PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS
LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Os governos ricos deixam os países do Leste entregues à própria sorte e abrem a porta para um recrudescimento da crise. Criadas no auge do neoliberalismo, as instituições europeias parecem hostis a outras políticas e podem converter o continente num obstáculo à busca de saídas globais
A paralisia da União Europeia (UE) pode ter aberto, no início do mês, um novo veio para o alastramento da crise mundial. Em 1º de Março, os chefes de governo dos 27 países-membros reuniram-se em Bruxelas, num encontro convocado às pressas, para examinar os dramas provocados pela crise económica no centro e leste do continente — a área conhecida como CEE em inglês.
A exemplo da Letónia, Lituânia, Estónia, Hungria e Roménia podem viver em breve insolvência financeira, dramas sociais e turbulências políticas. A Ucrânia — fora da UE mas em sua área de influência — está à beira de uma explosão. Mesmo em países com situação menos delicada (Polónia e República Checa, por exemplo), o alto endividamento da população em moeda estrangeira pode se converter rapidamente numa vulnerabilidade grave, caso a região derrape. Qualquer um destes acidentes contaminaria o conjunto Europa, tornando ainda mais profunda a crise, e mais intrincada a busca de uma saída.
Não faltaram, na reunião de 1º/3, alternativas concretas para enfrentar os problemas. A partir de um estudo sobre a fuga de capitais e o fechamento das linhas de crédito, desencadeados pelos bancos ocidentais, os governos da Hungria e Polónia sugeriram um “Programa Europeu de Estabilização e Integração”. Calculam que com 180 biliões de euros, emprestados pelos governos mais fortes, seria possível restabelecer a tranquilidade nos dez países que faziam parte do bloco soviético e hoje estão integrado à União Europeia. Está longe de ser um exagero. Os números são inferiores às estimativas do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento [que fala em 240 a 280 biliões de euros, para recapitalizar a região]. E o valor solicitado equivale a apenas 5,6% do total de garantias já oferecidas pelos países ricos da UE contra a quebra de suas próprias instituições financeiras.
A reacção, porém foi fria. A chanceler alemã, Ângela Merkel, comandou a oposição à proposta. Nos corredores, alegou-se que salvar os países do Leste seria incentivar a suposta irresponsabilidade fiscal de seus dirigentes. Mas evitaram-se menções ao comportamento dos bancos ocidentais, que criaram uma bolha de liquidez e consumo (e lucraram com ela…). Houve troca de farpas. O checo Mirek Topolanek (cujo país exerce a presidência rotativa da UE) alfinetou o francês Nicolas Sarkozy. Taxou como “proteccionista” sua proposta de salvar os fabricantes de automóveis franceses, desde que produzam no próprio país (e não na República Checa, para onde transferiram parte das linhas de montagem), O documento final é pífio. Afirma retoricamente que “nenhum país europeu cairá fora do barco”, sem nada propor de real. Repete um cliché já desmentido pelas evidências: sustenta que as dificuldades actuais serão resolvidas com “a livre circulação de mercadorias, pessoas e capitais” no interior do bloco
A hesitação da Europa custará provavelmente caro, em vários terrenos. Nada indica que a CEE possa sair da crise espontaneamente. A hemorragia de capitais prossegue. Até mesmo a solução tradicionalmente oferecida aos países atingidos – recorrer ao FMI e a seus remédios amargos – está se revelando inviável. Em Fevereiro, o Fundo foi incapaz de chegar a um acordo com o governo ucraniano, conhecido por seu apoio incondicional ao Ocidente. As condições exigidas levariam o presidente Viktor Yushchenko a uma derrota quase nas certa eleições de Janeiro de 2010, e ele preferiu salvar a própria pele.

Há vinte anos, o esfacelamento da zona de influência soviética desencadeou uma sucessão de guerras civis sangrentas na antiga Jugoslávia. No cenário actual, um dos efeitos temidos é o ressurgimento do extremismo e do poder enorme que o grande capital está a ganhar...

