PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

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LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PARA QUE O TEMPO NÃO APAGUE DA MEMÓRIA:

Apreciem e vejam o cinismo e a pouca vergonha desta líder ex-comunista e agora líder da democracia cristã alemã e sua primeira-ministra...
 

 

 
Alemanha "rainha das dívidas"

Description: Description: Historiador considera Alemanha rainha das dívidas
A chanceler alemã, Angela Merkel Michael Kappeler
O historiador Albrecht Ritschl evoca hoje em entrevista ao site de Der Spiegel vários momentos na História do século XX em que a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.

A Guerra Fria cancela a dívida alemã
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.

No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.

À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.

Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.

E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.

Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-não de tudo, até da camisa".

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Nacionalismo

O sentimento nacionalista tem suas raízes na Revolução Francesa. A burguesia volta-se contra a nobreza e o clero e proclama que o poder não emana de Deus nem do soberano, mas do povo e da nação. A lealdade ao rei é substituída pela lealdade à pátria. No final do século XVIII e no decorrer do XIX, a ascensão do sentimento nacionalista coincide com a Revolução Industrial, que promove o desenvolvimento da economia nacional, o crescimento da classe média, a exigência popular de um governo representativo e o desejo imperialista.

Nacionalismo liberal – No início do século XIX, o nacionalismo firma-se como uma ideologia política que traduz as aspirações do liberalismo. Torna-se uma forma de protesto contra os Estados monárquicos, aristocráticos e religiosos e de afirmação da identidade nas regiões submetidas ao domínio estrangeiro, como na Itália dominada pela Áustria e na Irlanda subjugada pelo Reino Unido. Após a derrota de Napoleão, as potências vencedoras posicionam-se contra as pretensões nacionalistas, que, associadas ao liberalismo, significam uma ameaça à restauração monárquica. No contexto das Revoluções Liberais, no século XIX, o princípio da nacionalidade é um dos factores decisivos para a mobilização da burguesia, que, em alguns países, é apoiada pelo proletariado industrial. Na Itália e na Alemanha, o sentimento nacionalista é um elemento fundamental para as unificações.

Nacionalismo autoritário – A unificação alemã em 1871, liderada pelo antiliberal e pró-monárquico Otto von Bismarck (1815-1898), marca o início da fase na qual o nacionalismo é firmado no interior do Estado. Ideologia segundo a qual o indivíduo deve lealdade e devoção ao Estado nacional – compreendido como um conjunto de pessoas unidas num mesmo território por tradições, língua, cultura, religião ou interesses comuns, que constitui uma individualidade política com direito de se auto-determinar. O nacionalismo assume inúmeras formas e pode-se originar com base em diversas necessidades: de uma comunidade étnica, religiosa ou cultural, sob dominação, tornar-se independente; de um grupo ou comunidade impor sua nacionalidade e se transformar em soberano no Estado; ou de o próprio Estado-Nação impor seus ideais aos cidadãos como forma de sobreviver como unidade.



