PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

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LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

VIVEMOS NO PAÍS DOS ESQUEMAS, DOS CORRUPTOS E DOS LADRÕES

Presidente dos CTT recebia dois ordenados - UMA VERGONHA!!!!

COITADO DO SENHOR QUE PENSAVA QUE ISTO ERA UM PROCEDIMENTO NORMAL E NEM SE APERCEBEU DO QUE SE PASSAVA. 


Presidente dos CTT recebia dois ordenados
 
O Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Estanislau Mata da Costa - que se demitiu no final do mês passado, sem ter terminado o mandato - recebeu, durante cerca de dois anos, dois vencimentos em simultâneo: um pelo cargo nesta empresa, de cerca de 15 mil euros, e outro correspondente às suas anteriores funções na PT, de 23 mil euros. E isto apesar de ter suspendido o vínculo laboral com a PT.

A descoberta foi feita pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), na sequência de uma auditoria realizada após denúncias da comissão de trabalhadores dos CTT sobre actos de alegada má gestão na empresa. Segundo soube o SOL, o Conselho de Administração da empresa terá recebido o relatório preliminar desta auditoria no dia 29. A demissão de Mata da Costa foi anunciada no dia seguinte e justificada pelo próprio com «razões exclusivamente do foro pessoal e familiar».
A IGF classifica esta acumulação de vencimentos por parte de Mata da Costa - num valor mensal de cerca de 40 mil euros (ao todo, um milhão e 575,6 mil euros recebidos entre Junho de 2005 e Agosto de 2007) - como «eticamente reprovável, ainda que possível do ponto de vista legal». Ainda assim, a IGF decidiu encaminhar o caso para a Procuradoria-Geral da República, por ter «dúvidas quanto à legalidade» da situação.
Segundo o relatório preliminar da IGF, a que o SOL teve acesso, Mata da Costa, que era quadro da PT, foi nomeado para presidir aos CTT em Junho de 2005. Mas, em vez de se desligar desta empresa, fez um acordo de «suspensão do contrato de trabalho, embora estranhamente sem perda de remuneração.


COMPREENDE PORQUE PORTUGAL ESTÁ NAS LONAS, OU PRECISA DE MAIS EXPLICAÇÕES ?????????????

Por favor dar conhecimento aos Portugueses porque os media andam distraídos(?)
A Guilhotina de Robespierre, mesmo enferrujada, fazia cá um jeitão...



Quando o
British Hospital surge numa conversa, tendemos a perguntar: o de Campo de Ourique ou o das Torres de Benfica? O hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN. O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros.

Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.

Isto, que podia ser uma charada dos Malucos do Riso, é o ponto em que estamos.

Caminhamos para onde? Já entenderam e viram quem são estes políticos que nos desgovernam, esperam ainda alguma coisa feita com sentido da parte desta corja de corruptos?!...








sábado, 10 de setembro de 2011

NACIONALISMO E PATRIOTISMO


Nacionalismo e Patriotismo,
São a mesma coisa?
Pense um pouquinho. Vou actuar com nacionalismo ou patriotismo?

O povo tem como missão principal é o desenvolvimento sustentável. E a sustentabilidade traz em seu conceito o respeito ao ambiente, aos recursos, à economia com olhos nas gerações futuras, de modo que os que virão encontrarão meios para ter uma vida com qualidade. E todo esse compromisso sugere vida em uma sociedade justa, pacífica, detentora de poderes e meios democráticos voltados para o bem do coletivo e “felicidade geral da nação”.

Então somos patriotas ou nacionalistas ou ambos?

As definições de nacionalismo e patriotismo, principalmente a primeira, são bastante complexas e contextualizadas em períodos históricos-políticos vigentes.
Simplificando, o patriotismo é considerado mais uma manifestação de amor aos símbolos do Estado, como o Hino, a Bandeira, suas instituições ou representantes. Já o nacionalismo apresenta uma definição política mais abrangente. Por exemplo: da defesa dos interesses da nação antes de quaisquer outros e, sobretudo da sua preservação enquanto entidade, nos campos lingüístico, cultural, etc..contra processos de destruição identitária ou transformação.
O nacionalismo pode ser considerado como doutrina ou filosofia política que prega valores tais como: bem estar social, e que o individuo deve guardar lealdade e devoção à nação. Assim, o Estado nacional é entendido como um conjunto de pessoas unidas num mesmo território por interesses comuns e o nacionalismo como um movimento político que visa uma organização social que se fundamenta na coesão social, a identidade coletiva e a cultura das nações.

