PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS
LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A nova presidente da Assembleia da República...

“Opus Dei”

mota amaral.jpg

A presidente da Assembleia da República acaba de atribuir ao seu colega Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista.


Transcreve-se o despacho em causa:

"
Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de Junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E — Número 1 

Isto ainda ficou pior, devemos andar "drogados", para termos "eleito" estes governantes, mantêm a mesma falta de decência, a corrupção mantém a mesma "personalidade", isto é incrível...
24 de Junho de 2011"

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Extrema-direita não tem nada a ver com a loucura de Breivik

Agora todos acusam  a extrema direita (nacionalistas...)  destes actos, esquecendo-se que os loucos, têm atitudes que não têm muita lógica ou explicações ponderadas.
Este louco, é possuidor  de um razoável património, e foi um militar das tropas de éliteRicardo Coração de Leão. O homem por detrás deste pseudónimo, que Anders Behring Breivik diz ser o seu mentor na organização de templários fundada em 2002, continua a ser uma das questões por esclarecer nos contornos do duplo atentado que na passada sexta-feira matou 76 pessoas na Noruega. Ontem a directora dos serviços de informação noruegueses, Janne Kristiansen, disse não haver evidências de que o autor dos atentados estivesse ligado a outras células na Noruega ou no estrangeiro, suspeita levantada pelo próprio na primeira audição em tribunal. À BBC, Kristiansen disse acreditar que o terrorista agiu sozinho.
Nas reacções da extrema-direita, os movimentos informais parecem estar mais empenhados em demarcar-se das visões e dos planos de Breivik do que alguns membros de partidos em funções. Na Internet, os dois homens depressa associados ao cognome do rei Ricardo I de Inglaterra publicaram comunicados a repudiar os atentados. O primeiro a pronunciar-se foi Paul Ray, fundador e entretanto afastado da Liga de Defesa Inglesa (EDL na sigla inglês), um dos movimentos de extrema-direita suspeito de estar em contacto com o norueguês de 32 anos. Ray assina o blogue na Internet Lionheart UK e já tinha rejeitado a implicação nos atentados, considerando que o mentor em causa será o “financiador e controlador político” da EDL Alan Lake. Ontem, contudo, voltou a repudiar o atentado e a sublinhar a ligação de Breivik à EDL, dizendo mesmo que este terá sido “intoxicado por este movimento” durante o último ano de contactos. Ray confirmou pertencer a uma organização anti-islâmica, inspirada nas cruzadas dos templários. Disse no entanto que esta se trata de uma “ideia” e não de um movimento violento. “Os actos de Anders Breivik são a antítese do Cristianismo e dos Templários, o que significa que o homem é completamente louco.”
Já Alan Lake, a quem os sites antifascismo criticaram nos últimos dias por ter elogiado ao atentado de Breivik contra os “esquerdistas”, publicou ontem um comunicado na comunidade nacionalistas 4 Freedoms  onde diz não conhecer Breivik e ter resistido a todas as abordagens do seu movimento, corrigindo o comentário que confirmou ter feito no fim-de-semana.  “Condeno categoricamente as suas acções, que mataram inclusive amigos de um amigo meu – um em Oslo e dois em Utoya.”
A Liga de Defesa Inglesa e a homóloga Liga de Defesa Norueguesa, movimentos recentes da extrema-direita, foram das primeiras organizações a condenar os atentados. Dois dias depois do duplo atentado as acções de Breivik foram também repudiadas pela única organização de templários reconhecida pelas Nações Unidas, a Ordem Internacional dos Cavaleiros Templários.
Na imprensa norueguesa este tipo de reacções acentuou ontem o debate sobre que espaço devem ter as opiniões fundamentalistas nos media. Citado pelo AftenPosten, o secretário-geral da Associação de Imprensa Norueguesa, Edgar Kokkvold, disse que é importante haver uma maior cobertura de visões extremistas. Também o editor do site Document.no, onde Anders Behring Breivik publicou vários comentários entre 2009 e 2010 e onde surgem alguns textos mais recentes relacionados com o seu pseudónimo online, Sigurd Jorsalfare, disse ontem que as pessoas que entendem que o espaço nos media noruegueses não é suficiente, procuram alternativas. “Não são a maioria, mas temos de visitas de pessoas com atitudes mais radicais. Tentamos contraria-los o máximo possível.” Num email enviado ao diário norueguês, Rush sublinha que o site passará a ter uma edição mais rigorosa.
Enquanto não surgem factos conclusivos nas investigações da polícia norueguesa, o primeiro-ministro Jens Stoltenberg anunciou ontem a criação de uma comissão especial de inquérito ao duplo atentado. Esta comissão vai analisar todos os acontecimentos de sexta-feira, inclusive as já consideradas falhas das autoridades – ontem soube-se que o carro armadilhado que provocou a morte de oito pessoas no centro de Oslo estaria estacionado há dois dias na zona dos edifícios governamentais.  As autoridades estão a investigar ligações de Breivik a três organizações portuguesas, a partir de endereços na Internet. No manifesto, além do CDS-PP (como opositor moderado da imigração) e do Partido Nacional Renovador, são citados três “endereços nacionalistas”: www.causanacional.net; blogidentitario.wordpress.com e www.juvenac.org. Breivik justifica algumas das referências nos documentos com contactos e visitas, mas poderão ter sido copiadas apenas da Internet.