Os riscos de são enormes. Bancos europeus-ocidentais dominaram, a partir da queda dos regimes comunistas, o setor financeiro na CEE. Obtiveram ganhos fartos, mas assumiram enormes riscos: o valor total de seus empréstimos ao leste europeu sobe a 1,5 trilião de dólares – ou todo o PIB do Brasil. Alguns países estão ainda mais comprometidos. Segundo um interessante publicado pelo Financial Times a exposição dos bancos da Áustria equivale a 55,6% do PIB de seu país. Os percentuais também são explosivos na Bélgica (23%) e Suécia (21,4%); e bastante elevados na Holanda (10,9%), Itália (7,3%), França (4,8%) e Alemanha (4,6%). Uma onda de inadimplência poderia se transformar num factor de desestabilização comparável ao da quebra do mercado de subprimes norte-americano.
Os riscos político também são graves. Além dos governos da região, estão em jogo a frágil estabilidade de uma área geopolítica marcada por conflitos e, em última instância, o próprio equilíbrio de forças que sustenta a União Europeia.  A crise já derrubou o gabinete na Letónia (em 20/2). Está engendrando protestos crescentes na Ucrânia (há cerco da capital por agricultores, e 57% dos eleitores defendem a renúncia do presidente), Hungria (onde o governo de minoria, liderado pelo Partido Socialista, está por um fio), Lituânia e Roménia. Como toda a CEE tem sistemas políticos e quadros partidários frágeis, não é preciso muito para que outros dirigentes balancem ou sucumbam.
Mas a frustração das sociedades não se volta apenas contra seus governantes: Há também, no ar, o sentimento de que a região é vítima de uma grande injustiça – cujos responsáveis seriam o Ocidente, a Europa rica e o FMI. Em todos os países, a transição ao capitalismo foi marcada por grande sofrimento e desconforto. Houve aumento de desemprego e exclusão social; quebra de sistemas públicos e relativamente eficientes de Previdência, Saúde e Educação; aumento generalizado da desigualdade. Os sacrifícios eram justificados como o preço a pagar pela prosperidade e pela democracia ocidental.
A última década foi, de fato, marcada pela melhora das condições de vida e, em especial, pela introdução de hábitos de consumo semelhantes aos da Europa rica. Ainda assim, a desigualdade nunca foi enfrentada a sério. Um estudo divulgado em Fevereiro pelo Eurostat, o centro de estatísticas da União Europeia, revelou que o PIB por habitante da região de Londres é treze vezes maior que o do Nordeste da Roménia. Todas as vinte regiões mais pobres estão situadas em países do Leste. Os sinais de que a festa fugaz de consumo dos anos recentes está chegando ao fim geram um clima de graves tensões. Atitudes como a dos chefes de governo ocidentais, na reunião de 1º de Março, certamente as tornam mais agudas.
O risco é que, à falta de projectos políticos claros, a revolta converta-se em ressentimentos xenofóbicos contra os diferentes, ou em novos conflitos envolvendo nacionalidades, etnias ou religiões. Há vinte anos, o esfacelamento da zona de influência soviética desencadeou uma sucessão de guerras civis sangrentas na antiga Jugoslávia. No cenário actual, um dos efeitos temidos é o ressurgimento do que acima citamos.
Uma deterioração do cenário económico, social e política na área da CEE provocaria, por fim, estremecimentos entre os próprios membros ocidentais da União Europeia. Países como Irlanda e Grécia estão em situação próxima à das economias centrais e orientais. Acumulam deficits externos expressivos, já mergulharam em recessão grave e estão sujeitos a crises cambiais abruptas. Num mundo de mercados financeiros interligados, suas economias serão vistas como “bola da vez”, caso um terremoto a leste desencadeie um movimento de corrida dos capitais em relação a praças tidas como mais seguras.

É como se as políticas neoliberais tivessem sido blindadas para sempre, restando aos cidadãos europeus, no terreno institucional, o exercício pouco prazeroso de escolher governantes e parlamentares que executarão invariavelmente o mesmo projecto…

