de serviços públicos de qualidade, instabilidade económica e jurídica para quem quer criar um negócio próprio e a distância de seus lugares de origem como barreiras a levar em consideração. O governo espanhol reforça estas conclusões. A directora-geral do Departamento de Emigração, (que estuda as condições dos espanhóis em outros países), Pilar Pin, define como impedimentos as carências nos sistemas de seguro-desemprego, rede pública de saúde e educação e a legislação trabalhista.
Em um relatório oficial apresentado em maio depois de uma visita a Brasília, Pin afirmou que o Brasil tem “enorme potencial com seus iminentes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, além de obras para abastecimento de energia, protecção ambiental e turismo”. Apesar disso, o relatório observa: “A legislação de implantação de empresas no Brasil é restritiva demais. Nossos trabalhadores vão com licença de obra. No final do contrato encontram muitas dificuldades para estabelecer-se por conta própria”.
Mesmo assim, segundo o relatório, as autoridades brasileiras calculam que faltam 1,9 milhão de profissionais de alta qualificação. Uma lacuna que os espanhóis poderiam ocupar.

Brasil é o que menos investe na preservação por hectare de florestas‏

Mais investimentos na floresta trariam mais retornos à sociedade, diz especialista
Um estudo coordenado pelo Centro para o Monitorização da Conservação Mundial do Programa da ONU para o Meio Ambiente revela que, numa lista de nove países, o Brasil é o que menos investe na preservação de cada hectare de suas florestas.
Enquanto o Brasil desembolsa, em média,€ 2,43 por cada hectare de suas unidades de conservação, na Argentina o índice é sete vezes maior (€ 16,37), no México, nove vezes (€ 29,71) e, na África do Sul, dezassete vezes (€ 34,09), mas por incr´vel Portugal investe € 6,11
A disparidade é ainda maior se os gastos brasileiros são comparados com os de países desenvolvidos: nos Estados Unidos, país da lista que mais investe na conservação ambiental, são € 70,99 por hectare (35 vezes a mais que o Brasil) e, na Nova Zelândia, €   62,,39.
A lista, integrada também por Costa Rica, Canadá e Austrália, e Portugal ,agrega países que, a exemplo do Brasil, têm grande parte de seus territórios ocupados por parques naturais ou índices sociais semelhantes aos brasileiros.
O estudo “Contribuição das unidades de conservação para a economia nacional”, é feito em parceria entre o IPEA (Instituto de Pesquisas Económicas Aplicadas), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério do Meio Ambiente e a ("ONU"), calculou quanto o Brasil factura com a preservação de suas florestas e quanto poderá ganhar caso amplie os investimentos no sector, o que permitiria maior aproveitamento de seus recursos naturais e incremento no número de turistas.
Um dos autores do estudo, o pesquisador da UFRJ Carlos Eduardo Young, diz que a intenção foi mostrar que a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico são compatíveis.
Segundo ele, é preciso resistir ao impulso de tirar um proveito econômico de curto prazo das florestas, em nome de um desenvolvimento mais duradouro e inclusivo.
– Nós comprovamos que, do jeito que está, as florestas brasileiras já garantem à sociedade um retorno financeiro superior ao que é investido nelas. Se melhorarmos o sistema de gestão, o valor do benefício pode crescer significativamente.
Investimentos
O estudo calcula que, caso o governo garanta a conservação nessas áreas e invista mais nelas, o aproveitamento econômico desses territórios, que cobrem cerca de 15% do país, pode gerar ao menos € 4,97 biliões por ano.
O valor viria de produtos florestais (como Castanha-do-Pará ou madeira em áreas de extracção controlada, por exemplo), turismo, estoque de carbono conservado, água e receitas tributárias, baseada no modelo de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) Ecológico adoptado por alguns Estados.
Para isso, no entanto, Young diz que o país teria de ampliar os investimentos no sector, actualmente em torno de € 300 milhões por ano nas reservas federais, para cerca de € 450 milhões anuais para o sistema federal, € 200 milhões para os sistemas estaduais (a serem empregados sobretudo em maior fiscalização), além de cerca de € 1,2 bilião para gastos em infraestrutura para o turismo.
Hoje, segundo o estudo, há um funcionário brasileiro para cada 18.600 hectares protegidos, número bastante inferior aos da África do Sul (1 para cada 1.176 hectares), dos Estados Unidos (1 para 2.125), Argentina (1 para 2.400) e Canadá (1 para 5.257)... Em Portugal ( 1 para cada 9.678 ).
Ainda de acordo com o estudo, a exploração legal de produtos oriundos de florestas naturais já gera cerca de€ 2,79 biliões ao Brasil por ano, ao passo que a receita de ICMS Ecológico repassada aos municípios pela existência de unidades de conservação em seus territórios é de € 392,7 milhões. Não há dados abrangentes sobre receitas advindas do turismo.
Young explica, no entanto, que os benefícios económicos da preservação ambiental são ainda mais amplos, já que grande parte da água que abastece as usinas hidroeléctricas nacionais, provendo energia às indústrias e às cidades país, advém de unidades de conservação ambiental; que o turismo em áreas protegidas é fonte central de recursos para muitos municípios brasileiros; e que o desenvolvimento de fármacos e cosméticos muitas vezes se dá por meio de pesquisas sobre espécies vegetais protegidas em unidades de conservação.
Mesmo assim, diz que, por se tratar de produtos e serviços em geral de natureza pública, seu valor não é percebido pela sociedade, que na maior parte dos casos não paga directamente pelo seu consumo ou uso.
O pesquisador afirma ainda que a dicotomia agricultura X conservação ambiental, que ganhou força durante as discussões sobre o novo Código Florestal que transmita no Congresso, é falsa:
– Não somos contra o desenvolvimento da agricultura, muito pelo contrário. Achamos, aliás, que a conservação ambiental favorece os agricultores, na medida em que lhes garante água para a irrigação, ameniza efeitos de enchentes e impede a erosão de terrenos montanhosos, que podem ser muito prejudiciais aos produtores.
Ele alerta, no entanto, que caso o novo Código reduza as áreas mínimas de conservação exigidas em cada propriedade, o país abrirá mão de uma riqueza maior.
– Vivemos um momento decisivo, que determinará se saberemos usar os recursos naturais valiosos de que dispomos e que são um dos nossos maiores diferenciais.