Visão de um nacionalismo que nos torne numa futura Nações das Pátrias, não pode ser levada a estes extremismos, matando indiscriminadamente pessoas inocentes, as nossas atitudes radicais e brutais levam a opinião pública que é o povo a ver-nos como xenófobos e sem direito a sermos representados nos parlamentos dos nossos países, ou a termos uma  "voz".
Somos o povo e para isso é necessário que as nossas atitudes sejam muito ponderadas, e os nossos membros têm de se cingir ás leis...

Independência mongol é celebrada durante Naadam em Ulaanbaatar

Vamos em viagem... Para um dos verdadeiros países nacionalistas, e com uma história milenar...

A Mongólia  esse longínquo e isolado país encravado entre a Rússia e a China. Uma das razões principais para estar literalmente do outro lado do planeta (11 fusos horários adiante) é assistir às festividades do Naadam. O evento anual é considerado como as olimpíadas das estepes, com competições dos três desportos tradicionais – luta livre, corridas de cavalos e arco e flecha.
O feriado( de 24 de Julho) marca a independência da nação e os mongóis vestem suas melhores roupas para celebrar a data, com nacionalismo e orgulho. Todos os carros na capital Ulaanbaatar (também chamada de UB por suas iniciais) desfraldam uma bandeira nacional azul e vermelha.
O grande dia começa na praça Sukhbaatar, coração de UB. As tempestades dos dias anteriores cederam e o céu azul não mostra sequer uma nuvem. As festividades começam numa  imensa esplanada que abriga o Parlamento Nacional. Alguns visitantes europeus estão presentes, mas a grande massa de gente é mesmo mongol.
A serenidade da espera é quebrada com a chegada de um pelotão de nove cavalos brancos e outros nove marrons. É a Guarda Presidencial. Os soldados vestem uma pomposa roupa azul e vermelha, com chamativos frisos dourados. Eles ingressam na praça, desmontam e sobem a escadaria em direcção ao Parlamento. Uma gigantesca estátua de Gêngis Khan, o imperador mongol que dominou meio mundo há oito séculos, vela com autoridade sobre seus soldados modernos.
O pelotão entra no prédio por uma pequena porta lateral e, em poucos minutos, reaparece sob forte ovação da população local. Cada um dos nove soldados carrega nas mãos um estandarte branco, confeccionado com fios das caudas de cavalos alvos. “Os estandartes brancos simbolizam a vitória e a paz”.“Os estandartes negros simbolizam a guerra. É uma tradição desde os tempos de Gêngis Khan.”
Soldados da Guarda Presidencial em frente ao Parlamento dão início ao cortejo com os estandartes nacionais.
Na esplanada, os nove soldados (dos cavalos marrons) esperam seus companheiros. Eles têm a honra de segurar os estandartes por alguns instantes, enquanto a tropa principal volta ao dorso dos animais brancos. Enfileirados em par, os soldados da Guarda Presidencial dão início a um cortejo de 2 km em direcção ao Estádio Nacional. – Os cavalos estão em constante movimento – A Tiragem de fotografias é dificultada pela acção dos policiais que, com empurrões autoritários do estilo soviético, expulsam os espectadores com o pretexto de abrir espaço para a cavalaria.