Este é o nosso e o vosso caminho, despertai.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pornografia fiscal ao mais alto escalão político, estamos sendo "violados"...

Nesta altura do campeonato, é mais ou menos evidente que a distância entre o discurso e as intenções políticas do Dr. Passos Coelho antes das eleições, e as decisões políticas do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, parece agigantar-se. Mas no meio das conjecturas e prelecções que por aí abundam, e que vão transfigurando a figura do Dr. Passos Coelho a meio caminho entre a do usurpador de Massamá e a do tirano de São Bento, afigura-se a prazenteira ideia de que bastava uma mudança de governo, acompanhada do cumprimento tangencial de três ou quatro pontos avulsos do Memorando de Entendimento (MDE, para não repetir o acrónimo do Lourenço), para que todos pudéssemos voltar à mesma vidinha de sempre. É sempre bom não perder de vista o primeiro e o mais rudimentar dos factos: o país não mudou. O atavismo da crise está por aí, vivinho da Silva. De seguida, acrescentemos outro: as «patifarias» do Sr. Eng. José Sócrates, que anda por estes dias a visitar amigos por essa brilhante Europa, deixarão marcas por muitos e bons anos. Terminemos com estoutro: existe um Memorando para cumprir e alguns dos pressupostos que lhe serviram de base – por exemplo, a estimativa da colecta de receita associada à taxa de crescimento do PIB; por exemplo, o défice orçamental real vs. o propalado aquando da assinatura do acordo – obrigam à implementação de medidas que assegurem uma margem de segurança. Depois, há aquelas coisas básicas e chatas, de carácter mais técnico: em matéria de eficácia e de impacto no curto prazo, uma subida de impostos bate aos pontos quaisquer tentativas de fazer descer a Despesa.

Sim, é verdade: estamos mais ou menos lixados. Coisa mais portuguesa não há



Da esquerda à direita, do Altíssimo ao reino de Hades, toda a minha gente grita, sussurra, sonha, acalenta e bebe a solução: «cortar a despesa». Socialistas, trotskistas, comunistas, sociais-democratas, democratas-cristãos, indecisos, mata-mosquitos, vira-casacas e cata-ventos, todos, em uníssono, apontam o caminho: «corte-se na Despesa!» (subentende-se na despesa do Estado). É este o caldo «liberal» onde, hoje em dia, se comprazem os espíritos mesquinhamente práticos dos políticos e intelectuais da paróquia lusa. Fizeram, ao que parece, as contas.Agora, perante o cenário de mais impostos, a solução nunca foi tão unânime: «corte-se na Despesa».
Longe de mim perturbar uma ideia que adquiriu a solenidade severa e salvífica de um dogma. Cortar na despesa? Ó meus amigos: vamos a isso!
Quero, apenas, colocar o pouco dinheiro que me resta numa aposta simples (dispenso a múltipla): no dia em que se anunciar um rol mais ou menos sistematizado e, digamos, transversal, de medidas de «corte na Despesa», a unanimidade mudará de sinal. Nesse dia, eis o que iremos escutar dos mesmíssimos espíritos iluminados:
- Cortar assim, sem critério? Que horror!
- As pessoas não podem ser observadas como números. Que insensibilidade!
- Estas medidas vão conduzir a mais desemprego e recessão!
- O encerramento destes serviços representa um duro golpe no Estado Social!
- A falta de sensibilidade social deste governo é atroz!
- Estas empresas municipais geram emprego e desempenham uma função vital, sem a qual o Estado, por via das autarquias, se demitirá do seu papel social!

Estamos lixados com estes corruptos, agora até temos um "gay" a governar-nos, desculpem esqueci-me que não é assumido, estamos tramados...

Senhas de Presença do Dr. Jorge Sampaio - Fundação Cidade de Guimarães + e não só...‏

Este artigo foi-nos enviado por uma camarada de quem temos muito  apreço, e por isso vamos publica-lo:

É um fartar vilanagem! Volta Padeira de Aljubarrota e traz mais umas pás para distribuir cá p'la malta que está danadinha p?ra dar uma ajuda!
CORRUPTOS! CORRUPTOS! CORRUPTOS!

