PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS

PORTUGAL GLORIOSA PATRIA DOS LUSITANOS
LUSITANOS LEVANTAI DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL

terça-feira, 8 de maio de 2012

Vamos passar a transcrever uma resposta á última visão sobre o Grande estadista que foi Dr António Oliveira Salazar:
Adoramos a resposta de um Português...

 
Exmo. Senhor Ricardo Pereira,

Li ontem, com toda a atenção, o artigo que escreveu na última edição da "Visão". Versa o excelso artigo produzido sobre o tema que agora está na moda: Quais os Portugueses que mais se evidenciaram ao longo da nossa história. Ensaia V. Exa. ao longo do mesmo artigo um conjunto de afirmações sobre Oliveira Salazar: Começa por afirmar a sua admiração pela sua inclusão na famosa "Lista", compara-o a Adolfo Hitler e termina, afirmando, que se Salazar ganhasse o concurso seria a primeira vez que teria ganho umas eleições democraticamente.
Perante o estilo leviano do artigo e a piadinha fácil, não me surpreende a comparação com A. Hitler. Surpreende-me, isso sim, que se tenha esquecido do óbvio. O tal Adolfo foi eleito democraticamente na Alemanha. E democraticamente eleito conquistou quase toda a Europa e democraticamente eleito ordenou o holocausto. Numa guerra onde morreram milhões e milhões de Europeus. Conclusão óbvia: As eleições, mesmo as "democráticas" valem o que valem. Nesta guerra não morreram Portugueses em combate.
Sabe o Exmo. Senhor a quem deve tal feito: Pois é! Ao tal que não foi democraticamente eleito.
·        Sabe o Exmo. Senhor os esforços diplomáticos que foram feitos para evitar a entrada de Portugal na Guerra?
·        Sabe quem gizou diariamente a estratégia? Sabe os riscos que corremos? As pressões que sofremos?
·        Estimará quantos mortos morreriam se tivéssemos entrado briosamente no conflito? Muitos de nós hoje não estaríamos cá, pois os nossos pais ou avós teriam certamente tombado em combate!
·        Sabe o estado em que Salazar herdou o país após a espantosa 1ª República, que é tanto admirada pela família Soares? Eleita democraticamente claro está!
·        Sabe a que estado de miséria chegou o povo que em 1928 abominava os partidos políticos, os quais os considerava os criminosos responsáveis pelo estado de ruína a que o país se encontrava.
·        Sabe quem delineou, pela primeira vez, a viragem para a actual U.E.?
Pois é: O tal que não foi democraticamente eleito. Vá verificar, caro amigo. Leia.  Sabe quem nunca fez obra? O que mandou construir a Ponte sobre o Tejo, a barragem de Castelo de Bode, o Aeroporto da Portela. Sabe quem nunca abandonou 1 milhão de Portugueses nas ex-colónias à sua sorte/morte? Pois é, pois é. Fácil foi fazer como se fez a seguir ao 25 de Abril. Fugir é sempre fácil. Além de ser próprio dos fracos. Sabe quem morreu na miséria, tendo servido a causa pública sem receber uma atenção, uma recompensa, um prémio, uma benesse, uma jóia, um diamante? Sabe quem foi íntegro no exercício do poder? Pois é, pois é. Se V. Exa. tem dúvida que Salazar ganharia todas as eleições durante o período que esteve no poder, está muitíssimo mal informado. Leia. Estude sobre a época. Que era alérgico a elas. Sem dúvida. E com razão, a meu ver. Estude a 1ª República. Os governos que se sucederam. O desgoverno que se atingiu. Vem daí a alergia. E quanto à censura: Pois. E a informação que temos hoje? Eu prefiro a censura. Evitaria ter de ler, por exemplo, o que tão infantilmente escreveu. Numa palavra: Não escreva sobre o que não sabe. E ainda tem uma surpresa. Num país infestado pela corrupção, pela mediocridade e pela ambição desmedida pelo poder na busca da corrupção, eu voto no Salazar. E não serei o único. Garanto-lhe.
Cumprimentos do,
Adelino Mota
PS: Não tenho 100 anos. Tenho 43. Não vivi no tempo da "maldita" Ditadura. Ao invés, li e estudei muito sobre ela. Não me atrevo a sugerir tal. A ignorância neste país é desmedida. Não fuja, pois, à regra.

terça-feira, 10 de abril de 2012

 Miguel Relvas ...
"Convém ouvirmos todas as partes e depois fazermos as nossas escolhas."

Este argumento já tem sido glosado por outros imbecis do mesmo jaez.
Mas este Relvas ultrapassa todas as marcas.
Neste caso como noutros.
De facto, comparar Portugal com os outros países é querer comparar o incomparável.
É a mesma coisa que o Sr. Mexia, administrador da EDP e que em 3 anos recebeu prémios de 40 milhões de euros pelos excelentes resultados que a "sua" empresa conseguiu.
Claro, sendo administrador de uma empresa monopolista, sem quaisquer preocupações sociais, é fácil obter resultados bons. Basta aumentar o tarifário como anualmente tem feito.
Pois esse senhor também veio uma vez para a televisão dizer que a electricidade em Inglaterra, na Alemanha e na França era mais cara que em Portugal. Não esclarecendo que as coisas não se comparam assim.
É preciso comparar é o esforço financeiro, em face do rendimento, de um português e de um inglês, de um alemão e de um francês e depois comparar:
Veja-se o valor médio de electricidade que cada um paga em função do seu rendimento médio:
- Um português paga de electricidade 10% do seu rendimento médio
- Um inglês paga 3,2%
- Um alemão paga 2,8 %
- Um francês paga 3,1 %
Mas estes senhores sabem isto ainda melhor do que nós. Mas querem fazer de nós parvos.
Só à chapada. Já lá não vai de outra forma.
Miguel Relvas - Um Perfeito imbecil...

Um perfeito imbecil 


http://aventadores.files.wordpress.com/2011/10/relvas.jpg?w=371&h=265 
Miguel Relvas, o verdadeiro primeiro-ministro do governo do senhor Coelho, em entrevista à TVI, deu a entender que o corte dos subsídios de Natal e de férias pode ser estendido ao sector privado e vigorar, não por dois anos, mas para sempre. Adiantou que "muitos países da União Europeia só têm doze vencimentos", e deu como exemplo a Holanda, a Inglaterra e a Noruega.
É de gente deste jaez que o governo da nação é servido. Não sabem do que falam, não sabem do que tratam, mas decidem. Sempre a favor dos negócios que os lá levaram, mesmo que isso signifique deixar os seus concidadãos na maior das misérias.

terça-feira, 3 de abril de 2012

 Nacionalismo, Democracia, Autoridade e unidade social

O Nacionalismo não é nem nunca será uma ideologia. Quem assim pensa está longe de compreender o Verdadeiro sentido Nacionalista.

O Nacionalismo torna-se a “força” do povo e da Nação.