O séquito de cavaleiros segue pelas avenidas de UB até o Estádio Nacional.
O estádio está repleto e os cavaleiros portadores dos nove estandartes de Gêngis Khan são recebidos com aplausos e gritos de “hurray”. Eles entram no relvado para mais um momento solene: colocar os estandartes em uma plataforma em frente à tribuna de honra. A marcha dos soldados – levantando uma das pernas horizontalmente, a 90 graus – impressiona até aqueles que não possuem grande paixão por desfiles militares.
Finda a cerimónia marcial é hora do Presidente da República T. Elbegdorj ir ao relvado e saudar o seu povo. Vestido com a bata tradicional mongol, ele abre oficialmente o Naadam de 2011 que comemora os 90 anos da independência do país.
Logo após o discurso do presidente, o gramado é invadido por dezenas de crianças com vestes multicoloridas.
O espectáculo de abertura do Naadam também apresenta danças e vestimentas tradicionais mongóis.
Espero que tenham gostado desta pequena viagem ao dia do feriado da Mongólia.

LIVRO PROIBIDO (sobre Sócrates)

São 408 páginas que provam à sociedade que estamos na presença de
alguém........, que chegou onde chegou por nossa culpa. Saibamos,
humildemente e brevemente, reparar tal erro!


(Passem sff para o maior número possível de pessoas para que estas
também possam perceber a maior fraude do séc. em Portugal)


Livro sobre José Sócrates publicado fora de Portugal

«Por ser importante, revelo abaixo a saga da publicação de mais um
livro proibido e a necessidade de recurso à publicação nos EUA (na
Lulu.com) para vencer os bloqueios da publicação em Portugal.


Comunicado ao grupo editorial Leya o meu propósito de edição do livro,
recebi no próprio dia a manifestação do interesse na publicação.


Apresentei o conjunto de posts que compõem a II Parte do livro e o
interesse da editora manteve-se - e cresceu quando depois entreguei a
I Parte (a Introdução) na qual contava o contexto da pesquisa e as
vicissitudes do afrontamento

do poder quase-ditatorial do Governo.

Paralelamente, trabalhei ao longo de meses no desenvolvimento do
livro, e investigando os novos factos.


Até que, em 27 de Fevereiro de 2009, entreguei à Leya uma versão
preliminar da III Parte (a Conclusão) do livro, com a descrição de
alguns factos novos e a interpretação de documentos inéditos.


A insistência constante da editora para que eu terminasse o livro foi
substituída por um silêncio absoluto: nem mais um pio. Nunca mais se
atendeu o telefone, nem se respondeu aos mails, nem às mensagens.


Nem, estranhamente, sequer se correspondeu ao pedido legítimo e formal
de devolução do material entregue. Nada. Contactei outras editoras,
mas também não tive êxito na edição do livro.


Uma delas – aparentemente insuspeita... - nem sequer respondeu ao mail
que lhe enviei. E outra também recusou. Finalmente, já no final de
Julho de 2009, uma editora mostrou-se interessada, oferecendo-me a
possibilidade de colocar o livro

para download pago e eu fazer o co-financiamento da edição impressa
(co-financiamento que se destinava a prevenir o risco do bloqueio da
distribuição e venda em prazo útil).


Alguém, do meio, explicou-me depois a dificuldade e receio de, no
Portugal socratino, uma distribuidora fornecer, e as cadeias de
livrarias e superfícies comerciais exporem e porem à venda, um livro
intitulado... "O Dossiê Sócrates"...


Frustrada a tentativa de edição tradicional em tempo útil, sem meios
para o co-financiamento da edição impressa, sem interesse numa versão
digital paga, e sem a difusão natural e distribuição corrente nos
pontos de

venda, decidi contornar o obstáculo da edição, distribuição, exposição
e venda, com a publicação integral gratuita do livro em linha e a
possibilidade de compra para os leitores que queiram ler e ter o livro
impresso.

O valor de compra do livro impresso cobre apenas o custo da edição, e
com os portes, não é superior ao preço de edições similiares no
mercado.


Escolhi propositadamente um tamanho de papel mais longo, o qual
permite um custo baixo (14,95 euros + 6,08 euros de portes = 21,03
euros).


Podia cobrar também pela edição digital; porém como o meu objectivo
não é económico, mas político, o livro fica disponível para o download
gratuito dos leitores.


As duas modalidades estão disponíveis na Lulu.com. Creio que a
alternativa que escolhi responde à máxima difusão possível e
conveniência dos leitores.