O agravante é que o euro, nestes casos, funciona como factor de estabilidade, – mas também… como prisão. Os governos irlandês e belga, assim como todos os outros que adoptam a moeda comum do continente, estão impedidos de adoptar políticas que poderiam amenizar a crise. Não podem, por razões óbvias, desvalorizar a moeda, nem emiti-la segundo sua vontade. Por estarem submetidos às directrizes do Banco Central Europeu, também perderam o poder de estimular sua economia por meio de medidas que produzem deficits fiscais. Em tese, a União Europeia poderia apoiá-los. Mas como fazê-lo, depois de ter negado amparo a outros membros? E como Irlanda e Grécia reagirão, se forem abandonadas à própria sorte? Lembre-se que, ao rejeitar o Tratado Constitucional europeu, em Junho de 2008, o eleitorado irlandês emitiu um primeiro sinal de descontentamento em relação ao bloco.
Os riscos a que a UE se expõe são tão vastos, e tão temíveis, que uma questão maior, inevitável, se impõe: por que os governantes europeus agem de forma aparentemente tão apática ou obtusa? O economista Ignacy Sachs, cujos estudos sobre desenvolvimento e sustentabilidade têm repercussão e reconhecimento internacionais, tem uma hipótese. Ele julga que a União Europeia está engessada por sua própria armação institucional Construída em grande medida nos anos de apogeu do neoliberalismo, esta estrutura teria gravados em si os preconceitos da época, e tenderia a multiplicá-los incessantemente.
Ignacy aponta exemplos. Ao contrário do Federal Reserve norte-americano, que tem como objectivos  a busca do desenvolvimento, a geração de empregos e o controle da inflação, o Banco Central Europeu persegue apenas esta última meta – a que mais interessa aos grandes investidores. O mesmo viés prevalece na infinidade de tratados entre os Estados-membros, políticas comuns e directivas que determinam as políticas do bloco. Eles “liberaram” a actividade das grandes empresas e instituições financeiras dos controles públicos – porque apostaram na “auto-regulação dos mercados”. Estimularam ou impuseram privatizações, reduzindo o papel dos serviços públicos. Promoveram a competição como motor da produção de riquezas economia, desprezando a colaboração.
Tais tendências não são, é claro, exclusivas do Velho Continente: elas se espalharam pelo mundo, nas três últimas décadas. A particularidade europeia é que estas políticas foram instituídas – e tornaram-se obrigatórias nos Estados-membros – sem que se criassem, ao mesmo tempo, instrumentos democráticos capazes de questioná-las ou alterá-las. Embora eleito por voto directo, o Parlamento Europeu está destituído de dois poderes fundamentais: o de legislar por iniciativa própria (ele apenas referenda propostas) e o de controlar o Executivo. Já a Comissão Europeia, que cumpre o papel de Executivo do bloco, não é escolhida nem em eleições, nem pelo Parlamento – e, sim, composta por um representante de cada Estado-membro.

Saltar da ideia de anti-Europa para a de Outra Europa pode ser um desafio tão duro quanto apaixonante. Os movimentos europeus cruzarão a ponte? Saberemos a partir das próximas semanas

O próprio orçamento da União Europeia é irrisório. São cerca de 120 biliões de euros-ano – seis vezes menor que o da França ou Reino Unido –, o que reduz ainda mais a capacidade de acção estatal para corrigir desigualdades, controlar os mercados ou exercer o planejamento. Os governos e legislativos nacionais conservam, no interior de suas fronteiras, boa parte do poder. Mas não podem contrariar os tratados, políticas comuns e directivas europeias; nem têm canais para propor sua alteração. Nos EUA, Barack Obama pode propor, contra a crise, um enorme programa de investimentos públicos. Ainda que tivesse a mesma vontade política, nenhum governante europeu poderia fazer o mesmo. Esta realidade quase - kafkiana conduz, é claro, à inércia e ao esvaziamento da democracia. É como se as políticas neoliberais tivessem sido blindadas para sempre, restando aos cidadãos europeus, no terreno institucional, o exercício pouco prazeroso de escolher os governantes e parlamentares que executarão invariavelmente o mesmo projecto…
A crise é uma enorme oportunidade para rasgar esta camisa de força. Ela deixará clara o autismo de um sistema político voltado para si mesmo, impermeável à pulsação da sociedade. Dos governos europeus, todos nascidos num ambiente de impotência e conformismo, pouco se pode esperar. Dos movimentos sociais, sim. Em anos recentes, a Europa foi palco de mobilizações populares muito significativas – como as marchas gigantescas que denunciaram a guerra do Iraque já em 2003, e  ajudaram a isolar o governo Bush. Em quase todos países a sociedade civil é articulada e activa. Para o período entre 28 de marco e 2 de Fevereiro, quando o G20 se reunirá em Londres, esperam-se grandes manifestações, não apenas na Inglaterra.
Provavelmente, será preciso passar do protesto à alternativa – o que requer alguns passos corajosos. Ao longo de décadas, a construção da Europa foi vista pelas esquerdas como um tabu, um processo que necessariamente reforçaria o capitalismo, e cujo sentido era impossível alterar. Esta atitude de desistência – num cenário caracterizado por intensa actividade das forças sociais e políticas partidárias do fundamentalismo de mercado – agravou, é claro, as piores características da UE.
O cenário actual convida a superar esta ausência. Saltar da ideia de anti-Europa para a de Outra Europa pode ser um desafio tão duro quanto apaixonante. Significaria imaginar políticas capazes de inverter os rumos do bloco econômico mais rico do planeta. Permitiria construir políticas públicas a partir de atitudes muito positivas já cultivadas por uma parte relevante da opinião pública europeia – por exemplo, a cultura de paz, o consumo responsável, o comércio justo, o apoio à agricultura orgânica e uma urbanização menos árida. Convidaria a pensar a universalização de conquistas sociais das quais o continente é berço – como o salário-desemprego, a renda cidadã, a redução da jornada de trabalho, a Saúde e Educação públicas. Abriria espaço para reexaminar o papel internacional do euro e propor um sistema monetário e financeiro voltado para a redução das desigualdades. Instigaria a inventar novas formas de democracia, inclusive as que vêem o espaço público com algo muito mais vasto que os Estados. Provocaria a busca de novos papéis para as forças armadas e a própria OTAN.
Os movimentos europeus cruzarão a ponte? Saberemos a partir das próximas semanas.