Nacionalismo autoritário – A unificação alemã em 1871, liderada pelo antiliberal e pró-monárquico Otto von Bismarck (1815-1898), marca o início da fase na qual o nacionalismo é firmado no interior do Estado. Esse nacionalismo assenta na Ideologia segundo a qual o indivíduo deve lealdade e devoção ao Estado nacional – compreendido como um conjunto de pessoas unidas num mesmo território por tradições, língua, cultura, religião ou interesses comuns, que constitui uma individualidade política com direito de se auto-determinar.
O nacionalismo assume inúmeras formas e pode-se originar com base em diversas necessidades: de uma comunidade étnica, religiosa ou cultural, sob dominação, tornar-se independente; de um grupo ou comunidade impor sua nacionalidade e se transformar em soberano no Estado; ou de o próprio Estado-Nação impor seus ideais aos cidadãos como forma de sobreviver como unidade, é também caracterizado como imperialista, conservador e autoritário, generaliza-se em todo o continente europeu. Com o crescente interesse das nações europeias em alcançar a hegemonia na Europa e se defender, os Estados nacionais exigem a lealdade exclusiva dos cidadãos e incentivam o ódio e a hostilidade para com outras nações. Nessa fase, o Império Turco-Otomano, alvo das potências europeias, sofre constantes desmembramentos, que dão origem a novos Estados, como Roménia e Bulgária. As actividades nacionalistas dos sérvios na Bósnia-Herzegovina e a decisão da Áustria-Hungria de combatê-las, somadas ao crescente nacionalismo autoritário no resto da Europa, deflagram a I Guerra Mundial. O conflito leva à desagregação dos Impérios Austro-húngaro, Alemão e Russo e à formação de Checoslováquia, Polónia, Jugoslávia, Hungria, Estónia, Letónia e Lituânia. O nacionalismo autoritário chega ao ápice no entre guerras e passa a ser um componente básico do fascismo, do nazismo e do Estalinismo. Após a II Guerra Mundial, com a ruína dos Estados europeus e o nascimento dos sistemas de hegemonia mundial dos EUA e da URSS, o nacionalismo desaparece em muitas nações europeias. Estas, para se reerguerem, deixam suas barreiras proteccionistas e partem para a interdependência em uniões como o Mercado Comum Europeu – o primeiro esboço da formação de organizações políticas de dimensões continentais e multinacionais. Conflitos contemporâneos – Depois de 1945, o nacionalismo cresce na África e na Ásia como reacção ao colonialismo. Na África, porém, o nacionalismo nem sempre é um elemento importante no processo de descolonização. Isso acontece porque, na maioria dos casos, o estabelecimento das fronteiras imposto pelos colonizadores não seguiu os critérios linguísticos e culturais de cada povo. A eclosão da Guerra do Biafra e das lutas actuais na República Democrática do Congo, na Somália, em Ruanda e em Burundi, expressa antigos conflitos tribais. O nacionalismo também encontra ressonância no populismo da América Latina, em especial no governo de Juan Domingo Perón, na Argentina; nos de Getúlio Vargas e João Goulart, no Brasil; e no de Lázaro Cárdenas, no México (1934-1940). Com o fim da Guerra Fria e o desmantelamento da URSS, projectos de autonomia nacional são despertados em diversas partes do mundo, como a recusa das repúblicas bálticas (Estónia, Letónia e Lituânia) em se integrar à Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e as lutas separatistas no Timor Leste, no País Basco, na Irlanda do Norte e no Tibete, entre outros. Além disso, como forma de reafirmar distinções em Estados cada vez mais multiétnicos, explodem movimentos nacionalistas dentro de vários Estados e movimentos de grupos de identidade, como o da comunidade negra. Em muitos países ressurge o nacionalismo autoritário: é o nacionalismo na Áustria, na França e na Itália e o movimento dos skinheads na Inglaterra, na Alemanha e no Brasil.
Este nacionalismo, é apodado pelos "esquerdas/liberais" como imperialista, conservador e autoritário, mas está a generalizar-se em todo o continente europeu. Com o crescente interesse das nações europeias em alcançar a hegemonia na Europa e de tornarem novamente "independentes" da União europeia e do imperialismo dos Estados Unidos...

Mas este nacionalismo tem novas nuances, tornou-se anti-globalizante, defende a união da Europa mas no sentido de uma  União das Pátrias, e defende a cultura e a língua de cada povo, e quem decide será sempre no final o povo na companhia dos seus governantes, tornou-se num nacionalismo libertário,  reconhecendo o direitos dos povos a unirem-se se assim o entenderem, o destino pertence ao povo... Assim devia ser sempre.
É por isto que as nações e os seus povos devem caminhar no sentido do nacionalismo anti-globalizante e libertário, porque só assim nos tornaremos donos do nosso destino e acabaremos com esta classe política corrupta que nos estrangula e destrói as nossas nações e vive á nossa conta e destrói as nossas identidades.

O Nacionalismo é o destino natural e o que nos salvará.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O nacionalismo ainda se mostra presente no interior de várias nações do mundo.