É no Nacionalismo que sentimos uma liberdade concreta e eficaz, onde podemos , de facto, expressar e pensar livremente, onde os Valores são mantidos, não porque a “força humana” deseja mas porque a “natureza” quer. O Nacionalismo abrange tudo e todos porque a Nação é de todos e não, só, de alguns.
Cada Nação e Continente tem uma identidade própria que deve preservar, conservar e valorizar o que lhe pertence. Só assim poderá haver uma evolução eficaz do povo e da Nação.
Sem essa identidade, tudo o que vier a seguir, é relativo e a própria evolução torna-se destrutiva, sem nada concreto e realista.

Muito temos que criticar negativamente as “vozes dominantes” que consideram o Nacionalismo como Extrema-Direita.
Ser Nacionalista nem é de Direita nem de Esquerda, o quanto mais é do Povo e para o Povo, mantendo o tudo seja da Nação, mesmo que isso implique criar inimigos.

O nacionalismo não agrada a “gregos e troianos” mas ao Povo.
É bom falar de Democracia mas mais bonito se torna quando praticamos com disciplina e ordem.
Há duas formas de Democracia: a ordenada e a destrutiva.
Uma evolução da Democracia é uma evolução para a destruição pois nenhum indivíduo pode evoluir uma instituição que em si já está ordenada e implementada.
A Democracia, por si, não chega a lado nenhum. Ela (Democracia) precisará da Autoridade (Líder) para uma boa organização Social e Política.
Como nos deparamos, em pleno século XXI, criação de Votos e mais Votos e “manipulando” o Povo nos próprios Votos.

É triste e lamentável saber que as “vozes dominantes” continuam a ser “pagas” por um Sistema que em si já não existe. Apenas tenta fazer crer que continua vivo.
Qualquer Voto deve ser pensado e “disciplinado” e não “criar” Votos por ideias modernas e individualistas.

O Povo, que tanto amamos e queremos todo o seu bem, deve ter uma participação directa e eficaz a nível Local (conselho) pois é lá que está inserido e conhece de perto os seus problemas. Tudo o resto pertence á Autoridade, isto é: ao Líder.
Há determinadas competências que não compete a nós, mas ao Líder.
O Povo, nessas mesmas competências, intervêm indirectamente, pois continuará a estar atento há Vida Política e Social.

O problema não está na Democracia mas na forma como implementamos, que pode ser boa ou “cair” na destruição de si e de todos.
Os Partidos podem ser bons mas como nos deparamos em numerosos Partidos e Movimentos que nada fazem. Apenas afirmam que “isto é Democracia!”.
Qualquer Partido tem que estar ao serviço da Sociedade e o povo deve ser ensinado para um bom serviço, bons Valores, boa educação e boa formação intelectual. Para tal é necessário um líder, de uma “força” superior que nos oriente e encaminhe para o bem social e político.

De facto, leva-nos a crer que só o Nacionalismo pode “levantar” o Povo de toda a podridão existente no Mundo actual.
A Sociedade é uma só que deve lutar com o mesmo objectivo: A Pátria.
As Classes Sociais existem mas isso não significa haver desigualdades Sociais, pois a pobreza existe devido há riqueza excessiva.
Será que um Empresário, Engenheiro, etc, deverá ganhar aquele ordenado que tu e eu sabemos?
Todos devemos ter um ordenado justo mas a “justiça” deve ser de todos e não, só, de alguns.

Só poderemos falar de Justiça quando, de facto, a praticar-mos com o devido valor e respeito de cada indivíduo. Caso contrário a Justiça não passa de algo meramente humano, que caminha á força dos homens.

O Nacionalismo torna-se o verdadeiro sentido de uma Nação e a verdadeira Democracia está numa Autoridade (Líder) eficaz onde se sinta de perto a unidade e sentido Nacional.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Os governos ricos deixam os países do Leste entregues à própria sorte e abrem a porta para um recrudescimento da crise. Criadas no auge do neoliberalismo, as instituições europeias parecem hostis a outras políticas e podem converter o continente num obstáculo à busca de saídas globais
A paralisia da União Europeia (UE) pode ter aberto, no início do mês, um novo veio para o alastramento da crise mundial. Em 1º de Março, os chefes de governo dos 27 países-membros reuniram-se em Bruxelas, num encontro convocado às pressas, para examinar os dramas provocados pela crise económica no centro e leste do continente — a área conhecida como CEE em inglês.
A exemplo da Letónia, Lituânia, Estónia, Hungria e Roménia podem viver em breve insolvência financeira, dramas sociais e turbulências políticas. A Ucrânia — fora da UE mas em sua área de influência — está à beira de uma explosão. Mesmo em países com situação menos delicada (Polónia e República Checa, por exemplo), o alto endividamento da população em moeda estrangeira pode se converter rapidamente numa vulnerabilidade grave, caso a região derrape. Qualquer um destes acidentes contaminaria o conjunto Europa, tornando ainda mais profunda a crise, e mais intrincada a busca de uma saída.
Não faltaram, na reunião de 1º/3, alternativas concretas para enfrentar os problemas. A partir de um estudo sobre a fuga de capitais e o fechamento das linhas de crédito, desencadeados pelos bancos ocidentais, os governos da Hungria e Polónia sugeriram um “Programa Europeu de Estabilização e Integração”. Calculam que com 180 biliões de euros, emprestados pelos governos mais fortes, seria possível restabelecer a tranquilidade nos dez países que faziam parte do bloco soviético e hoje estão integrado à União Europeia. Está longe de ser um exagero. Os números são inferiores às estimativas do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento [que fala em 240 a 280 biliões de euros, para recapitalizar a região]. E o valor solicitado equivale a apenas 5,6% do total de garantias já oferecidas pelos países ricos da UE contra a quebra de suas próprias instituições financeiras.
A reacção, porém foi fria. A chanceler alemã, Ângela Merkel, comandou a oposição à proposta. Nos corredores, alegou-se que salvar os países do Leste seria incentivar a suposta irresponsabilidade fiscal de seus dirigentes. Mas evitaram-se menções ao comportamento dos bancos ocidentais, que criaram uma bolha de liquidez e consumo (e lucraram com ela…). Houve troca de farpas. O checo Mirek Topolanek (cujo país exerce a presidência rotativa da UE) alfinetou o francês Nicolas Sarkozy. Taxou como “proteccionista” sua proposta de salvar os fabricantes de automóveis franceses, desde que produzam no próprio país (e não na República Checa, para onde transferiram parte das linhas de montagem), O documento final é pífio. Afirma retoricamente que “nenhum país europeu cairá fora do barco”, sem nada propor de real. Repete um cliché já desmentido pelas evidências: sustenta que as dificuldades actuais serão resolvidas com “a livre circulação de mercadorias, pessoas e capitais” no interior do bloco
A hesitação da Europa custará provavelmente caro, em vários terrenos. Nada indica que a CEE possa sair da crise espontaneamente. A hemorragia de capitais prossegue. Até mesmo a solução tradicionalmente oferecida aos países atingidos – recorrer ao FMI e a seus remédios amargos – está se revelando inviável. Em Fevereiro, o Fundo foi incapaz de chegar a um acordo com o governo ucraniano, conhecido por seu apoio incondicional ao Ocidente. As condições exigidas levariam o presidente Viktor Yushchenko a uma derrota quase nas certa eleições de Janeiro de 2010, e ele preferiu salvar a própria pele.