REPASSO...com desgosto...Onde anda o moral desta gente que, quando falam ninguém os leva presos?!...
Senhas de Presença do Dr. Jorge Sampaio - Fundação Cidade de Guimarães
A desvergonha completa de um antigo PR que, já por o ter sido, tem reforma vitalícia, escritório, carro e motorista. Por acaso também acresce a reforma de advogado reformado bem como a pensão de aposentação completa, por ter sido Presidente da Câmara de Lisboa. Agora ainda acresce mais este vencimento.
PALAVRAS PARA QUÊ? é que há mais vida para além do deficit... como alguém (ele) disse. Lembram-se?
Senhas de Presença do Dr. Jorge Sampaio - Fundação Cidade de Guimarães
Segue em anexo a missiva dirigida a ele, bem como, o recibo de vencimento (isto para quem não acredita)

PRF


Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães

Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos
administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:


-  Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 350 € por reunião
-  Carla Morais
- Administradora Executiva
12.500 €  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  João B. Serra
- Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  Manuel Alves Monteiro
- Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 350 .

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injectado pelo Estado Português) em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !


Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
Alguém acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?

Assim vai o Estado da nossa amada Nação.... 


domingo, 4 de setembro de 2011

Multiculturalismo e Imigracionismo


Nas últimas décadas a Europa tem acolhido milhões de imigrantes vindos dos mais variados lugares, em especial vindos de países dominados pelo comunismo. O comunismo é tão bom que aqueles que o abraçam se não morrem pelas fomes e pelas guerras são obrigados a fugir à desolação e à escravidão. Como um mal nunca vem só, o discurso dos governantes europeus, geralmente socialistas, a social-democracia é um socialismo, tem sido elaborado no sentido de que a Europa precisa desses milhões de imigrantes para ser mais competitiva e para fazer face à quebra demográfica que desbasta entre nós. Há aqui falácias escandalosas que ninguém quer reconhecer. Todos, mas mesmo todos, aqueles que têm responsabilidades governativas, educativas ou religiosas, refugiam-se sistematicamente na tirania do “politicamente correcto" e do inculcado “pensamento único” para evitar a verdade.

Mais competição económica significa mais horas de trabalho e ordenados mais baixos. Num quadro de globalização como o actual, com as fronteiras amplamente escancaradas a pessoas e bens, para que os vencimentos se harmonizem, forçosamente, em breve os europeus terão salários tão miseráveis como os auferidos na China, que é um colosso de miséria sem fim. Um verdadeiro europeu jamais se submeterá à escravidão pelo simples facto de que não é possível uma pessoa habituada a uma vida condigna, à verdadeira liberdade (não é a falsa liberdade maçónica que nos acorrenta à mediocridade), à posse de propriedade privada e à posse de uma religião que liberta, juntamente com toda a carga de glórias ancestrais. Sabendo disso, os grandes burgueses que se assenhoraram do mundo, os gigantes plutocratas dos negócios financeiros, recorrem a uma ignóbil estratégia, usam e abusam de técnicas macabras e promovem com êxito a substituição da população civilizada mais abastada pela população selvagem mais carenciada.

A Europa há décadas que mergulhou no desemprego, há décadas que perde população, como tal, continuar a importar gentes estranhas é um ridículo suicídio. Ora se não há emprego para os europeus que, infelizmente, muitos, têm que ser sustentados com o dinheiro dos pobres contribuintes através de subsídios mais ou menos vitalícios como é possível defender a colonização da Europa e criar mais uns milhões de pessoas penduradas na subsidio-dependência?!

Se já não há trabalho para os nossos filhos como pode haver trabalho para os estrangeiros com mentalidades e culturas radicalmente opostas? Nas mais diversas tarefas as máquinas actualmente substituem o homem, lançando milhões de europeus na inactividade, é pois loucura injectar na Europa potenciais desintegrados e é mesmo crime desenraizar pessoas que se sabe de antemão que só a escravatura e a dor os espera.

Os imigracionistas desprezam completamente a sorte dos desgraçados que vindos à procura de um futuro encontram um trabalho duro e mal remunerado e que mesmo assim são descartáveis ao fim de algum tempo. Em nome do lucro e de interesses eleitoralistas, o que prova a desonestidade das máfias partidárias, usam-se as pessoas necessitadas de forma desumana, criam-se eternos revoltados, constrói-se um monstro devorador.

O multiculturalismo tão em moda e apelado pelas elites revolucionárias no poder é uma verdadeira arma contra os interesses dos povos europeus, o multiculturalismo serve apenas para que os europeus se deixem colonizar, percam consequentemente a sua identidade e as suas tradições, e não mais possam ter quaisquer desígnios nacionais nem esperança num futuro melhor.