CCP-CBT
A ISLÂNDIA, DÁ QUE PENSAR!...

Após sério colapso financeiro, população toma as rédeas da política e demonstra que organização social é a melhor alternativa à crise do neoliberalismo
Há não mais que dez anos um governo conservador, composto por banqueiros em maioria, decidiu transformar radicalmente a economia da Islândia. Da tradicional ilha pesqueira, aumentaram suas expectativas de crescimento formando ali algo como um enorme fundo de investimentos. Em pouco tempo, internacionalizaram bancos e os tornaram independentes da economia real.
Após anos de boom econômico e muito capital volátil, o ano de 2008 representou uma ameaça para a Islândia e seu sistema financeiro. Não somente por uma crise que já se anunciava, mas como muitos analisam, pela falta de experiência e controle dos mecanismos bancários.
Então, assim que caíram os muros de Wall Street, em Outubro de 2008 a Islândia foi o primeiro país a quebrar com a crise. Em desespero, o governo neoliberal tomou controle dos três maiores bancos do país para tentar estabilizar a economia. Sem maiores resultados, semanas depois entraram para a história como o primeiro país do Norte a precisar da ajuda do FMI. Receberam 2,1 biliões de dólares do fundo que, por sua vez, passou a a intervir na economia do país.
A população reagiu e não demorou muito para que manifestações tomassem as ruas de Reikjavick, a capital. A presença do Partido Conservador na directoria do Banco Central foi motivo de revolta. Eles haviam deixado a Islândia – que não devia nada a ninguém – com uma dívida que já ultrapassa seu PIB anual.
Como deixar nas mãos de irresponsáveis um resgate que será pago por sabe-se lá quantas gerações de islandeses? Por fim, a mobilização social conseguiu depor o governo. No dia 26 de Janeiro, o então primeiro-ministro Geir Haarde entregou seu cargo ao governo provisório de Johanna Sigurdardottir, uma coligação da esquerda com o Partido Verde, a esperança em tons de verde e vermelho.
Pela primeira vez uma mulher homossexual governa uma nação, até pelo menos as eleições que acontecerão em maio desse ano. Embora seus planos de resgate não tenham sido anunciados, comenta-se que a solução de emergência considerada incluiria o país de vez na União Europeia. Contudo, a ideia não agrada a maioria, pois perderiam a exclusividade de pesca em extensões marítimas que conseguiram após anos de disputa com o Reino Unido.
Por mais que não se saiba que fim levará a soberania da Islândia, importante é que – independentemente de soluções oficiais – uma rede de solidariedade está se fortalecendo para superar a crise fulminante. E o mais interessante: as alternativas fogem às tradicionais receitas do socialismo do século 20.
Até agora são iniciativas horizontais e participações sociais espontâneas que estão aliviando as dificuldades imediatas: produção doméstica, trocas, compartilhamento, comunicação, improviso. A resposta de atitude política dos islandeses é um óptimo exemplo ao mundo – principalmente aos próximos que vierem a falir por aí.

domingo, 25 de março de 2012


Já não há vergonha. O grave, é que isto foi mesmo assim.