A BEM DA NAÇÃO
 
Francisco Cruz

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Beber demais pode danificar memória de meninas adolescentes, diz estudo efectuado

Adolescentes, especialmente do sexo feminino, que bebem grandes quantidades de álcool de uma só vez podem danificar a parte do cérebro que controla a memória e a percepção espacial, de acordo com um estudo americano.
jovens
Jovens mulheres seriam mais vulneráveis que os rapazes aos efeitos do álcool
Os cérebros de jovens mulheres são mais vulneráveis aos danos causados pelo álcool porque se desenvolvem mais cedo que os dos homens.
Por isso, segundo a pesquisa publicada em Alcoholism: Clinical and Experimental Research, aquelas que bebem demais em um curto espaço de tempo podem acabar tendo problemas ao dirigir, jogar desportos com movimentos complexos, usar mapas e ao tentar lembrar o caminho para os lugares.
Testes
Os pesquisadores de diversas universidades dos Estados Unidos fizeram testes neuropsicológicos e de memória espacial com 95 adolescentes entre 16 e 19 anos de idade.
Entre eles, 40 (27 do sexo masculino e 13 do sexo feminino) bebiam muito de uma só vez (Mais de 1,5 litro de cerveja ou quatro taças de vinho para mulheres ou mais de 2 litros de cerveja ou uma garrafa de vinho para os homens).
Os mesmo testes foram repetidos com 31 rapazes e 24 moças que não bebiam em grandes quantidades e os resultados foram então comparados.
Tecnologia
Usando aparelhos de ressonância magnética, os pesquisadores descobriram que as adolescentes que bebiam muito tinham menos actividade em várias áreas do cérebro que as que não bebiam, durante o mesmo teste de percepção espacial.
Segundo Susan Tapert, professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia e autora do estudo, estas diferenças na actividade cerebral podem afectar negativamente outras funções, como concentração e o tipo de memória usado na hora de fazer cálculos, o que também seria fundamental para o pensamento lógico e capacidade de raciocínio.
Já os jovens rapazes não teriam sido afectados da mesma forma, de acordo com Tapert.
“Os adolescentes que bebiam demais mostraram alguma anormalidade, mas menos, na comparação com os rapazes que não bebiam. Isso indica que as jovens do sexo feminino são particularmente vulneráveis aos efeitos negativos do excesso de álcool.”

sábado, 16 de julho de 2011

Saudades da Europa?!...

A integração é um processo longo, uma construção que se faz passo a passo. É uma estratégia de convivência, de relacionamento profundo, que articula o econômico, o político e o social. Mais além, a integração é um projecto civilizatório. Um bom exemplo dela? O melhor, senão único em sua natureza, é a União Europeia.

Bandeira Oficial da União Europeia

A afirmação anterior reflecte o que normalmente se ensina nas universidades sobre a integração entre países e, particularmente, sobre a integração europeia. Dos seus pais fundadores, Jean Monnet e Konrad Adenauer, nos anos 1950, ao Tratado de Maastricht, em 1992, a Comunidade Europeia é modelar nesse processo. Entretanto, graves acontecimentos recentes põem em xeque o projecto europeu e seu universalismo.
A crise económica e o conflito cultural estão desfigurando a Europa que se erigiu e se propalou como o ponto alto das relações internacionais. Três países que ingressaram na então Comunidade Europeia em 1986 – Espanha, Portugal e Grécia – e se transmutaram de nações pobres e isoladas em Estados desenvolvidos e admirados, agora estão combalidos, num estado deplorável, depauperado.
Mas não nos esqueçamos que Portugal nunca foi evoluído, foi é desenvoluindo desde que ingressou na União europeia.

Entre os mais dramáticos, o caso da Grécia lembra o colapso econômico da América Latina, nos anos 1980. Um país quebrado, sem condições de administrar suas obrigações no curto prazo, está praticamente tutelado pela cúpula da União Europeia e do FMI (leia-se Alemanha, França, Reino Unido e, por fora, os EUA).
Estes países se acomodaram num sistema de benesses criado pela lógica das assimetrias do bloco (os que tem menos recebem mais), que gerou bolhas de prosperidade e de desenvolvimento sem contrapartida de auto-suficiência. A possível moratória da Grécia – declarada ou não – será o desfecho de uma realidade tão irresponsável quanto foi aquela dos governos latino-americanos, com a notável diferença de que estes eram ditaduras, sem quaisquer controles democráticos.
Já o sonho da mobilidade, o factor humano europeu, está sendo solapado pela revisão do Acordo de Schengen, regulador da entrada e circulação de pessoas no bloco. O muro de Lampedusa, como ficará conhecido o cerco na Ilha italiana aos refugiados líbios, vai se convertendo na mensagem que os governos europeus, desenvergonhados, cravam na história contemporânea. Vale para essa Europa o que cantou Pessoa sobre o seu país, “Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro…”

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Mito Sebástico

É sabido o trágico destino de el-rei D.Sebastião no dia 4 de Agosto de 1578. É também por demais conhecido a perda da independência nacional associada ao declínio do moço rei.