O demo-liberalismo totalitário não aceita opositores às suas falácias e aos seus dogmas, obriga-nos a acreditar que aquilo que nos prejudica e nos mata lentamente é bom para nós. Mas, nem todos atravessamos a vida de olhos fechados. Desgraçadamente à custa de uma máquina poderosíssima de propaganda ao seu serviço, através de todos os meios audiovisuais, as populações afectadas do Ocidente não conseguem ver o grande perigo que nos cerca, não sentem as bombas-relógio alojadas nas capitais europeias onde a pressão dos invasores é maior.

A desordem política, a incoerência individual e o caos social estão a ser fomentados precisamente para que o que resta da Civilização Cristã se extinga e para que as pátrias morram dando o seu lugar a uma Nova Ordem Mundial com um iluminado qualquer, dentro das esferas da plutocracia, a servir de Rei para todos os povos do planeta.

Os europeus têm engolido o engodo, resta saber até quando permanecerão no erro. Tristemente, para agravar tudo os europeus mais vulneráveis e fracos de mente, que são muitos, resolvem imitar os comportamentos mais selvagens que nos são impingidos como “boas ondas” e acreditam que é normal só haver direitos e nenhuns deveres.

Talvez os negros sinais da actualidade despertem as massas para a realidade, até lá continua a alegria bacoca a puxar o Cavalo de Tróia.

Europa federal, alguém quer?


Numa altura em que atravessa nova crise de confiança, a Europa está dividida em dois campos opostos, tendo, de um lado, aqueles que procuram relançar o projecto federalista e, do outro, os que preferem uma fórmula de parceria mais solta, mais britânica. E está difícil de perceber qual das soluções é a melhor.


Detenhamo-nos, por um instante, na opinião (um pouco simplificada e parafraseada) de um político veterano europeu. "A União Europeia morreu, mas viva a Europa. Não vai voltar a haver outro Tratado Europeu. O acordo 'reformador' assinado em Lisboa há três anos foi o ponto mais alto do velho sonho federal.” Temos diante de nós uma oportunidade, não uma derrota. "Ao enterrarmos o mito federal, podemos criar um projecto europeu mais contido e definido, conduzido sobretudo pelos Estados e não por Bruxelas. Podemos criar uma potência europeia muito mais forte e mais prática – uma 'puissance Europe' [potência Europa] que preserve o estilo de vida europeu dos ataques de um sombrio século XXI."
Quem assim falou? A frase “puissance Europe" dá uma pista. O político veterano europeu não é britânico, apesar de as suas ideias se assemelharem às de sucessivos governos britânicos de há mais de meio século. Trata-se de um francês: Hubert Védrine, de 63 anos, ministro dos Negócios Estrangeiros em 1997-2002 e secretário-geral da presidência europeia de François Mitterrand, de 1991 a 1995.
Védrine não expressa apenas as suas opiniões, antes aponta aquilo que considera uma nova realidade política da Europa. E um novo realismo. Mas na verdade, não é nada inteiramente novo. Os governos do continente europeu vêm-se afastando paulatinamente das intenções federais há pelo menos uma década, sem chegarem a quaisquer conclusões coerentes sobre o que deva ser o futuro da “Europa". Vejamos.

Diferentes entendimentos da Europa

A retaliação do Presidente Nicolas Sarkozy em relação às admoestações de Bruxelas a propósito da sua campanha contra os ciganos foi, em parte, apenas típica de Sarkozy. Mas o desejo – ou ânsia – do Presidente francês em atacar a Comissão reflecte um novo entendimento da Europa por parte da França, que percorre o cidadão vulgar mas também a elite governativa francesa.
A chanceler Angela Merkel não cresceu no Mercado Comum, na CEE ou na UE, mas na RDA. Tem uma visão pragmática da Europa, voltada para os resultados. Ao contrário do chanceler Helmut Kohl, nunca aboliria o Deutschmark [marco alemão] para criar o euro, medida de afirmação essencialmente política (e que visava satisfazer os franceses).
Com o imponderado Silvio Berlusconi, a outrora empenhada Itália pró-federal deixou de ter uma visão coerente de Europa. Os outrora federalistas holandeses redescobriram o nacionalismo e viraram-se para a direita populista. A Bélgica permanece fiel a uma Europa federal, mas a Bélgica quase não existe. O Luxemburgo, como manifestou indelicadamente o Presidente Sarkozy, é muito pequeno. Os países da Península Ibérica raramente contribuíram para o debate europeu. Os novos países da Europa de Leste juntaram-se à UE “porque estava à mão". O importante papel da Europa como árbitro na sua atabalhoada corrida para a democracia e a prosperidade é frequentemente esquecido. Poucas vozes, nos Estados do antigo Bloco Comunista, clamam por uma Europa mais federal ou uma Bruxelas mais poderosa.
E a Grã-Bretanha? O programa do Partido Conservador na mais recente eleição falava de reduzir a UE a uma "associação dos seus Estados-membros”: por outras palavras, a um clube inter-governamental, sem tratados nem regras com força de lei. O acordo de coligação com os democratas-liberais, significativamente, não diz nada disso.