Coisas estranhas (mas esclarecedoras...)

Num país onde se odeia os sindicalistas é estranho que um dirigente sindical
tenha tanto protagonismo nos jornais e televisões, sendo bajulado por
jornalistas e políticos apesar de não dizer nada que mereça a perda de tempo
de o ouvir.

Num país onde a classe política detesta sindicatos e sindicalistas é
estranho que a tomada de posse dos órgãos de um sindicato seja tão
concorrida por colunáveis políticos como a posse de um Presidente da
República.

Num país onde os banqueiros odeiam sindicatos é estranho que financiem um
congresso sindical.

Num país onde os trabalhadores estão a ser empobrecidos e onde os
funcionários públicos já perderam um terço dos seus rendimentos é estranho
que um sindicato organize um congresso num hotel de luxo com programa de
três dias para acompanhantes, com direito a refeições e cruzeiro pela costa
algarvia.

Num país em crise é estranho que um sindicato convide uma dúzia de
jornalistas  e os instale num hotel de cinco estrelas com direito a pensão
completa e programa social.

Tudo isto deixa de ser estranho quando se sabe que o sindicato em causa é
ele próprio um sindicato muito estranho, o absurdo sindicato dos magistrados
do Ministério Público, uma espécie de magistrados que alguém escolheu para
polícias da democracia, mas que pelo estado da justiça não têm desempenhado
esse papel.

Pois os nossos ilustres sindicalistas organizaram um congresso de luxo com
direito a programa para acompanhantes e com borlas para jornalistas. Até
aqui tudo normal, as dúvidas surgem quando se percebe que o congresso tem o
patrocínio da banca e de grandes empresas, bem como dos jornais, os tais que
têm beneficiado de acesso generalizado a processos em segredo de
justiça...(!)

Se a moda pega o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos organizarão o seu
congresso numa estância de neve da Suíça, o sindicato dos investigadores da
PJ poder escolher entre a Bretanha e o hotel de gelo na Finlândia. Qual será
o gestor de bom senso que recusará um patrocínio ao pessoal do fisco ou o
criminoso que se arma em forreta se o pedido vier da PJ?

Não admira a generosidade do sindicato para com os jornalistas, vem na
tradição da generosidade que a justiça portuguesa tem para com os
jornalistas, dão-lhe cópias dos processos e um dia destes ainda vão inventar
investigações para combater a crise que a imprensa está a atravessar.

É evidente que na hora de opinar sobre a escolha do próximo procurador-geral
os jornalistas não esquecerão de qual tem sido o grupo de pressão que os tem
ajudado e até os convida para encher a mula num hotel de cinco estrelas.

Corrupção? Não senhor, corrupção é só o que está previsto no Código Penal.

Isto são só poucas vergonhas !!!...

segunda-feira, 19 de março de 2012

A nova alcunha do Governo


(Uma sátira)...


A nova alcunha do Governo é 'LÁTINHA'...
 

A gente anda pela rua, aponta para as portas fechadas e diz:





...... TINHA uma loja...


...... TINHA uma fábrica...


...... TINHA um armazém...


...... TINHA trabalhadores...


...... TINHA um sonho...


...... TINHA esperança...


...... TINHA uma escola...


...... TINHA um serviço de urgência...


...... TINHA esperança de dias melhores...
LÁ..... TINHA subsídios de Natal
e o de férias...  
PRIMEIRO LIMPEZA TOTAL DOS CHULOS, DEPOIS...



(Apreciem e espantem-se)...



*Islândia triplicará o seu crescimento económico em 2012 após a prisão de
políticos e banqueiros*.

A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os
responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a
redigir uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à
mobilização popular, será o país mais próspero de um ocidente submetido a
uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por
temor a que muitos percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma
nação, o que começou por ser crise converteu-se em oportunidade. Uma
oportunidade que os movimentos altermundistas observaram com atenção e
elegeram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos
tempos actuais. Sobretudo depois de se saber que, segundo as previsões da
Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um
crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra
que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência de crescimento
aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os
analistas asseveram que a economia islandesa continua exibindo sintomas de
desequilíbrio. E que a incerteza persiste nos mercados. Porém, voltou a
gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.