Poder-se-á, quem sabe, pensar que a batalha de Alcácer Quibir (ou batalha dos três Reis) não tem uma relação com o presente, nem se poderá fazer qualquer tipo de analogia, pois o passado é passado e há que construir o futuro.

Contudo, naquela manhã do dia 4 de Agosto, Portugal viria a perder o seu querido jovem rei que representava todo o vitalismo e energia de uma nação já em declínio imperial. Perdemos o Rei e perdemos a nossa independência.
Em 1580 fomos definitivamente ocupados pelos espanhóis. Os 60 anos que se seguiram foram marcados pela angústia, pela dor, pela pobreza, pela tristeza nacional... Até que apenas um punhado de homens, liderados pelo duque de Bragança, repõe um rei português a comandar os destinos da Nação Portuguesa.

Nos dias de hoje, já não temos monarquia, mas a Nação Portuguesa ainda existe, independentemente do sistema político vigente.
Somos independentes, sem sombra de dúvida. Mas já há uns longos anos que perdemos outro atributo de igual ou superior valor: a nossa soberania.
Perdemos a nossa soberania e simultaneamente não somos donos do nosso próprio destino. O país encontra-se dominado pelo tédio e pela monotonia. Os políticos são corruptos. O povo é ignorante, os jovens são mal instruídos, a pobreza aumenta, a população envelhece, a criminalidade e o desemprego alastram. E ninguém faz nada. Todos esperam, como se algo alcançassem de tanto esperar.

Esta espera demorada, este cansaço tardio é a nossa síndrome. Esta fé exagerada no Messias, esta fé doentia do passado, esta saudade do futuro é a nossa doença. Esta doença só tem uma cura: A própria refutação do mito sebástico enquanto designação de espera e latência em vez de luta e acção.

No entanto, o mito sebástico sempre foi o suporte da nossa poesia (Fernando Pessoa, entre outros), da nossa filosofia (Teixeira de Pascoaes, por exemplo), da nossa arte e da nossa literatura (José Régio)

O Mito Sebástico é um assunto muito vasto. O mito sebástico é o homem aberto a si mesmo, o homem esquecido de si mesmo que procura o seu horizonte, o seu ideal, o seu ‘ego' no meio do deserto, da imensidão do deserto, longe de tudo o que lhe é familiar, envolto em miragens, a lutar pelo futuro, por tudo o que é seu... Com um mito destes, mito filosófico, envolto na saudade e esperança, o futuro não nos reservará um horizonte celestial? Ou uns triunfos ufanos? D. Sebastião personifica pois o homem existencialista, o Dasein de Heidegger, o homem do nevoeiro, que se quer encontrar a ele mesmo, que procura a sua identidade perdida tendo em vista a modelação do seu próprio ego.

Esse D.Sebastião, o intrépido lutador, que procura algo no meio da sua loucura e contra todas as adversidade, contra a sua própria doença somos cada um de nós... que procura no seu deserto, encontrar uma paz e engrandecer a nossa nação, construindo o destino da mesma...

A agricultura e as suas repurcões no meio....

Os dados que possuo dá-me cerca de 2840 empresas que foram declaradas insolventes nos últimos meses de 2010,  mais 3,1 por cento que no mesmo período de 2009 .

O número de empresas que faliu no segundo semestre de 2010 aumentou 3,1 por cento face ao mesmo período de 2009, ao passo que a criação de empresas sofreu um ligeiro decréscimo de 1,9 por cento.
Os sectores que mais sofreram com a crise foram os da construção e da indústria transformadora , num período onde 2840 empresas foram declaradas insolventes contra as 1795 nos primeiros seis meses de 2009.

Em termos de distritos, o Porto foi o mais afectado pelos encerramentos de empresas, seguido de Lisboa e Braga, uma situação semelhante ao primeiro semestre de 2009.

No que toca à criação de empresas, foram constituídas 16258 entre Janeiro e Junho de 2010, menos 164 que no mesmo período de 2009.

Por outro lado, 5200 empresas foram dissolvidas nos primeiros seis meses deste ano, menos 11,7 por cento que no primeiro semestre de 2010.