Há vinte anos, o esfacelamento da zona de influência soviética desencadeou uma sucessão de guerras civis sangrentas na antiga Jugoslávia. No cenário actual, um dos efeitos temidos é o ressurgimento do extremismo e do poder enorme que o grande capital está a ganhar...

Os riscos de são enormes. Bancos europeus-ocidentais dominaram, a partir da queda dos regimes comunistas, o setor financeiro na CEE. Obtiveram ganhos fartos, mas assumiram enormes riscos: o valor total de seus empréstimos ao leste europeu sobe a 1,5 trilião de dólares – ou todo o PIB do Brasil. Alguns países estão ainda mais comprometidos. Segundo um interessante publicado pelo Financial Times a exposição dos bancos da Áustria equivale a 55,6% do PIB de seu país. Os percentuais também são explosivos na Bélgica (23%) e Suécia (21,4%); e bastante elevados na Holanda (10,9%), Itália (7,3%), França (4,8%) e Alemanha (4,6%). Uma onda de inadimplência poderia se transformar num factor de desestabilização comparável ao da quebra do mercado de subprimes norte-americano.
Os riscos político também são graves. Além dos governos da região, estão em jogo a frágil estabilidade de uma área geopolítica marcada por conflitos e, em última instância, o próprio equilíbrio de forças que sustenta a União Europeia.  A crise já derrubou o gabinete na Letónia (em 20/2). Está engendrando protestos crescentes na Ucrânia (há cerco da capital por agricultores, e 57% dos eleitores defendem a renúncia do presidente), Hungria (onde o governo de minoria, liderado pelo Partido Socialista, está por um fio), Lituânia e Roménia. Como toda a CEE tem sistemas políticos e quadros partidários frágeis, não é preciso muito para que outros dirigentes balancem ou sucumbam.
Mas a frustração das sociedades não se volta apenas contra seus governantes: Há também, no ar, o sentimento de que a região é vítima de uma grande injustiça – cujos responsáveis seriam o Ocidente, a Europa rica e o FMI. Em todos os países, a transição ao capitalismo foi marcada por grande sofrimento e desconforto. Houve aumento de desemprego e exclusão social; quebra de sistemas públicos e relativamente eficientes de Previdência, Saúde e Educação; aumento generalizado da desigualdade. Os sacrifícios eram justificados como o preço a pagar pela prosperidade e pela democracia ocidental.
A última década foi, de fato, marcada pela melhora das condições de vida e, em especial, pela introdução de hábitos de consumo semelhantes aos da Europa rica. Ainda assim, a desigualdade nunca foi enfrentada a sério. Um estudo divulgado em Fevereiro pelo Eurostat, o centro de estatísticas da União Europeia, revelou que o PIB por habitante da região de Londres é treze vezes maior que o do Nordeste da Roménia. Todas as vinte regiões mais pobres estão situadas em países do Leste. Os sinais de que a festa fugaz de consumo dos anos recentes está chegando ao fim geram um clima de graves tensões. Atitudes como a dos chefes de governo ocidentais, na reunião de 1º de Março, certamente as tornam mais agudas.
O risco é que, à falta de projectos políticos claros, a revolta converta-se em ressentimentos xenofóbicos contra os diferentes, ou em novos conflitos envolvendo nacionalidades, etnias ou religiões. Há vinte anos, o esfacelamento da zona de influência soviética desencadeou uma sucessão de guerras civis sangrentas na antiga Jugoslávia. No cenário actual, um dos efeitos temidos é o ressurgimento do que acima citamos.
Uma deterioração do cenário económico, social e política na área da CEE provocaria, por fim, estremecimentos entre os próprios membros ocidentais da União Europeia. Países como Irlanda e Grécia estão em situação próxima à das economias centrais e orientais. Acumulam deficits externos expressivos, já mergulharam em recessão grave e estão sujeitos a crises cambiais abruptas. Num mundo de mercados financeiros interligados, suas economias serão vistas como “bola da vez”, caso um terremoto a leste desencadeie um movimento de corrida dos capitais em relação a praças tidas como mais seguras.

É como se as políticas neoliberais tivessem sido blindadas para sempre, restando aos cidadãos europeus, no terreno institucional, o exercício pouco prazeroso de escolher governantes e parlamentares que executarão invariavelmente o mesmo projecto…

O agravante é que o euro, nestes casos, funciona como factor de estabilidade, – mas também… como prisão. Os governos irlandês e belga, assim como todos os outros que adoptam a moeda comum do continente, estão impedidos de adoptar políticas que poderiam amenizar a crise. Não podem, por razões óbvias, desvalorizar a moeda, nem emiti-la segundo sua vontade. Por estarem submetidos às directrizes do Banco Central Europeu, também perderam o poder de estimular sua economia por meio de medidas que produzem deficits fiscais. Em tese, a União Europeia poderia apoiá-los. Mas como fazê-lo, depois de ter negado amparo a outros membros? E como Irlanda e Grécia reagirão, se forem abandonadas à própria sorte? Lembre-se que, ao rejeitar o Tratado Constitucional europeu, em Junho de 2008, o eleitorado irlandês emitiu um primeiro sinal de descontentamento em relação ao bloco.
Os riscos a que a UE se expõe são tão vastos, e tão temíveis, que uma questão maior, inevitável, se impõe: por que os governantes europeus agem de forma aparentemente tão apática ou obtusa? O economista Ignacy Sachs, cujos estudos sobre desenvolvimento e sustentabilidade têm repercussão e reconhecimento internacionais, tem uma hipótese. Ele julga que a União Europeia está engessada por sua própria armação institucional Construída em grande medida nos anos de apogeu do neoliberalismo, esta estrutura teria gravados em si os preconceitos da época, e tenderia a multiplicá-los incessantemente.
Ignacy aponta exemplos. Ao contrário do Federal Reserve norte-americano, que tem como objectivos  a busca do desenvolvimento, a geração de empregos e o controle da inflação, o Banco Central Europeu persegue apenas esta última meta – a que mais interessa aos grandes investidores. O mesmo viés prevalece na infinidade de tratados entre os Estados-membros, políticas comuns e directivas que determinam as políticas do bloco. Eles “liberaram” a actividade das grandes empresas e instituições financeiras dos controles públicos – porque apostaram na “auto-regulação dos mercados”. Estimularam ou impuseram privatizações, reduzindo o papel dos serviços públicos. Promoveram a competição como motor da produção de riquezas economia, desprezando a colaboração.
Tais tendências não são, é claro, exclusivas do Velho Continente: elas se espalharam pelo mundo, nas três últimas décadas. A particularidade europeia é que estas políticas foram instituídas – e tornaram-se obrigatórias nos Estados-membros – sem que se criassem, ao mesmo tempo, instrumentos democráticos capazes de questioná-las ou alterá-las. Embora eleito por voto directo, o Parlamento Europeu está destituído de dois poderes fundamentais: o de legislar por iniciativa própria (ele apenas referenda propostas) e o de controlar o Executivo. Já a Comissão Europeia, que cumpre o papel de Executivo do bloco, não é escolhida nem em eleições, nem pelo Parlamento – e, sim, composta por um representante de cada Estado-membro.