Há poucos motivos para os europeus temerem Cameron

Mesmo os recém-eurocéticos franceses e alemães – mesmo Védrine – têm vindo a falar de abordagens intergovernamentais mais flexíveis em matéria de novas políticas europeias (como sejam os negócios estrangeiros e a defesa ou projectos de investigação conjunta ou de política industrial). Não prevêem (ainda) desmontar as regras coercivas do tratado que sustentam o mercado único europeu. Ou o euro. Ou o orçamento da UE. Ou a Política Agrícola Comum.
No entanto, parece que David Cameron não tem muito com que se assustar em relação à Europa de Merkel-Sarkozy-Berlusconi. E há poucos motivos para os europeus, no estado de espírito actual, temerem David Cameron. Se Védrine estiver certo, ele pode até ter uma oportunidade de dirigir a Europa para um modelo mais pragmático, intergovernamental e cooperante e menos ameaçador para a soberania do que a Grã-Bretanha pretendia desde o início. Mas Védrine está certo?
A maior parte do que funciona bem na UE (tão bem que geralmente nem damos por ela) é estatuado por tratados supranacionais: o mercado único alargado, que torna a indústria europeia atractiva para os accionistas estrangeiros; a concorrência aberta, que proporcionou tarifas aéreas europeias baratas. A maioria do que corre mal na Europa – política estrangeira europeia, antes e depois da senhora Ashton – é intergovernamental, não vinculativa nem sancionável.

Crise de fé na UE

No mês passado, passou quase despercebida a formação de um novo grupo, dentro e fora do Parlamento Europeu, que pretende lutar contra a disseminação da heresia “intergovernamental" e pela defesa da velha religião federalista europeia. O grupo foi buscar o nome a Altiero Spinelli, teórico político italiano que é considerado um dos fundadores da abordagem supranacional da Europa que norteia CEE, CE e UE.
Entre os seus membros, incluem-se o anterior presidente da comissão, Jacques Delors, o estudante rebelde franco-alemão que se tornou um eloquente político Verde, Daniel Cohn-Bendit, e o antigo primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt. No seu programa, declara-se: "Em tempos de interdependência e de um mundo globalizado, ficar preso a soberanias nacionais e ao intergovernamentalismo não é apenas lesivo do espírito europeu: é um apego à impotência política.”
Telefonei a Cohn-Bendit e perguntei-lhe o que achava dos argumentos de Védrine. "São um absurdo”, respondeu. "Um manifesto absurdo. Se olharmos onde estão as falhas da Europa de hoje – a regulação financeira, por exemplo, ou as alterações climáticas –, coincidem precisamente com a inépcia dos governos (reunidos no Conselho de Ministros) para chegarem a acordo entre eles sobre as coisas sérias." Cohn-Bendit admite, no entanto, que houve uma mudança radical de atitude nas capitais europeias. Apesar de arrasar Védrine, Cohn-Bendit aceita um dos seus principais argumentos: há uma crise de fé na UE.

Mecanismo dos anos 1950 deixou de funcionar

Os fundadores da UE (e, antes dela, da CEE) acreditaram que os factos europeus impostos de fora criariam um sentido de identidade política europeia. Seria assim possível obter uma democracia de âmbito europeu ("uma união cada vez mais próxima”) e um tipo de governação à escala europeia.
Agora, ao que parece, o mecanismo que foi encetado e posto em marcha nos anos 1950 deixou de funcionar. Mais poder para a UE exigiria mais democracia directa. E nunca os políticos e as burocracias nacionais estariam dispostos a ceder mais democracia directa, porque confere legitimidade e poder. Sem legitimidade, a UE permanecerá longínqua e pouco estimada. E numa tal UE, haverá pouca exigência popular de democracia directa.
Os governos dos Estados-membros mantiveram este dilema durante anos (mesmo durante os supostos Grandes Anos do avanço europeu). Com 27 Estados-membros (e a crescer) e a alteração para atitudes menos comunitárias por parte da Alemanha, França e Itália, é cada vez mais provável que o telhado de vidro que se interpõe a um futuro mais federal seja quebrado.
Védrine é deprimente, mas tem razão. Cohn-Bendit é inspirador, mas está errado. A “união cada vez mais próxima” prometida pelo Tratado de Roma, em 1957, tem mais probabilidades de se tornar, de facto, uma “união nunca mais próxima”. Mas isso não significa que devamos abolir as instituições da UE ou permitir que se desmoronem. Teríamos de enfrentar os mesmos problemas pan-europeus – comércio, imigração, ambiente –, sem uma estrutura nuclear de debate e decisão.