Quando trabalhamos com o nacionalismo, sempre temos que voltar a uma primeira definição, capaz de deduzir o que vem a ser a nação. Em um primeiro momento, entendemos “nação” como um conjunto de experiências históricas, comportamentos, crenças e outros hábitos que definem a identidade de um povo. Contudo, ao pensarmos sobre a nação, vemos que a construção de uma identidade única é sempre problemática e inacabada.
Apesar deste problema conceitual, vemos que o nacionalismo se desenvolveu em determinadas culturas, não só postulando a partilha de uma identidade colectiva, mas também fomentando certas verdades e comportamentos em relação aos povos que não pertenciam à mesma nação. De certo modo, ao enxergar os seus próprios limites, o nacionalismo se volta para o âmbito das diferenças para hierarquizar os povos e construir uma visão positiva de seu povo.
Percebido com mais clareza no século XIX, o sentimento nacionalista pode ser visto como um dos mais significativos desdobramentos gerados pela Revolução Francesa de 1789. Ao lutarem contra as imposições do absolutismo, os franceses empreenderam a formulação de um amplo discurso, em que a vontade do povo e da nação se confundia com o desejo de suspender qualquer hábito ou lei que estabelecesse o privilégio de um grupo em detrimento da maioria.
Mesmo apresentando visíveis problemas, principalmente no que tangia ao conflito de interesses entre a burguesia e as camadas populares, o sentimento nacionalista se fortaleceu como instrumento de mobilização nos movimentos antimonárquicos que se desenvolveram na Europa do século XIX. Nesse mesmo período, a onda nacionalista também ganhava fôlego com o imperialismo, que se assentava na ideia de superioridade de uma nação como justificativa de seu domínio em outras regiões do mundo.
Do ponto de vista histórico, o nacionalismo também veio a fomentar as rivalidades que forneceriam sentido à ocorrência da Primeira Guerra Mundial. Afinal de contas, as rivalidades imperialistas estavam sempre próximas a um discurso em que o interesse de uma nação deveria estar acima das “injuriosas” ameaças de outras nações inimigas. Com isso, as noções de superioridade e rivalidade se mostraram como “centrais” na organização do ideário nacionalista.
Prosseguindo pelo século XX, o nacionalismo alcançou sua expressão mais radical com o surgimento dos movimentos totalitários na Europa. Mais do que simplesmente defensores da nação, esse movimentos tomaram para si a ideia de que as liberdades individuais deveriam ser suprimidas em favor de um líder máximo, capaz de traduzir e executar os anseios de toda uma colectividade. Observado o horror e o fracasso da Segunda Guerra Mundial, podemos ver o trágico resultado desse tipo de expressão extrema( se tivessem ganho a guerra, teriam razão mas como a perderam foram só os lideres os "maus da fita", o povo nunca os apoiou, eles como totalitários levaram o seu povo para a sua aniquilação e destruição de todos os valores, se tivessem vencido seriam bons...).
Ainda hoje, apesar da globalização e o encurtamento das distâncias entre os povos, o nacionalismo aparece ainda na expressão de alguns pequenos grupos que rejeitam o ideal de integração contemporâneo. Em alguns países, os chamados neonazistas, também aparecem alimentados por um nacionalismo que repudia a chegada de imigrantes que saem de sua terra natal em busca de oportunidades e melhores condições de vida. Sem dúvida, a questão nacionalista ainda se movimenta no tempo presente.

Nação/ Nacionalismo

– Nação e nacionalismo correspondem a realidades que têm forte impacto sobre a política e se encontram vinculadas ao fato mais concreto da realidade quotidiana de todos os indivíduos, que é o Estado. Na periferia, o nacionalismo tem natureza radicalmente distinta dos movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa, os quais tiveram sua reputação manchada pelos extremismos ...
O mundo real do século XXI é um mundo em que proliferam os conflitos e as divergências dentro e entre os Estados, e em que a elaboração permanente de normas e a actividade política incessante são realidades inescapáveis. As tentativas dos Estados no centro do sistema mundial de impor políticas económicas e sociais, as crescentes assimetrias de riqueza e de poder, e a tentativa dos Estados do centro de impor à periferia, pela violência ou pela pressão económica, mudanças de regime político e econômico fazem ressurgir com mais força os movimentos anti-globalização e os nacionalismos.
O povo vai descobrindo e reconhecendo neste movimento nacionalista anti-globalização o factor identitário da sua cultura, língua... e da sua libertação do jugo do capitalismo judaico jacobino, e do jugo das super-potências e quer ter o direito de decidir o seu destino, e é por isto que o movimento nacionalista tem que se unir para poder ter vozes que o representem.