Saltar da ideia de anti-Europa para a de Outra Europa pode ser um desafio tão duro quanto apaixonante. Os movimentos europeus cruzarão a ponte? Saberemos a partir das próximas semanas

O próprio orçamento da União Europeia é irrisório. São cerca de 120 biliões de euros-ano – seis vezes menor que o da França ou Reino Unido –, o que reduz ainda mais a capacidade de acção estatal para corrigir desigualdades, controlar os mercados ou exercer o planejamento. Os governos e legislativos nacionais conservam, no interior de suas fronteiras, boa parte do poder. Mas não podem contrariar os tratados, políticas comuns e directivas europeias; nem têm canais para propor sua alteração. Nos EUA, Barack Obama pode propor, contra a crise, um enorme programa de investimentos públicos. Ainda que tivesse a mesma vontade política, nenhum governante europeu poderia fazer o mesmo. Esta realidade quase - kafkiana conduz, é claro, à inércia e ao esvaziamento da democracia. É como se as políticas neoliberais tivessem sido blindadas para sempre, restando aos cidadãos europeus, no terreno institucional, o exercício pouco prazeroso de escolher os governantes e parlamentares que executarão invariavelmente o mesmo projecto…
A crise é uma enorme oportunidade para rasgar esta camisa de força. Ela deixará clara o autismo de um sistema político voltado para si mesmo, impermeável à pulsação da sociedade. Dos governos europeus, todos nascidos num ambiente de impotência e conformismo, pouco se pode esperar. Dos movimentos sociais, sim. Em anos recentes, a Europa foi palco de mobilizações populares muito significativas – como as marchas gigantescas que denunciaram a guerra do Iraque já em 2003, e  ajudaram a isolar o governo Bush. Em quase todos países a sociedade civil é articulada e activa. Para o período entre 28 de marco e 2 de Fevereiro, quando o G20 se reunirá em Londres, esperam-se grandes manifestações, não apenas na Inglaterra.
Provavelmente, será preciso passar do protesto à alternativa – o que requer alguns passos corajosos. Ao longo de décadas, a construção da Europa foi vista pelas esquerdas como um tabu, um processo que necessariamente reforçaria o capitalismo, e cujo sentido era impossível alterar. Esta atitude de desistência – num cenário caracterizado por intensa actividade das forças sociais e políticas partidárias do fundamentalismo de mercado – agravou, é claro, as piores características da UE.
O cenário actual convida a superar esta ausência. Saltar da ideia de anti-Europa para a de Outra Europa pode ser um desafio tão duro quanto apaixonante. Significaria imaginar políticas capazes de inverter os rumos do bloco econômico mais rico do planeta. Permitiria construir políticas públicas a partir de atitudes muito positivas já cultivadas por uma parte relevante da opinião pública europeia – por exemplo, a cultura de paz, o consumo responsável, o comércio justo, o apoio à agricultura orgânica e uma urbanização menos árida. Convidaria a pensar a universalização de conquistas sociais das quais o continente é berço – como o salário-desemprego, a renda cidadã, a redução da jornada de trabalho, a Saúde e Educação públicas. Abriria espaço para reexaminar o papel internacional do euro e propor um sistema monetário e financeiro voltado para a redução das desigualdades. Instigaria a inventar novas formas de democracia, inclusive as que vêem o espaço público com algo muito mais vasto que os Estados. Provocaria a busca de novos papéis para as forças armadas e a própria OTAN.
Os movimentos europeus cruzarão a ponte? Saberemos a partir das próximas semanas.

CCP-CBT
A ISLÂNDIA, DÁ QUE PENSAR!...

Após sério colapso financeiro, população toma as rédeas da política e demonstra que organização social é a melhor alternativa à crise do neoliberalismo
Há não mais que dez anos um governo conservador, composto por banqueiros em maioria, decidiu transformar radicalmente a economia da Islândia. Da tradicional ilha pesqueira, aumentaram suas expectativas de crescimento formando ali algo como um enorme fundo de investimentos. Em pouco tempo, internacionalizaram bancos e os tornaram independentes da economia real.
Após anos de boom econômico e muito capital volátil, o ano de 2008 representou uma ameaça para a Islândia e seu sistema financeiro. Não somente por uma crise que já se anunciava, mas como muitos analisam, pela falta de experiência e controle dos mecanismos bancários.
Então, assim que caíram os muros de Wall Street, em Outubro de 2008 a Islândia foi o primeiro país a quebrar com a crise. Em desespero, o governo neoliberal tomou controle dos três maiores bancos do país para tentar estabilizar a economia. Sem maiores resultados, semanas depois entraram para a história como o primeiro país do Norte a precisar da ajuda do FMI. Receberam 2,1 biliões de dólares do fundo que, por sua vez, passou a a intervir na economia do país.
A população reagiu e não demorou muito para que manifestações tomassem as ruas de Reikjavick, a capital. A presença do Partido Conservador na directoria do Banco Central foi motivo de revolta. Eles haviam deixado a Islândia – que não devia nada a ninguém – com uma dívida que já ultrapassa seu PIB anual.
Como deixar nas mãos de irresponsáveis um resgate que será pago por sabe-se lá quantas gerações de islandeses? Por fim, a mobilização social conseguiu depor o governo. No dia 26 de Janeiro, o então primeiro-ministro Geir Haarde entregou seu cargo ao governo provisório de Johanna Sigurdardottir, uma coligação da esquerda com o Partido Verde, a esperança em tons de verde e vermelho.
Pela primeira vez uma mulher homossexual governa uma nação, até pelo menos as eleições que acontecerão em maio desse ano. Embora seus planos de resgate não tenham sido anunciados, comenta-se que a solução de emergência considerada incluiria o país de vez na União Europeia. Contudo, a ideia não agrada a maioria, pois perderiam a exclusividade de pesca em extensões marítimas que conseguiram após anos de disputa com o Reino Unido.
Por mais que não se saiba que fim levará a soberania da Islândia, importante é que – independentemente de soluções oficiais – uma rede de solidariedade está se fortalecendo para superar a crise fulminante. E o mais interessante: as alternativas fogem às tradicionais receitas do socialismo do século 20.
Até agora são iniciativas horizontais e participações sociais espontâneas que estão aliviando as dificuldades imediatas: produção doméstica, trocas, compartilhamento, comunicação, improviso. A resposta de atitude política dos islandeses é um óptimo exemplo ao mundo – principalmente aos próximos que vierem a falir por aí.

domingo, 25 de março de 2012


Já não há vergonha. O grave, é que isto foi mesmo assim.

Coisas estranhas (mas esclarecedoras...)

Num país onde se odeia os sindicalistas é estranho que um dirigente sindical
tenha tanto protagonismo nos jornais e televisões, sendo bajulado por
jornalistas e políticos apesar de não dizer nada que mereça a perda de tempo
de o ouvir.