Será o momento de abandonar as instituições europeias?

Védrine fala de reabilitar “a nação" sem revivificar as forças destrutivas do "nacionalismo". Mas através de toda a Europa – da Itália à Bélgica, passando pela Hungria, mesmo a imperturbável Suécia e a França de Sarkozy – algumas das forças mais hediondas do "nacionalismo" estão já em marcha. Será um momento seguro para abandonar as instituições europeias?
Védrine não explica como a sua Admirável Nova Europa pode ser colada à existente, semi construída, mas supranacional. Apesar do que os ingleses possam dizer, o mercado livre europeu não aguentaria um só dia sem as leis e instituições da UE. Védrine não responde também à irrespondível questão de Cohn-Bendit. Os acordos intergovernamentais são, de facto, frágeis e temporários porque os governos são frágeis e temporários. Como empreenderia Védrine novas políticas de defesa, de negócios estrangeiros, industriais e de pesquisa, de modo a não serem uma série de jogos de póquer aleatórios e políticos, mudando ao sabor dos governos?
Algo semelhante ao que Védrine descreve pode vir a acontecer à UE na próxima década. A mudança pode tornar-se uma amálgama incoerente. Ou ser coerente e porfiada, transparente e democrática: uma aceitação formal de que os Estados Unidos de Europa são um sonho impossível e talvez destrutivo, mas que o cerne das instituições supranacionais de tomada de decisão da UE é tão necessário como sempre foi.
Isso significaria um novo tratado da UE. Mas Védrine diz-nos que não há estômago na UE para mais tratados… Há por aí algum político, homem ou mulher, que se chegue à frente?
Esta utopia já deu o que tinha a dar, iremos dar inicio a uma Europa das Pátrias, onde quem governará seremos nós o povo, e os novos governantes eleitos por nós em direcção a um novo conceito de mundo mais harmonioso que este actual, tenho fé...

E agora?


 Este "governo"serve a globalização capitalista gerando as contradições que ou leiloam ou matam a riqueza nacional... a floresta virou uma industria da energia e não só, as praias viraram industrias de energias,e de estrangeiros esquecendo os seus autóctones  os campos de produção agrícola viraram aterros e desertos ou matagais improdutivos e estas " industrias "servem  os países que têm dinheiro para pagar por essa matéria (que está começando a ser adquirida pelos membros ricos da "UE",mas que não têm capacidade primária de produção energética e não só. Se fosse vender energia ou força de trabalho poderíamos aceitar (embora nunca sem dor) mas nesse bolo vende-se nossa cultura que aos poucos é transformada por nossos exploradores em uma neo-colonização que se complexibilizou pois se dá multidimensionalmente por outros países e pelas regiões já domesticadas pelo interesse colonial do nosso próprio pais.
Destroem todos os dias o nosso eco-sistema e a nossa cultura e forma de socialização, embora resista é marginalizada e pouco a pouco assassinada em um novo modo de genocídio que pode parecer lento mais é efectivo, e podemos comprovar isso pelos indicadores económicos e sociais que acabam com a pobreza matando os pobres, criando estes impostos exorbitantes e inconcebíveis, destruindo famílias, que são os alicerces de uma sociedade e cultura de um povo.
Esta política diz proteger as pessoas como protegeria um sobreiro, ou um lince ibérico. Esquecendo que pessoas não são coisas nem animais. Pessoas têm desejos e aspirações e não podem ser levadas de um lado para outro. Não podem ser desterritorializadas porque o território constitui o próprio ser, sua história , seu pertencimento e sua identidade., todo ele é um todo.
Esta forma de desenvolvimento que se esquece ,que  felicidade não tem nada a ver com crescimento do PIB, felicidade tem a ver com condição de dignidade e dignidade tem a ver com autonomia e autodeterminação, qualidades quase impossíveis diante das armas ferozes do capital internacional globalizante actual.