Este pequeno país do periférico árctico recusou resgatar os bancos.
Deixou-os cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado
descalabros e desmandes financeiros. Os matizes da história islandesa dos
últimos anos são múltiplos. Apesar de ter transcendido parte dos resultados
que todo o movimento social almejava, pouco foi relatado do esforço que
este povo realizou. Da situação limite a que chegaram com a crise e das
múltiplas batalhas que ainda estão por ser resolvidas.

Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de
começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar a mercê do que se decida
em despachos distantes da realidade cidadã. Embora continuem existindo
buracos para preencher e escuros por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas que não fossem os políticos e
os homens de finanças. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão
famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rastro mediático, pois os media
passaram por cima dos acontecimentos em ponta dos pés. Mesmo assim,
conseguiram seus objectivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, o caso da Islândia bem poderá ser ilustrativo do caminho a seguir
pelos indignados espanhóis, pelo movimento Occupy Wall Street e por aqueles
que exigirem justiça social e justiça económica em todo o mundo.

DÁ QUE PENSAR?!...

quarta-feira, 14 de março de 2012

PORTUGAL… PARAÍSO DE BURLÕES!
(Até que enfim, que alguém bem qualificado descobre e denuncia o que há muito nós já desconfiávamos! E "o riscar dos preços nas embalagens também "ajudava à festa"! Mas eles estão tranquilos... ninguém será preso! Eles bem sabem porquê. Eles e os
que os "escoram".)  
Vamos estar atentos se é verdade....
É uma grande mama!!!

  PARA LER E PASSAR

       Esta é de bradar aos Céus!
       Será que há muitos "farmacêuticos"  ligados ao Ministério da Saúde ?
       «O BURACÃO» (do jornal «O Médico»)
       (alguém foi entrevistado por um jornalista, que disse o seguinte:)
       «- Há uma grande fraude que se está a passar nas farmácias.
       - Ai sim? Ora conte lá isso..
       - O senhor jornalista lembra-se de quando ia aviar remédios à
farmácia e lhe cortavam um bocadinho da embalagem e a colavam na receita, que depois era enviada para o Ministério da Saúde, para reembolso às farmácias?
       - Lembro, perfeitamente... Mas isso já não existe, não é verdade?
       - É... Agora é tudo com código de barras. E é aí que está o problema... É aí que está a fraude. Deixe-me explicar: como o senhor sabe, há muita gente que não avia toda a receita. Ou porque não tem dinheiro, ou porque não quer tomar um dos medicamentos que o médico lhe prescreveu e não lhe diz para deixar de o receitar. Ora, em
algumas farmácias - ao que parece, muitas - o que está a acontecer é que os medicamentos não aviados são na mesma processados como se o doente os tivesse levantado. É só passar o código de barras e já está.
O Estado paga
       - Mas o doente não tem que assinar a receita em como levou os medicamentos? - Perguntei.
       - Tem. Mas assina sempre, quer o levante, quer não. Ou então não tem comparticipação... Teria que ir ao médico pedir nova receita...
       - Continue, continue - Convidei
       - Esta trafulhice acontece, também, com as substituições. Como também saberá, os medicamentos que os médicos prescrevem são muitas vezes substituídos nas farmácias. Normalmente, com a desculpa de que "não há... Mas temos aqui um igualzinho, e ainda por cima mais
barato". Pois bem: o doente assina a receita em como leva o medicamento prescrito, e sai porta fora com um equivalente, mais baratinho. Ora, como não é suposto substituírem-se medicamentos nas farmácias, pelo menos quando o médico tranca as receitas, o que acontece é que no processamento da venda, simula-se a saída do medicamento prescrito. É só passar o código de barras e já está. E o Estado paga pelo mais caro...
       Como o leitor certamente compreenderá, não tomei de imediato a denúncia como boa.
       Até porque a coisa me parecia simples de mais.
       Diria mesmo, demasiado simples para que ninguém tivesse pensado nela. Ninguém do Estado, claro está, que no universo da vigarice há sempre gente atenta à mais precária das possibilidades.
       Telefonei a alguns farmacêuticos amigos a questionar...
       - E isso é possível, assim, de forma tão simples, perguntei.
       - É!... Sem funfuns nem gaitinhas. É só passar o código de barras e já está, responderam-me do outro lado da linha.
       - E ninguém confere? - Insisti.
       - Mas conferir o quê? - Só se forem ter com o doente a
confirmar se ele aviou toda a receita e que medicamentos lhe deram. De outro modo, não têm como descobrir a marosca. E ó Miguel, no estado a que as coisas chegaram, com muita malta à rasca por causa das descidas administrativas dos preços dos medicamentos... Não me admiraria nada se viessem a descobrir que a fraude era em grande escala...