sábado, 20 de agosto de 2011

CRISE DE IDENTIDADE EM PORTUGAL

Andando pelas ruas dum tradicional lugar de veraneio, vejo jovens portugueses envergando t-shirts com figuras de indivíduos que nada têm a ver com a cultura portuguesa, europeia, ou, sequer, ocidental. Daria vontade de rir, pelo paradoxo e ridículo, caso não fosse um triste sinal da ignorância e da falta de referências de toda uma juventude. Dupla ignorância, pois nem lhes passa pela cabeça quem são os vultos que transportam ao peito, e porque, também por desconhecimento, não conseguem encontrar, na nossa riquíssima e apaixonante História, personagens para ostentar orgulhosamente junto ao coração. Sendo certo e sabido que um Povo que não tem memória não tem futuro, esta falta de referências — iconográficas e conceptuais —, por parte dos nossos mais novos, conduzirá, a curto prazo, à total e completa falta de identidade de Portugal. Resta-me pensar que esta situação se deve a uma nova forma de crise de crescimento; dos jovens, que não do País, porquanto os 900 anos de Portugal lhe conferem antes a elevação da sabedoria e não a insegurança da adolescência. Assim, quero crer que, se alguém tiver a iniciativa de produzir t-shirts com as imagens de D. Afonso Henriques, Nuno Álvares, Camões, Pessoa — e tantos outros santos, sábios e heróis —, haverá ainda portugueses prontos a vestir a camisola. Façam-nas e veremos se esta juventude perdida, não sei por onde andam os seus valores, irão vestir essas camisolas com os nossos símbolos.
Creio que muitos as vestirão, mas muitos mais não as usarão, porque nada lhes diz, estamos perdendo os valores desta nação e estamos tornando-nos "globalizantes".
temos o dever de mudar este rumo e traze-los de volta ao nosso "seio".


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nacionalismo para Portugal!

Nacionalismo para Portugal!