Mas temos que analisar,e que não existe só o problema  das falências das empresas,mas tem a ver com muitos factores,tais como o excessivo plantio dos terrenos ,a utilização de uma só cultura,as árvores que actualmente,plantamos :pinheiro,acácia,e por incrível que pareça a chuva muitas vezes antes de Outubro e por vezes a precipitação dessa chuva muito intensa e isso ajuda há degradação ou deterioração do nosso solo:

Diversas áreas do interior de Portugal
(Alentejo, Algarve, Beira Interior e Trás-os-
Montes) apresentam vastas áreas com
elevado grau de degradação dos solos e
da vegetação, podendo levar à
desertificação num futuro próximo.

Temos aldeias que estão a ficar desertas, abandonadas à sua sorte e engolidas pela vegetação. Nem mesmo as que estão nos arredores de algumas capitais de distrito escapam.
Em 2001, a densidade populacional de Portugal era de 112 habitantes/km2, valor quase idêntico à média europeia, de 114 habitantes, mas com uma diferença abissal: as densidades populacionais mais elevadas encontram-se na faixa litoral oeste até ao Sado e na orla algarvia, enquanto no interior as densidades são muitas vezes inferiores a 20 habitantes por km2.

A susceptibilidade do clima à desertificação pode ser traduzida através das disponibilidades hídricas do solo, reflectindo as situações de humidade e de stress hídrico. Assim constrói-se um Índice de Aridez (obtido pela divisão da precipitação anual média pela evapotranspiração potencial (ETP) anual média). Paralelamente possuímos escassos recursos em terra e temos elevadíssimos riscos potenciais de erosão. Portugal é um dos países da Europa do Sul onde existe maior predominância de solos de má qualidade (66% do território) com apenas 8% de solos de boa qualidade, onde 68% do território tem alto risco de erosão

Portugal está sujeito a riscos de erosão moderados a elevados, sendo o risco potencial de erosão elevado em quase todas as regiões do país. Desta forma os solos mais degradados deveriam estar protegidos através de floresta, preferencialmente constituída por carvalho, azinheira ou sombreiro (floresta climácica). A destruição deste tipo de floresta e a introdução da acácia, do pinheiro bravo e do eucalipto, poderão ter sido um dos factores que contribuíram para o fenómeno de desertificação.

Se aliarmos a estas causas o facto de se terem cometido alguns erros irreversíveis como a Campanha do Trigo no Alentejo, temos a resposta para o problema. De facto a Campanha do Trigo, com o objectivo de tornar o país auto-suficiente, alimentando com pão toda população portuguesa e a consequente produção excessiva de trigo, permitiu que os solos se degradassem de tal forma que nas zonas mais declivosas se verificou uma perda de solo entre 15 a 20 cm, transformando-os em solos esqueléticos (Sequeira, E.M.). Para além da perda de fertilidade, com menor capacidade de suporte dos ecossistemas, os solos perderam a função vital de regularização do ciclo hidrológico, pois afectou-se a permeabilidade e capacidade de retenção devido a alterações no solo de espessura efectiva, porosidade, teor em matéria orgânica e estrutura, com todas as consequências para a disponibilidade de água e sua qualidade.

A perda de solo que se verificou com muita intensidade no Alentejo também se foi observando nas Beiras e Trás-os-Montes (Sequeira, E.M.). Os solos xistosos das Beiras e do Alentejo, que apresentam elevados índices de erosão, nas zonas com menor coberto vegetal protector, têm uma menor estabilidade,muito menor teor em matéria orgânica, uma muito menor permeabilidade e maior propensão para a formação de uma crosta superficial (que vai impedir a infiltração e vai aumentar o escoamento e uma maior erosão), podem explicar a degradação observada nestes locais.

A degradação do solo e erosão ao se acentuarem,vão inibir a disponibilidade e qualidade de água existente no solo, o que provoca uma redução do coberto vegetal, diminui a protecção do solo que lhe é tão necessária, reduz em alto número o teor em matéria orgânica e piora em muito a estrutura, acentuando-se ainda mais o fenómeno de erosão. É portanto um ciclo que urge ser combatido.

Só que até agora nada foi feito,por nenhum governo desde os governos pós 25 de Abril.
Parece nada importar,importa sim encher os bolsos dos nossos desgovernantes.
É assim a triste história de uma Nação,que tem estado numa letargia apática,há cerca de mais de três décadas.

Nada nos faz crer que esta ministra da Agricultura e governo façam qualquer coisa afim de mudar estes factos...Continuamos pois a viver numa letargia incoerente.