       E pronto... Aqui fica a denúncia, tal qual ma passaram...
       Se for verdade... Acho que é desta que o Carmo e a Trindade caem mesmo!»

Vivemos na república das bananas... Temos o que merecemos... 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Nada mais real e que se compara com a situação                                                                          1872 Portugal e a Grécia 2011

                              
                                                   !!! … 139 anos depois … !!!
                                                                           Eça de Queirós escreveu em 1872

"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

                                                           1872 … !!! Verdadeiramente impressionante !!! …2011


  Eça de Queirós sempre actual “Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição”
“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.” Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora” (1867)


                                                                              (in As Farpas)
 Nunca é tarde relembrarmos a todos nós portugueses quem fomos e quem deveríamos ser. e o que nos obrigam a ser:

-A Pátria Portuguesa já existe há 900 anos e as suas fronteiras mantém-se iguais(excluindo o território de Olivença, ocupado pelos espanhóis), neste continente europeu, e só foram abertas pela ganancia e usura dos nossos políticos e dos seus correlegionários, a quem o povo deu o seu consentimento, como borregos hipnotizados pelas suas falas.
Por esses motivos e outros devíamos encerrar as nossas fronteiras há imigração legal e  ilegal e expulsar do nosso território todos os estrangeiros que violem as nossas leis( roubos, violações, traficantes e os que vivem dos rendimentos mínimos e de reinserção social... ), e enquanto existir um português desempregado não pode haver emprego para um estrangeiro, devemos parar de sangrar a nossa Nação com envios de dinheiro todos os anos a fundo perdido para as ex-colónias nada lhes devemos, pois deixamos muito la´, vou enumerar as quantias que lhes enviamos: Angola (800 milhões ano); Moçambique (700 milhões ano);Guine´(485 milhões ano);Cabo verde (621 milhões ano); São Tome´e Príncipe (386 milhões ano ); Timor leste (600 milhões ano ), e isto e´para encher os bolsos dos crapulas que os governam e que estão de conluio com os nossos crapulas....
Todos os negros, amarelos, indianos e mestiços(coloridos) fora desta Nação.
Temos de voltar aos conceitos de Deus(embora não seja cristão), Família e Pátria e Dever, Honra e Serviço, temos que reeducar as novas gerações e investir na nossa Nação:  agricultura, pescas, comercio e industria, tornarmo-nos quase auto-suficientes como já  o fomos , só importávamos cerca de 6,9% do que consumíamos. Temos de tornar o interior aliciante dando incentivos aos novos agricultores, ou seja mudar as politicas que esta corja Abrilesca institui-o.
Temos de acabar com esta paneleiragem existente e com as leis que os favorecem e os protegem, e podem-me chamar xenofabo e homofóbico e fascista/ nacionalista, que não me ofendem, venero Salazar e sou nacionalista lusitano e defendo esta Nação e os ideais que a criaram.
Devemos chamar as coisas pelo que são e deixarmo-nos de paninhos quentes, e quem quiser fazer parte deste circulo, tem de perfilhar os mesmos ideais ou semelhantes aos nossos, visto não gostarmos de comunas, socialistas , sociais democratas, bloquistas ou democratas cristãos, visto serem todos a mesma "trampa", e foram eles que nos conduziram aonde estamos, de mão estendida a estes crapulas do FMI, BCE e Banca Mundial( judeus jacobinos ), que teem estado a lucrar com a nossa desgraça e só de juros por esta ajuda que vem ai, iremos pagar  520 milhões de euros, de juros para estes parasitas e os seus compadres se encherem.
Mas nada disto se muda com paninhos de água quente, teremos de nos revoltar e chegarmos ás últimas consequências.
Temos este dever para com esta nobre Nação e a sua longa e gloriosa história e pelo seu povo.

Despertem desta letargia em que se encontram, tomem as atitudes certas a bem desta Nação e deste desgraçado povo.
Derrubemos estes trastes e façamos pagar a esta corja tudo o que roubaram e destruíram, nesta Nação

Honra-Dever e Serviço.