Num país onde a classe política detesta sindicatos e sindicalistas é
estranho que a tomada de posse dos órgãos de um sindicato seja tão
concorrida por colunáveis políticos como a posse de um Presidente da
República.

Num país onde os banqueiros odeiam sindicatos é estranho que financiem um
congresso sindical.

Num país onde os trabalhadores estão a ser empobrecidos e onde os
funcionários públicos já perderam um terço dos seus rendimentos é estranho
que um sindicato organize um congresso num hotel de luxo com programa de
três dias para acompanhantes, com direito a refeições e cruzeiro pela costa
algarvia.

Num país em crise é estranho que um sindicato convide uma dúzia de
jornalistas  e os instale num hotel de cinco estrelas com direito a pensão
completa e programa social.

Tudo isto deixa de ser estranho quando se sabe que o sindicato em causa é
ele próprio um sindicato muito estranho, o absurdo sindicato dos magistrados
do Ministério Público, uma espécie de magistrados que alguém escolheu para
polícias da democracia, mas que pelo estado da justiça não têm desempenhado
esse papel.

Pois os nossos ilustres sindicalistas organizaram um congresso de luxo com
direito a programa para acompanhantes e com borlas para jornalistas. Até
aqui tudo normal, as dúvidas surgem quando se percebe que o congresso tem o
patrocínio da banca e de grandes empresas, bem como dos jornais, os tais que
têm beneficiado de acesso generalizado a processos em segredo de
justiça...(!)

Se a moda pega o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos organizarão o seu
congresso numa estância de neve da Suíça, o sindicato dos investigadores da
PJ poder escolher entre a Bretanha e o hotel de gelo na Finlândia. Qual será
o gestor de bom senso que recusará um patrocínio ao pessoal do fisco ou o
criminoso que se arma em forreta se o pedido vier da PJ?

Não admira a generosidade do sindicato para com os jornalistas, vem na
tradição da generosidade que a justiça portuguesa tem para com os
jornalistas, dão-lhe cópias dos processos e um dia destes ainda vão inventar
investigações para combater a crise que a imprensa está a atravessar.

É evidente que na hora de opinar sobre a escolha do próximo procurador-geral
os jornalistas não esquecerão de qual tem sido o grupo de pressão que os tem
ajudado e até os convida para encher a mula num hotel de cinco estrelas.

Corrupção? Não senhor, corrupção é só o que está previsto no Código Penal.

Isto são só poucas vergonhas !!!...

segunda-feira, 19 de março de 2012

A nova alcunha do Governo


(Uma sátira)...


A nova alcunha do Governo é 'LÁTINHA'...
 

A gente anda pela rua, aponta para as portas fechadas e diz:





...... TINHA uma loja...


...... TINHA uma fábrica...


...... TINHA um armazém...


...... TINHA trabalhadores...


...... TINHA um sonho...


...... TINHA esperança...


...... TINHA uma escola...


...... TINHA um serviço de urgência...


...... TINHA esperança de dias melhores...
LÁ..... TINHA subsídios de Natal
e o de férias...  
PRIMEIRO LIMPEZA TOTAL DOS CHULOS, DEPOIS...



(Apreciem e espantem-se)...



*Islândia triplicará o seu crescimento económico em 2012 após a prisão de
políticos e banqueiros*.

A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os
responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a
redigir uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à
mobilização popular, será o país mais próspero de um ocidente submetido a
uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por
temor a que muitos percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma
nação, o que começou por ser crise converteu-se em oportunidade. Uma
oportunidade que os movimentos altermundistas observaram com atenção e
elegeram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos
tempos actuais. Sobretudo depois de se saber que, segundo as previsões da
Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um
crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra
que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência de crescimento
aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os
analistas asseveram que a economia islandesa continua exibindo sintomas de
desequilíbrio. E que a incerteza persiste nos mercados. Porém, voltou a
gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.

Este pequeno país do periférico árctico recusou resgatar os bancos.
Deixou-os cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado
descalabros e desmandes financeiros. Os matizes da história islandesa dos
últimos anos são múltiplos. Apesar de ter transcendido parte dos resultados
que todo o movimento social almejava, pouco foi relatado do esforço que
este povo realizou. Da situação limite a que chegaram com a crise e das
múltiplas batalhas que ainda estão por ser resolvidas.

Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de
começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar a mercê do que se decida
em despachos distantes da realidade cidadã. Embora continuem existindo
buracos para preencher e escuros por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas que não fossem os políticos e
os homens de finanças. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão
famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rastro mediático, pois os media
passaram por cima dos acontecimentos em ponta dos pés. Mesmo assim,
conseguiram seus objectivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, o caso da Islândia bem poderá ser ilustrativo do caminho a seguir
pelos indignados espanhóis, pelo movimento Occupy Wall Street e por aqueles
que exigirem justiça social e justiça económica em todo o mundo.

DÁ QUE PENSAR?!...

quarta-feira, 14 de março de 2012

PORTUGAL… PARAÍSO DE BURLÕES!
(Até que enfim, que alguém bem qualificado descobre e denuncia o que há muito nós já desconfiávamos! E "o riscar dos preços nas embalagens também "ajudava à festa"! Mas eles estão tranquilos... ninguém será preso! Eles bem sabem porquê. Eles e os
que os "escoram".)  
Vamos estar atentos se é verdade....
É uma grande mama!!!

  PARA LER E PASSAR

       Esta é de bradar aos Céus!
       Será que há muitos "farmacêuticos"  ligados ao Ministério da Saúde ?
       «O BURACÃO» (do jornal «O Médico»)
       (alguém foi entrevistado por um jornalista, que disse o seguinte:)
       «- Há uma grande fraude que se está a passar nas farmácias.
       - Ai sim? Ora conte lá isso..
       - O senhor jornalista lembra-se de quando ia aviar remédios à
farmácia e lhe cortavam um bocadinho da embalagem e a colavam na receita, que depois era enviada para o Ministério da Saúde, para reembolso às farmácias?
       - Lembro, perfeitamente... Mas isso já não existe, não é verdade?
       - É... Agora é tudo com código de barras. E é aí que está o problema... É aí que está a fraude. Deixe-me explicar: como o senhor sabe, há muita gente que não avia toda a receita. Ou porque não tem dinheiro, ou porque não quer tomar um dos medicamentos que o médico lhe prescreveu e não lhe diz para deixar de o receitar. Ora, em
algumas farmácias - ao que parece, muitas - o que está a acontecer é que os medicamentos não aviados são na mesma processados como se o doente os tivesse levantado. É só passar o código de barras e já está.
O Estado paga
       - Mas o doente não tem que assinar a receita em como levou os medicamentos? - Perguntei.
       - Tem. Mas assina sempre, quer o levante, quer não. Ou então não tem comparticipação... Teria que ir ao médico pedir nova receita...
       - Continue, continue - Convidei
       - Esta trafulhice acontece, também, com as substituições. Como também saberá, os medicamentos que os médicos prescrevem são muitas vezes substituídos nas farmácias. Normalmente, com a desculpa de que "não há... Mas temos aqui um igualzinho, e ainda por cima mais
barato". Pois bem: o doente assina a receita em como leva o medicamento prescrito, e sai porta fora com um equivalente, mais baratinho. Ora, como não é suposto substituírem-se medicamentos nas farmácias, pelo menos quando o médico tranca as receitas, o que acontece é que no processamento da venda, simula-se a saída do medicamento prescrito. É só passar o código de barras e já está. E o Estado paga pelo mais caro...
       Como o leitor certamente compreenderá, não tomei de imediato a denúncia como boa.
       Até porque a coisa me parecia simples de mais.
       Diria mesmo, demasiado simples para que ninguém tivesse pensado nela. Ninguém do Estado, claro está, que no universo da vigarice há sempre gente atenta à mais precária das possibilidades.
       Telefonei a alguns farmacêuticos amigos a questionar...
       - E isso é possível, assim, de forma tão simples, perguntei.
       - É!... Sem funfuns nem gaitinhas. É só passar o código de barras e já está, responderam-me do outro lado da linha.
       - E ninguém confere? - Insisti.
       - Mas conferir o quê? - Só se forem ter com o doente a
confirmar se ele aviou toda a receita e que medicamentos lhe deram. De outro modo, não têm como descobrir a marosca. E ó Miguel, no estado a que as coisas chegaram, com muita malta à rasca por causa das descidas administrativas dos preços dos medicamentos... Não me admiraria nada se viessem a descobrir que a fraude era em grande escala...