A floresta é um bem  de todos, não é pertença de ninguém , é uma dádiva da Terra a nós humanos e restantes seres vivos, e nós destruimos este bem por ganância e esquecemo-nos que somos só simples "hospedeiros", e que necessitamos da floressta para sobrevivermos, essencialmente pelo oxigénio que nos mantém vivos.

Temos de criar consciência sobre esses recursos, e meio ambiente.

Morreu a deputada Maria Nogueira Pinto

 
Maria José Nogueira Pinto morreu , aos 59 anos. Deputada do PSD foi vítima de um cancro.
 
Maria José Nogueira Pinto, que hoje morreu, era deputada independente eleita nas listas do PSD. Antes já tinha sido deputada do CDS, partido em que chegou a candidatar-se à liderança, em 1998. Foi ainda Provedora da Santa Casa da Misericórdia e tinha sido subsecretária de Estado da Cultura nos governos de Cavaco Silva.

Como ex-CDS, só lhe tenho a agradecer o que fez pelo partido e pela defesa dos ideais e da sua firmeza de carácter, e pela  firmeza no que defendia e acreditava, foi uma senhora com "S" grande, e aqui lhe presto uma pequena homenagem, e lhe peço desculpa pelos "maus" tratos pelos correlegionários do "Portas" , que não lhe souberam dar o devido respeito que merecia.

Na política era idónea, como na sua vida pessoal, perdemos uma grande humanista, uma senhora de direita, uma "princesa" entre estes plebeus, este parlamento e os poucos políticos idóneos ficaram  mais empobrecidos.

Bem haja pelo que fez sempre onde esteve, e pelos serviços prestados a esta Nação.