Portugal está desbaratado, o país encontra-se pelas ruas da amargura, a pobreza e a miséria alastram impiedosamente; a criminalidade, a violência e o desemprego aumentam; a inflação não pára; o analfabetismo não acaba e, no meio deste horrível cenário, os portugueses continuam, sistematicamente, a votar e a apoiar uma democracia e partidos, quer de esquerda quer de direita, que nunca defenderam e valorizaram a Nação Portuguesa. Já ninguém faz nada em Portugal, os nossos políticos limitam-se a entrar num jogo de lóbis e influências, em vez de defenderem os portugueses. A democracia em Portugal tornou-se uma palhaçada, um autêntico circo. E nós próprios nos tornámos uns palhaços. As nossas instituições democráticas demonstram-se ineficazes para resolverem os problemas nacionais. A nossa economia está arruinada, importamos cada vez mais, endividamo-nos e a indústria nacional estagna.
O Estado deve assentar na defesa dos portugueses e na primazia do interesse nacional. Contudo, hoje em dia, em Portugal, os interesses dos portugueses não são atendidos e deparamo-nos com a destruição da nobre Nação Portuguesa e da sua Alma Pátria. Cada dia que passa, Portugal torna-se menos português. Em cada momento, perdemos a nossa identidade e a nossa dimensão cultural. A Europa, por sua vez, cada vez mais, é uma colónia americana.
É preciso fazer frente a este sistema global que destrói a identidade europeia e a identidade de todos os povos europeus. O mundo, dizem os filósofos, é condicionado pela acção humana. É a própria acção humana que potencializa a realidade humana. A vontade de poder, dizia Nietzsche, é a legisladora universal. Só é possível mudar Portugal com um movimento unido, patriótico e nacional. Porque se não forem os portugueses a mudarem Portugal, quem o fará? Mudar Portugal!
Portugal perdeu, acima de tudo, o amor dos portugueses. Bons tempos em que os portugueses morriam por Portugal, porque o orgulho, a honra, a justiça e o dever estavam acima do indivíduo. Homogeneamente, nem honra, nem justiça, nem orgulho, nem dever. O amor, dizem os poetas, é o fundamento da vida humana. É o amor que nos leva a agir para além de nós próprios. Neste quadro pessimista, só com amor conseguiremos mudar e renovar Portugal. De um amor infinito a Portugal, ressurgirá um Portugal melhor e mais português. Mudar Portugal com amor!
Portugal vive hoje a sua hora mais triste, o seu momento mais angustioso. Esta angústia advém da perda da nossa identidade. Esta tristeza infinita provém da perda de união entre o povo português. E procuramos, em vão, alguma alegria no futebol aos Domingos no café. Em vão, tentamos esquecer a nossa dor e a nossa vil tristeza. Vivemos ainda demasiado do passado: dormimos ainda sobre o túmulo do falecido rei D. Sebastião e do Prof. António Oliveira Salazar, e  relemos infinitamente as velhas estrofes de Os Lusíadas e abraçamos os poemas nacionalistas da Mensagem de Pessoa.
É preciso para Portugal uma nova força, uma nova energia, um novo movimento, capaz de abalar o tédio, a monotonia, o cansaço, o desânimo e a descrença dos portugueses. É preciso uma nova luz, um novo ideal, é preciso a chama nacionalista! Num país em que os políticos vendem Portugal ao estrangeiro, em que os políticos não representam as cores da bandeira nacional, é necessário um novo líder. Um líder que esteja acima da guerra parlamentar a que assistimos todos os dias, que esteja acima das lutas partidárias, que enfraquecem e aniquilam o sistema democrático vigente.
Combate-se a guerra, com a paz. Combate-se o fogo com a água. A perda de identidade europeia, a perda da soberania nacional e a desnacionalização de Portugal combate-se com o nacionalismo. Possa o nacionalismo renovador transformar Portugal num país civilizado, evoluído, mas que não perca a sua raiz histórica, nem as origens da sua Raça! Pretendemos um Portugal moderno e evoluído, mas com consciência histórica e racial. Só os portugueses podem construir esse Portugal de maresia. Os portugueses nascem com esse direito, e devem morrer com esse dever.
Hoje, mais do que nunca, é preciso a chama nacionalista em Portugal!
Temos de reavivar a chama que os nossos antepassados nos deixaram.
Temos de voltar aos antigos valores morais e éticos, que nos foram deixados pelos nossos ilustres "avós".
Somos os detentores da chama desta nobre raça, e por isso temos um dever sagrado para com esta Nação e o seu povo.

Portugal sempre.
Dever, honra e Serviço.

O Infante


Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!



Um dos mais belos poemas da nossa nacionalidade...

O Nacionalismo é Válido?

O Nacionalismo é um princípio que defende a unidade do Estado Nacional, onde seus discursos clamam pelo amor à pátria, a defesa dos símbolos nacionais, a tudo que pertencer à nação.

Nacionalismo é o sentimento de íntima vinculação de um grupo humano ao núcleo nacional da colectividade a que pertence. É o princípio político que fundamenta a coesão dos Estados modernos e que legitima sua reivindicação de autoridade. Traduzido para a política mundial, o conceito de nacionalismo implica a identificação do Estado ou nação com o povo -- ou, no mínimo, a necessidade de determinar as fronteiras do Estado segundo princípios étnicos. Numa primeira etapa, o nacionalismo aspira a criar ou consolidar a independência política. Em seguida, busca a afirmação da dignidade nacional no campo internacional, para por último transformar-se em impulso que pode levar a nação a procurar ampliar seu domínio pela força.¹

O primeiro conceito de nação remetia a “colectividade de pessoas que têm a mesma origem étnica e, em geral, falam a mesma língua e possuem uma tradição comum". Um novo sentido sobre nação viria a surgir após a revolução francesa onde nessa época começaram a surgir movimentos nacionalistas pretendendo a autonomia do Estado, da nação. Esse movimento teve importância nos ideais burgueses para se conseguir apoio popular na luta contra o feudalismo. Surgiria então o conceito liberal de nação; a formação dos Estados-Nações e o desenvolvimento do capitalismo. Esse novo conceito determinava a nação vinculada ao território, já que o Estado agora tinha definições territoriais, almejando a soberania do povo. Mas em qual Estado Nacional o povo é soberano?