       E pronto... Aqui fica a denúncia, tal qual ma passaram...
       Se for verdade... Acho que é desta que o Carmo e a Trindade caem mesmo!»

Vivemos na república das bananas... Temos o que merecemos... 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Nada mais real e que se compara com a situação                                                                          1872 Portugal e a Grécia 2011

                              
                                                   !!! … 139 anos depois … !!!
                                                                           Eça de Queirós escreveu em 1872

"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

                                                           1872 … !!! Verdadeiramente impressionante !!! …2011


  Eça de Queirós sempre actual “Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição”
“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.” Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora” (1867)


                                                                              (in As Farpas)
 Nunca é tarde relembrarmos a todos nós portugueses quem fomos e quem deveríamos ser. e o que nos obrigam a ser:

-A Pátria Portuguesa já existe há 900 anos e as suas fronteiras mantém-se iguais(excluindo o território de Olivença, ocupado pelos espanhóis), neste continente europeu, e só foram abertas pela ganancia e usura dos nossos políticos e dos seus correlegionários, a quem o povo deu o seu consentimento, como borregos hipnotizados pelas suas falas.
Por esses motivos e outros devíamos encerrar as nossas fronteiras há imigração legal e  ilegal e expulsar do nosso território todos os estrangeiros que violem as nossas leis( roubos, violações, traficantes e os que vivem dos rendimentos mínimos e de reinserção social... ), e enquanto existir um português desempregado não pode haver emprego para um estrangeiro, devemos parar de sangrar a nossa Nação com envios de dinheiro todos os anos a fundo perdido para as ex-colónias nada lhes devemos, pois deixamos muito la´, vou enumerar as quantias que lhes enviamos: Angola (800 milhões ano); Moçambique (700 milhões ano);Guine´(485 milhões ano);Cabo verde (621 milhões ano); São Tome´e Príncipe (386 milhões ano ); Timor leste (600 milhões ano ), e isto e´para encher os bolsos dos crapulas que os governam e que estão de conluio com os nossos crapulas....
Todos os negros, amarelos, indianos e mestiços(coloridos) fora desta Nação.
Temos de voltar aos conceitos de Deus(embora não seja cristão), Família e Pátria e Dever, Honra e Serviço, temos que reeducar as novas gerações e investir na nossa Nação:  agricultura, pescas, comercio e industria, tornarmo-nos quase auto-suficientes como já  o fomos , só importávamos cerca de 6,9% do que consumíamos. Temos de tornar o interior aliciante dando incentivos aos novos agricultores, ou seja mudar as politicas que esta corja Abrilesca institui-o.
Temos de acabar com esta paneleiragem existente e com as leis que os favorecem e os protegem, e podem-me chamar xenofabo e homofóbico e fascista/ nacionalista, que não me ofendem, venero Salazar e sou nacionalista lusitano e defendo esta Nação e os ideais que a criaram.
Devemos chamar as coisas pelo que são e deixarmo-nos de paninhos quentes, e quem quiser fazer parte deste circulo, tem de perfilhar os mesmos ideais ou semelhantes aos nossos, visto não gostarmos de comunas, socialistas , sociais democratas, bloquistas ou democratas cristãos, visto serem todos a mesma "trampa", e foram eles que nos conduziram aonde estamos, de mão estendida a estes crapulas do FMI, BCE e Banca Mundial( judeus jacobinos ), que teem estado a lucrar com a nossa desgraça e só de juros por esta ajuda que vem ai, iremos pagar  520 milhões de euros, de juros para estes parasitas e os seus compadres se encherem.
Mas nada disto se muda com paninhos de água quente, teremos de nos revoltar e chegarmos ás últimas consequências.
Temos este dever para com esta nobre Nação e a sua longa e gloriosa história e pelo seu povo.

Despertem desta letargia em que se encontram, tomem as atitudes certas a bem desta Nação e deste desgraçado povo.
Derrubemos estes trastes e façamos pagar a esta corja tudo o que roubaram e destruíram, nesta Nação

Honra-Dever e Serviço.
Aprendam um pouco!...

A Alemanha regista a pouco honrosa distinção de ter entrado em bancarrota em 1920 e em 1953. Da última vez, Berlim contou com a ajuda financeira da Grécia

A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.
A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.
Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós--guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.
O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.
Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.
Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.
Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.
Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.
Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.
Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.
“Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores”, disseram ao jornal “Bild”.
Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.
O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à “Spiegel” que a Alemanha foi o pior país devedor do século XX. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.
“No século XX, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória”, afirmou. “Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido”, sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.

E esta o que acham?

domingo, 4 de março de 2012

DEPUTADOS C/ Sub NATAL e FÉRIAS em 2012
 Ora toma lá que é democrático!!
Até quando vai este povo amouchar como um burro que, como dizia Guerra Junqueiro, "já nem com as orelhas consegue enxotar as moscas" ??

Lendo o Orçamento para a Assembleia da República e qual o espanto: eles( deputados ) lá estão: o Subsídio de Férias e de Natal. Claro que já sabemos que estes políticos são super-portugueses, aos quais não se aplicam as leis aplicáveis à populaça... mas não haverá um mínimo de decoro?!
 
Para quem pense que se trata de uma fotomontagem, tomem lá um segundo link, para o próprio Diário da República, para que não haja dúvidas.
Indignem-se!!!
 
Deputados e funcionários da Assembleia da República contemplados com subsídios de férias e de natal em 2012 no orçamento APROVADO por TODOS os partidos. À semelhança do que foi justificado para a TAP PORTUGAL, também agora devem vir informar que havia perigo de fuga destes "cérebros" todos para o estrangeiro...