Comemoramos o dia da independência. Mas qual independência se ainda estamos subjugados, não só pelo imperialismo estadunidense, mas também, pelos nossos governantes e pela elite econômica do país? Isso nos faz perceber que a unidade que buscam os movimentos nacionalistas não existe e nunca existirá, pois dois fatores estão implicados nessa inviabilidade de união que são ignorados. As identidades étnicas e culturais e a luta de classes.

Esses dois factores são extremamente importantes para entendermos a sociedade complexa na qual vivemos e quais rumos tomar para que o povo alcance a sua soberania. O primeiro factor é muito claro no nosso país, pois possuímos uma diversidade cultural e étnica muito grande( culpa destes governos, que nos teem subjugado". O segundo factor, a estratificação da nossa sociedade em classes e, que engloba o primeiro, acompanha o ser humano desde o princípio de sua história e a sua existência é determinante para que a soberania dos povos esteja ameaçada.

Nós não nascemos com as identidades nacionais, elas “são formadas e transformadas no interior da representação”. Porém, tal sentimento de identidade nacional torna-se contraditório devido à esses factores, pois, tal unidade inexiste. E jamais poderá existir enquanto não se tiver a consciência de que pessoas exploram o trabalho de uma maioria da mesma nação ou de povos de outras nacionalidades. Como pode existir soberania do povo se o Estado que serviria para garantir os seus direitos está nas mãos de uma elite? Garantir a autodeterminação estaria implicado em termos a independência sobre outras nações ou também sobre aqueles que lucram com o trabalho do povo? A estrutura do actual sistema não permite que se tenha essa soberania e os movimentos nacionalistas que dizem almejar tal liberdade, ou são incapazes de entender a realidade, ou não teem a unidade de se afirmarem no que defendem perante o povo desta nação, e enquanto isto continuar a existir nada são e ou apenas existem para manter a alienação da sociedade.

Os Estados Nacionais são como empresas que existem para competir no mercado mundial uns com os outros. Os EUA se desenvolveram fortalecendo esse Estado e hoje controlam a economia mundial, mas para tal desenvolvimento foi preciso esmagar a economia de países que haviam acabado de sair da condição de colónias, como no caso dos países latinos, para garantir uma estrutura ao seu povo, na Europa quase que foi a mesma coisa. O bem-estar de uma sociedade tem um custo elevado e até países como Suíça, Holanda, Suécia, entre outros, necessitam que suas empresas se expandam pelo mundo em busca de mão de obra barata para poderem continuar suportando o bem-estar de sua sociedade.

Com a actual estrutura do nosso sistema, não seria diferente com Portugal.
Com o avanço do imperialismo dos EUA, esse nacionalismo se redescobre na Europa e na América Latina, mantendo o mesmo discurso, mas que nas vias concretas cometem os mesmos erros. Enquanto houver a supervalorização de uma nação sobre a outra, de uma classe sobre a outra, a soberania popular será utopia.

Os povos devem lutar pela sua autodeterminação, mas somente a conseguirão quando as lutas de classes forem eliminadas. Temos que redescobrir o conceito de nação, pois nesse conceito deve estar embutido que a finalidade de uma nação é objectivo comum que seus integrantes possuem, no entanto, trabalhadores e patrões não poderiam pertencer à mesma nação se possuem objectivos tão distintos. O segundo almeja o lucro e para isso explora o primeiro, portanto, não há soberania alguma. Do que adianta a independência económica se o povo ainda é dependente da elite da economia nacional? Quando o nacionalismo é válido? É válido quando a independência económica seja não da elite, mas de todo o povo e que esse não subjugue as outras nações e contribua para que essas também alcancem a sua liberdade.

Só assim temos o verdadeiro nacionalismo, que tantos de nós almejamos, um nacionalismo onde o povo diz aos seus líderes o que anseia e decide com os seus dirigentes eleitos o seu destino, isto é o nacionalismo e a identidade de uma verdadeira nação nacionalista