DIVULGUEM A TODOS OS VOSSOS CONTACTOS OS SACRIFÍCIOS DE QUEM NOS GOVERNA, DA EXTREMA ESQUERDA À EXTREMA DIREITA...SEM EXCEPÇÃO
. MAIS UMA PROVA DE QUE A ACTUAL DIFERENÇA ENTRE “ESQUERDA” E “DIREITA” ESTÁ APENAS NA MÃO QUE ROUBA VERGONHOSO

http://educar.wordpress.com/2011/10/18/na-assembleia-da-republica-nao-ha-cortes-nos-subsidios/


http://dre.pt/pdf1sdip/2011/10/20000/0465804667.pdf
 Folha salarial e Senhas do Dr. Jorge Sampaio e seu staff - na Fundação Cidade de Guimarães
CONTRA FACTOS..........COMO É POSSÍVEL? ? ? .......E O GOVERNO PERMITE.............   Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos
administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:


- Jorge Sampaio
- Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais
- Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra
- Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro
- Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião


Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injectado pelo Estado Português) em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros!!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o
PR e o PM!

Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
Boicote!...
 
A análise à balança de pagamentos da Alemanha e dos (mal) chamados PIGS, já muito citada por Paul Krugman e Gavyn Davies, e o dikatat imperial de Berlim sobre a Europa estão a provocar muitos tipos de reacções. Com net e redes sociais, a opinião pública pode manifestar o que lhe vai na alma, sem ficar à espera. É o que já está a acontecer. No "IE" recebemos uma mensagem, que circula na net, e apela ao boicote aos produtos alemães.  "É urgente que os cidadãos europeus exerçam o seu direito à resistência começando desde já por enviar uma mensagem  muito clara para Berlim: deixar de comprar produtos de origem alemã". E a mensagem conclui: "Talvez assim, finalmente os financeiros alemães comecem a perceber que matar os clientes não é um bom negócio. A guerra económica, como todas as guerras, não tem vencedores antecipados... E a relação de afrontamento do fraco ao forte pode ser sempre uma caixinha de surpresas. É pena que a Alemanha não tenha conseguido aprendê-lo ainda, depois das suas duas guerras mundiais.
 
Balança de pagamentos Alemanha/PT_SP_IT
    Com boicote ou não, há coisas que precisamos de saber!
 

O Cerne da Questão

O Euro foi um excelente negócio para a Alemanha e péssimo para os GIPS (Grécia, Itália, Portugal e Espanha). Como Paul Krugman  cita Gavyn Davie  É normal debater o problema do endividamento soberano concentrando-se na sustentabilidade da dívida pública nas economias periféricas. Mas pode ser mais informativo enxergá-lo como um problema no balanço de pagamentos. Tomados em conjunto, os quatro países mais problemáticos (Itália, Espanha, Portugal e Grécia) têm um deficit conjunto de $US 183 biliões na conta corrente. A maior parte deste deficit corresponde ao deficit no setor público destes países, já que o seu setor privado se encontra actualmente num estado aproximado de equilíbrio financeiro. Compensando estes deficits, a Alemanha tem um superavit de $US 182 biliões em conta corrente, equivalente a cerca de 5% do seu PIB...
Isto significa que, ao contrário do que acontece num estado federal, o estado que produz mais riqueza não a reparte significativamente pelos outros estados (fomentando a sua economia, por exemplo).
Percebe-se assim a atitude de boicote sistemático da Sra Merkel a qualquer plano que ponha cobro aos ataques especulativos e sequenciais dos mercados financeiros, pois isso exigiria que a Alemanha utilizasse uma parte do seu superavit para realizar empréstimos que apenas renderiam uma taxa de juro modesta.
Pelo contrário, se conseguir fazer aguentar a situação de impasse por mais algum  tempo, o bloqueio do crédito fará com que um grande número de empresas tenham de ser vendidas para não falirem, sendo então compradas pelos alemães,
Temos assim um ataque em tenaz tão ao gosto germânico:  mantêm-se os países desprovidos dos normais mecanismos de defesa cambial -resultante da moeda única e das regras impostas ao Banco Central Europeu - acentuando rapidamente as suas  debilidades estruturais e, simultaneamente,  dificulta-se o acesso ao crédito, levando cidadãos  empresas e estados a um beco sem saída.
Depois de espalhar o medo, substituem-se os governos desses países (Grécia, Portugal, Espanha, Itália), reduzem-se salários e regalias sociais e, finalmente, compra-se a capacidade produtiva de um país ao preço de saldo. 
Sem disparar um tiro, a Alemanha está a conseguir  alimentar os seus desígnios imperiais melhor do que conseguiu na primeira e segunda guerras. Em menos de 100 anos a Europa tem de enfrentar uma calamidade social provocada pela Alemanha.
De facto estamos a enfrentar uma situação de Guerra, em que as armas até podem ser corteses e silenciosas, mas não deixam de ser devastadoras.
Sabendo-se que 60% das exportações da Alemanha se destinam à Europa é urgente que os cidadãos europeus exerçam o seu direito à resistência começando desde já por enviar uma mensagem  muito clara para Berlim: deixar de comprar produtos de origem alemã.
Esta é uma acção fácil de levar a cabo pois o mercado oferece uma grande variedade de alternativas ; por outro lado a contracção das economias dos países europeus em dificuldades vai  amplificar muito o efeito do boicote.
Talvez que assim, finalmente, os financeiros alemães comecem a perceber que matar os clientes não é um bom negócio. 

Nacionalismo fora de hora


Numa sociedade em rápida transformação, como a nossa, a economia, a política e a cultura nunca evoluem no mesmo passo. A economia pode modernizar-se rapidamente sob a pressão dos contactos com o exterior, sem que o sistema político e as ideias na sociedade acompanhem-na no mesmo ritmo. A falta de sincronia entre essas esferas da vida social transmite a impressão de que o país vive simultaneamente em tempos históricos diferentes. Portugal, perdeu a maior parte dos anos 70 e ... procurando inimigos externos e internos para justificar sua pobreza e seu atraso em relação ao mundo. Nessa busca insensata perdemos a capacidade de perceber nossos próprios problemas, nossas fraquezas e, muito pior que isso, as grandes possibilidades que tínhamos diante de nós.
Alimentamos conflitos políticos inúteis, criamos espaço para lideranças políticas ineptas e irresponsáveis e deixamos de investir na criação das condições objectivas que tornam possível o crescimento econômico. Enquanto os outros países europeus iam evoluindo, conseguiram romper o círculo de atraso de consciência e ingressaram numa fase de modernização económica e social que nos está levando, pela primeira vez, para o centro relevante do mundo. em Portugal , no entanto, a modernização económica ( porque ela existe neste país )ainda não teve tempo, ou não foi capaz, de influir no modo de funcionamento do sistema político e no conjunto das ideias com que os "verdadeiros" portugueses interpretam  a sua realidade.
A política continua o mesmo modo patrimonialista de sempre e pode tornar-se um obstáculo importante à continuidade do nosso desempenho econômico. Mas o mais grave é a sobrevivência de ideias anacrónicas que ainda guiam o comportamento de sectores importantes da sociedade. A pior dessas ideias é o nacionalismo de esquerda. É um nacionalismo mais recatado e fino, sem os slogans( esquerdistas ) patéticos dos anos 50, mas mesmo assim carregado do mesmo veneno. estes nacionalismos de todos os tipos de esquerda  estão na origem dos maiores desastres e dos maiores fracassos das sociedades humanas nos últimos cem anos. Trazem-nos  à tona os piores instintos humanos,que os bolcheviques trouxeram com eles e que deu origem á divisão do mundo em duas super-potências e que em grande parte quase nos levaram a um retrocesso quase civilizacional.
Sou nacionalista e acho inconcebível que um comunista, socialista... possam proclamar-se nacionalistas.
O que sabem eles do que é ser nacionalista?!... sofreram pela nação, tem amor por ela, morreriam por ela e pela sua salvaguarda?!...
Não, porque são todos eles internacionalistas globais, querem que sejamos todos iguais...
Estas reflexões me vêm à mente com as notícias de o PCP, o PS e o BE, se preocuparem com a causa nacional e que sempre foi uma bandeira sua ser nacionalista...
Os tempos mudaram ou então, foi criado um novo "nacionalismo", arcaico e atavio e incoerente.
Temos um novo nacionalismo fora de horas e estranho, é como dizerem que sou irmão de um negro...ou que um gay é igual a mim...
Onde iremos chegar com estes anacronismos?!...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

CRISE DE IDENTIDADE EM PORTUGAL

Andando pelas ruas dum tradicional lugar de veraneio, vejo jovens portugueses envergando t-shirts, sweet-shirts com figuras de indivíduos que nada têm a ver com a cultura portuguesa, europeia, ou, sequer, ocidental. Daria vontade de rir, pelo paradoxo e ridículo, caso não fosse um triste sinal da ignorância e da falta de referências de toda uma juventude. Dupla ignorância, pois nem lhes passa pela cabeça quem são os vultos que transportam ao peito, e porque, também por desconhecimento, não conseguem encontrar, na nossa riquíssima e apaixonante História, personagens para ostentar orgulhosamente junto ao coração. Sendo certo e sabido que um Povo que não tem memória não tem futuro, esta falta de referências — iconográficas e conceptuais —, por parte dos nossos mais novos, conduzirá, a curto prazo, à total e completa falta de identidade de Portugal. Resta-me pensar que esta situação se deve a uma nova forma de crise de crescimento; dos jovens, que não do País, porquanto os 900 anos de Portugal lhe conferem antes a elevação da sabedoria e não a insegurança da adolescência. Assim, quero crer que, se alguém tiver a iniciativa de produzir t-shirts com as imagens de D. Afonso Henriques, Nuno Álvares, Camões, Pessoa — e tantos outros santos, sábios e heróis —, haverá ainda portugueses prontos a vestir a camisola. Façam-se.
Nacionalismo, Democracia, Autoridade e unidade social

O Nacionalismo não é nem nunca será uma ideologia. Quem assim pensa está longe de compreender o Verdadeiro sentido Nacionalista.

O Nacionalismo torna-se a “força” do povo e da Nação.

É no Nacionalismo que sentimos uma liberdade concreta e eficaz, onde podemos , de facto, expressar e pensar livremente, onde os Valores são mantidos, não porque a “força humana” deseja mas porque a “natureza” quer. O Nacionalismo abrange tudo e todos porque a Nação é de todos e não, só, de alguns.
Cada Nação e Continente tem uma identidade própria que deve preservar, conservar e valorizar o que lhe pertence. Só assim poderá haver uma evolução eficaz do povo e da Nação.
Sem essa identidade, tudo o que vier a seguir, é relativo e a própria evolução torna-se destrutiva, sem nada concreto e realista.

Muito temos que criticar negativamente as “vozes dominantes” que consideram o Nacionalismo como Extrema-Direita.
Ser Nacionalista nem é de Direita nem de Esquerda, o quanto mais é do Povo e para o Povo, mantendo o tudo seja da Nação, mesmo que isso implique criar inimigos.

O nacionalismo não agrada a “gregos e troianos” mas ao Povo.
É bom falar de Democracia mas mais bonito se torna quando praticamos com disciplina e ordem.
Há duas formas de Democracia: a ordenada e a destrutiva.
Uma evolução da Democracia é uma evolução para a destruição pois nenhum indivíduo pode evoluir uma instituição que em si já está ordenada e implementada.
A Democracia, por si, não chega a lado nenhum. Ela (Democracia) precisará da Autoridade (Líder) para uma boa organização Social e Política.
Como nos deparamos, em pleno século XXI, criação de Votos e mais Votos e “manipulando” o Povo nos próprios Votos.

É triste e lamentável saber que as “vozes dominantes” continuam a ser “pagas” por um Sistema que em si já não existe. Apenas tenta fazer crer que continua vivo.
Qualquer Voto deve ser pensado e “disciplinado” e não “criar” Votos por ideias modernas e individualistas.

O Povo, que tanto amamos e queremos todo o seu bem, deve ter uma participação directa e eficaz a nível Local (conselho) pois é lá que está inserido e conhece de perto os seus problemas. Tudo o resto pertence á Autoridade, isto é: ao Líder.
Há determinadas competências que não compete a nós, mas ao Líder.
O Povo, nessas mesmas competências, intervêm indirectamente, pois continuará a estar atento há Vida Política e Social.

O problema não está na Democracia mas na forma como implementamos, que pode ser boa ou “cair” na destruição de si e de todos.
Os Partidos podem ser bons mas como nos deparamos em numerosos Partidos e Movimentos que nada fazem. Apenas afirmam que “isto é Democracia!”.
Qualquer Partido tem que estar ao serviço da Sociedade e o povo deve ser ensinado para um bom serviço, bons Valores, boa educação e boa formação intelectual. Para tal é necessário um líder, de uma “força” superior que nos oriente e encaminhe para o bem social e político.

De facto, leva-nos a crer que só o Nacionalismo pode “levantar” o Povo de toda a podridão existente no Mundo actual.
A Sociedade é uma só que deve lutar com o mesmo objectivo: A Pátria.
As Classes Sociais existem mas isso não significa haver desigualdades Sociais, pois a pobreza existe devido há riqueza excessiva.
Será que um Empresário, Engenheiro, etc, deverá ganhar aquele ordenado que tu e eu sabemos?
Todos devemos ter um ordenado justo mas a “justiça” deve ser de todos e não, só, de alguns.
Só poderemos falar de Justiça quando, de facto, a praticar-mos com o devido valor e respeito de cada indivíduo. Caso contrário a Justiça não passa de algo meramente humano, que caminha á força dos homens.

O Nacionalismo torna-se o verdadeiro sentido de uma Nação e a verdadeira Democracia está numa Autoridade (Líder) eficaz onde se sinta de perto a unidade e sentido Nacional.